LOST VOWS, por Trixie – Fanfic traduzida participante do

PROJETO PILOTOS GUNDAM WING: SEMANA TROWA BARTON

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Autora: Trixie.

Tradutora: Aninha_SaganoKai.

Revisora: Illy-chan H. Wakai.

Gênero: Yaoi, Romance, Guerra.

Casal: 3x2; leve referência a 1x3x2.

Censura: período de guerra, angústia, melancolia, universo alternativo.

Avisos: Lemon, catolicismo.

Retratações: outras pessoas, e não nós, são os verdadeiros donos do anime de Gundam Wing, e ganham muito dinheiro com eles. Porcaria. -_-*.

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Nota da Autora: fanfic presente para Caroline, em seu aniversário! Yes! Eu sei que você prefere Heero&Duo, minha querida, mas acho que tenho escrevido muito com eles ultimamente e o Trowa está aqui na minha frente, me encarando. * esconde-se do moreno *.

Nota da Revisora: a Caroline a que a Trixie aqui se refere, é a mesma Caroline, autora das maravilhosas lemons "The Chair", "High Calibre Performance" entre outras, que a Aninha_SaganoKai traduziu na época do site XYZYaoi.

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LOST VOWS

Votos Rompidos

Por Trixie

Tradução: Aninha_SaganoKai & Revisão: Illy-chan H. Wakai

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Ele permaneceu nas sombras, nada mais que uma de fração de escuridão misturada à luz. No pátio da igreja, dúzias de criancinhas rosadas corriam por ali, rindo, cantando, gritando e brincando. No centro, girando nos braços uma menininha com cabelos ruivos e encaracolados, estava a maior criança de todas: Padre Maxwell, a longa trança de cabelos castanhos girando atrás dele.

Trowa mordiscou a unha do polegar sujo de sangue e ficou olhando o jovem seminarista entre os órfãos, onde sempre estivera. Sua pele estava vermelha como se tivesse sido esfregada no banho; o cabelo longo, preso, brilhava sob a luz do sol e não havia no mundo nada mais brilhante ou maior do que o seu sorriso. Duo era uma quimera – bem menos inocente do que Trowa, porém até mesmo ele também tinha direito àqueles cintilantes momentos de paz e descanso.

Não queria perturbá-lo.

Uma freira baixinha e atarracada veio buscar as crianças para as aulas da tarde. Elas resmungaram e reclamaram e tentaram negociar ficar por mais tempo, mas a freira estava irredutível, assim, o defensor delas nada pôde fazer além de suspirar e dizer:

— Todas as coisas boas acabam. — E sentou-se em um banco de pedra, enquanto acenava-lhes um adeus.

Ele ajeitou-se no banco, o queixo na palma das mãos, vendo os pequenos duendezinhos voltarem para a sala de aula.

— Você é uma má influência para eles. — Trowa então falou às suas costas, cada palavra em um tom de voz baixa, para segurança de ambos, porém de forma audível.

Duo não se voltou para olhá-lo, mas escarneceu:

— O que posso dizer? Eu sou um anjo, você sabe.

O Anjo da Morte, provavelmente. Um Anjo Caído, com toda certeza. Trowa enfim deu um passo para fora das sombras.

— Eu preciso de um favor seu – outra vez.

Dando-lhe uma olhada de lado, Duo sorriu, parecendo bonito com o queixo nas mãos, os olhos violetas agora fixos em Trowa, a cruz ao redor do pescoço brilhando sob luz do sol.

— Porque será que não me surpreendo? Venha, vamos entrar antes que alguém nos veja.

Eles já haviam feito aquilo antes, tantas vezes, que nem conversavam mais sobre o assunto. Uma vez dentro do seu pequeno chalé, Duo começou a preparar um banho e depois um fogo, enquanto Trowa se despia. O moreno vestido de hábito negro queimou as roupas rasgadas e imundas do outro, enquanto, dentro da banheira, Trowa esfregava-se energicamente para retirar o sangue e a sujeira de seu corpo.

— Precisa de armas? Munição? — Perguntou Duo casualmente, como se oferecer tal coisa fosse parte de suas tarefas como sacerdote.

Trowa sacudiu a água com as mãos.

— Não. Estou bem abastecido.

— Vai voltar logo para os rebeldes? — O outro quis saber.

— Não de imediato. — Respondeu o terrorista.

— Precisando de um lugar para passar a noite?

— Nunca recuse uma cama quente. — Replicou o moreno que se banhava, travesso.

Duo olhou-o por sobre os ombros e sorriu para ele, cínico. Trowa recostou-se na banheira, esperando.

— Não lembro de eu estar lhe oferecendo uma. — brincou Duo.

— Você me deixaria lá fora, no frio? — Perguntou Trowa, fingindo um delicado beicinho.

Duo riu.

— Certo... Creio que você já sabe onde tudo fica guardado, por aqui. Eu tenho que ir para as preces da tarde. Mantenha-se escondido.

Trowa bateu continência e viu Duo sair.

Ele continuou na banheira até a água esfriar e depois ergueu-se e ficou de pé ao lado da mesma, esperando o ar secá-lo. Encarava o piso do chão e o modo como a luz refletia o brilho translúcido das gotas d'água. Não se incomodou em vestir-se uma vez que as roupas de Duo ficavam muito pequenas para ele, assim, deitou-se, completamente nu, em sua cama.

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Já era noite quando Duo retornou. Não trazia luz alguma consigo – não que quisesse passar despercebido, mas porque não precisava de uma. Conhecia o caminho e o lugar como a palma da mão.

Acordando com o levíssimo barulho de sua chegada, Trowa viu que Duo encontrava-se parado frente a uma janela, mas que não estava olhando para ele. Deu um sorriso felino e rolou sobre si mesmo, ficando deitado de costas, no colchão.

