Disclaimer: Saint Seiya não nos pertence, eles são propriedade de Masami Kurumada, Toei e Bandai. Este trabalho não possui fins lucrativos.

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Saga abriu os olhos lentamente quando sentiu que o carro parara. Ele olhou para Kamus, que ajeitava tranqüilamente algumas coisas no porta luvas. O geminiano perguntava-se como aquele homem podia estar tão bem quando claramente estava atentando contra sua vida. 'Lembrete mental: nunca mais andar num carro dirigido por Kamus.' Nunca vira tantos sinais serem furados e não lembrava de ter visto um carro andar àquela velocidade que não fosse em corridas de Fórmula 1.

- Vamos, o almoço é lá em cima.

- Já vou... Assim que eu sentir minhas pernas. –falou, enquanto saia cambaleante do automóvel. Kamus foi até um elevador perto do estacionamento. Saga o seguiu em silencio.

O elevador era grande e bem luxuoso, com os botões dourados do painel refletindo à fraca luz que iluminava o cubículo. Saga apoiava-se na parede ao fundo, enquanto Kamus parecia bastante entretido em observar cada detalhe do painel de botões. 'Acalme-se Saga, você já vai sair daqui... Respire... Isso... Respire...' De repente, com um solavanco, o grego sente o elevador travar, virando-se para encarar Kamus, que o olhava intensamente.

-O q-que houve? – perguntou Saga, arregalando os olhos.

-Sei que somos diferentes, eu e Milo, mas a realidade é que vamos nos casar. Eu não medi esforços para ficarmos juntos...

-Você não acha que está meio abafado aqui? – falou Saga tentando alcançar os botões, mas Kamus estava na frente.

- Eu superei cada barreira, cada obstáculo, cada receio... Passei por cima de tudo e de todos...

-Realmente, sua determinação é algo impressionante, mas porque não abrimos essa porta, hã? –falou, correndo as mãos nervosamente pelos cabelos.

-Agüentei cada defeito, amei cada qualidade e engoli muito desaforo... E venci tudo isso. Só tem uma única coisa que eu nunca consigo vencer –Saga já respirava com dificuldade, finalmente prestava atenção em Kamus. – Você.

-E-eu?

-Sim, eu não consigo te derrotar. Milo o transformou em um deus e o colocou no mais alto pedestal... Mas a mim... Milo me colocou em seus braços –falou apoiando-se na fria parede de metal. Saga rapidamente apertou o botão de destrava e saiu correndo, dando de cara com uma bandeja enorme e caindo estatelado no meio do corredor.

-Oh, Deuses, você está bem? –disse uma mulher ruiva, trajando um vestido amarelo claro, com um decote em "v" e sapatos de salto fino, enquanto o ajudava a levantar. – Esse tombo foi feio.

-Que entrada, hein? –disse uma outra mulher, segurando o braço esquerdo de Saga – Prazer sou Shina Mancinni, prima do noivo... Quer dizer, do Kamus.

-Eu sou Marin Takeiyama, também sou prima do Kamus. E a madrinha do casamento –disse feliz –Espero que sejamos bons amigos.

-... Claro... Eu acho...

- Então você é o Saga? Saga, do Milo? –disse uma mulher muito simpática, do alto de seus 50 anos, com cabelos curtos e loiros, muitíssimo bem cuidados. Veio sorrindo para os três. –Muito bem, vocês duas, não tem coisa melhor pra fazer?

-Mas tia...

-Nada de "mas". Agora se me permitem, irei seqüestrar esse rapaz por alguns minutos... –disse, puxando Saga e o afastando das duas.- Desculpe por essas daí, mas o Milo fala tanto de você que todos nós ficamos muito curiosos para conhecê-lo. Aliás, em quesito de beleza, ele foi até bem modesto. – disse sorrindo e Saga sorriu de volta, completamente contagiado pelo bom humor da senhora.

-Obrigado Senhora...?

-Que falta de educação a minha! Eu sou Isabelle Lavoisier, a mãe de Kamus. Não se preocupe, Milo já me ligou falando que estão te esperando no estádio. Suas malas já foram levadas para o hotel e um táxi irá passar aqui em 20 minutos, mas antes de ir se divertir, você deve conhecer um bando de senhoras chatas e entediantes. – disse rindo.

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O batedor disparou pelo campo, fazendo todos os olhares acompanharem a jogada, ansiosos. No camarote do estádio, a situação não era diferente: os homens que assistiam mal piscavam, receosos de perderem algum lance. Um suspiro resignado foi lançado em conjunto, quando a jogada acabou, infelizmente, sem o resultado esperado. Suas atenções agora eram dirigidas para Saga, que acabou de chegar com uma grande bandeja de cerveja.

