A minha mãe e um homem desconhecido com olhos dourados estavam sentados num estranho, mas bonito campo, olhando um para o outro com muito amor. Eu não me estava a importar, só queria o melhor para a minha mãe. Estava contente por ela. De repente o homem baixou a cabeça ate ao seu pescoço – ela soltou um "ah", agarrou se ao seu cabelo e começou a gritar.

Eu queria gritar, correr ate ali e tira-lo dela. Ele estava a magoa-la! Mas eu não conseguia mexer me, nem um centímetro. A minha mãe gritava de dor. Ele levantou a cabeça, para olhar para mim, dos seus lábios escorria sangue, e ele mostrou dois dentes de Vampiro.

Levantei me da cama a transpirar mas depois senti me triste por acordar. As feridas da noite anterior ainda estavam frescas. Fechei os olhos com muita força os olhos, tentando conter as lágrimas. Quando aproximei-me do espelho, fiquei horrorizada!

O meu rosto estava vermelho de tanto chorar, e na bochecha tinha uma grande nódoa negra. A minha língua tinha feridas que pareciam ser dos meus dentes, se calhar aquilo aconteceu, quando eu estava a tentar não gritar.

Olhei para as minhas mãos, elas tinham pequenos mas profundos arranhões. Fantástico! Eu estremeci quando pressionei uma das nódoas, ela desapareceu mas voltou novamente a ficar roxa. Isto é mau, eu tenho que ir a escola! Como é que vou esconde-los?

Olhei para fora, o carro do meu pai não estava lá.

Vesti uma t-shirt e uma saia, para que se note mais as nódoas. Eu queria que o meu pai tivesse problemas. Na cara coloquei só sombra e brilho para lábios.

A minha mãe estava a fazer o pequeno-almoço na cozinha, com novas feridas na bochecha e no pescoço. Ela sempre escondia as feridas de mim, pois não tinha permissão sair de casa a não ser acompanhada pelo pai.

Ela virou-se para mim com um sorriso, segurando o pequeno-almoço, mas o seu sorriso desapareceu quando ela reparou no que eu tinha vestido.

-Lizzie, porque é que vestiste isto? - a mãe estava a olhar me desconfiada.

- Porque sou uma rapariga, porque é que não posso usar t-shirts e saias? Eu pensava que as mães ficam contentes quando as suas filhas usam saias e pouca maquilhagem?

A sua cara ficou pálida. – Lizzie, senta te.

- Tenho que ir para a escola.

- Na sua cara apareceu uma expressão zangada. – LIZZIE! – gritou ela quando eu já me virei para ir me embora. Eu parei e virei me para ela. Eu estava em choque. Ela nunca levantou a voz, sempre era boazinha. Eu sentei-me.

Ela acalmou-se e sentou se a frente de mim. – Para que é que queres fazer isso? Porque agora?

- Mãe, eu faço isso porque, eu…- eu parei e virei a cabeça para não ver o seu olhar picado. Levantei-me. – Porque, eu estou farta, da maneira como o pai trata-nos! Eu acho que ele tem que gostar de nos! Ele tem que ser o meu pai, ele em que tratar-te como o amor de toda a sua vida! Será que tu, não vês isso, mãe? Isto não deve ser assim! Eu sei que isso é assim! – eu parei esperando a resposta dela. Toda a minha gritaria ela esteve calada, e a sua cabeça estava baixada, quando ela respondeu.

- Eu sei. – disse ela calmamente.

- Mãe! Nos podemos ir se embora! Podemos fugir! Nos podemos acabar com isto! Nos podemos ir se embora daqui e começar uma nova vida, nos podemos… nos podemos… - eu parei, quando vi a cara dela. Ela levantou-se da cadeira, veio ate mim, e abraçou-me.

- Querida, eu queria falar com tigo sobre isso, - ela parou de me abraçar e com um gesto pediu para me sentar de novo. Eu sentei me. - quando eu era inda muito nova, eu pensava como estava pronta a deixa-lo e nunca voltar.- o seu olhar estava fixo em algo.- mas isso foi quando era nova, eu tinha um futuro. Agora estou casada, quando eu disse "sim", tudo mudou. Agora não tenho onde ir. - os meus olhos encheram-se de lagrimas.

