N/A: E aqui está o capítulo um. Música utilizada nesse capítulo foi Eye of the Tiger – Survivor. Ah, pequena explicação: Cada capítulo vai ser do ponto de vista de um deles, por isso pode ficar meio sem explicação algumas coisas, mas eu explico no capítulo seguinte e por aí vai.
Agradeço por todas as reviews que enviaram, e ficarei mais do que feliz se enviarem nesse capítulo também!
Fearless
Capítulo Um
.Don't lose your grip on the dreams of the past
You must fight just to keep them alive.
"Eu vou ficar bem, mãe." O garoto alto lhe sorria, vendo que a mãe estava a ponto de debulhar-se em lágrimas. "Você pode ir me visitar sempre que quiser. Sem contar que a Califórnia é um lugar lindo."
"Eu sei, querido. Mas é que estou tão orgulhosa de você. Você está indo para uma das melhores faculdades de direito deste país." O garoto abriu mais o sorriso, mostrando-lhe suas covinhas. Ele abraçou forte a mãe, agradecendo por tudo.
"Agora tenho que ir. Ligo quando chegar lá para dizer que estou bem." E a mulher assentiu, sorrindo.
E ele entrou no carro. Sam estava ansioso e um pouco nervoso para a faculdade, então nada melhor do que ir de carro – não que ele fosse chegar no mesmo dia, mas era uma maneira de descansar. Ele estava indo com duas semanas de antecedência para poder chegar com tranqüilidade e conhecer bem o lugar. Talvez conhecer algumas pessoas e, se der sorte, encontrar alguém do curso de Direito.
Ele teria que parar em algum hotel no meio do caminho para passar a noite, mas ele não se importava. Ele entrara para Stanford, cursaria direito, e, além do mais, moraria no alojamento da Universidade. Ele não poderia estar mais feliz. Claro que ele sentiria saudades de New York e de Kansas – ele havia nascido em New York e vivera boa parte de sua vida lá, mas fez o colegial em Kansas, cidade natal de sua mãe –, mas ele estava seguindo o seu futuro, e se seu futuro fosse na Califórnia, era para lá que ele iria.
Teve uma noite tranqüila em um hotel em algum lugar entre Utah e Arizona e voltou a dirigir no dia seguinte, de manhã. Quando estava anoitecendo ele finalmente chegou à Califórnia. Foi direto para onde era o Campus da Universidade e conseguiu se alojar sem mais problemas. Infelizmente não havia mais ninguém do curso de Direito no Campus, e ele teria que esperar mais alguns dias até eles chegarem.
Como havia dirigido muito, sem parar para o almoço, decidiu tomar um banho e depois sair e ir comer em algum restaurante. Perguntou para alguns veteranos que já estavam no Campus um lugar bom de jantar e ele foi comer – fazia tempo que não tinha uma refeição sozinho, mas gostava de estar a sós com seus pensamentos de vez em quando. E enquanto comia, observava as pessoas – todos ali eram bem alegres e se conheciam, e Sam desejou fazer parte disso.
Então durante a semana que se seguiu, ele começou a conversar com outros alunos do Campus, com os vendedores das lojas de conveniência, padarias, supermercados. Ele ainda sentia-se um pouco deslocado, não tinha a sensação de conhecer todos como os outros que moravam ali conheciam, mas já era um bom começo.
Faltando apenas uma semana para o início das aulas, seu companheiro de quarto chegou ao campus. Seu nome era Brady e ele começaria seu segundo ano de Direito – ou seja, era veterano de Sam. Logo no primeiro dia, ambos se tornaram bons amigos – afinal, Brady era extrovertido e já conhecia muita gente, então ele mostrou o Campus para Sam.
"Tem alguns lugares que você não pode ficar sem saber onde é ou sem conhecer as pessoas de lá. O primeiro lugar e – claro – mais importante é o Bar RoadHouse." Sam abriu um sorriso e ergueu uma sobrancelha. "Sério. Todos os estudantes vão lá, você não pode ficar de fora. Sem contar que a filha da Ellen – que é a dona do bar – é uma gracinha."
Isso fez com que Sam começasse a rir. Ele não era paquerador – na verdade, ele só tivera uma única namorada há muito tempo e não fazia realmente questão de arranjar outra. Não que ele não quisesse ficar com outras meninas, ele só estava muito empolgado com a Universidade naquele momento, e garotas iriam atrapalhar sua felicidade.
