Disclaimer:
Os Vingadores são uma criação da Marvel Comics, no entanto as personagens Olívia Huscarl e Sophie Legrand nos pertencem.
Essa história está sendo produzida por duas pessoas, qualquer diferença estilística entre os capítulos não é mera coincidência.
Nos baseamos no filme "Avengers", já que os universos dos quadrinhos são variados e poderiam dificultar a compreensão.
Essa história também será publicada no site Nyah Fanfiction, com o mesmo nome de usuário. Não se trata de plágio!
Críticas e sugestões são sempre bem vindas, desde que pertinentes ao nosso propósito.
Tenham uma ótima leitura :)
II.
A noite avançava enquanto o homem andava a passos furtivos pelas vielas de Florença. Contra seu corpo, protegido pelo pesado capote que usava, segurava um embrulho de papel amarrado por cordões. Notadamente estava fugindo de alguém – ou algo. Somente seus passos ecoavam pelo caminho, nenhuma viva alma na vista. Mas ele sabia que estavam atrás dele, ele havia escutado quando invadiram a biblioteca. Agarrara os pergaminhos que estudava e pulou a janela, escalando pela parede externa do prédio até conseguir pular para o chão. Agora fugia, coração disparado, certo de que se tivesse ficado lá estaria tudo perdido.
Finalmente, chegou numa avenida com bares e movimento suficiente para espantar qualquer perseguidor. Respirou fundo e pegou o primeiro táxi vazio que parou por ali. Ligou para a filha assim que recuperou o fôlego:
- Liv, sou eu. Rápido, pegue as passagens e as malas. Temos que adiantar a viagem, não pergunte. Se alguém te seguir, você sabe o que fazer.
Não encontrou nenhum problema até a entrada do aeroporto. Lá, encontrou a filha, apreensiva, carregando as malas nos ombros com facilidade, quase como se estivessem vazias. Caminharam juntos para o saguão, enquanto Uther explicava que tinham que se apressar, antes que eles conseguissem encontrá-los. Desde que ele encontrara aqueles pergaminhos, trancados e esquecidos no fundo de uma caixa no porão da biblioteca, sua vida mudou. Havia magia ali, palavras de poder que faziam que quem as lesse se tornasse o que os antigos haviam chamado de feiticeiros, magos, deuses. Ele a filha pretendiam estudá-los, mas de alguma forma descobriram o que eles haviam encontrado e desde então sua casa, seu escritório, até seu carro havia sido arrombado e revirado, à procura dos pergaminhos.
Era uma questão de tempo até que Eles fossem pessoalmente buscar ele ou Liv para conseguir o item. Até que Liv teve uma ideia. Apesar dos protestos do pai, ela tatuou as palavras em si. Se a magia existia nas palavras de lá, então a magia deveria estar contida nas palavras escritas em seu corpo. Era uma tentativa desesperada para buscar alguma saída, alguma forma de se defenderem e de protegerem aquele poder. As chances sempre estiveram contra eles, mas apesar de tudo... Funcionou.
Isso ocorrera há mais de um ano. Liv aprendera rápido a controlar seus novos poderes, como ela mesma gostava de chamar. Mudaram de um lugar para o outro – da Noruega para a Inglaterra, de lá para a Suécia, daí para a Itália e agora para os Estados Unidos. A Europa não era mais segura para eles. Mais de uma vez ambos foram abordados por homens de terno, que nunca diziam nada. Apenas sacavam as armas e esperavam que eles se rendessem. Mas não era pra isso que Liv havia treinado... Até então, ela fora capaz de derrotar todos os estranhos, seja lá quem fossem. Mas não era mais possível ficar lá, teriam que fugir, apagar seus rastros, recomeçar do zero. Além de esconder os pergaminhos, pois se caíssem em mãos erradas... Bem, era só olhar para o que Liv podia fazer para se ter uma noção do que poderia acontecer.
Estavam no avião. Uther dormia, a cabeça pendendo mole sobre o peito, os óculos meio pendurados no nariz anguloso. Liv pensava em tudo o que ocorrera nos últimos meses. Roia uma das unhas. Antes de dormir, sempre se lembrava de todos os encantamentos; repassava um por um em sua mente. Eram muitos e seus usos eram quase infinitos, bastava usar a imaginação. Quando terminou, recostou-se na poltrona e antes de adormecer, indagou que surpresas a América reservaria para ela.
