Alguns anos atrás tudo começou com um mais um dia na casa dos Cartmans quando o despertador toca no quarto do casal. Cartman ainda mostrava ser uma pessoa acima do peso, mas mesmo assim saudável que encontrava dormindo de coxinha até o momento com sua esposa, Henrietta Cartman, igualmente acima do peso. Ambos estavam nus e vestígios de uma noite de sexo são visíveis.
O primeiro acordar é o senhor Cartman que reluta um pouco em acordar abraçando um pouco mais sua esposa, que mesmo dormindo se anima nos braços do marido. O contato erótico e afetivo desperta um pouco do desejo, mas se segura, pois o dia tem muita coisa para fazer. Com cuidado sai suavemente da cama sem acordar a esposa, cobre Henrietta com a coberta, pega sua roupa junto com uma toalha (uma cueca branca, uma calça azul esportiva e uma camisa branca), vai para o banheiro e começa tomar um banho. Depois de cuidar de sua higiene básica e se vestir, desce na cozinha para começar frita ovos e bacon ao mesmo tempo em que prepara café na cafeteira.
- Espero que não esteja esquecendo de mim – disse uma voz feminina.
Eric ver sua esposa entrando já com cabelo penteado (mesmo corte de cabelo que usava no passado), vestindo um short e uma camisa folgada tudo preto, hábitos góticos que mantém até hoje na fase adulta. Também percebe que ela também se maquiou de maneira fúnebre: batom de cor escura e brush preto.
- Claro que não – disse Eric se distanciando do fogão para dá um selinho nos lábios de sua esposa, ficando com um pouco de vestígios de batom nos lábios – dormiu bem?
- Do jeito que você estava "animadinho" foi um milagre a gente ter dormido – Henrietta se senta na cadeira e mexe no tabbet.
- Você que inventou fazer aquelas surpresinhas. Você que é a culpada – Eric rir antes de volta para o fogão.
A gótica adulta olha para cafeteira e de repente tentáculos de sombra aparecem que pega o recipiente de café e uma xícara que serve para Henrietta. Na adolescência descobriu que assim como seu irmão também tinha poderes que são relacionados solidificação, manipulação e criação de sombras. Isso gerou um alter ego Dark Lady. Graças ao seu marido comercializou os direitos autorais de 'Dark Lady' e tem sua renda própria.
- Do jeito que está falando parece que está ficando gay.
- Só você mesmo para iniciar uma discussão logo cedo, 'Etta' – Eric ri, enquanto foca em frita.
Cartman e Henrietta é um casal que começou por acaso. Crescer em uma cidade pequena não é um sinal que todos vão ser amigos ou vão se conhecer de forma plena. Esse foi o caso do casal, enquanto Eric era um menino que aprontava no colégio, a gótica só ficava atrás do colégio fumando cigarros e escutando rock. O primeiro contato com os dois começaram por acaso quando Cartman estava discutindo com Damien, o anticristo, e o mesmo teletransportou para um lugar aleatório que resultou cair em cima da futura esposa digno de forma de desenho japonês estilo enchi.
Uma semelhança entre eles que ambos não aceitam desaforo em casa que resultou em uma rivalidade até incompatível com a idade dos mesmos. Os dois ficaram juntos quando tiveram um caso com seus alter egos. Ela como Dark Lady e ele como Guaxinim. Isso aconteceu por a gótica ter sido desde pequena fã do Guaxinim no passado e Cartman achar sensual a heroína com poderes de sombra. Resolvendo as diferenças namoraram e quando terminaram a faculdade casaram.
- Usa poderes até para pegar uma xicara? Não é à toa porque tá tão gorda – Cartman coloca no prato da esposa dois ovos fritos e quatro fatias de bacon.
- Falou o exemplo de físico.
- Eu sou dez quilos mais magros que você – disse, enquanto colocava a mesma quantidade no próprio prato – esquecendo nossa briga cotidiano eu vou para um orfanato hoje.
- Vai fazer o que lá? – a esposa foca o marido.
- Estou com projetos de abrir uma sociedade com os Amporas de uma escola de natação. Fazendo associação com um orfanato posso cortar custos dos impostos – começa a comer.
- Realmente sua obsessão por dinheiro me assusta – retorna sua atenção para o tablet.
- Se não fosse por essa obsessão você não teria sua própria renda. Lembra que não foi fácil conseguir lucrar com os direitos autorais com Dark Lady.
- Qual é a dificuldade em se fantasiar e usar poderes? – pousa os olhos no marido.
- A dificuldade de cuidar toda a parte burocrática. Começar de baixo vendendo camisetas, bonecos e outros produtos antes de criar um roteiro para vender a história. Isso necessitou de muito tempo antes de você ganhar sua única renda.
- Se a gente ganha por isso, por que mais?
- Eu não confio apenas ficar com uma fonte de renda. Vai que ela acabe.
- Pensar isso é muito conformista.
Raiva é um sentimento que sempre foi o maior defeito de Eric Cartman. Quantas ações até polemicas que cometeu quando cedeu ao sentimento impulsivo. Vidas chegaram até sendo estragadas. Não foi ele que causou a morte do seu pai biológico? Não foi ele que quase causou um holocausto diversas vezes? Não foi ele que passou usar qualquer comentário racista para toda etnia?
