Oi gente, pois é né, tia Megumi voltou com um capitulo novo! Eu sei que prometi que seria algo do Lysandre (ou do Kentin).
Detalhes no final!
Sinopse: E você se deixou fantasiar, se imaginou com ela todos os dias de sua eternidade, com seu sorriso mais brilhante que o sol e com os olhos mais belos que as estrelas. Sabia que já a amava, que queria acordar com ela do seu lado, que queria perder os dedos naqueles cabelos, beijar aqueles lábios até dizer chega.
CAP. 02 - [Dimitri] Miss You
Nós teremos o Diadas Bruxas no Natal
E de noite desejaremos que isto nunca acabe
Desejaremos que isto nunca acabe
Você a observa ir e vir por todos os lados daquele cemitério, o cheio tão doce e atrativo de uma menina-mulher não o ajudava na questão de ficar sozinho com sua dor. Depois de tantos olhares fugidos para a figura delicada que passava em todo lugar, você decide ceder e ir segui-la e tirar essa curiosidade sobre o que ela fazia, ou até mais sobre ela, você não sabia direito.
Ela buscava flores, muitas delas. Você ficou a uma boa distancia, o suficiente para que ela não o visse, mas que seus olhos não desgrudassem dela por um segundo sequer. Pela primeira vez em tantos anos, se aproximava de alguém por vontade própria e ainda não se arrependia disso.
Você via os dedos franzinos trançarem um buquê e os deixarem em um dos túmulos, ato esse que o fez sorrir nas sombras, ela agia como Mary, se preocupando com os outros. Continuou nas sombras, a seguindo sorrateiramente, não perdendo nenhum movimento daquela com um olhar tão puro.
Quando viu o terceiro buquê ser posto no lugar, resolveu se aproximar. Você a elogiou pelo ato gentil, e acabou por mentir sobre a razão de estar ali, ainda não estava insano em dizer que o cheio dela o atraia. Mas não era apenas o sangue, era os olhos, os lábios finos e os cabelos brilhantes e macios, a voz doce e carinhosa... ela por completo era alguém que você sabia que estaria se viciando.
Era tão louco, mas parecia tão certo. E mesmo com esses pensamentos, prosseguiu conversando com ela, falando de Mary. "Ela te faz muita falta, não?" Foi o que ela disse, com a voz baixa e preocupada, como se temesse tocar no assunto, mas você a surpreendeu com um sorriso educado e disse que sabia que ela não desejava que ele chorasse. E você ousou dizer discretamente que queria que ela ficasse, mas aparentemente não havia funcionado.
Mas ainda não bastava, você pediu para que o acompanhasse até o castelo, para que entregasse um presente como forma de gratidão pelo que fez, disse que iria buscar algo dentro dali e falou que logo voltaria. Uma parte de si estava receosa do que faria a seguir, mas era assim que deveria ser a sensação, não? De recomeçar.
Entregou o vestido para ela, assim como os acessórios que Mary usava com ele. Para sua surpresa, ela foi para o castelo para poder se vestir e ao voltar, fez com que você levasse um tapa do passado. Sim, combinava com ela, a deixava tão bela que não poderia descrever. A via sorrir de orelha a orelha, poderia jurar que em breve estaria saltitando por ai.
Mas sentia a garganta seca e a sua sede o atacava, a ultima coisa que queria era atacar um humano, ainda mais uma que lhe aquecia o peito com um simples sorriso. Pediu que o deixasse sozinho para que pudesse se alimentar e pensar um pouco mais tranquilo, mesmo que sua sede fosse saciada, ainda lhe restava algo que gostaria de fazer, que arriscaria tentar.
E quando ela voltou, você viu a oportunidade que tanto esperava, mesmo que soubesse que seria algo inconveniente, ela o incentivou a pedir. E respirou fundo para pedir que ela deixasse beber seu sangue, recebeu a reação que esperava dela, mas ainda pode explicar suas razões, ao menos algumas delas.
Você a vendo com o vestido de Mary lhe lembrou sim de coisas dolorosas, mas ainda atiçou algo lá dentro, algo tão doce e suave, como o frescor da primavera. Ficar ouvindo aquele silencio era agonizante, queria uma resposta, ainda que fosse um "não". Mas ela aceitou, deixando que você sorrisse largamente por dentro.
A empurrou contra um muro antigo e prendeu uma de suas mãos nos ombros femininos, empurrando o casaco para baixo e deixando o pescoço exposto despindo seu ombro por vontade própria. Por mínimos segundos sentiu seu perfume, sabia que ficaria impregnado em suas roupas, se amaldiçoava por usar luvas, não pode sentir diretamente o calor daquele corpo. Mas pode colar os lábios naquela pele tão bela e cravou os dentes da forma mais gentil que pode. Bebeu o Maximo que pode sem machuca-la, mas ainda aproveitou alguns minutos para permanecer naquele beijo tão doce.
Poderia ficar assim para sempre, poderia ficar com ela para sempre. E você se deixou fantasiar, se imaginou com ela todos os dias de sua eternidade, com seu sorriso mais brilhante que o sol e com os olhos mais belos que as estrelas. Sabia que já a amava, que queria acordar com ela do seu lado, que queria perder os dedos naqueles cabelos, beijar aqueles lábios até dizer chega.
Distanciou-se o bastante para olha-la nos olhos, não havia duvidas nem hesitação no que iria pedir. Você ainda a segurava, como uma garantia de que ela não iria fugir, pode ver as marcas mínimas que causou e sorriu com isso, poderia transforma-la ali e agora, mas era preciso calma.
-... Eu amaria que você ficasse comigo. - E você finalmente disse, ainda a encarando fixamente. Certo, ela estava confusa, foi algo inesperado e eram muitas coisas para um dia só.
Mas em um segundo, a imagem dela foi desaparecendo, assim como o calor que segurava. Desesperou-se, tentou segurar mais forte e até segurar aquele rosto delicado com a mão livre, mas de nada adiantou.
Ela se foi...
Você a viu sumir como a fumaça na luz, como um brilho gentil que desaparece devagar. Suas mãos atravessaram sua figura conforme desaparecia. E pela primeira vez em anos, você se permite chorar, era uma mistura de perda, amor, desespero e tristeza.
Não a veria novamente, tinha a certeza disso. Deixou o corpo cair ao chão e as lagrimas rolarem livremente, não poderia estar acontecendo novamente! Não, não, não! Isso não poderia acontecer! E agora não teria nada dela para se recordar, apenas sua imagem na memória que logo se perderia com o tempo.
Não soube quanto tempo ficou ali, mas percebeu que fora o bastante. Noir lhe avisava desesperado que a Luz do Sol se aproximava, mas você não deu importância, nada mais lhe era tão importante quanto a dor de uma perda.
E naquela mesma posição, aceitou a luz que vinha banhar seu corpo. Ainda que se sentisse em chamas, não ligava, já havia perdido seu mundo duas vezes, a perda da vida não seria nada comparada a essa dor.
Talvez você a achasse em outra vida, uma onde não houvesse nada que o impedisse de sentir aquele perfume quantas vezes quisesse. E antes de tudo sumir, ouvir sua risada doce e voz suave sussurrando seu nome... não haveria melhor maneira de morrer.
Pois é
Sabem meu OTP? Docete x Castiel? Pois é... agora é Dimitri pra sempre!
Esse capitulo é dedicado a Rafaela do tumblr (askamordoce) e para uma amiga mais do que especial, Nara.
Feliz Halloween e que todos louvem Jack! Que viva o Rei do Halloween!
