Bom, antes de qualquer coisa, eu gostaria corrigir um erro:
''[...] Bella descobrira que estava grávida, e como não tivera relações com Jacob concluíra que a criança era de Edward.''
Perdão pelo erro =/
Fantasmas de um Romance
Capitulo II - Perdões e Noticias
"Todos estamos matriculados na escola da vida, onde o mestre é o tempo." (Cora Coralina)
O tempo passa de forma impressionante, e nem ao menos dos damos conta das coisas que acontecem quando estamos perdidos na nossa escuridão.
O relógio parece parar, os ponteiros ficam congelados, e por mais que desejemos o momento esperado, nada nunca muda.
O mês de outubro estava em seu fim. Naquela época do ano Bella já se via acostumada a derramar-se na depressão que sempre aparecia. Ela lembrava como fora horrível o começo da morte de Edward, e lembrava como ele parecia bem quando ela cuidava dele.
Sabia que se entregar a tristeza não era o melhor remédio para curar seu coração desmanchado em milhares de pedaços. Mas era impossível não lembrar dos momentos que eles dividiram no ultimo outono que tiveram juntos.
Mas Bella não se permitia transparecer a tristeza. Toda a sua depressão ficava escondida pela felicidade de ter sua filha, um presente de sua relação com Edward, a razão dela não ter desistido de viver quando soubera da morte dele.
Naquele dia ela estava se sentindo um pouco feliz. Sua melhor amiga, Rosalie, contara a melhor novidade de todas, estava esperando o primeiro filho de seu casamento com Emmet. Sim, ela estava feliz por ver Rosalie feliz.
Bella era uma pessoa muito reservada, e não permitia que muitas pessoas se aproximassem dela. A única amiga que tinha de verdade era Rosalie, e também era muito amiga de Emmet, que era como um irmão. Rose era a pessoa que Bella mais confiava para dividir suas dores. E Emmet era a pessoa que Bella confiava para confiar seus assuntos mais importantes.
Era fim de tarde, e quando ela já estava no meio do caminho da escola de Cathy, uma súbita sensação de liberdade a tomara. Bella não sabia explicar, mas de repente sentira como se a corda que a prendia tivesse sido arrancada, e agora ela estava livre para fazer o que bem entendesse.
Após pegar a filha na escola, Bella não quis saber de ir para casa. Jacob estava viajando, então não iria se importar se ela voltasse de noite. O resto daquela tarde ela aproveitaria com sua filha.
Bella e Catherine foram ate a livraria que elas adoravam, Cathy adorava ler, e Bella também era viciada naquele hábito. Passaram quase uma hora inteira escolhendo livros e mais livros, ate que se cansaram e resolveram jantar, ou se aventurar em alguma praça da cidade.
Ao que parecia, Cathy estava surpresa por aquele repentino surto de alegria da mãe. A pequena menina nunca tinha visto Bella gargalhar com tanta felicidade, e estava adorando aquilo. Aproveitaria aquele momento com medo de nunca mais se repetir.
As duas passearam por praças que nunca tinham ido juntas antes, e também jantaram em um restaurante de comida italiana, a pedido de Catherine. Passaram em uma loja de doces, e foram ate a praça do palácio real.
Os inúmeros turistas tiravam fotos com tudo que lhes parecia ser diferente e novo. Algumas pessoas tentavam encontrar alguma reação em algum guarda real, mas era claro que elas não conseguiam nada em suas tentativas.
Bella propôs a Cathy que elas tentassem fazer um guarda sorri, e a pequena não tardou em concordar. As duas caminharam aos pulos pela praça ate chegarem ao guarda que parecia mais afastado.
Cathy, com seus lindos olhos verdes infantis, e seus cabelos em um penteado que a deixava com aparência de anjo, foi a primeira a tentar. Fizera piadas, danças, e todos os tipos de graça que podia imaginar. Mas não conseguira nada do guardar. Bella também tentara, e vendo que a filha sorria com suas tentativas frustradas, continuou sua brincadeira.
- Por favor – Cathy pedira fazendo um biquinho e deixando seus olhos brilharem. Ela e Bella tinham feito uma aposta, caso conseguisse, Bella deixaria a filha ir para o parque da Disney com o tio Emmet – Prometo não contar para ninguém, só sorrir um pouquinho para minha mãe deixar eu viajar com meu tio. Por favor.
Aquele pedido, que parecia tão sincero e inegável, funcionou. O guarda, discretamente, esboçara um breve e alegre sorriso para que a pequena Cathy e Bella pudessem ver. Mas aquela reação durou muito menos que um minuto.
Satisfeitas pelo feito do dia, e ainda animadas por aquela tarde, Bella e Cathy voltaram para casa. Catherine se via a ponto de explodir, estava louca para ligar pro tio Emmet e para tia Rose contando que Bella deixara ela viajar com eles para Disney. Quando chegou em casa, a pequena correra para seu quarto sendo acompanhada pela babá.
Bella fora para sala, tinha visitas que não esperava. Os empregados da casa trataram de deixá-la sozinha assim que perceberam que seria uma conversa importante. O advogado de Jacob estava acompanhado de um homem misterioso.
Assim que entrara na sala o sorriso de Bella se perdeu, uma linha sem emoção apareceu naquele belo rosto jovem. Os olhos castanhos perderam o brilho imediatamente, mas a sensação de liberdade parecia a ponto de explodir dentro dela.
A visita de Paul era realmente estranha. Ele era um homem de trinta e cinco anos, que vivia com uma expressão seria em seu rosto, e com os olhos sem emoção. Bella não gostava dele, nem um pouco. Ele parecia ser um homem tão horrível quanto Jacob, ou talvez pior.
