Hey gente! Essa é minha primeira fic. Espero que apreciem e deixem reviews

Capítulo 1

De acordo com O Guia de Bolso de Bitty (a edição de Segredos do Coração), o Cupido é o deus do amor erótico. Ele é o filho de Afrodite, a deusa do amor e da beleza, com Ares, o deus da guerra. Ele é lindo e travesso como um anjo.

Mas no Shopping SouthSide, em Middleford, Maine, o Cupido era muito, muito distante de ser o deus loiro que o guia de bolso (corredor quatro, em frente aos palhaços de cerâmica) descrevia. Ele ficava em cima do balcão da Presentes e Papelaria Goodman* perto da caixa registradora - era um boneco gorducho alimentado a pilha, usava fraldas e tinha corações brilhantes nela. Quando você apertava um botão em seu umbigo, ele piscava um olho mecânico assustador para você e começava a cantar uma música que saía pelo alto-falante em sua bunda - uma música clássica dos anos 60 dos Motown, "Do you love me (Now that I can dance)".

E o boneco dançava, de certa forma. É preciso reconhecer seu esforço.

O cupido balançava seus quadris indecentemente, suas articulações de plástico faziam um leve ruído, como se ele estivesse usando seu arco e flecha de pelúcia que estava em uma de suas mãos. Ele concluía o número com outra piscadinha medonha.

Se Ares e Afrodite pudessem ver no que seu filho se transformou, provavelmente jogariam um raio ou dois em nossas direções, discordando das pessoas no Shopping que pensavam que bonecos mecânicos assustadores eram fofos. Várias dezenas de pessoas já compraram cartões de felicitações o suficiente para ganharem seu próprio cupido estúpido na loja em que eu trabalho depois da escola. Nós já havíamos refeito o pedido com o fornecedor pela terceira vez.

N/A: *Goodman's Gifts & Stationery

— Ah. Meu. Deus. — uma mulher se aproximou do balcão, enrolando uma mecha de seu cabelo, que estava severamente preso por um Headband, e a estampa dele era metade zebra, metade leopardo, então me perguntei: como poderia se chamar um animal assim? Um zeopardo? — Bem, não é a coisa mais fofa que você já viu? Não dá vontade de beliscá-lo?

Eu lhe dei o meu melhor sorriso neutro. Beliscar um cupido não estava exatamente na minha lista de coisas a fazer. Agora lançá-lo longe, essa tarefa eu poderia incluir. Lá para o outro lado da loja, em um buraco negro, talvez. Ou em uma das caixas de lixo que o pessoal da limpeza tirava da sala quando estávamos fechando.

Ela pegou o boneco e abraçou-o contra o peito antes de olhar suas especificações. — Ele usa duas pilhas AA? — ela perguntou.

— Quatro Ds. — respondi. Além de ser chato, o boneco ainda trazia o custo de cerca de vinte dólares em bateria somente para funcionar. Dinheiro que poderia ser muito melhor aproveitado ao colocar gás no seu carro, ou em mantimentos em sua mesa, ou mesmo comprar novos acessórios com estampas de animal.

— Oh, olha só. — ela mostrou a bunda do boneco para mim. — Você colocou o alto-falante no volume mais baixo, e nós que estamos aqui, mal escutamos essa musiquinha adorável. — Usando uma unha longa e cor de rosa, ela arrumou a situação, posicionou o cupido no balcão e então apertou sua barriga. Ele piscou e começou a cantar de novo, cinco vezes mais alto, — Agora sim, tenha um bom dia. — disse a mulher.

— Você também, — eu sorri tão sinceramente quanto podia. — Obrigado por fazer suas compras na Goodman. — Assim que ela virou as costas e seguiu para o Shopping iluminado, o sorriso desapareceu do meu rosto. Infelizmente, o cupido ainda continuava cantando. — Já chega. — Eu gritei para minha colega, Alice, alguns segundos mais tarde, quando ela saiu da sala dos fundos carregando uma caixa de papelão. — Nós definitivamente precisamos matar essa coisa. — Fui para a gaveta da tesoura.

