Avisos: Presença de outros ships além de Rose/Tenth e de slash M/M
2-Don´t kiss and tell or Just be discreet!
Não conte a ninguém antes que fique sério
Quando o romance ocasional virar um compromisso, avalie se está preparado para contar a todos no escritório.
Seja discreto e respeite os colegas de trabalho
Mantenha uma postura profissional no escritório. Isso inclui mostrar respeito com outros colegas e ser discreto com seu amor. Ficar contando no escritório como anda o relacionamento é uma péssima ideia, assim como demonstrações de carinho exageradas. Você pode acariciar, beijar e abraçar seu par no tempo livre.
-Oh! Olhe só para você, Rose!- Amy disse com um sorriso conspiratório.
-O que? T-tem algo na minha cara? –ela tentou ver o reflexo na tela escura do computador desligado.
-Oh sim... E se estou certa e, geralmente estou, o que tem no seu rosto é a-m-o-r!
-O-o que!? –Rose disse alto, mais alto do que uma pessoa inocente deveria ter dito.
-Sim, sim! Diga logo, quem é o sortudo? Ou, mais importante, ele é bonito?
-Não, eu não...
-Então ele não é bonito? Sério, Rose, achei que você tinha bom gosto...afinal, você tava caidinha pelo Doutor Sabichão semana passada, não estava?
-Eu não sei do que você está falando, aliás, Amy, você falando de bom gosto...- ela desviou o olhar, tentando fingir que não estava corada e esperando que o comentário tirasse Amy da linha de raciocínio que levava a John.
-Eu tenho bom gosto! Rory é só...
-Amy! Oiii! –Rory disse alto, acenando e quase derrubando o equipamento médico que Martha o pedira para trazer, esta o ajudou para que ele não caísse e não quebrasse nada. A morena levou uma mão a testa ao vê-lo tropeçar mas se recompor outra vez antes de terminarem seu caminho até os elevadores, tudo por estar distraído tentando chamar a atenção de Amy e conseguindo a de todos no local.
-Bem, o Rory... é o Rory... e eu não vou discutir mais gosto com você, Rose.
-Promete?
-Prometo. –Amy voltou para seu cubículo, tentando fingir que suas bochechas não estavam da cor de seus cabelos.
Rose se pôs a trabalhar. Em algum momento sua mente se voltou para o que Amy dissera. Ela já comentara que Rose poderia estar tendo uma queda por 'John' –que ela sempre chamava de Doutor-alguma coisa, provavelmente por não saber seu nome, pois ele era chamado de Doutor ou Décimo, por todos-, na época ela rira, pois eram só amigos, nem isso na época, Rose só não conseguia evitar olhar para o homem sempre que ele passava por aquele andar, na verdade.
Só que agora... bem, há alguns dias, eles haviam começado 'algo', agora se encontravam fora do escritório também.
Tudo começara bem inocente.
Eles passaram a se encontrar com mais frequência já que Rose foi designada a levar o almoço para ele, pois John tinha a tendência de perder a noção da hora –principalmente do almoço e do fim do expediente- no laboratório. Começaram a conversar e conversar... ao ponto que Donna tinha de vir tirá-la de lá, pois, aparentemente, perder a noção do tempo devia ser contagioso.
Voltou a trabalhar com um sorriso nos lábios. Algumas horas depois, Martha voltou com Rory a seguindo, ambos pareciam exaustos e tinham fuligem e graxa, que cada um tentava limpar com um pano, em várias partes do corpo.
Vinham na sua direção, bem, Rory ia na de Amy, devia ser hora do almoço, o que queria dizer... Rose ergueu-se de sua cadeira num impulso, assustando Martha que passava perto dela.
-Desculpe, Matha! Eu só... tenho de almoçar! – ela riu, um pouco nervosa.
Martha acenou em concordância e deu alguns passos antes de mudar de ideia e voltar, parando em frente a Rose.
-Estou feliz por você ter deixado essa queda de lado, como eu fiz... ao aceitar namorar o Mickey.
-Eu...- Rose nem queria saber como isso chegara aos ouvidos de Martha, mas um olhar para Rory (que desviou os olhos) e Amy (que deu de ombros) lhe deu uma boa ideia.-... estou feliz por vocês também... sério.