— Perdoe-me padre, pois eu pequei. Faz seis meses desde minha última confissão.

— Seis meses... — Duo murmurou, intrigado. — Não me parece tanto tempo assim.

Trowa parou de sorrir e pôs uma mão sobre o estômago, sério:

— Eu matei dez homens, quatro mulheres, duas crianças e uma vaca.

— Nada disso é pecado. — Respondeu Duo, cansado, ainda sem olhar para ele.

— Mesmo? — Trowa franziu o cenho. — Eu podia jurar que li alguma coisa naquele seu livro que dizia que é errado matar.

Duo suspirou.

— Você não pode cometer um pecado a menos que tenha consciência de que o que está fazendo é errado. Você acha que é?

— Não. — Replicou Trowa confiante. — Eu não acho.

— Então...

Trowa sorriu ligeiramente, um brilho mínimo nos olhos verdes, agora tristes.

— Eu corrompi um sacerdote há seis meses atrás. Três vezes, se me lembro corretamente.

— Um diácono, tecnicamente. E foram quatro vezes, se contar atrás da fonte. — Esclareceu Duo, em voz baixa.

Trowa revirou os olhos.

— Eu... falei com Heero sobre o que aconteceu.

Duo deu de ombros.

— E isso é pecado? Até agora não me disse nada do que se arrependa.

Através do brilho do luar da janela, Trowa observou as costas rígidas de Duo, o modo como o seu corpo parecia tremer. Levantando-se, os pés nús sobre o chão frio, caminhou até ele, passando seus braços ao redor da cintura do outro homem, acariciando com os lábios a pele macia abaixo de sua orelha.

— Eu estou vivo. Ainda.

Duo girou o corpo dentro do abraço e pôs seus braços ao redor do moreno mais alto.

— Apenas... e exclusivamente por isto, você está perdoado.

Aquela paixão entre eles... já não conseguiam lembrar quando ou como havia começado. Trowa abriu a batina que confinava o peito de Duo, empurrando para longe as camadas de tecido da roupa; finalmente, com desespero, alcançou a pele do homem de cabelos longos.

Já tinha visto Duo em batalha, já tinha visto Duo competindo nos treinamentos, perseguindo com vigor a vitória. Mas às vezes Duo podia ser muito submisso na cama, como se ao agir como passivo pagasse uma penitência e assim pudesse perdoar a si mesmo por seus pecados – era como se fosse algo alheio à sua pessoa, como se ele não tivesse bem controle destes sentimentos. Trowa não tentava entender, apenas aceitava: o corpo de Duo era lindo, forte, firme, musculoso, tal qual o seu próprio; os gemidos e gritos ásperos do outro soavam como música e o modo como o olhos violetas dele olhavam para si, quando embaçados de prazer, era quase demais para suportar.

Sôfrego, soltou-lhe os cabelos da trança, passou os dedos pelas mechas compridas. Levou os cabelos de Duo aos lábios e abençoou-os com um beijo.

— Dê-me uma penitência, Padre.

Duo fechou os olhos e erguendo um braço, encobriu o rosto.

— Eu não posso te absolver até absolver a mim mesmo.

— Então venha pecar comigo, padre. — Sussurrou Trowa, próximo aos lábios do quase sacerdote. — Venha comigo. Somos apenas humanos, apesar de tudo. Nós nascemos imperfeitos.

Duo abraçou-o à altura do peito, desta vez, apoiando-se nele sem forças, rendendo-se.

— Nós nascemos para o que acontece conosco...

Trowa cobriu a boca de Duo com a sua. Ele podia tolerar sua própria visão cínica e árida das coisas – a maior parte do tempo. Mas ele necessitava de Duo para que sua vida tivesse mais brilho, como o pôr-do-sol que persegue o crepúsculo.

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Nenhum dos dois dormiu aquela noite e, quando o amanhecer chegou, Duo suspirou e saiu dos braços de Trowa, cansado, e vestiu-se devagar, para mais uma manhã de serviços.

Trowa assistia a tudo ainda debaixo das cobertas. Duo pousou um beijo na testa do moreno.

— Trarei suas roupas daqui a uma hora, portanto descanse. Você precisa repor suas energias para lutar novamente contra os bastardos da OZ.

Embora pudesse ver o quão cansado o outro estava, quando Duo sorria e piscava pra ele daquele jeito, para Trowa parecia que, um dia, ambos poderiam viver juntos... e em paz.

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Fim o/

Nota da Autora: E mais uma vez, eu escrevi uma fic de angústia numa fic de aniversário. * gotinha * Desculpe, Caroline-san ^^

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Você acabou de ler: Lost Vows (Trixie)

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Traduções

Scandal / Escândalo (Aryam – Cap. 01 já postado)

Comforts (Kracken – Cap. 01 já postado)

Sweet Dreams (Babaca – Cap. Único já postado)

Bath House (Kracken)

Glow (Kracken)

In Your Eyes (Trixie)

Nocturnal Games Series (Babaca)

Pet (Trixie)

Rattlesnakes (Trixie)

The Best Laid Plans (Caroline)

Trust (Babaca)

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Fanfic Original

Ciclo de Memórias (Cap 03)

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Traduções

Sleep Deprivation (Sunhawk - já postada)

Horrible - Extra 2 (Merula - Extra 2 já postada)

Trowa's Mission (Merula – já postada)

Jornada (Aryam)

He Promissed (CJMarie)

Timing is Everything (Blue Soaring)

Kiss The Cook - Trowa Style (Kracken)

Nightmares (Merula)

Tiny Little Trowa (Raihne)

Scrooge (Sunhawk)

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