Disclaimer: Alguns personagens, lugares e citações pertencem a J.K. Rowling. Essa estória não possui fins lucrativos.
No Sol
Capítulo Dois
----
Começou como um dia maravilhoso, algo que era raro para ele. Saindo com seus melhores amigos, sem pensar na guerra ou nas mortes que ela trazia... a vida de uma pessoa de dezesseis não era para ser assim?
Ele estava na Dedosdemel, com um de seus melhores amigos, procurando por doces para satisfazer a si mesmo. Sua outra melhor amiga tinha olhado o que eles estavam fazendo, chamado eles de porcos insaciáveis, e ido para a livraria. Ele sorriu, pensando nela. Ela sempre teve uma opinião forte sobre tudo, e parecia nunca voltar atrás em suas convicções. Aquele dia no primeiro ano, quando ele e Rony salvaram a vida dela, foi uma grande sorte para todos os três. Agora, onde ela estaria?
"Hey, cara, tá pronto?" Rony quebrou a linha de pensamentos de Harry.
"Sim, só falta pagar por tudo isso," Harry respondeu, indicando a montanha de doces em seus braços. Depois de ter pago, eles saíram pra rua, procurando por Hermione.
"Eu imagino o que está fazendo ela demorar tanto tempo nessa maldita loja," Rony murmurou.
Harry sorriu mas não disse nada. Não havia explicação para a incessante necessidade dela por livros.
Eles procuraram na livraria, mas ela também não estava lá. Voltando para a Dedosdemel, Harry encontrou uma bolsinha de dinheiro no chão. Ela parecia familiar...
"Rony, olhe." Ele acotovelou as costelas de Rony. "Isso não é da Hermione?" Estava na entrada de um beco. Entrando nele, eles acharam uma sacola contendo livros – claramente dela – mas nenhuma menina de cabelos cheios.
"Alguma coisa está errada," Rony disse, soando um pouco nervoso.
Harry balançou a cabeça, concordando. "Vamos procurá-la."
----
"O quê?" Hermione gritou.
Draco revirou os olhos. "Case comigo."
"Você está maluco? Você quer se casar comigo? Por que?" Hermione sentia um ataque de pânico chegando. Sua pulsação começou a correr. Sua respiração ficou cada vez mais rápida. Manchas apareceram em sua visão... A próxima coisa que ela sentiu foi uma onda fria acordá-la. Ela balançou a cabeça, tentando tirar as lágrimas de seus olhos.
"O que aconteceu? Eu sonhei que você me pedia em casamento, e daí tudo ficou preto." Ela perguntou a Draco, confusa e assustada. Tudo parecia ser o mesmo que no sonho terrível – um pesadelo, na verdade – um tipo de universo alternativo que ela não podia escapar.
"A excitação de um Malfoy pedindo uma sangue ruim como você te fez desmaiar de alegria," Draco respondeu sarcasticamente.Ele estava bastante aborrecido por ela ter reagido desse jeito. Você imaginaria que uma sangue ruim como ela ficaria emocionada por se casar com alguém de família de sangue puro como a minha, ele pensou. Nós somos, além de tudo, uma das famílias bruxa mais antigas e ricas de toda a Inglaterra, droga, de todo o mundo. Ela devia se considerar muito sortuda por essa chance.
"Então vamos ver se eu entendi direito." Hermione atrapalhou seus pensamentos. "Você realmente quer se casar comigo?"
"Eu não teria pedido se eu realmente não quisesse dizer isso," Draco respondeu defensivamente. Ele viu os olhos dela se estreitarem, estudando-o intensamente. Ele quase podia ver as engrenagens do seu cérebro rodando, trabalhando para resolver o mistério dessa proposta.
"Oh não, Granger, nem comece a imaginar. Eu não te amo secretamente," ele disse rapidamente. "Nem estou apaixonado por você. Droga, você nem é bonita." Ele olhou para ela. "Isso são negócios, puramente."
Hermione o olhou cética. Ela nem sequer pensou que ele estava apaixonado por ela, e ignorou o comentário rude dele sobre a sua aparência. Não era como se ele fosse o cara mais bonito que ela já tinha visto. Embora algumas meninas o considerassem lindo. Ela balançou sua cabeça para afastar esses pensamentos. Eles estavam fora do assunto.