-Muito bem, rapazes, algo dourado para iluminar seus dias! –disse, oferecendo um copo para cada um.

-Deixe-me ajudá-lo – disse Milo levantando-se.

- Não se preocupe, eu consigo fazer sozinho –disse, dando um sorriso maroto para Milo e indo servir os homens ao lado de Milo.

-Certo, senhor Lapus, deixe-me apresentá-lo então. Este é meu editor, Mike Phillips, este é o pai de Kamus, senhor James Lavoisier e esse outro velho aqui, acho que você já conhece –falou Milo rindo.

- Senhor Kelderas! Como o senhor está? –disse Saga abraçando Níkolas, pai de Milo.

-E esta peste aqui na frente... –disse, dando um tapa de leve na nuca do homem a sua frente –É o Aioria, eu o conheci aqui, mas ele também é de New York – Saga cumprimentou Aioria e o encarou, franzindo o cenho.

-Já não nos vimos em algum lugar? –falou tentando lembrar alguma coisa.

-Creio que não –falou Aioria, passando a mão pela nuca, em um gesto familiar.

-Você me lembra alguém...

-Se você é de New York, provavelmente já nos vimos em alguma danceteria...

-Impossível, Saga não dança –falou Milo, debochado.

-Quem disse? –perguntou, olhando para Milo.

-Zeus! O que fizeram com meu melhor amigo perna de pau? Qual a graça de ir para a balada agora? –disse, caçoando.

- Ora, meu caro, eu sou o mesmo velho Saga de sempre. Só que tem muitas coisas que eu sei fazer que você ainda não conhece... –disse Saga, um brilho diferente nos olhos. Todos ao redor riram muito, e o geminiano sentou-se ao lado de Milo.

-Será que poderia me acompanhar? –perguntou Milo bem perto da orelha de Saga, o hálito quente fazendo-o arrepiar-se.

-Com todo prazer...

Foram para uma área descoberta do campo, bem acima do camarote, onde tinham uma visão panorâmica do estádio e de alguns prédios ao redor. Uma brisa leve soprava, balançando os cabelos de ambos, que se apoiavam no parapeito, apreciando a vista. –Milo, posso te fazer uma pergunta meio pessoal?

- E desde quando você precisa de permissão para me perguntar qualquer coisa? -devolveu, fazendo o outro soltar uma leve gargalhada.

-... Como você e Kamus se conheceram?

-Bem, eu estava numa missão secreta na Colômbia e estavam revistando todos os turistas que estivessem sozinhos. Lógico que eu não podia correr o risco de ser descoberto, então, como ele também estava sozinho...

-Pode parar, eu vi esse filme semana passada –disse dando um leve soco no braço de Milo.

-Tá, foi um filme, mas não teria sido bem legal se fosse assim? –disse, rindo –Pelo contrário, não foi nada romântico, nem excitante. Eu estava numa festa com o pessoal da revista e ele também estava lá. E começamos a sair e agora estamos onde estamos, não é?

-Ele me parece uma boa pessoa... 'É uma boa pessoa, uma boa pessoa bem longe de você... Pare com esses pensamentos Saga!'

-Ele é quase perfeito.

-Não se cansa dessa perfeição todo dia?

-Foi o que eu pensei no inicio do namoro, mas quando eu estava com ele, era diferente... Fazia sentido, sabe? Quando eu o via infernizar a vida do atendente da cafeteria por que o café não estava com açúcar o suficiente, eu me perguntava: por que estou com ele? Somos tão diferentes. Então ele virava para mim, segurava a minha mão e me perguntava se eu queria o mesmo de sempre e eu simplesmente sorria e concordava.

-Hum... –Saga fez uma leve careta.

-Sei que você não gosta dessas coisas de romance e amor.

-Não é bem assim... -Milo o encarou, cruzando os braços e sorrindo de canto, provocativo –Quando nós estávamos... Você sabe... Quando éramos... Quando estávamos...

-Juntos?

-Isso! Eu deixava...

-Me deixava te abraçar em publico? Não, com raríssimas exceções e ainda assim, por que estávamos basicamente sozinhos.

-... E ele deixa?

-Sim. Na maioria das vezes, sou eu quem toma a iniciativa, mas ele me deixa abraçá-lo independente de onde estejamos. E eu sei que, apesar de reclamar, aquele francês gosta –disse, um sorriso lindo brincando em seus lábios.

-... Que tal nós três sairmos hoje à noite? –disse Saga, querendo quebrar o estranho clima que havia se instalado entre os dois.

-Claro! O que você sugere?

-Em homenagem aos velhos tempos, que tal irmos para um karaokê?