Seus piores atos sempre realizaram quando estava com raiva. Talvez o único ponto positivo foi conhecer sua atual esposa. Porem esse sentimento precisa ser mais controlado para manter seu casamento. Henrietta é determinada, tem pulso firme em suas ações e dificilmente fica nos momentos frágil mesmo com TPM, porem ela é orgulhosa e não aceita desaforo.
Eles se formaram através pela briga e rivalidade, porem uma coisa é o namoro no segundo grau e faculdade. Outra coisa é os desafios de uma vida de casado. Os defeitos das personalidades ficam mais nítidos.
- Tenho que ir – Cartman se apressa em comer – volto de noite – aproxima de sua esposa e deposita um beijo nos lábios.
- Seria engraçado se você adotasse alguém – volta olhar para o tabbet.
- Hum? Pensava que não queria ser mãe – Cartman olha confuso para sua esposa.
- E não quero. Como você é tão conformista penso que pode adotar um.
- E você aceitaria isso?
- Isso o que?
- De adotamos uma criança?
- Nunca parei pra pensar nesse assunto. Tipo eu nunca quero engravidar, mas não pensei em criar uma criança. Espero que não esteja falando sério em adotar.
- Não estou. Só fiquei surpreso com suas respostas. Vou indo amor. Tchau.
- Tchau.
O orfanato de "Grud Mother" da cidade de Alternia foi que Eric Cartman escolheu para fazer parceira. Esse plano até traz nostalgia de sua infância, porque aos dez anos montou uma pequena empresa que filmava bebês de mães que eram viciadas em crack disputando uma bola de pano que tinha pedra de crack. A empresa estava dando muito certo até perder os direitos da transmissão para uma empresa de jogos.
Cartman nunca foi um aluno de destaque nos estudos e nem ótimo nos esportes, mas tinha uma ótima visão empreendedora. Gostava mais de estudar coisas que daria mais retorno como um novo idioma, matemática de finanças, política, conhecimento de outros países, comportamento e entre outros conhecimentos. Tudo para trazer vantagens de abrir e gerenciar uma empresa, negócio ou franquia.
Sua maior decepção foi a perda da posse do parque de diversões que montou quando era criança. Muitos pequenos negócios não prosperaram ao longo prazo para que causou muitos falarem que o sucesso na vida estava apenas se formar e arranjar um emprego.
O orfanato é um prédio de 3 andares e largo com diversas janelas com acabamento branco. Existe um cercado de muro que protege o pátio recreativo do mundo exterior. O portão é tradicional de grades que dá passagem para uma estradinha reta parecendo a estrada de tijolos, mas com cor cinza. Na fachada do prédio está o nome do orfanato em letras sem serifadas grossas de cor preta em uma enorme placa branca para identificar o lugar.
Dentro do prédio pode ver um ambiente acolhedor dando aquele ar de caseiro sendo com muros com diversos cartazes de desenhos infantis. Cartman está junto com o diretor do orfanato conhecendo todas as instalações lugar, enquanto fala da eficiência de conseguir adoção para crianças de maneira imediata, de forma até orgulhosa, que dificilmente uma criança fica mais de cinco anos sem ser adotado.
De repente ambos com escutam um choro de um bebê.
- Oh não aquela criança de novo - o diretor afrouxa sua gravata e limpa suor de sua testa.
- Pensava que vocês cuidavam me melhor de suas crianças.
- Não é isso. É que tem uma bebe que já foi rejeitado por três família seguida.
- Três família? Apenas por chorar? Que tipo de família que dava pra adoção? As que não tem paciência?
- É comum que um bebê adotado por estranhe os pais adotivo, mas alguns dias ele se acostuma. Essa criança ficava semanas e não se acostumou com nenhuma família.
Eric nada responde, só acha curioso esse fato. Seus tios falaram que ele ficou sendo cuidado por outros tios quando era bebê por duas semanas e só quando retornou para Liane que parou de chorar.
- Eu não sei mais o que fazer para faze-la para de chorar - a enfermeira tentava a todo custo fazer a criança menos de um ano.
- Deixa eu tentar - Eric ver uma oportunidade de mostrar que é benevolente. Afinal precisa mostrar que o objetivo de fazer doações é filantrópicas e não por conseguir redução de impostos.
Assim quando segura a criança uma coisa muito improvável acontece: ela para se chorar. Incrível como um bebe de 11 meses que estava todo agitado se acalmou de forma repentina nos braços do homem. Até o próprio Cartman se espanta nisso.
- É a primeira vez que vejo ela se acalmando nos braços de alguém – disse a enfermeira.
- Tem mistérios da humanidade que não existe a explicação – disse diretor ajeitando a gravata.
"Finalmente se acalmou sua pirralha" pensa Eric sorrindo, enquanto olha para a criança. Os dois que correriam seria um retorno para orfanato para decidir a construção de uma piscina que vai resultar na visita da criança que será sua filha.
CONTINUA