Ambas trocaram um olhar, desconfortáveis com o assunto e logo Martha estava indo embora de novo, mas dessa vez para valer.
Bem, a estranheza, caso não tenham notado a tensão, não era só pela outra ter uma grande paixonite por John desde que ele entrara na empresa –afinal, Martha não sabia que era de John que ela gostava- mas sim por Mickey ser seu ex-namorado. Era estranho, pois ela achava que Rose poderia se sentir incomodada, quando, na verdade, tudo havia terminado por decisão da loira e ambos continuaram amigos depois.
E agora você deve estar se perguntando por que uma empresa de tecnologia precisa de uma doutora-médica e um enfermeiro, pois bem é que os doutores-cientistas tinham o estranho hábito –e um muito perigoso- de explodir seus laboratórios até conseguirem fazer uma invenção funcionar.
Por falar nisso, era melhor ela ir logo, passando por sua cabeça só agora: o local que Martha e Rory haviam prestado seus serviços bem podia ser o laboratório de John. Em dez minutos já tinha tudo pronto, deixou o almoço na mesa enquanto pegava sua bolsa.
Antes que pudesse alcançar a comida, uma voz a assustou:
-Oh, Rose, eu ouvir um rumor que você estava apaixonada? Só um conselho querida, falando-se de homens... – Donna se aproximou e pediu para Rose imitá-la, como se fosse contar um segredo ou, como era o caso, algo importante-...Tenha certeza que ele é 100% humano ou não está sob o controle de nenhuma megera.
Rose abriu a boca para responder mas se encontrou sem palavras. Donna sorriu para ela e foi embora.
Pegando o almoço, Rose foi para o laboratório.
-=-0-=-
Alguns dias depois.
Não haviam marcado nada, mas mesmo assim John estava lá, bem no seu caminho para a empresa, alguns quarteirões antes. Conversaram um pouco, ou melhor, flertaram um pouco antes dele rir, plantar um beijo na bochecha dela e segurar-lhe a mão, levando-a pelo resto do caminho.
Na porta, precisaram se soltar. Estavam namorando oficialmente desde sexta-feira passada, depois de terem saído para um jantar que parecia bem mais um encontro do que dois amigos jantando no mesmo lugar e, na porta da casa dos Tyler, ele- tentando parecer confiante e inabalável, mas gaguejando quando Jackie gritou lá de dentro que ele falasse logo- lhe pediu em namoro –de um jeito um pouco dúbio e incerto que fez Rose hesitar um pouco antes de beijá-lo, mas ele abriu um sorriso e a abraçou em resposta, confirmando que fora mesmo um pedido de namoro-; antes de se despedirem, Rose lembrou que precisavam avisar seus respectivos chefes antes que quisessem contar a alguém, John dera de ombros dizendo que o amor num tinha regras.
E ele parecia estar querendo provar seu ponto, pelo jeito que a arrastava pelos corredores da empresa agora.
Há alguns minutos atrás, haviam se separado no elevador, cada um indo para seu andar. Rose só tivera tempo de se sentar e olhar ao redor, perguntando-se se chegara cedo demais, mas não era isso, era o horário que chegava sempre, entretanto nenhum de seus amigos estava lá. Será que ainda era a ressaca de sexta? Afinal, Donna chamara todos para beberem e dançarem num pub perto da empresa depois do trabalho, Rose recusara para sair com John –e como foi difícil fazer isso sem que a Donna desconfiasse- mas todos os outros aceitaram. Ianto ela sabia o motivo, a loira sorriu de lado ao pensar isso, pois entrevira a conversa de Jack e Ianto enquanto esperava o elevador com John. Ainda assim era estranho, até Amy, a mais resistente para bebidas, também não estava ali. Entretanto, ela também era a que mais exagerava ao beber, especialmente por que Rory não bebia e podia trazê-la de volta dirigindo quando ela quisesse. Não pôde pensar muito mais pois John apareceu em seu cubículo e, de algum jeito, a convencera a segui-lo e lá estavam eles...
-Para onde está me levando?
-É uma surpresa, quando estiver lá você vai saber...