"Segundo lugar é a Oficina dos Winchesters." Sam ficou encarando-o, esperando que Brady continuasse. "Se seu carro tiver algum problema enquanto estiver aqui, eles são os melhores mecânicos da Califórnia. Sem contar que John e Dean são uns caras muito legais e vão te ajudar o quanto puderem."
Sam sorriu. Realmente, todos na Califórnia eram ótimas pessoas, divertidas, simpáticas. Ele gostava de conviver com pessoas assim, embora enquanto estivesse estudando gostava de paz.
"O terceiro lugar é a Biblioteca da Universidade." Sam assentiu. "Terão livros que você não achará para vender nem se você for até o inferno e voltar. Mas tem na biblioteca. E você precisa ser rápido para alugá-lo se estiver precisando, porque os alunos de Direito não descansam em serviço."
E com isso, eles riram. O resto do dia passou tranquilamente e quando finalmente anoiteceu, Brady insistiu em levar Sam até o Bar RoadHouse. O maior ficou meio receoso de ir, pois as aulas começariam em dois dias, mas acabou cedendo e foram para lá.
Sam não sabia como não havia entrado no Bar antes. Ele era enorme e tinha uma atmosfera juvenil – que se encaixava perfeitamente bem nos estudantes. Havia também várias pessoas ali. Algumas conversando, outras rindo, e outras até mesmo sozinhas. Brady levou Sam o balcão e ambos sentaram-se lá. Sem demora, uma mulher apareceu sorrindo para eles.
"Brady, que saudade de você, garoto."
"Ellen! Estava com saudade também." E ambos sorriram um para o outro. Sam apenas sorria timidamente, e quando Ellen o notou, ergueu uma mão para ele, ainda sorrindo.
"Sou Ellen, como pôde reparar. Sinta-se bem vindo. Você é...?"
"Meu nome é Sam. Sam Campbell." E apertou a mão da mulher.
"Então, o que vão querer?" E ela se apoiou no balcão, esperando que eles fizessem seus pedidos.
"Cerveja." Brady sorriu, e Sam concordou com ele.
E ela se distanciou para pegar as cervejas e, enquanto isso, os dois ficaram conversando. Algum tempo depois, uma garota – que deveria ter a idade de Sam – se aproximou deles com as cervejas, colocando-as em cima do balcão. Brasy sorriu para ela, e ela sorriu de volta, puxando assunto.
"Brady, e aí, como você está?"
"Bem, e como, Jo? Ainda não cedeu pro Dean?" E ele riu, mas a garota fez uma careta, fazendo com que Sam não entendesse nada. "Jo, esse aqui é o Sam. Primeiro ano de Direito."
A garota o olhou, sorrindo amigavelmente e erguendo a mão, assim como Ellen havia feito. Sam não se demorou em apertar a mão dela, sorrindo também.
"Bem vindo, Sam! Novo na Califórnia?" Sam apenas assentiu, sentindo-se a vontade. "Ah, então sinta-se em casa. Você vai gostar daqui!"
"Tenho certeza disso. As pessoas são muito legais aqui." Isso fez com que a garota sorrisse, como se estivesse grata – afinal, era um elogio a ela também, que era dali.
"Bom, tenho que voltar a trabalhar. Mas foi bom conhecê-lo, Sam." E ela sorriu para o moreno, que sorriu de volta, porém, antes de ir, ela olhou numa direção e apontou para que Brady olhasse. "Eu não cedi, mas parece que aquela novata ali está cedendo." E ela saiu andando enquanto dava risada.
Brady se virou e isso fez com que Sam também se virasse. Sam não sabia o que exatamente tinha que ver, mas algo chamou sua atenção. Era um casal que estava sentado a uma mesa um pouco afastada. Sam não conseguia ver direito o garoto que estava de costas para onde estavam, mas a garota tinha um sorriso malicioso no rosto. Talvez eles não fossem bem um casal.
Brady riu e voltou-se para sua cerveja, fazendo com que Sam fizesse o mesmo. Eles continuaram conversando sobre coisas diversas, sobre Sam ter vivido boa parte da vida em New York e depois ter se mudado para Kansas, sobre o que Brady passou no primeiro ano de direito.
Eles ficaram apenas mais um pouco no bar e depois se retiraram. Não queriam pegar o costume de irem dormir tarde – pelo menos não logo no começo das aulas. Mais cedo ou mais tarde eles teriam que ficar estudando até tarde, mas iriam aproveitar enquanto podiam para dormir e descansar.
