Estigmatizados
Cap:2
Ele
Quando anoiteceu e a noite não trazia mais conforto ele abriu seus olhos e levantou.À noite seus olhos se nublaram, assim como aquele céu manchado pela a escuridão.
Começara a andar, para um destino que ele apenas sabia.Ele tinha que fazer isto antes que o tempo se esgotasse e ele sabia, nunca tivera muito.
Virou uma esquina qualquer, olhou para a rua que tinha que seguir.As dores que sentia agora eram de certas formas reconfortantes.
Talvez a sua vida fosse tirada mais cedo do que imaginara, talvez ele não tivesse a capacidade nem a força para andar o restante desta rua.
Com esse pensamento sentiu-se aliviado, mas esse sentimento durou por pouco tempo.
Estava sendo fraco, vulnerável novamente e isso o causou uma vergonha indescritível.Ele prometera...Prometera algo e devia cumprir nem que o resultado fosse a morte ou algo pior do que isso.
Continuara a andar rumo a escuridão, quanto mais andava, mais fraco se sentia.Alguém mais começou a atravessar aquela rua, mas ele estava cansado demais para olhar para seu rosto, foi quando seus ombros colidiram.
Ele sentiu o impacto do ombro da pessoa como se tivessem tirado toda a sua vida, mas, por mais irônico que parecesse, ele gostou.Agora percebera o quão fraco ele era, apenas uma pessoa fraca deixava sua vida se extinguir com tanta facilidade.Deu um meio sorriso irônico.
Tão difícil...Tão simples...Tão rápido...Sentiu-se cair naquele frio chão e todas as partes do seu corpo não responderem seus comandos e a ultima visão que seus olhos puderam captar foi aquele céu sem estrelas.
Ela
Cambaleou de sono novamente.Oh deus...Como era difícil não dormir quando seu corpo tinha esgotado todas as forças e clamava por uma noite de sono.
Não podia dormir.
Esse era o pensamento de sua mente, mas o resto de seu corpo não concordava.Olhou em volta, estava em um puído sofá de seu apartamento, fixou-se mais á frente aonde os raios de sol cegaram-na momentaneamente, acima da cama estava a causa do seu sono ou a falta dele.
Ao olhar para aquela cena ela esquecera de todo seu cansaço, não conseguiu ter raiva daquele individuo que iria faze-la ter uma enorme dor de costas o dia inteiro.Lá estava ele, tão sereno, tão irreal...
"Anjos não vem para Terra sem um motivo".
Chocou-se ao perceber em que estava pensando, nunca fora crente, não acreditava em muitas coisas e anjos era uma delas.Mas havia algo de irreal naquele jovem ali deitado, não descobrira o que, talvez sua face...Parecia tão jovem, mas ao mesmo tempo tão velha.
Seus cabelos ao serem tocados pela a luz do sol eram algo terrivelmente hipnotizador, neste instante ela conseguiu achar pela primeira vez beleza naquela claridade toda. Parecia que ele nascera para completar o Sol.Ele era o Sol.
Estava sendo insana.Aquele homem certamente era algum drogado ou bêbado para cair daquele modo, desabou somente com um esbarrão!E mais insano ainda era ela ter o trazido para a sua própria casa.Meu Deus...Ele podia ser um lunático! Mas naquele instante não hesitou, não pensou nenhuma vez na possibilidade de deixa-lo para trás.Trouxe-o e cuidou dele a noite inteira
Todas as vezes que tentava fazer alguma suposição sobre ele, ela fracassava totalmente.E isso a deixava completamente nervosa.Não gostava de perder o controle, sempre tivera controle total de sua vida e, em apenas uns segundos toda a barreira que ela havia construído em anos caíra apenas com a chegada daquele forasteiro.
Não gostara daquilo...Não mesmo.Mas se não gostara, por que estava tremendo apenas ao pensar que daqui a algum tempo ele iria acordar e olhar para ela?Internamente estava com uma grande vontade de saber que cor seria os olhos daquele individuo.
Com esse pensamento sorriu, como há muito tempo não sorria.É, estava ficando louca, mas nunca imaginou que a loucura fosse assim tão doce...Tão prazerosa.Fechou seus olhos sem perceber e começara a cochilar, um ato que queria, mas a noite toda não pudera.
Continua...
