Disclaimer: Saint Seiya não pertence, mas sim à Masami Kurumada, Toei e Cia.

Baseado em fatos que me aconteceram recentemente (e em parte, ainda têm acontecido, infelizmente). Esse leva o nome de The Last Goodbye, da trilha sonora de Tristan and Isolde.

Nocturnal Storm

The Last Goodbye

De repente, todas as minhas memórias, todas as lembranças da minha vida passaram como flash na minha mente. Minha infância... coisas que eu fazia quando criança... minhas brincadeiras... minha risada... meu sorriso... Minha adolescência... as coisas que eu gostava... que me faziam feliz... todos os momentos de felicidade exultante... das vezes em que eu sentia que meu peito iria explodir de felicidade... meus amigos... todas as coisas que me aconteceram de bom... minha juventude que agora estava se acabando... e então... as últimas cenas... os últimos momentos de extrema felicidade que eu vivi... com ele...

E tudo isso passou como milésimos de segundos, para desaparecerem para sempre... rápido como passaram pela minha mente...

Então... meu peito ficou em paz... uma calma, uma serenidade, inundou meu corpo... e eu não sentia mais nada... só a vida me esvaindo...

Uma escuridão enorme ao meu redor, uma calmaria... nenhuma dor... nenhuma tristeza... nenhuma mágoa... nada... a não ser essa paz...

Suspirei pela última vez na minha vida...

E então... o nada. O vazio. O escuro.

A morte.

E lá estava ele.

Meu anjo.

Meu anjo da morte.

Como se eu estivesse me afogando e alguém me tirasse da água, abruptamente, eu voltei. Não sei dizer como. Para mim isso sempre foi um mistério. Não sei como as coisas acontecem. Elas simplesmente acontecem.

Eu voltei, e lá estava ele, me segurando pela cintura, com o olhar preocupado. Seus olhos de um tom praticamente impossível para um humano. Porque obviamente, ele não era um humano. Ele já fora um. Assim como eu era, alguns minutos antes.

Olhei profundamente nos olhos dele. Pareciam mais belos do que eu acreditava, quando ainda estava viva. Na verdade... eu ainda estava viva. Porque a vida que existia em mim agora, era uma vida que poucos sabem que existem.

É a vida através da vida imortal. Mas para a qual, era necessário atravessar a ponte entre a vida e a morte, e somente sendo guiado por quem já a tinha cruzado, que é possível voltar, mas desta vez, como imortal.

Uma vida condenada. Mas uma vida.

Uma outra vida.

Uma outra vida que ele me ofereceu e me deu.

Uma outra vida à qual eu me agarrei, para esquecer todas as dores que me foram trazidas, nessa vida mortal.

Agora, eu pertencia a quem me dera essa nova vida. O homem que me segurava pela cintura.

Lucius Victorius...

Victorius, para mim. Porque era a minha vitória agora.

- Como você está se sentindo?

- Eu... me sinto um pouco zonza...

Ele riu.

- É normal isso. Venha... vou te levar para casa... – ele cuidadosamente me levantou. Eu não sei como, mas eu devo ter desfalecido completamente, pois eu estava inclinada, agora que percebia. Eu estava como se fosse me deitar, e ele me segurasse, no meio do caminho.

Quando fiquei em pé, minha cabeça deu uma leve rodopiada e então, voltou ao normal.

Eu pude perceber como esta outra vida mudara as coisas. Eu via tudo de forma diferente. Parecia que eu podia ver as coisas ao meu redor com muito mais detalhes, sem prestar atenção a elas.

Victorius me deu ofereceu o braço, e seguimos andando devagar para casa. A minha nova vida pareceu me trazer uma alegria, como há muito eu não sentia.

Me sentia bem, feliz e alegre.

E, embora quando mortal, não sentisse por Victorius o mesmo que ele parecia sentir por mim, era como se a imortalidade tivesse aberto espaço no meu coração, e na minha mente, para que esses sentimentos surgissem, em lugar dos outros, que tinham me deixado, junto com a minha vida mortal, quando ela me deixou.

Victorius sorria para mim. Conversávamos tranquilamente.

E minha nova vida começava.

Junto com ele.

-x-x-x-

Não, eu não estou maluca. Eu sei que postei o primeiro capitulo (apesar de que eu não quero chamar assim), inteiro em inglês e agora estou postando esse em português. Mas quero que tudo que eu escrever e postar para isso aqui, venha de forma espontânea, da forma como me vier a mente. Independentemente de como seja. Incluindo as repetições, por exemplo de vida, como nesse capítulo. Acho que inclusive pq essa palavra é muito importante nele, vc veem.

Não tenho muitos comentários a fazer, nem quero fazer muitos comentários, então fica assim: eu posto e vcs lêem, ok? Se gostarem, podem mandar reviews. Se não gostarem, podem mandar reviews também.

Dessa vez, eu estou escrevendo para ajudar a extravasar os sentimentos. Não me importa o resto.

E não, isso não é uma desistência. Embora eu não saiba como vou continuar escrevendo daqui pra diante.

Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo.

Bjos.