- Por favor mãe, nao digas isso... - eu implorava enquanto as lagrimas desciam.

- Querida, tu não percebes. Eu não posso ir me embora. Eu não tenho futuro. Não tenho outra vida, - ela calou-se e murmurou algo como - Que bom era antes... - ela não quis, que eu ouvisse isso.

- Qual outra vida, mãe? Do que estas a falar?

Ela fez uma pausa e olhou me desconfiada, no seu olhar podia-se notar de que ela esta prestes a decidir algo. Mas depois os seus olhos mudaram para um olhar determinado.

- Eu acho que tu ja tens idade suficiente para te contar essa historia.

- Quando eu tinha 17, eu vivi em Fenix com a minha mãe. A minha mãe, avó Renee, casou com um homem chmado Phil. Ele era querido e muito boazinho, enquanto a minha mãe era muito distraida e fútil. - ela riu-se das memorias. - ok, Phil era um jogador de basebol... - eu interrompi a.

-Porque, eu so agora sei isso?

- o teu pai não queria, que soubesses disso, tu sabes, o que pode acontecer se eu contar-te isso. Agora por favor ouve. - eu caleime e continuei a ouvir a história, que não devia saber.

- Em qualquer caso, como ja disse, Phil era jogador de basebol, o que o levou a viajar muito. A minha mãe ficava em casa comigo, o que não lhe fazia mais feliz, o seu olhar não tinha vida. Então, eu lembrei-me, que o meu pai, avô Charlie, vive em Forks, e eu decidi, ir ter com ele. para fazer a Renee mais feliz. Enfim, quando cheguei ali, o meu pai ofereceu me um carro, e eu registei-me na escola, - ela fez uma pausa e sorriu, - era lanche, quando eu pela primeira vez vi os.

- Eles eram muito bonitos, e chamavam-se Callens,-ela olhou pra mim e continuou, - um deles, rapaz com cabelo loiro, chamava-se... - ela parou por um momento, para ganhar coragem, - Ele chamava-se Edward. - Ela tossiu, parecia que este nome magoava-a.

- Enfim, depois de uma serie de acontecimentos... hmm, estranhos... nos começamos... a falar. - Da maneira como ela disse aquilo, fez me pensar que ela escondia algo... algo importante. Mas eu nao me importei, estava feliz por ela me contar, pelo menos alguma coisa.

- Depois de muito tempo, apaixonei-me por ele, e parecia, que ele tambem estava apaixonado por mim, mas no meu aniversario de 18 anos aconteceu algo, ele disse me... - olhei para a cara dela, ela estava cheia de lagrimas, a sua expressão estava tensa e intermitente. Ela continuou, - eu posso dizer...

- Mãe, tu não precisas de continuar, se tu não queres isso.

- Não, não, tu tens o direito de saber. Ele disse... que já não gosta de mim e foi se embora. Ele foi se embora e nunca mais voltou. - Os seus olhos estavam vidrados e olhavam para nada. - Eu amava-o muito, e dentro de alguns meses, pode se dizer lutava comigo propria. Eu tive uma depressão profunda, e eu acho que ainda pode ser... depois de muito tempo, ia a praia La Push para ver o Jeicob. - eu fiquei conente a ela por não chama-lo meu pai, - e, passar o tempo a felicidade voltou. Mas ha uma coisa que deves saber, Lizzie, o teu pai era diferente quando eramos mais novos. Naquele momento ela nao faria mal a uma mosca, ele era o meu melhor amigo. Fi ai que eu comecei a sentir algo por ele, aquilo que eu sentia era diferente, pelo que eu ainda sentia por Edward.

- Mas eu não me arrependo, que casei com o Jacob, porque se nao na teria te. Tu es a minha vida, por favor, entende isso. - Os seus olhos fitavam os meus. - pelo que ja nao tenho futuro, o avô Charlie esta morto e o Jacob e o unico que raz me felicidade. (Nota primeira:. Perdoa, eu não sei como ainda pode ser chamado Jacob)

- Mãe, por favor, nao digas que...

- Lizzie,tu tens que me prometer uma nao posso faze-lo se tu recusares.

- Tudo o que quiseres.