"O que isso significa pra você, Malfoy? O que você ganha se casando comigo?"
"Várias coisas, na verdade. Nenhuma delas é da sua conta."
"Não é da minha conta? Eu poderia sempre dizer não."
"E aí seus amigos morreriam. Até os Weasleys, você sabe. Amantes de trouxas traidores do próprio sangue, eles não são importantes o suficiente para serem mortos, mas mesmo assim. Mas o seu precioso Cicatriz, esse sim é o nosso objetivo." Ele assistiu os olhos dela crescerem, as pupilas dilatarem com preocupação e o medo. Ele sorriu triunfante. "Não, você irá se casar comigo se você quiser protegê-lo, salvar a vida dele."
"Mas por que eu?" ela perguntou ansiosamente, ainda pensando no que ele tinha dito sobre Harry.
"Bem, você deve saber que, agora que eu sou maior de idade, eu posso herdar parte da minha fortuna – isto é, se eu for casado. Até eu me casar, eu sou financeiramente dependente do meu pai. E da minha mãe," ele acrescentou, como se só pensasse isso depois.
"Então você quer se casar comigo para receber seu dinheiro?" ela perguntou, ligeiramente confusa. Se é isso, por que não se casar com Pansy Parkinson ou com outra garota Sonserina? Por que ela?
"Você não entendeu Granger? Sim, eu ganho muito dinheiro, mas com dinheiro vem independência. Quando eu sou financeiramente independente, eu posso tomar minhas própias decisões. Eu não preciso fazer tudo que meu pai manda. Ele perde o seu controle sobre mim e eu recebo minha vida de volta."
"Mas você é um Comensal da Morte. Eu sou do lado bom. Por que não se casa com uma Sonserina?"
Draco revirou os olhos, meio divertido com as perguntas dela. Parecia tão óbvio pra ele, mas ela era muito nobre, muito honrada para pensar do mesmo jeito que ele. Garota estúpida. "Sim, eu sou um Comensal da Morte. Um que não pôde matar Dumbledore, que está prestes a passar uma informação muito importante para o lado bom. Você sempre é tão idiota quanto agora, Granger? Você não vê a beleza disto? Você é Hermione Granger, melhor amiga do Menino-que-Sobreviveu, rainha dos sangues-ruins e dos amantes de Trouxas, personificação da bondade. Se eu me casar com você, então eu serei salvo de qualquer problema quando esta merda acabar."
Ela o encarou inexpressiva. Ele rolou seus olhos em frustração. "Granger, algo grande está acontecendo, e se o lado das trevas não for o vencedor, eu quero ter minhas bases cobertas. Eu estou lhe dando uma informação importante para ajudar seu lado. Estou me casando. Assim, se o Lorde das Trevas for derrotado, seu testemunho me tirará dos problemas. Todo mundo acreditará porque você é a melhor amiga do Potter. Você não entende isto?"
"Eu entendi," ela respondeu devagar, raiva crescendo nela. "Eu caso com você, sua pele é salva, sua reputação é salva. Você não irá pagar por todas as más ações que você fez. Oh, eu entendi certo. Agora, o que eu ganho com essa farsa de casamento?"
"Você ganha a vida do Potter. Weasel e Weaselette por associação. Dos irmãos, dos pais deles e toda essa cambada. Você disse que faria qualquer coisa por eles. Eu estou oferecendo a chance de cumprir sua palavra."
"Mais alguma coisa?"
"Quando nos divorciarmos, eu te darei mil galeões."
"Cinco mil."
Ele olhou para ela. "Certo."
Ela sentou ali, contemplando em que ela podia estar se metendo, as escolhas que ela tinha que fazer. Casar com Malfoy, ajudá-lo a não se meter em problemas. Se fosse só ela, ela diria pra ele se danar, ir pro inferno. Para ela nada seria melhor do que vê-lo passar o resto de sua vida em Azkaban. Ele era Comensal da Morte. Ele merecia isso. Mas haviam coisas além dela. Se ela dissesse não e Harry morresse ou as pessoas ao seu redor se machucassem, seria culpa dela. Ela incluiu isso quando disse que faria qualquer coisa para protegê-lo. Ele era mais do que apenas um amigo, depois das coisas que eles haviam feito juntos; ele era da família. O irmão que ela nunca teve. E os Weasleys... eles também eram sua família.