— Você está falando sério, Bella? — ela gritou de volta, seus olhos se arregalaram — Vai esfaquear o cupido?

O boneco piscou novamente e finalmente se calou. Eu ri. — Na verdade, a tesoura é para a caixa. Mas agora que você mencionou...

— Bella. — Alice disse baixinho, piscando seus grandes olhos castanhos para mim — Nós provavelmente não devemos brincar de estragar as mercadorias. O Sr. Goodman ficaria muito chateado.

Eu deveria ter pensado melhor sobre brincar com uma coisa dessas com Alice. Ela é provavelmente a garota mais doce que eu já conheci. Tão doce que, às vezes, chega a ser nauseante, ao menos para alguém tão cínica quanto eu estava me sentindo ultimamente. Nos três meses que estávamos trabalhando juntas, já tinha perdido a conta de quantas vezes a flagrei com lágrimas nos olhos por causa de algum poema de amor clichê ou pelas mensagens dos cartões de casamento.

— Estou brincando, Alice. É claro. — Dei-lhe um olhar sério. — Nunca faria uma coisa dessas para o cupido aqui. — Bati na cabeça dele para mostrar que estava sendo sincera. — Ou a qualquer outra coisa na loja. — Fiz um gesto para que ela me passasse a caixa.

— Oh, é óbvio. — ela deslizou para baixo do balcão — Eu sabia que você estava brincando. Você tem um coração tão grande, Bella. Na verdade, é por causa disso que me sinto à vontade de te pedir um favor. — Ela se inclinou e pegou uma pasta em sua mochila, que estava escondida atrás da caixa. Peguei um vislumbre de um bebê panda de aparência triste na capa da pasta. Eu podia muito bem adivinhar o que estava por vir.

— Eu não sei se você sabe disso... Mas o panda gigante é uma das espécies mais ameaçadas do mundo. — Alice começou, sua voz quebrando um pouco em simpatia por todos os ursos ameaçados que habitavam as florestas da China. — Os cientistas acreditam que existem menos de 1500 deles vivendo selvagemente. — ela deve ter percebido que eu estava evitando olhá-la nos olhos, pois rapidamente acrescentou: — Só para você saber, não vou pedir-lhe dinheiro.

Dei um suspiro de alívio. Não que eu tivesse alguma coisa contra pandas (embora, agora que pensei sobre isso, se você for muito chique, pode combinar uma headband de panda com águia... brincadeirinha). A coisa era, desde que minha mãe tinha perdido seu trabalho seis meses atrás, parte do meu salário estava ajudando nas despesas da casa. Mesmo agora que ela tinha encontrado um novo emprego (estava começando nesta tarde), ainda assim não haveria dinheiro sobrando. Além disso, eu já tinha patrocinado Dina em uma maratona para ajudar a parar o abate dos ovinos um mês atrás. Desde então, tive que evitar pedir o cordeiro ao curry* especial da Casa da Índia, na praça de alimentação, e era o meu favorito.

N/A: * Prato de comida tradicional da Índia.

— Estou organizando uma festa panda. — ela explicou, — No Dia dos Namorados. Vamos todos nos vestir de preto e branco e, cada convidado vai fazer uma doação para o Resgate Panda. Tenho esperanças de conseguirmos levantar cerca de 500 dólares para co-patrocinar um resgate de panda por ano. Este é Oreo. — Ela tirou uma foto de sua pasta. Tentei evitar olhar para que não me deixasse levar pela fofura inevitável do panda, — Sei que você é boa em cozinhar, Bella. Minha família vive suspirando pelos cookies que você nos deu no Natal. Então, eu estava pensando, você faria lanches em preto-e-branco para a festa?

Eu hesitei. Afinal, fazer comida para uma festa panda significaria dar importância para o dia 14 de fevereiro. O que estragaria meus planos de comprar cinco caixas de chocolates em formato de coração, usando meu desconto de funcionária, e comê-los todos de uma vez só para afogar minhas mágoas.

— Não sei. — respondi, — Eu provavelmente vou estar ocupada essa noite.

