Cap 2 - Sonhos e Intrigas
As portas estavam trancadas, assim como as janelas. Gritos, berros e choro corriam ao redor dela como água, adicionando à própria histeria dela o fato de que um de seus melhores amigos estava LÁ FORA. Colin estava na janela, tentando tirar fotos, mas as mãos deles estavam tremendo tanto que ele desistiu, deslizando da janela, enquanto as pessoas gritavam ao redor dele.
O professor Flitwick acenou sua varinha e murmurou um encantamento e imediatamente a sala caiu em silêncio, enquanto as pessoas olhavam umas pras outras, e então ao redor delas, se perguntando por que nenhum deles estava gritando, enquanto dentro da cabeça deles, eles estavam apavorados.
Isso porque, lá fora, no campo de quadribol, Harry Potter travava uma intensa batalha com o Lorde das Trevas, que tinha aparecido durante o jogo de quadribol, ultrapassando todas as mágicas defesas de Hogwarts, fazendo os alunos gritarem e correrem. Hagrid tinha pego Rony e Hermione nos braços, e arrastava Ginny e Colin atrás dele, levando-nos para dentro do castelo, o mais rápido que podia.
Ginny ficou olhando pela janela, se dando conta de que Flitwick tinha enfeitiçado a todos eles; havia murmúrios baixos, mas nenhum dos gritos aterrorizantes de antes. Os olhos de Ginny se arregalaram, enquanto ela via raios de luz vindos de diferentes ângulos, envolvendo seu amigo, enquanto a varinha de Harry emitiu uma eletrizante luz verde antes dele cair da vassoura no chão abaixo dele...
Ginny se sentou na cama, respirando rápido, com a mão no peito. Ela olhou ao redor, para suas amigas, e todas estavam dormindo, a lua fazendo sombras em suas camas. Ginny passou as pernas pro lado da cama, e calçou suas pantufas. Respirando fundo pra acalmar os nervos, ela se levantou e cruzou o quarto até a porta, vestindo o robe, que estava pendurado na porta, e desceu as escadas, olhando para a escada dos meninos, se perguntando se Harry ainda tinha pesadelos.
Precisando de alguma coisa pra acalmar seus nervos, Ginny encontrou a passagem secreta para a cozinha e esbarrou em Dobby.
"Amiga do Harry Potter! Dobby ficará feliz em pegar algo para a amiga do Harry Potter. Chocolate quente? Leite? Suco de abóbora?", ele perguntou e Ginny não pôde conter um sorriso.
"Chocolate quente seria ótimo. Que horas são, você sabe?".
"São duas e meia da manhã, amiga do Harry Potter", Dobby disse, enchendo uma caneca de chocolate quente fumegante e Ginny se sentou numa cadeira perto da janela. Ela olhou pra fora e viu a lua refletindo no lago, pensando em como Harry tinha ficado no hospital por dias antes de acordar, parecendo abatido. E como Hermione chorara por ele, sem nunca querer sair do lado dele. Ginny tinha realmente pensado que Harry fosse morrer; claro, ele tinha derrotado Lord Voldemort, com a ajuda de Snape, McGonagall e Dumbledore (ela ficou sabendo depois), mas ela nunca tinha sentido tanto medo de perder um amigo.
Enquanto ela balançava a caneca, Ginny ouviu um ligeiro barulho atrás dela, um segundo antes de escutar a voz.
"Weasley, que alegria encontrá-la na cozinha", Draco falou, com sua voz arrastada, e sem nem mesmo pedir, se sentou numa cadeira em frente à dela, segurando um saco de pretzels. Ela o encarou. Ele usava uma calça de pijama verde-escura, e camiseta cinza. Por um momento ele ficou lá, mastigando os pretzels, olhando pela janela, e ele parecia... inofensivo. Lindo, na verdade. Ela não tinha certeza do que dizer pra ele, então ficou quieta, bebericando o chocolate quente e voltando sua atenção para o lago. Ela viu a lula gigante emergir e depois mergulhar novamente, como um gato caçando um rato.
"Parece que a lula gigante encontrou um lanche noturno também", Draco disse, virando na cadeira pra olhá-la.
Ele viu os olhos escuros dela pousarem rapidamente nele e depois de volta para o lago. Em um relance, ele notou os círculos debaixo dos olhos dela, que ainda parecia sonolenta, o cabelo pra trás num diadema, e por um momento ele viu uma Ginny Weasley diferente. Uma pessoa quieta, sonolenta e quase contemplativa, não a Weasley comum: a garota temperamental, algumas vezes falante, e desbocada.