E como eles reagiram quando descobrissem que ela tinha se casado com o inimigo – o Comensal da Morte que eles odiavam com tanta intensidade que quase assustava? O homem que tirou sarro deles, que os torturou por seis anos. Eles nunca aceitariam isso, nunca acreditariam. Eles a desprezariam por isso, por traí-los. Mas ela não tinha outra alternativa.
"Okay," ela finalmente disse, olhando nos olhos dele. "Eu caso com você, com uma condição."
Draco quase suspirou aliviado por ela ter concordado. Então ele estreitou seus olhos. Uma condição? Pra que isso? Era ele quem dizia as regras desse casamento, porra!
"Que condição?" ele perguntou suspeitamente.
"Você não pode dizer pra eles o porquê eu me casei com você. Eles, bem, eles não iriam entender."
"Certo. Eu ia te dizer que nós temos que agir como se nós... amássemos um ao outro..." Draco estremeceu, "para o plano dar certo. Isso significa não brigar em público, fingir que estamos apaixonados etc. Nós temos que viver juntos."
Hermione de repente se mal. Viver com ele? Agir como eles se amassem, como gostasse um do outro? Era demais. Ela até teria que beijá-lo em público? Ela ficou verde por causa do pensamento revoltante. Respirando profunda e calmamente, ela acenou a cabeça concordando.
Um novo pensamento veio a ela. "Por quanto tempo vamos ter que manter essa encenação?"
Draco tinha pensado nisso também, e o que ele tinha que dizer a ela era o pior de tudo. "Definitivamente por toda a guerra e até depois dos tribunais acabarem. Há mais uma coisa, porém." Ele quase vomitou pensando nisso.
"Uma das estipulações da minha herança é que eu ganho um quarto dela quando eu casar. Eu não ganho o resto dela até produzir um herdeiro – um herdeiro do sexo masculino. E isso tem que ser com a primeira mulher que eu me casar. Eu não posso apenas me casar, pegar o dinheiro, divorciar e depois me casar novamente pra ter uma criança. Então Granger," ele disse, olhando-a nos olhos, "até você produzir um herdeiro do sexo masculino, nós vamos continuar casados."
Hermione ficou branca. Todo o seu sangue pareceu sair de sua cabeça, seu corpo, e ir parar em seus pés. Uma...uma criança? Ela teria que ter uma criança com Malfoy? Mas isso significava...
"Que merda! Eu vou ter que fazer sexo com você, é?" Quando ele acenou com a cabeça, confirmando, ela começou a chorar. Não era assim que ela tinha imaginado como sua vida seria, como o futuro dela seria. Ela devia se apaixonar depois da guerra, se casar, ter filhos. Ela queria crianças, muitas crianças, mas não com ELE. Ela não queria ter esse tipo de conexão com ele. Mas mesmo assim, se isso significava salvar a vida de Harry, a vida de quem ela amava...
Ela abriu seus olhos e respirou fundo. "Eu aceito."
----
N.A.: Bem, mais um capítulo, e um bastante explicativo, não? E respondendo as reviews;
Mari Lima- Eu realmente espero que você adore tanto esta fic quanto eu. Sua amiga a leu também? Interessante. Obrigada pelo elogio e pela review. Aiyamoto Becky - Reky Chan- Que bom que você está gostando da tradução. Tá aqui o capítulo que você esperava! Espero que goste ;) Mia- Obrigada a você, por ler, comentar e desejar sorte! Espero que você goste desse cap. Obrigada again. Silvia- Que bom que está gostando e pode deixar que vou continuar! Acho que o que tem escrito nesse capítulo te respondeu o porquê do Malfoy querer se casar com ela, né? Interesse, nada mais que isso. E acredite em mim, durante bastante tempo ele não vai gostar de tocá-la. Obrigada pela review.
É isso, qualquer coisa é só deixar uma review. Beijos.