Rose riu até pararem numa área aberta antes do andar da Enfermaria. Dava para ver toda a Londres dali, ainda relativamente calma aquela hora da manhã. Era uma visão e tanto. Virou-se para olhar para John... outra coisa muito boa de se ver. E então ele sorriu com todos os dentes para ela, que retornou o gesto sem nem perceber, sentindo o coração acelerar e o ar faltar. Oh, quando foi que ela ficara boba assim?
John aproximou-se e ela sabia o que aconteceria em seguida, uma parte dela lembrou-a como estavam na empresa e esse tipo de comportamento não era permitido.
-John, isso não...isso é contra as regras da empresa..- a loira afastou só a cabeça, o resto do corpo se recusando a se mover.
-O que? Como beijar pode ser proibido? Isso que é contra a lei... –ele se aproximava mais e Rose precisou colocar os braços no pescoço dele para não cair.
-Que lei seria essa?- ela riu.
-Não sei, leis e regras não são meu forte...
-Isso eu acredito...
-Você ouviu isso?-John perguntou a alguns centímetros da boca da loira.
-O que?- ele pôs um dedo nos lábios dela e ambos apuraram os ouvidos. Uma batida insistente e duas vozes abafadas podiam ser ouvidas. Curiosos, seguiram-nas.
Entraram no acesso que dava para a área da Enfermaria e os sons vinham de uma porta entreaberta. Espiaram, John com a cabeça acima da de Rose.
-Amy! A-amy...huummm...nós n-não...para! Huhmmm...-Rory tentou dizer enquanto tinha a boca atacada pela ruiva e tentava também respirar. Conseguiu reunir força o suficiente para afastá-la e dizer sem fôlego - ...para! Nós... se a Donna pegar a... a gente...na hora de trab... trabalho...
John afastou-se para dizer algo e Rose aproveitou para fechar a porta por completo silenciosamente. Ele quis abrir a boca para dizer algo mas a loira foi mais rápida:
-Vamos dar um pouco de privacidade a eles...- Rose fez uma expressão séria que logo virou um sorriso travesso antes dela pegar a mão do outro e puxá-lo para longe dali.
-Clyde, esse tipo de proximidade é contra as regras da empresa... –Luke disse calmo, mesmo tendo sentido um arrepio ao ter o outro colado a suas costas, a cabeça encaixando-se sobre seu ombro.
-Eu só queria ver seu novo experimento...
-Você pode ver ficando do outro lado da mesa...-Luke percebeu, falando mesmo preferindo que Clyde ficasse. Eram sensações conflitantes e estava começando a ficar difícil se concentrar.
-Aqui é mais confortável... e não tem nada de errado em abraçar um amigo...-Clyde usou um tom sugestivo na última palavra,esquecendo que o outro ainda não era muito bom em entender esse tipo de sobe e desce conversacional.
-Mas você tinha dito que éramos namorados...-Luke se soltara e se virara para encarar o outro.
-Claro que somos, eu quis dizer... –ele ia começar a explicar que era só uma brincadeirinha que namorados gostavam de fazer para provocar um ao outro. Talvez fosse muito cedo para isso, pensou ao ver a expressão confusa e um pouco magoada de Luke. Achava agora que Sarah Jane não estava exagerando quando falou que o filho ainda tinha dificuldades com certas interações sócias, especialmente se incluíssem jogos de palavras como ironias e sarcasmo. -...esquece, eu quis dizer que mesmo sendo namorados ainda somos amigos,ta? –ele não estava mentido, só deixaria para falar sobre essas dificuldades num momento mais calmo e descontraído. Respirou fundo ao continuar, achava difícil ser honesto sem a proteção de suas brincadeiras, mas não tanto com Luke, provavelmente por saber que não seria julgado ou caçoado por isso. -...mesmo...mesmo se num der certo isso, se eu estragar tudo e eu sou bom em estragar as coisas, sabe? Ainda assim eu queria que a gente ainda fosse amigo depois...
-Eu num acho que você é bom estragar nada...você é muito bom no seu trabalho, cria coisas que eu nunca imaginaria nem por onde começar... também consegue manter nosso grupo de amigos juntos mesmo cada um sendo tão diferente do outro e sempre acaba as discussões sem que a gente nem perceba ou lembre porquê tava discutindo... e ainda estamos juntos mesmo com o número de contras na lista que fizemos seja maior que o de prós...
-Bem, eu acho que voce pode riscar "não saber como um namorado age" dessa lista...