"Que foi?", Ginny perguntou quietamente, nenhum traço de malícia em sua voz, só uma simples pergunta.
"O que você está fazendo aqui às duas da manhã?", ele perguntou, silenciosamente.
"Eu poderia perguntar o mesmo pra você", Ginny disse, desviando o olhar do dele, enquanto assistia Dobby encher uma caneca com alguma coisa e, hesitantemente, colocá-la na frente de Draco, pra em seguida, sumir na escuridão.
Draco segurou o saco de pretzels como resposta, oferecendo-o a ela. Ginny o encarou pensativamente, se perguntando se alguma coisa iria morder sua mão se ela a colocasse ali e ele notou sua hesitação.
"Não vai morder você", ele fez um olhar divertido.
Ginny se inclinou e pegou alguns pretzels, colocando-os sobre um guardanapo que magicamente aparecera perto de sua caneca.
O silêncio reinou enquanto eles faziam seus lanches. Ginny fazia notas mentais do que dizer a Hermione dali a alguma horas; sobre estar sentada ali com Draco, fazendo um lanche, em silêncio. Quase de modo companheiro, mas ainda existia um pouco de tensão no corpo de Ginny, como se esperasse por uma bigorna cair, ou que ele dissesse ALGUMA COISA que pudesse fazê-la afastar a cadeira e sair dali.
"Você ainda não disse porque está aqui".
Ginny suspirou profundamente, se dando conta de que não tinha motivos pra mentir pra ele.
"Acordei de um pesadelo, então pensei em vir beber algo quente", Ginny segurou a respiração, esperando por ele rir ou fazer algum comentário debochado. Em vez disso, ele concordou com a cabeça e não disse nada.
"Você sempre vem aqui fazer um lanche às duas da manhã?", Ginny perguntou antes de pensar em manter sua boca fechada. Até agora, ele estava agindo civilizadamente.
Draco concordou novamente. "Quando eu tenho problemas pra dormir, sim", ele disse e parou por aí. Ginny olhou pra própria caneca e notou que seu chocolate quente tinha acabado.
"A amiga do Harry Potter quer outra xícara?", Dobby perguntou, ao lado dela, mas ela balançou a cabeça, se levantando, e colocou a cadeira no lugar.
"Não, Dobby, obrigada. Tá na hora de eu ir pra cama. Tenho que descansar pro jogo de quadribol de amanhã". Ginny olhou novamente para Malfoy, que apenas encolheu os ombros, colocando outro pretzel na boca. Eles iriam jogar um contra o outro naquela tarde, no primeiro jogo da temporada, e os pais dela estavam vindo com seus irmãos, e uma visita surpresa de Samantha, então ela precisava ser de alguma forma funcional.
Apoiando as mãos nas costas da cadeira, Ginny se sentiu nervosa sobre o que estava prestes a dizer; ela não sabia o por que; talvez porque ela não estava totalmente certa de qual seria a resposta dele.
"Boa noite", ela disse suavemente e ele desviou o olhar da janela para encontrar os olhos dela.
"Durma bem, Weasley", foi a resposta dele e ela se virou silenciosamente, saindo da cozinha, aquelas palavras ecoando em sua cabeça. Ele tinha dito gentilmente e isso era tão incomum da parte dele, que ela estava tentada a pensar que ele estivera dormindo acordado, durante todo o tempo em que eles ficaram lá.
Ginny parou ao lado de seus pais, secretamente observando a tia e o primo de Harry, que haviam decidido ir visitá-lo no Final de Semana dos Pais. A tia dele parecia muito aturdida e um pouco amedrontada, enquanto Duda parecia confuso, como se tivesse sido pego num sonho do qual não conseguia acordar.
"Ron!", Harry gritou, interrompendo a conversa dele com Fred. Ginny e Ron olharam pra ele e Harry acenou a cabeça para a colina. Os Weasleys se viraram para lá, vendo os pais de Hermione e Samantha caminhando para encontrá-los. Ron estava com o maior sorriso que Ginny já havia visto, e ele apontou para Hermione, que apenas encolheu os ombros, se escondendo atrás de Harry. Depois de ser apresentado aos pais de Samantha, que pareciam tão aturdidos quanto Tia Petúnia, e recebendo um abraço rápido de Samantha, eles andaram para o Salão Principal, onde os pais e parentes ficariam esperando até dar a hora de ir para as arquibancadas.