Então quando chegou o primeiro dia de aula, Sam estava nervoso, ansioso e feliz. Ele acordara cedo, comera um bom café da manhã e fora para a Universidade. Fora um dos primeiros alunos a chegar, mas isso fez com que ele pudesse achar suas salas de aula sem maiores problemas. Faltando apenas dez minutos para a primeira aula, ele entrou na classe, que já estava razoavelmente cheia, sentou-se em um lugar qualquer e aguardou.
Seu primeiro dia de aula foi maravilhoso. Sam não estava acreditando que estava realmente estudando em Stanford. Os professores eram extremamente competentes, as disposições das salas eram boas, a cafeteria servia diversos tipos diferentes de comidas – resumindo: lá era o paraíso. E ele não tinha nada a reclamar.
O resto da semana foi um pouco agitado – tiveram que conhecer professores, saberem que matérias teriam até o final curso, escutarem a sermões sobre o quão importante o curso de Direito é. E Sam estava realmente gostando de ouvir tudo o que os professores tinham a falar sobre o curso. Afinal, queria ser um bom advogado – ou até mesmo um promotor – desde que era pequeno.
Quando sexta feira chegou, Brady o levou novamente para o Bar RoadHouse, mas dessa vez eles estavam entre outros alunos de Direito. Todos receberam Sam calorosamente e ficaram conversando. Sam mal notou quando Jo passou deixando cervejas para eles.
"Se o Castiel aqui não tivesse me acolhido, eu provavelmente teria deixado o Sam se virar sozinho." E, por alguma razão, aquele comentário de Brady fez com que todos começassem a rir.
"Só fiz o que qualquer outro veterano deveria fazer, oras." O tal de Castiel falou, com um pequeno sorriso no rosto.
"Na verdade, Castiel é um anjo. Se ele vê qualquer pessoa mal, ele ajuda." Outro garoto comentou ali, fazendo Castiel ficar levemente envergonhado, mas sem tirar o sorriso do rosto.
Eles continuaram conversando por mais algum tempo, até uma garota ruiva se aproximar com um sorriso no rosto. Antes que qualquer um pudesse falar qualquer coisa, Castiel a chamou.
"Anna! O que está fazendo aqui?"
"Anna é a irmã mais nova de Castiel." Brady explicou a Sam, que apenas assentiu e viu a garota sentando-se ao lado do irmão.
"É sexta à noite e eu estava sozinha em casa. Pensei que você estaria aqui e vim encher." Ela fez uma cara sapeca, que resultou em Castiel aumentar o sorriso.
"Pode encher. Ah, Anna, este aqui é Sam Campbell. Ele é novo aqui e está no primeiro ano de Direito." A garota acenou para ele, sorrindo.
Mais uma vez eles voltaram a conversar. Anna já conhecia todos daquela mesa e estava por dentro de tudo do que falavam – fosse de assuntos pessoais, fosse de assuntos sobre Direito. O bar só enchia conforme as horas iam passando e os assuntos aumentavam. Até que em algum momento, Anna pediu licença e levantou.
Ninguém olhou para ver aonde ela ia, apenas Sam. Ela foi até o balcão, onde muitas pessoas estavam sentadas, mas sentou-se ao lado de um garoto que conversava animadamente com Jo. Anna começou a falar com os dois e rir junto deles. Anna e Jo aparentavam ter a mesma idade, mas não conseguia ver quem exatamente era aquele garoto. Ele estava de costas e não conseguia ver seu rosto. Deu de ombros, voltando a prestar atenção na conversa em sua volta.
Algum tempo depois, Anna voltou, mas não se sentou, ela apenas se inclinou na direção de Castiel e sussurrou algo. Ele assentiu e virou-se para os outros.
"Bom, nós estamos indo embora. Vamos assistir um filme na casa dos Winchester."
"Manda um olá para eles por mim." Brady falou, sorrindo. "Avise que ainda não tive tempo de dar uma passada lá."
Castiel apenas assentiu e foi junto de Anna para a porta onde um garoto vestia o casaco – e Sam reparou que era o mesmo garoto que Anna e Jo estavam falando, mas, mais uma vez, ele estava de costas. Aquele provavelmente era um dos mecânicos que Brady havia lhe falado. Deu de ombros, sabia que mais cedo ou mais tarde iria conhecê-los.