— Com um garoto? — Alice perguntou ansiosamente.

— Não. Sabe, apenas com a minha mãe. Eu não quero que ela esteja sozinha no Dia dos Namorados. — Isso era verdade. Bem, em parte, pelo menos.

Toda a verdade era esta: no Dia dos Namorados do ano passado, eu havia sido traída pelas duas pessoas mais importantes da minha vida. Então não era surpresa nenhuma que eu estivesse olhando para essa festa do amor com meu olhar geralmente reservado para obturações dentárias ou aulas de direção. Tudo o que eu queria fazer, era me esconder em casa e esperar que toda essa alegria do feriado acabasse. Sem mencionar o quanto eu esperava pelo momento em que os cupidos se silenciariam.

E trabalhar na Goodman não estava ajudando em nada. Toda vez que eu pegava um ursinho rosa de pelúcia brega ou arrumava um cartão em forma de coração numa prateleira, minha mente voltava para onde eu havia estado nesta mesma época no ano passado - feliz e muito apaixonada - e então comparava a como estava agora - sozinha e com o coração partido.

Veja, exatamente um ano atrás, eu tinha um namorado. Seu nome, ironicamente, era Mike Love*. Nós nos conhecemos na aula de química em setembro, no décimo ano, enquanto fazíamos laboratório. Tivemos que calcular os mols* de água que tiramos da experiência e os mols de sulfato de magnésio que deixamos na solução. Ele não tinha ideia do que estava fazendo.

N/A: *O nome é irônico porque 'Mike Love', seu ex-namorado, a traiu, sendo que tem 'Amor' até no nome. *Mol: Unidade que determina a grandeza/quantidade de uma matéria.

— Há toupeiras* naquele copo? — ele disse — Então, o que eles fizeram? Desenterraram as toupeiras de seus buracos e as desintegraram? Que nojo. — No começo, pensei que ele estava brincando, então eu ri, mas depois vi que ele estava falando realmente sério. — Não são toupeiras, são mols. Uma unidade de medida utilizada em química. — expliquei, olhando-o firme. — Ah, é? — Sim. — Ah. Quem diria? Você é inteligente, não é? E bonita também. Eu sempre me considerei mediana. Eu era magra e tinha uma aparência meio moleca, com cabelos castanhos lisos e olhos castanhos com pequenas manchas azuis deles. Usava óculos. Eu não era o tipo de menina com quem os garotos costumavam flertar, a menos que quisessem alguém para revisar suas redações ou ajudá-los em cálculo. Não tinha ideia de como responder ao comentário de Mike, mas ele não parecia se importar. Já tinha decidido que gostava de mim e estava determinado a continuar me perseguindo como um cachorrinho, até que comecei a gostar dele também.

— Você é louca, mas sabe disso, né? — Minha então melhor amiga Jéssica me disse quando recusei o terceiro convite de Mike Love para ver um filme no fim de semana. — Ele é lindo. E popular. Engraçado também. Além disso, tem seu próprio carro. Só estou dizendo...

Se eu pudesse voltar no tempo, eu teria falado para ela que se o achava tão ótimo assim, era ela quem deveria ter saído com ele desde o início. Teria nos evitado um monte de problemas e muita dor de cabeça. Mas, em vez disso, a versão curta do que aconteceu é que, eventualmente, Mike Love me venceu.

Comecei a notar o quanto ele era fofo com seu jeito brincalhão, e quanto seu sorriso era sexy ao invés de perceber o quanto seu QI era baixo. Eu saí com ele. E ele era lindo e popular, assim como Jéssica havia dito. Éramos um casal estranho, a menina cautelosa e inteligente com o menino bobão e popular. Mas nós funcionávamos. Ele me apresentou a filmes de Jackie Chan e me ensinou a cuspir sementes de melancia muito longe. Deu-me meu primeiro beijo de verdade, e então o meu segundo e terceiro. Até me deixou dirigir seu carro, uma vez (e acredite, foi uma ideia muito ruim). Nesse meio tempo, eu o ajudava nas aulas de química, mudando sua nota de um D para um sólido B-.