Samantha e Rony caminharam na frente, conversando animadamente sobre alguma coisa; Ginny vinha atrás, conversando com Fred sobre suas aulas enquanto Harry fez um comentário indecifrável para o Malfoy, que estava parado na porta, olhando estranhamente para Samantha. Se virando para a multidão, Draco e o monitor Ernie McMillan direcionaram os pais para onde deveriam ir no castelo. Ginny o ignorou e continuou sua conversa com Fred sobre sua última lição de Herbologia, que estava procurando por um ingrediente perfeito para produzir um novo tipo de doce.
Depois de fazer um tour com a família de Harry e alguns outros estudantes e parentes, Ginny fez seu caminho das masmorras de volta para o Salão Principal, o jogo de quadribol dominando seus pensamentos.
Ginny fez questão de ver sua família acomodada à mesa, antes de sair pra se arrumar para o jogo. Ela estava apanhando nos treinos e queria chegar cedo pra voar um pouco antes. Ela apertou o ombro de Ron, enquanto se levantava para falar no ouvido dele, o mais longe possível de Samantha.
"Continue com o que quer que você esteja fazendo, Ron. Ela realmente gosta de você", Ginny viu o sangue subir para as orelhas dele e ela atravessou o hall, passou pela porta e desceu as escadas, notando que os monitores tinham ido embora, já que os parentes já estavam dentro do castelo.
Ela encontrou Harry no meio do caminho para o campo, e ele contou a ela que o Snape parecia conhecer a tia dele.
"Eu estava querendo saber pra onde você tinha ido. Eu tava guiando o grupo escada acima e de repente você não estava mais lá!".
"É, nós voltamos até que Snape me dispensou; eu estava tentando entender como é que eles pareciam se conhecer. Ele não conhecia Duda, mas obviamente conhecia minha tia.", Harry segurou a porta do vestiário para ela, e eles entraram. Silenciosamente, cada um pôs seu uniforme, amarrando os equipamentos de segurança.
"Como está indo com Hermione?", Ginny perguntou, ajudando-na com a proteção dos braços.
"Tudo ótimo. Uma parte de mim queria que isso tivesse acontecido antes".
"Ah, eu duvido; é meio difícil ter uma vida legal com Voldemort espiando das trevas", Ginny retribuiu o favor e amarrou a proteção dele também. "Você ainda tem pesadelos?".
Harry parou e olhou pra ela.
"Algumas vezes; cada vez menos conforme o tempo passa... Por quê?", ele perguntou suavemente, entregando à Ginny sua vassoura. Ela segurou, mas ele não a soltou, fazendo-a olhar pra ele.
"Eu tive um, noite passada".
Harry parecia surpreso "Teve?".
"Tive, e quando eu desci para as cozinhas pra beber alguma coisa, Malfoy apareceu". Ginny sentiu a mão de Harry cobrir a dela e viu o rosto dele se tornar sombrio. Ela sorriu pra ele, segurando sua mão "Não se preocupe, ele não agiu normalmente. Foi bem civilizado, na verdade", ela acrescentou, depois de pensar melhor.
"Estranho o Malfoy fazer isso...", Harry murmurou, soltando a vassoura dela. "Mas não sei porque você está tendo pesadelos; talvez você só esteja nervosa porque esse é o primeiro jogo depois de tudo o que aconteceu".
Ginny olhou pra ele pensativamente por algum tempo, o suficiente para fazê-lo se virar pra ter certeza de que ela tinha escutado.
"Harry Potter, eu acho que você acaba de analisar meu sonho. A professora Trelawney estaria orgulhosa!", Ginny gargalhou, enquanto ele bateu na cabeça dela de brincadeira, enquanto os outros jogadores começavam a chegar. Ginny se sentou num canto e começou a se alongar, escutando os expectadores subindo as escadas para as arquibancadas, e o zumbido da agitação aumentando a cada instante.
Enquanto Harry e seu time montavam nas vassouras e entravam no campo em sua formação usual, Ginny pôde ver que um significante número de arquibancadas havia sido magicamente adicionado. Tinha cerca de três vezes mais o número de pessoas que normalmente tinha e a multidão estava louca. Harry teve que fazer sinais com as mãos pro time se reunir ao redor dele, dando a Draco um olhar desafiador o tempo todo. Harry rapidamente vasculhou a multidão, sem certeza de que encontraria Hermione, ou a tia e o primo dele na massa de pessoas pulando e gritando.