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Um homem pra lá de bêbado terminava de cantar "Like a Virgin", enquanto as pessoas ao redor riam e aplaudiam. O bar era mal iluminado, com varias mesas ao redor de um velho aparelho de karaokê e garçons tentando se espremer para atender as mesas. Foi quando Milo, Saga e Kamus chegaram. Milo usava uma espécie de bata branca e uma calça jeans meio velha; Saga usava uma camisa verde musgo e calça jeans; já Kamus usava um suéter azul escuro e uma calça social preta.

Sentaram-se em uma mesa e esperaram o garçom.

-O que posso fazer por vocês?- veio uma mulher anotar o pedido.

- Bloody Mary –falaram Saga e Milo ao mesmo tempo e sorriram .

- E para você, ruivinho? – falou a mulher

- Uma cerveja light, por favor –pediu displicente, recebendo um olhar torto de Saga.

- Lembra-se? "Just the way you look tonight" – disse Milo rindo e Saga sorriu também

- Como esquecer de Veneza? – falou Saga

- Eu adoro Veneza –falou Kamus, mas os outros dois conversavam tão animadamente que não o ouviram. Ficaram assim por meia hora, enquanto Kamus se entretinha com a cerveja.

Foi quando um dos homens terminou de cantar e meio bêbado virou-se para Kamus e falou:

-Sua vez, irmãozinho. – e jogou o microfone em cima de Kamus.

- Não, eu não canto, eu –

-Vai, francês, não tem nada demais – falou Milo brincando.

-Eu não gosto –retrucou o outro, seco.

- Por favor... –falou Milo, sorrindo.

- Eu já disse que não gosto – falou Kamus entre os dentes. Saga não agüentando a situação pegou o microfone da mão do ruivo e levantou.

-Senhoras e senhores! É com grande gosto que hoje apresentamos exclusivamente o Sr Kamus Lavoisier e seu delicioso sotaque francês! –falou entregando o microfone na mão de Kamus. 'Agora quero ver, ruivo...'

Kamus levantou-se quase em estado de choque e se ajeitou o melhor que pôde. Escolheu a música e a melodia começou a tocar, fazendo as pessoas em volta pararem e começarem a prestar atenção, reconhecendo-a prontamente. Milo não desgrudava os olhos de Kamus e Saga apenas o olhava, um sorriso vitorioso dançando em seus lábios.

A letra começou a aparecer na tela do karaokê.

"Kiss me out of the bearded barley
Nightly, beside the green, green grass
Swing, swing (swing, swing)
Swing the spinning step
You wear those shoes and I will wear that dress

-Saia daí! – falou um homem ao fundo, mas Kamus o ignorou e continuou.


Oh, kiss me beneath the milky twilight
Lead me out on the moonlit floor
Lift up your open hand
Strike up the band and make the fireflies dance
Silver moon's sparkling
So kiss me

Kiss me (kiss me)
Down by the broken tree house
Swing me (swing me)
Upon it's hanging tire
Bring, bring (bring, bring)
Bring your flowered hat
We'll take the trail marked on your father's map

Oh, kiss me beneath the milky twilight
Lead me out on the moonlit floor
Lift your open hand
Strike up the band and make the fireflies dance
Silver moon's sparkling
So kiss me

A essa altura, as pessoas do bar se animavam e cantavam junto, enquanto Milo parecia encantado e Saga, completamente incrédulo. Como não notavam as desafinadas que Kamus dava?


Kiss me beneath the milky twilight
Lead me out on the moonlit floor
Lift your open hand
Strike up the band and make the fireflies dance
Silver moon's sparkling
So kiss me

So kiss me...

Todos aplaudiam e Milo olhava maravilhado para Kamus, que agradecia discretamente para as pessoas ao redor. Kamus sentou-se absolutamente sem graça e passou o microfone para outro.

-Isso foi horrível... Péssimo –falou Milo, rindo feliz e dando um beijo em Kamus.

-Bem acho que já podemos voltar para casa não!? – falou Saga, meio irritado.

-Que nada, acabamos de chegar! E agora que eu descobri a falta de talentos vocais do meu querido Kamus, eu quero mais uma música!- falou, sorrindo de forma travessa.

-Desculpe, meu anjo, mas hoje eu já passei vergonha suficiente por um ano inteiro –falou, dando um sorriso amarelo para um casal que acenava alegremente para ele –E eu ainda tenho que ir para casa da minha avó – falou pedindo a conta.

-É mesmo, tem que ir lá ainda... –murmurou Saga, desanimado.

Saíram do bar e chamaram um táxi, onde entraram Kamus e Saga que, como padrinho, tinha que acompanhar Kamus nesse jantar.