- Eu quero, que tu tornas-te numa boa rapariga, mudasses as tuas notas, para ir a universidade. Eu quero, que tu fosses te embora daqui, quando o fizeres tu vais ter uma vida proptia.

- Então e tu mãe?

- O meu lugar é aqui.

- Nao é - sussurei.

- Sim, é verdade! - nós as duas estavamos ali debruçadas sobre a mesa. Ela suspirou de decepção e esfregou o nariz.

- Olha, não vamos continuar a falar sobre isso agora. Vamos a casa de banho que eu corrijo a tua maquilhagem. E escrevo-te uma justificaçao por chegares atrazada.- A mãe fio se embora ao seu quarto enquanto eu fui ao meu quarto e tirei do armario uma camisa de manga comprida e uns jeans.

Eu fui a cas de banho da minha mãe e sentei-me a frente do espelho, ela tentava maquilhar-me pelo que fosse possivel com as minhas feridas. Quando tudo estava feito ela beijou me na testa e enviou para a escola.

Quando estava na escola, a minha mente estava longe, em Forks. A história sobre o edward Cullen nao saia da minha cabeça. Tambem estava a pensar da dificuldade da mãe, quando ela estava a contar do seu encontro com o Edward. O meu cerebro trabalhava mal hoje, por isso eu decidi guardar esta adivinha, para resolver depois.

Eu cheguei a cas as 18:00 ( eu escoli de proposito o caminho mais longo para pensar), conseguia ouvir as vozes dos meus pais a "falar" de novo, eu em bicos de pes fui ao meu quarto, rezando para que isto acabasse mais cedo. Eu lembrei me de novo daquele sonho estranho sobre vampiros ou sobre o vampiro, pelo que eu achei o vampiro era aquele rapaz. Senti uma sensação estranha de o Edward Cullen aparecer nos meus sonhos. Estava no caminho da descoberta mas ouvi a voz bebeda do meu pai a gritar, - Tu contaste lhe? - no corredor ouviu-se algo a partir com um grito abafado.

Eu saltei da cama para ver se estava tudo bem com a mãe, mas voltei de novo para o lugar, quando ouvi a sua voz baixa que dizia que estava tudo bem com ela. Eu coloquei a orelha ao pe da porta para ouvir melhor a conversa.

- Ouve, eu nao lhe falei dos lobisomens nem do segredo dos Cullens. O segredo esta escondido! Ok?

Lobisomens? Ela esta a sentir se bem? Do que é que ela esta a falar?

- Espera, - disse o pai, ele veio ao pe da porta do meu quarto e abriu bruscamente a porta atirando-me para o outro canto do quarto. A minha cabeça bateu com muita força na parede.

- O que é que tu ouviste? - perguntou ele num tom frio e assustador. Neste momento eu senti-me... simplesmente assustada.

- N-nada pai.

- Hmm, eu sei melhor, diz me a verdade. Ele veio ao pe de mim, pegou o meu pescoço e conceguia sentir como a dor crescia na minha cabeça e com a dor crescia o aperto dele.

Eu ouvi vidro a partir-se, estava livre. levantei as maos ate ao pescoço, tentando respirar.

- Tu não devias ter feito isso, Bella. - ouvi eu a voz do meu pai, a avisar a minha mae, eu estava atras dela.

- Liz, corre!

- Não mae, eu nao vou deixar-te!

O meu pai bateu-lhe, e ela foi contra a porta do meu armario. Eu ouvi a sua voz baixa, - Acredita em mim, por favor, - desta vez eu perdi. Algo dizia me que se eu ficasse a situação nao iria melhorar, e a minha mãe ficaria mal se eu visse isto.

Levantei me do meu lugar. O meu pai não estava a espera disto, ele pensava, de que eu ia ficar como uma rapariga educada. Eu fui a correr ate a janela aberta, passei por la e fugi. Eu conseguia ouvir como baixava o tom das gritarias do meu pai, enquanto eu corria com a força maxima.

Eu não duvidei de que ele ia perceguir-me, eu não sabia se corria muito tempo ou não. 15 minutos... 1 hora...ou mais. Estava com fome e muito cansada. "Chego a um campo e descanso" pense eu.

Estava num campo. Num campo bonito. Algo me era familiar aqui, mas não sabia o que era. Nem me importava. Estava cansada. Deite me e adormeci ente as flores...