Harry organizou o time e todos se prepararam em suas posições, esperando pelo sinal pra começar. Draco, como sempre, sorriu com desdém pra Harry, que só o olhou friamente. Harry olhou para o time dele; Ginny, Demelza e Dino eram os artilheiros; Ron estava andando de um lado pro outro, no chão, em frente aos aros, e viu os batedores, Jimmy Peakes e Ritchie Coote que tinham jogado no ano anterior, se preparando para voar no momento em que Madame Hooch assoprasse o apito.
"Três...dois...um", o apito soou, o barulho da multidão aumentou e eles voaram para o ar, enquanto Harry voava ao redor do perímetro, mantendo um olho em Draco, e o outro procurando o pomo-de-ouro. Ele viu Draco vindo em sua direção e Harry facilmente saiu do caminho, sabendo que o pomo-de-ouro não estava por ali, e se dando conta de que Draco estava apenas mantendo os olhos fora do céu.
Ginny voou ao redor do campo velozmente, fazendo o que ela fazia de melhor e ouviu a voz de Luna anunciando que a Grifinória havia marcado. O barulho da multidão encheu os ouvidos de Ginny e a ensurdeceu momentaneamente. Parecia que todo mundo estava usando um feitiço "sonorus" pra ficar mais alto do que o normal, ela mal podia ouvir Luna com todo aquele barulho.
Harry se virou e decidiu ir pro outro lado do campo. Ele voou perto das arquibancadas, sentindo Draco logo atrás dele, Coote desviou de Harry e rebateu um balaço por cima da cabeça de Harry, quase derrubando Draco da vassoura. Harry pôde ver uma palavra de cinco letras saindo dos lábios de Coote porque o balaço não tinha atingido, por acidente, é claro, o apanhador da Sonserina.
"...parece que Potter e Malfoy estão brincando de o mestre mandou...", Ginny pôde ouvir Luna dizer. Ela recebeu a goles de Demelza, mas não antes de alguém esbarrar em sua vassoura, fazendo-a soltar a goles.
"Eu adorava esse jogo quando eu era criança, era muito engraçado até alguém tentar me envenenar... Ahh, Sonserina marca, Weasley foi trapaceado...", Luna disse com sua voz sonhadora. Harry voava cada vez mais alto, até chegar no topo da última arquibancada. Ele viu a tia e o primo, que pareciam meio perdidos observando o jogo. Draco freiou atrás de Harry, batendo na vassoura dele. Harry ouviu um balaço vindo, se abaixou e ouviu Draco resmungar, quando o balaço o atingiu no braço. Peakes apareceu caçando o balaço, Harry percebeu sua chance e voou mais pra cima, e ziguezagueou, vendo algo flutuando acima dos aros que Ron estava defendendo. Ginny passou como um raio por ele, forçando Harry a se abaixar, perdendo tempo, o que facilitava Draco chegar mais perto.
Ginny ouviu o apito, sinalizando o pedido de tempo e viu Harry acenar pro time, então ela direcionou a vassoura para o chão. Ela parou ao lado dele e de Ron, os ombros se tocando, enquanto eles se inclinavam pra ouvir o que Harry dizia. Ele apoiou um braço sobre os ombros de Rony e o outro em Ginny e começou a falar.
"Eu não consigo tirar o Malfoy de trás de mim. Já tentei de tudo, mas ele parece estar colado".
"Talvez ele goste de ficar nessa... posição...", Ron brincou e Ginny segurou uma risada.
"Eu tenho medo de rebater muito forte e o balaço bater em você", Ritchie admitiu e Jimmy concordou.
"Alguma idéia?", ele perguntou. Ron encolheu os ombros e Harry começou a pensar.
"Já sei!", Harry exclamou, e eles se aproximaram mais pra ouvir o plano, todos concordando com o que ele dizia.
Madame Hooch apitou novamente, sinalizando que era hora de recomeçar. Harry abraçou Ginny rapidamente, antes de trocarem de vassoura e voarem.
"Mas o que diab...?", Luna começou, mas vendo o olhar ameaçador da professora McGonagall, ela corrigiu "Digo... Oh, Merlin". Luna não tinha mais que gritar, porque o barulho tinha cessado, só se ouvindo murmúrios e um ou outro grito. "Parece que Potter deu sua vassoura pra Ginny Weasley!", risadas irromperam de muitos garotos na arquibancada. "Eles trocaram de posição... cuidado, Draco! Melhor cobrir o rosto e procurar por morcegos!", Luna riu, e a torcida da Grifinória urrou.