A voz do piloto anunciou que eles pousavam em solo americano. Liv espreguiçou-se e acordou o pai. Ele sorriu e pouco depois se levantou para deixar o avião. Devido ao fuso, lá ainda era noite. Liv foi buscar as malas enquanto o pai buscava algum café decente ali por perto. Sem dificuldade, pegou as várias malas e colocou-as nos ombros. Sua força era agora sobre-humana e ela não se preocupava em fingir o contrário. Porém, quando se virou, percebeu que um tipo estranho a encarava, logo à sua frente. Negro, alto e forte, com tapa-olhos e sobretudo preto. Não era difícil adivinhar que era um agente, espião, ou seja lá como Eles se chamavam. Liv prendeu a respiração por um segundo, pensando no que poderia fazer. Como haviam descoberto que estava ali?
- Olívia Huscarl. Fico feliz em ver que seu vôo não atrasou. – estendeu a mão direita, cumprimentando-a.
- Quem é você? O quê quer? – ela não estendeu a mão de volta. Estava alarmada.
- Oh sim, perdoe a deselegância. Nick Fury, diretor-geral da S.H.I.E.L.D. Você ainda não me conhece, mas eu conheço você e a seu pai há um bom tempo.
- S.H.I.E.L.D.? Então são vocês que...
- Oh não. Nós somos os mocinhos. Temos vigiado a senhorita e seu pai desde que descobriram os pergaminhos. Nós os guardamos daqueles que querem pegá-los de vocês. Deixamos passar alguns, você sabe. Era preciso testá-la.
- Me... Testar? Quer dizer que enquanto os caras me atacavam vocês assistiam tudo e não fizeram nada pra impedir? – algumas coisas começavam a fazer sentido, mas Liv não gostava nada de descobrir que, apesar de suas tentativas, estavam sendo vigiados esse tempo todo.
- Estávamos prontos para agir caso a situação saísse do controle. Mas você nos surpreendeu. Seu poder, sua força. É uma jovem notável, Srta. Huscarl.
Ela abria e fechava a boca, tentando buscar algo para falar, mas nada parecia ocorrer-lhe. Fury a encarava, expressão impassível, mãos cruzadas atrás das costas, esperando que ela se recompusesse.
- O que você que comigo ou com os pergaminhos?
Com a voz calma, como se dissesse a coisa mais banal de todas, o agente respondeu:
- Queremos manter os pergaminhos a salvo. Mas, acima de qualquer coisa, queremos você para os Vingadores.
Como se recebesse um soco no estômago, o ar deixou os pulmões da moça e ela não pode conter a expressão de surpresa. Ela acompanhava as ações dos Vingadores pelos noticiários, jornais, revistas... Na verdade, qualquer meio de comunicação só falava sobre o grupo. Admirava-os, de certa forma, como qualquer pessoa fazia aqueles dias, mas jamais imaginou que pudesse um dia integrá-los, mesmo depois de fazer as tatuagens. Reorganizou os pensamentos e tratou de pensar com clareza, e rápido, antes que o pai chegasse.
- Lamento, Sr. Fury. Mas não posso entregar os pergaminhos. Pertencem ao meu pai. Não cabe a você, quem quer que você seja, guardá-los. Aliás, não possuo garantia nenhuma de que você seja mesmo o mocinho.
- Srta. Huscarl, permita que eu...
- Não. Fique longe de mim, do meu pai ou dos pergaminhos. – ela elevara o tom de voz, chamando atenção de algumas pessoas. Um segurança começou a se aproximar.
- Temo que terei que persuadi-la, Olívia.
- Tente. Tenho certeza de que o aeroporto inteiro adoraria ver.
- Algum problema, moça? Esse cara tá te incomodando? – o segurança era corpulento e grosseiro, e olhava feio para Fury. Tinha nas mãos um walkie-talkie, pronto para chamar reforços. – Acho melhor você ir andando, chapa.
Liv sorriu, aliviada por ver que Fury não tinha opção. Ele meneou a cabeça e virou as costas, mas antes disse:
- Pense bem, Srta. Aproveite a América, mas não exagere no fast food.
Liv permaneceu ali, olhando para a entrada do aeroporto um bom tempo depois que Fury saiu por lá. Foi interrompida pelo pai, que trazia dois grandes copos de café.
- Esse café é péssimo, mas é o que temos. Vamos para o hotel? Não é bom ficar onde tem muitas câmeras, podem estar nos espiando...
"Não interessa mais para onde vamos, pai. Estarão nos vendo."
Mais um capítulo quentinho pessoal. Por favor, não deixem de mandar reviews com suas opiniões e críticas, elas são muito importantes para aperfeiçoarmos nosso trabalho.
Beijinhos e paz.