-Você tem certeza de que não quer vir? – falou Kamus para Milo

-Não, tenho que voltar para casa e terminar aquela coluna sobre futebol ainda hoje... Que droga parece que hoje eu dormirei sozinho... – falou, fazendo biquinho.

- Se quiser posso tentar voltar para casa e –começou Kamus.

-Não se preocupe, vá lá e descanse –disse, sorrindo –Quero você inteiro pra amanhã... –completou, dando o já famoso sorriso de canto.

-Infelizmente minha lealdade é como o outro noivo no momento, então Miluxo, eu não te acompanharei essa noite –falou Saga teatralmente.

-Na verdade não há necessidade de você ir, mas –começou Kamus.

- Nesse caso – saiu do carro – Eu faço companhia ao Milo aqui.

-Certo, certo. Então, boa noite, meu francês –Milo deu um longo beijo em Kamus.

-Eu te ligo mais tarde. Bon Soir, Saga.

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Saga e Milo resolveram caminhar até em casa, aproveitando para conversar e relembrar a época em que ainda eram mais novos e sem responsabilidades. Pararam em uma barraquinha para tomar sorvete e sentaram em banco perto de um ponto de ônibus.

-O que você achou dele? – perguntou Milo ainda comendo

-Bem... Ele é legal. Quero dizer não sabe cantar uma nota correta e é irritantemente perfeito, mas eu gostei dele. –Milo riu, deixando o sorvete de lado e apoiando a cabeça no ombro de Saga.

-É importante para mim que você goste dele.

-Vocês já sabem onde vão passar a lua-de-mel?

-Ainda não decidimos. Se eu conseguir o trabalho em Londres, nós vamos para lá, mas se o Chicago's perder, nós vamos para Michigan.

-Será que você ainda não enxergou o que ele quer? Você em terno azul, enfiado num escritório qualquer da família, morando numa casa bem perto dos pais dele. – falou Saga olhando para Milo.

-Não. – Milo levantou-se e voltou para o sorvete. –Kamus nunca faria isso, você não o conhece direito.

-Eu só acho estranho ninguém ter falado nada sobre isso.

-Você nunca teve problemas com meu trabalho antes.

-Vamos encarar que não é um trabalho sério...

-Serio ou não, eu o amo e só faço absolutamente por que gosto. E fim de assunto.

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Saga andava para cima e para baixo com Kamus pelo saguão do hotel onde estava hospedado. Fora incumbido de cuidar, junto com o francês, de alguns últimos detalhes da comida. Conversavam amenidades, quando resolveu puxar o tal assunto.

-Então, onde será a lua de mel?

-Ainda não decidimos. Se ele conseguir o trabalho em Londres, nós vamos –

-Vão para lá, mas se o Chicago's perder, vocês vão para Michigan. Sei disso, mas você não acha que o Milo precisa de um pouco mais de estabilidade? Quero dizer, nunca se sabe quando pode ser o próximo trabalho...

-Esse tipo de conversa eu já tive com meu pai.

-Por que não me surpreendo? –'Típico... Agora é só eu te enrolar um pouquinho' –Ele passa fins de semanas em hotéis ruins, com comida ruim, atendimento péssimo e sem garantia nenhuma de que vai conseguir o emprego no final. Não é o que queremos para o futuro dele certo?

-Oui, mas ele ama o trabalho dele.

-Tem certeza? Quem gostaria de ter esse tipo de vida? Eu acho que devemos agir para garantir a felicidade dele. Venha vamos tomar um café e eu te direi o que deve fazer... –foram até o restaurante do hotel e pediram dois expressos. – Muito bem você deve confiar nisso para dar certo.

-... Certo... –falou, meio desconfiado.

- Olha você quer o Milo feliz ou não?

-Certainement que je veux!¹

-Hã... Certo... Então, siga minhas instruções. Eu só quero o melhor para o Miluxo... – 'Então vou ter que te tirar do caminho dele, ruivinho' – Você deve conversar com seu pai sobre isso e depois que tudo estiver acertado, você fala com o Milo que seu pai esta dando uma reorganizada em algumas áreas da empresa e vai precisar da ajuda dele para Relações Públicas por alguns meses. Quando ele se der conta, já estará feliz, seguro e bem sucedido! – 'Além de bem longe de você.'

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Hikaru: Ai vai o capitulo 2 Espero q se divirtam lendo, não esta totalmente fiel pq minha memória não me permite lembrar de todos os detalhes do filme e acho que assim fica mais interessante. Agradeço as reviews \o/

Tsuki: Espero q gostem do cap P Obrigado àquelas que deixaram reviews e um singelo pedido a quem ainda não o fez: DEIXEM REVIEWS e façam essa autora aí d cima e essa editora q vos fala mt supimpantes XD

Hikaru: Então é só Até uma próxima