-Mesmo?-Luke piscou surpreso e depois sorriu quando Clyde revirou os olhos e acenou que sim com a cabeça. –Bem, eu acho que falta mais uma coisa antes que eu possa riscar...- Luke inclinou-se e plantou um beijo leve nos lábios do outro, fazendo-o corar e arregalar os olhos.
Luke riu antes de afastar-se para pegar a lista numa das gavetas.
Clyde o seguiu e pegou a lista quando o outro se virou com ela na mão, colocando-a na mesa perto deles e o encurralando contra ela.
-Deixa eu te ajudar a cortar isso da lista... –o moreno sorriu de lado.
Franzindo o cenho em confusão, Luke só entendeu quando teve os lábios tomados num beijo mais intenso. Uma parte dele falou para protestar, mas sua mente sempre ficava tão anuviada quando Clyde fazia aquilo...
Tanto que nem se deu conta ao derrubar algo por ter tentado usar a mesa de apoio quando Clyde se aproximou mais.
Foi esse barulho alto do objeto caindo –completamente ignorado pelos garotos- que atraiu a atenção de Rose e John que estavam do lado de fora do laboratório, no corredor, tentando fazer a mesma coisa que os outros dois.
-Não é nosso dia, ta todo mundo fazendo isso menos a gente...-Rose comentou ao se afastar dali, arrastando John de novo antes que ele se intrometesse no assunto alheio.
-Um dia não vai me impedir...-John começou, parando Rose bem na frente dos elevadores. -...especialmente um dia chato como segunda-feira! –decidido, John, enfim, beijou-a.
A loira ainda riu um pouco por entre o beijo antes de se deixar levar pelo outro, abraçando-o pelo pescoço enquanto ele a envolvia pela cintura. Enfiou os dedos nos cabelos castanhos deixando-os ainda mais desarrumados, quando o som da porta de um dos elevadores abrindo chamou-lhe a atenção,mas estava tão bom que ela não queria parar...
Até que o som de alguém limpando a garganta fez os dois se separarem.
Harold e Donna olhavam para os dois de dentro do elevador, o primeiro com sorriso sinistro no rosto e a segunda com as mãos na cintura e uma expressão indignada na face.
-0-(:)-0-
Eu acho que ele não vai com a minha cara...- Rose sussurrou enquanto seguiam atrás de Harold e Donna.
-Não, não é isso, ele não vai com a cara de ninguém que não seja ele e, mesmo com a dele, ele tem problemas às vezes...
-Mesmo? Isso é bom, então...
-Bem, talvez... não ajuda em nada que estamos namorando e ele é meu extremamente ciumento ex-namorado...- John coçou a nuca para só então olhar a loira pelo canto do olho.
-Ex-namorado?- Rose disse parando por alguns segundos, mas ao ver os três andando, recuperou-se do choque o suficiente para acompanhá-los.
-Yeah... Longa história, somos ambos órfãos e superinteligentes... a conexão é difícil de ignorar...
-Mas ele não é casado? Com uma mulher?
-Sim. Foi por dinheiro, mas quando eu soube que ele estava noivo, eu terminei tudo. Ele até acabou gostando da esposa e estão felizes. Ele só... sabe aquelas crianças que você empresta um brinquedo e elas agem como se fossem delas e não querem nem devolver , nem dividir com os outros?
-Aham...? - Rose falou meio incerta.
- Não tem nada a ver com a história. Eu não faço ideia do que se passa naquela cabeça insana dele, mas diz aí se essa conversa toda não me fez soar inteligente e compreensivo?
-Bobo... - Rose riu alto e depois tentou conter ao ver o olhar assassino lançado por Harold e Donna. Quando eles se viraram, sussurrou para John - ... falando sério agora, acha que estamos com problemas?
-Naah... Jack já fez coisas muito mais... censuráveis e... num sei como...mas com um sorriso se safou de tudo! Foi só isso que ele fez! Pelo menos só isso que eu vi ele fazendo...
-Eu posso imaginar o que ele fez... – Rose sorriu de lado.
-Mesmo? O que ele fez? –John piscou verdadeiramente inocente.
-Bem, ele tem um belo... sorriso e...
-Entrem! –Harold e Donna disseram em uníssono, apontando para a porta do escritório do primeiro.
Continua...