Contudo, não esperava que fosse mais cedo. Na terça-feira seguinte seu carro começou a fazer um barulho estranho. Por um momento, temeu que seu carro não funcionasse mais e começou a se preocupar. Mas lembrou-se da Oficina dos Winchesters e pediu instruções para Brady para poder chegar até lá.
Acabou indo depois das aulas para a oficina. A oficina não ficava tão longe do Bar RoadHouse, o que facilitou bastante para que ele não se perdesse. Quando chegou, arregalou os olhos. A oficina era enorme e tinha diversos carros e diversas marcas espalhados por ali. Sam adentrou a oficina, um pouco receoso. Ele não avistou ninguém por ali, mas a oficina estava aberta. Com o cenho franzido, adentrou a oficina, tentando achar algum responsável.
Ele conseguia escutar uma melodia soando de algum lugar da oficina, e quando a música mudou, ele conseguiu ouvir uma voz – suave e forte ao mesmo tempo – soando de algum lugar por ali. Ele logo reconheceu a música como sendo Eye Of The Tiger do Survivor. Mas o que ele não esperava era escutar a pessoa cantando tão bem.
Enquanto andava entre os carros, ele viu metade de um corpo deitado no chão. A outra metade estava obviamente embaixo do carro. Sam ficou olhando para o carro e para a metade exposta, perguntando-se como chamaria a atenção do mecânico. Ele não se lembrava do nome dele e não queria chamá-lo pelo sobrenome. Sem contar que a voz dele era realmente melodiosa e estava gostando de ouvi-la.
Reparou que a calça jeans que ele usava estava suja de graxa e rasgada em alguns lugares e que ele movimentava uma perna de acordo com a batida da música. E aquilo era sensual. Sam não conseguia entender o porquê – afinal, ele não era gay. Sem contar que ele não tinha uma visão tão boa assim do outro.
Quando a música terminou, o garoto saiu de debaixo do carro e notou os olhos do maior presos em si. Ficou um tempo ainda deitado no chão, olhando curiosamente para o outro. Como Sam não falou nada, apenas ficou olhando-o da cabeça aos pés, o garoto deitado abriu um sorriso malicioso e se colocou de pé. Limpou a mão na calça e a ergueu na direção do maior.
"Oi. Eu sou Dean Winchester. Você é...?" Sam acabou acordando do transe e sorriu um pouco sem graça, erguendo a mão para apertar a de Dean.
"Eu sou Sam Campbell." O sorriso de Dean murchou e ele franziu o cenho.
"Sam?" O loiro perguntou, fazendo com que o moreno assentisse. "E o que o trouxe aqui, Sam?"
"Meu carro." Sam não conseguia pensar direito. Algo naquele garoto a sua frente chamava sua atenção. Primeiro sua voz, depois seu olhar e sorriso malicioso, e agora seus olhos brilhavam com algo que não sabia definir.
"E onde está seu carro?"
"Na entrada." Sam e Dean foram até a entrada, para ver o carro do moreno.
"Qual o problema com ele?" Dean perguntou enquanto dava uma volta pelo carro e o analisava, como se dessa forma ele fosse capaz de descobrir qual era o problema.
"Está fazendo um barulho estranho." Sam foi até a porta do motorista e entrou, ligando o carro. Dean logo pôde ouvir o barulho e foi para a frente do carro, abrindo a capota. Ele pediu para Sam desligar o carro, pois sabia qual era o problema.
Dean tirou algumas coisas de dentro do bolso traseiro da jeans que usava e começou a mexer dentro do carro de Sam. O moreno ficou observando o que o menor fazia. Dean estava inclinado no carro, de costas para Sam – e esse aproveitou a visão privilegiada e ficou observando o traseiro do loiro. Alguns minutos depois Dean finalmente parou de mexer no carro e fechou a capota.
"Gosta do que vê?" Dean perguntou com um sorriso malicioso quando notou o olhar predador de Sam sobre si. O moreno corou o que fez com que Dean lembrasse que não podia flertar. Tentando se concentrar, parou de sorrir. "Tente ligar agora."
E foi isso o que Sam fez. Voltou a entrar no carro e o ligou – e o carro não fez o barulho estranho que estava fazendo. Sam abriu um enorme sorriso e saiu do carro, indo na direção do loiro, que o observava com um sorriso no rosto.
"Nossa, obrigado!" O moreno falou, agradecido. "Quanto que fica?" Sam perguntou enquanto pegava a carteira de dentro da calça.
"Não, não, guarda isso." Sam franziu o cenho, o olhando. "Você é novato aqui na Califórnia. Sem contar que é a primeira vez que vem aqui – ou seja, é por conta da casa."