N/A: Em inglês, o plural de 'mols' é 'moles', que lá pode significar também 'toupeiras', que são animais que vivem enterrados em tocas.

Mas tudo acabou no Dia dos Namorados, quando entrei no meu quarto, esperando encontrar Jéssica lá. Mike e eu tínhamos um encontro (o novo filme de Jackie Chan seguido de um jantar no Flapjack's, seu restaurante de panquecas favorito) e Jéssica, que era boa nessas coisas, foi para minha casa logo após a escola para escolher uma roupa para mim enquanto eu fazia minha tarefa. De certo modo, ela não me desapontou nisso.

Quando cheguei em casa, Jéssica estava no meu quarto, como tinha prometido que estaria. E ela escolheu uma roupa e deixou-a em cima da cama, como tinha prometido que faria. O problema era que ela estava deitada em cima da minha roupa e, Mike Love - que obviamente havia chegado adiantado, - estava por cima dela. E então, o que aconteceu no resto do meu Dia dos Namorados, fica fácil de adivinhar.

Alice cuidadosamente afastou o isopor da embalagem na caixa, abriu e tirou uma moldura. — Ownn. Olha. — Ela me mostrou.

Era cor de rosa e tinha imagens de margaridas e girassóis por todos os lados. Na parte superior lia-se: 'Como um jardim bem cuidado...' e embaixo estava: '... Nosso amor se fortalece a cada dia'. Eu tentei não me engasgar.

De repente, o olhar no rosto de Alice passou de animado para triste. Eu me preparei para o que viria. — Você sabe para o que ela teria sido perfeita? — ela perguntou, e em seguida respondeu sua própria pergunta. — Para uma foto minha com Alec.

Eu concordei com um aceno de cabeça que torci para que tenha saído agradável, mas a verdade era que eu estava olhando ansiosa para o relógio. Ainda restavam mais duas horas até que a loja fechasse. Eu não tinha certeza se aguentaria suportar toda aquela conversa sobre Alec.

— Nós pedimos para um morador de rua tirar essa foto da gente lá no jardim botânico verão passado. — Explicou Alice — Alec pensou que ele roubaria e fugiria com a nossa câmera, mas eu disse: 'Só porque ele não tem um lugar para viver, não significa que não é uma boa pessoa'. E eu estou tão feliz que pedimos. A foto é uma de minhas favoritas. Vou trazer amanhã para te mostrar.

— Ótimo. — falei — Isso seria ótimo. — Eu já havia visto fotos de Alec em pé na calçada. Fotos de Alec comendo hambúrgueres. Fotos de Alec tirando fotos de Alice. Era impressionante o tanto de fotos dele que Alice tinha, considerando que ficaram juntos por apenas três semanas antes que ele a largasse e partisse para a faculdade.

— Eu adoraria ver essa foto. Mas, Alice... — escolhi minhas próximas palavras com cuidado. — Você não acha que talvez esteja na hora de começar a ver outras pessoas? Ou pelo menos, pensar em outras pessoas? — Ela pegou a moldura e a abraçou contra o peito. — Afinal, Alec está namorando com outra garota.

A simples menção dessa outra garota fez os olhos de Alice ficarem vidrados de lágrimas e eu me senti horrível por levá-las ali. Se alguém sabia o que era ter seu coração partido por um cara, esse alguém era eu.

— Eles não estão realmente namorando. — Alice me corrigiu. — Estão apenas saindo. Casualmente.

— Certo. — falei — Isso foi o que eu quis dizer. Mas sabe, Alice... — eu continuei, — Não há nenhuma razão para que você não possa sair casualmente com alguém também. — Tirei uma pilha de porta-retratos para fora da caixa, contei e os verifiquei no comprovante de entrega. — Apenas leve isso em consideração. Nunca se sabe quem pode aparecer.

Consegui dizer as palavras com autoridade, mas mesmo enquanto dava o conselho, eu sabia que estava sendo hipócrita. Naquele mesmo dia, no café da manhã, minha mãe havia sugerido que eu me apresentasse para o vizinho. Minha reação foi menos que positiva.