Draco pareceu momentaneamente confuso, até Ginny voar pro outro lado do campo, com Draco logo atrás dela. Harry viu a goles vindo em sua direção e a segurou. Tirando sua atenção de Ginny e Draco, Harry voou em direção ao outro aro; ele estava perto, mas precisava estar MAIS perto. Harry olhou pra cima, arremessou a goles e imediatamente voou para direta, fazendo uma curva em U.
"Incrível! Potter marcou o primeiro gol da vida dele!", Luna gritou, sua voz sonhadora tendo desaparecido no momento. Ela então percebeu que estava empolgada demais, depois de receber um olhar da McGonagall, e se sentou na cadeira, olhando agora para os apanhadores, que procuravam pelo pomo-de-ouro. Demelza marcou outro gol, e Ron estava defendendo quase tudo... o placar estava apertado, 120 pra Grifinória e 110 pra Sonserina.
Ginny podia ouvir a voz de Luna mais alta do que nunca, mas também podia sentir Draco próximo a ela.
"Movimento interessante, Weasley... vamos ver se você consegue rebaixar Harry para o posto de artilheiro", Draco zombou.
"Te vejo por aí, Malfoy", Ginny se virou e começou a subir, procurando pela bolinha dourada que ela só tinha pego uma vez na vida. Sendo mais leve que Harry, ela podia se mover mais rápido com a vassoura, mantendo uma distância de Draco que Harry dificilmente conseguiria.
Harry finalmente tinha encontrado Hermione, a prima dela e os pais delas, sentados perto da tia dele. Ele não teve a chance de acenar para eles, porque outra goles estava vindo em sua direção, enquanto um artilheiro da Sonserina voava atrás dele. Um borrão vermelho, Dino, passou e pegou a goles, arremessando para Harry, que voou em direção aos aros. Ele percebeu que estava bloqueado, e jogou para Demelza que prontamente a arremessou como uma bola de basquete no aro.
Naquela confusão, Harry viu o pomo-de-ouro perto dos aros de Ron. Ginny também viu. Ela girou em parafuso tão rápido que Draco quase não conseguiu frear a tempo.
Quando Ginny passou voando muito rápido em direção ao aro de Rony, foi que Hermione viu o pomo-de-ouro; um Sonserino rebateu um balaço direto em Ginny, mas estava atrás dela, então ela não viu, e com o barulho, ela não conseguia ouvir os gritos de "FALTA!", que tentavam avisar Ginny a olhar pra trás. O pomo estava agora embaixo de Ron, o placar 130-110 pra Grifinória.
Ron viu Harry do outro lado do campo, apontando pra algo atrás de Ginny. Ron podia ver a irmã, o cabelo vermelho voando atrás dela, caçando o pomo, com Draco bem ao lado, e o balaço a uns 10 metros de distância deles. Sem pensar, ele abandonou os aros sozinhos, voando rápido até Ginny, tentando impedir o balaço de derrubá-la. Ginny olhou para o lado rapidamente, surpresa de ver o irmão gritando pra ela e indo em sua direção, enquanto ela sentia algo na ponta dos dedos, a mão se fechando ao redor.
Ron se colocou entre ela e Draco, sendo atingido, e Ginny piscou enquanto o via cair da vassoura. A multidão começou a comemorar quando percebeu que ela havia capturado o pomo, enquanto outra parte fazia "OOOHH", assistindo Ron cair feio no chão. Ela ouviu Draco gritar e xingar alguém do time dele, e voar em sua direção, o uniforme verde voando ao seu redor.
Harry e Ginny deixaram escapar uma palavra de cinco letras, enquanto voavam para o chão.
Hermione prendeu a respiração e Samantha gritou o nome de Ron, sendo segurada pelo tio para não pular da arquibancada.
O clã Weasley (Molly, Arthur e os gêmeos) foi guiado pela professora McGonagall, pra ver por eles mesmos o estado de Ron. Ginny jogou a vassoura de Harry e o pomo no chão, ajoelhando ao lado do irmão inconsciente.
Uma maca foi conjurada e ele foi carregado pra fora do campo.
N/T: Olá! Então.. pouca D/G action até agora, mas eu prometo (na verdade eu espero) que, quando ela finalmente aparecer, vocês vão gostar .. Às fofas que mandaram reviews (LudPotter, Iara, EuDy), obrigada :)