"Tudo bem, mas..." O loiro ergueu uma sobrancelha, esperando o outro continuar a frase. "Sexta à noite você tem que me deixar pagar uma bebida para você." E Sam deu o melhor sorriso encantador que tinha – o que fez com que Dean corasse levemente. Ele limpou a garganta antes de responder.
"Está bem. No RoadHouse?" Sam assentiu. "Então nos vemos lá."
Sam se despediu – ainda com o sorriso cheio de covinhas no rosto – e entrou no carro. Enquanto fazia o caminho para o Campus, começou a pensar no que havia acabado de fazer. Ele havia marcado com um homem para se encontrarem e para pagar uma bebida para ele. Mas não se arrependia de ter chamado Dean para beber. Não sabia se era gay ou o que, mas queria sair com ele, vê-lo, conhecê-lo melhor.
E o resto da semana passou lentamente e isso estava fazendo com que Sam ficasse nervoso. Ele mantinha seus estudos em dia, mantinha-se ocupado o dia inteiro para não ficar pensando em Dean ou no encontro que teriam na sexta, mas nada parecia fazer o tempo passar mais rápido.
Quando sexta finalmente chegou, Brady o chamou para irem ao bar de noite, mas Sam teve que explicar o que havia acontecido – o problema com o carro, a ida até a Oficina dos Winchesters, o convite que fizera a Dean. Brady ouvira tudo com muita atenção, mas ao final ele tinha uma expressão estranha no rosto. Ele olhou fundo nos olhos de Sam antes de dirigir a palavra a ele.
"Sam, eu gosto muito do Dean, sério." Sam assentiu, esperando. "Mas ele não é homem de comprometimento. Ele dorme com todas as garotas e garotos que caírem na rede dele." Sam sentiu-se um pouco desconfortável. "Para você ter uma idéia, até Castiel caiu na ladainha dele uma vez. Tudo bem que Castiel nem conta, ele acha que o grande amor dele é Deus e, bom, sem mais detalhes. Como se não bastasse, ele também dormiu com a Anna. O bom é que Dean é melhor amigo dos dois desde que ele se mudou para cá."
"Espera, como você sabe de tudo isso?" Sam perguntou, um pouco nervoso.
"Aqui é a Califórnia. Todo mundo conhece todo mundo. Todos comentam. E por mais que todos saibam que Dean vai para a cama com muita gente, todos o adoram. E eu só estou falando isso para que você não se iluda, sabe?" Sam apenas assentiu. "Mas se você quiser continuar com isso, quem sou eu para impedi-lo?"
"Bom, obrigado... Eu acho." Brady sorriu para o amigo.
"Mas acho que isso não impede de irmos juntos, certo? Quando chegarmos lá você vai para o seu encontro e eu vou me encontrar com o povo da faculdade, tá?"
Sam assentiu e foi para o resto das aulas daquele dia. Quando finalmente terminou as aulas, ele tomou um bom banho e ficou um bom tempo tentando decidir que roupa usaria – por alguma razão, ele queria impressionar Dean. Brady acabou ajudando-o a escolher uma calça jeans escura, uma camiseta regata branca e uma camiseta de botões vermelha com alguns detalhes.
Eles se encaminharam até o bar e Dean ainda não estava lá. Então Sam acabou por ficar com Brady e mais algumas pessoas da faculdade até o loiro chegar. O que não demorou muito. Dean chegou junto de Castiel e Anna, e ele sorria e conversava animadamente com eles – e por alguma razão, Sam não gostou do que viu.
No entanto, quando Castiel e Anna se despediram do loiro e foram em sua direção, Sam se levantou, acenando para ele. Sam abriu um meio sorriso, envergonhado consigo mesmo por ter sentido inveja – ainda mais de um garoto que ele mal conhecera. Ele se encaminhou até Dean que estava ainda parado no mesmo lugar que os amigos haviam lhe deixado.
"Olá." Sam falou, abrindo seu sorriso de covinhas.
"Oi." Dean falou, desviando o olhar. "Desculpe a demora, acabei me atrasando na Oficina e..."
"Não tem problema, eu havia acabado de chegar também." O comentário de Sam fez com que o loiro sorrisse. "Vamos nos sentar?" E Dean assentiu, e ambos foram se sentar à mesa mais distante que tinha naquele bar.
.Went the distance, now I'm not gonna stop
Just a man and his will to survive.
Continua…!