— Ele está lá fora agora, limpando a entrada de carros com uma pá para o avô. — ela disse — Eu mesmo o vi colocando sal nos montes de gelo. Ele parece ser um menino muito responsável. Não estou dizendo para namorá-lo. — Mamãe acrescentou rapidamente quando lhe dei um olhar cansado. Ela sabia muito bem como eu tinha ficado devastada por todo o desastre Mike Love/Jéssica. Quase não saí de casa por semanas, e fiquei muito animada quando tivemos que nos mudar para uma escola do outro lado da cidade e deixar para trás todos os meus colegas. Qualquer coisa para ficar longe de ter que olhar para a minha ex melhor amiga e ex namorado de mãos dadas pelos corredores, arregalando os olhos durante a aula de geografia, trocando beijos na lanchonete enquanto eu sentava com as garotas da aula de matemática avançada que mal conhecia, fingindo estar absorvida em algum assunto sobre algoritmos.

— Pelo menos vá dizer 'Olá' para ele quando estiver saindo. Nunca se sabe. — Minha mãe acrescentou com um olhar encorajador. Só que eu sabia. Não me importava com a quantidade de sal que ele havia colocado. Eu não estava interessada em conhecê-lo, ou qualquer outro cara. Era minha mãe falando sobre isso em casa e Alice falando sobre isso no trabalho. Na escola, eu ficava com Alice e as amigas dela na hora do almoço, no tempo restante eu procurava me manter sozinha e estudando muito. Gostava dessa forma. Além disso, se eu quisesse ir para a faculdade, precisava ganhar uma bolsa de estudos integral. Eu tinha metas importantes para me concentrar e não ia deixar outro coração partido me atrasar agora. Haveria tempo de sobra para namorar quando eu fosse mais velha de qualquer maneira. Por que perder tempo com garotos de ensino médio?

Mas com Alice era uma história diferente. Ela estava sofrendo por Alec como se nunca fosse conhecer mais nenhum homem que a interessaria. Era triste, na verdade. O que ela precisava era de uma distração, e rápido.

— Você é uma ótima pessoa, Alice. Merece um cara que te ame também. Alguém que realmente vai estar lá para você.

Seus olhos se suavizaram. — Sério, Bella? Você realmente acha isso? É uma das coisas mais bonitas que alguém já me disse. Mas... — Fez uma pausa enquanto colocava os cotovelos no balcão. — Alec é o único para mim. Na verdade, eu estava pensando em ligar para ele esta noite...

Imaginei o nosso turno no dia seguinte. Ela estaria com bolsas de baixo dos olhos depois de ter ficado a noite toda acordada chorando por causa de alguma coisa que Alec tinha dito ou não para ela. E durante nossa arrumação das prateleiras, ela pediria que eu a ajudasse a analisar cada frase que eles falaram, à procura de significados ocultos e esperando além da esperança que ele ainda se importasse com ela, quando tão claramente não se importava.

— Não. — Falei com muita força. Ela olhou para cima. — Não pode ligar para Alec. Alice, você tem que esquecê-lo.

E, do nada, a resposta para todos os meus problemas entrou na loja, parando na estante em círculo que sustentava os chaveiros. Ele era alto e magro, vestia uma camisa xadrez de aparência macia. Ele usava um fone de ouvido enorme, estilo DJ, no pescoço. Sua pele tinha sardas e seu cabelo era de uma cor semelhante ao bronze e liso meio bagunçado. Ele se aproximou, e se eu não estou enganada, olhou para o reflexo na prateleira metálica para verificar se havia comida entre os seus dentes.

— Oh, meu Deus. — eu falei — É como um sinal. — Alice olhou em volta, confusa. — Aquele cara que acabou de entrar na loja, — sussurrei — Ele estava te encarando.

A Alice não é uma fofa? E agora ficou esclarecido porque a Bella não gostar do dia do namorados. E essa Jéssica? Que falsa!

É isso aí gente! Uma boa noite para vocês e por favor não esqueçam de comentar! Bjos e até breve