- Isabella– Ele cumprimentara apenas com um assentimento de cabeça. Levantou-se esperando que ela se sentasse no sofá branco na frente das cadeiras que estavam ocupadas.
- Como vai Paul? Boa noite – A primeira parte de sua fala fora referida apenas ao advogado de seu marido, mas a segunda fora educadamente referida aos dois homens que ali estavam. Depois de se acomodarem, e Bella se servi com um copo de água, resolvera dar inicio a conversa que eles teriam – Me perdoe, mas acho que você sabe que Jacob está viajando, não Paul?
- Sei, bom, o que me traz aqui é um infeliz noticia sobre Jacob – Paul começou – Esse é o detetive Nails, Sam Nails. Isabella, eu tenho uma péssima noticia sobre Jacob para você.
- O que você esta falando Paul? – Bella perguntou um pouco desconfiada. Por mais que não sentisse nada por seu marido, era impossível conter o medo. Ela, de alguma maneira, era ligada a Jacob, e por mais que o odiasse, ele cuidara da saúde de Edward e dera um nome para a filha dela.
- Ele sofreu um acidente – Paul respondeu – Não sei, ainda, dos detalhes por isso que o detetive veio, ele entrou em contato com as autoridades brasileiras que estão cuidando do caso. O fato é que Jacob morreu.
O copo que Bella segurava caiu ao chão se quebrando em inúmeros pedacinhos de cristal. De repente a sala deu uma volta mais rápida que ela poderia agüentar, e uma tontura apareceu. Bella perdeu o controle de seu corpo. Ela estava sem palavras, o ar desaparecia, e uma sensação com distintas emoções apareciam em seu rosto.
Ao mesmo tempo que estava chocada, ela sentia uma pontada de felicidade crescendo em seu peito. Céus, ela era cruel ao ponto de ficar feliz com uma morte.
- Ele estava em uma lancha, em uma festa com alguns amigos. Bebera demais, e suspeitamos o uso de drogas, eu sinto muito. Seu marido caiu quando a lancha estava em movimento...
O relato continuara, mas Bella não precisava de mais nenhuma palavra para construir a cena em sua mente. Sabia que Jacob estava no Brasil, ele tinha muita diversão naquele país. Muitas mulheres, bebidas e podia fazer o que bem entendia longe de Bella. Sim, ela tinha consciência de que era constantemente traída por seu marido, mas nunca imaginara que ele morreria em meio uma traição.
Oh céus, todos saberiam exatamente que tipo de homem Jacob era de verdade, e isso fazia Bella querer rir.
Mas ela se controlara, ainda tinha respeito pelos mortos, e além de tudo, Jacob se tornara um bom colega de quarto. Nos seus momentos, ele era gentil e ate amigo. Sim, Bella se apegaria as lembranças boas que tinha de seu marido para poder passar por aquela situação sem ser acusada de víbora ou qualquer adjetivo que ela não merecia de verdade.
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Os cinco meses que se passaram desde a morte de Jacob foram os que quase levaram Bella a loucura.
A cobrança por um luto que não existia a deixava muito irritada. Os problemas da rede de hotéis agora passaram a pesar em suas costas, e ela ainda tinha que cuidar dos inúmeros outros investimentos de Jacob. Como se não bastasse isso, as investigações policiais acusavam que o acidente de Jacob não fora exatamente um acidente. Algumas evidencias apontavam a possibilidade de que ele haveria sido empurrado da lancha, e Bella era constantemente chamada para relatar coisas sobre as amizades de seu marido.
Bella ainda tinha que arrumar tempo para ser mãe, e por conta disso esquecera completamente de si mesma. Naqueles meses ela descobrira quem eram seus verdadeiros amigos, e quem eram os interesseiros.
Rosalie não saia de sua casa, mesmo sabendo que a amiga não estava afligida pela morte do marido, a loira se dispusera a cuidar de Catherine enquanto ela não se acostumava a sua nova condição de viúva e presidente de importantes negócios.
Emmet também estava ajudando muito. Alertava Bella do que era certo e errado, e era ele, praticamente, que estava cuidando das coisas que não tinha cabeça para cuidar. Ele também estava se saindo um ótimo segurança, não permitindo que nenhum dos funcionários, que se achavam mais do que eram, criticarem Bella.
Na primeira noite da terceira semana de março, Bella recebera a visita de seu pai.
Catherine havia saído com Emmet e Rosalie para arrumar o quarto da menininha que estava a caminho. Pois a gravidez de Rose estava perfeita, e fora confirmado que seria uma menininha, o que deixara Emmet a beira de um colapso de felicidade. Bella estava completamente sozinha na enorme casa, os empregados estavam em seu dia folga.
Ela havia acabado de acordar e estava com uma intensa dor de cabeça. Os problemas que passava agora, fazia ela entender porque Jacob era tão rude de vez em quando. Sem ninguém para abrir a porta, ela mesma fizera o trabalho, e sentiu uma fisgada de dor acima de seu olho esquerdo quando vira seu pai na porta.
Charlie, agora seus cinqüenta e oito anos, esboçava um meio sorriso. Usava um grosso e escuro sobretudo, e uma camisa de gola ate o pescoço. O bigode também estava ali. Para falar a verdade, Charlie parecia não ter mudado nada nos últimos anos, talvez ate parecesse mais jovem.
- Charlie – Bella suspirou, fez um gesto para que ele entrasse e então fechou a porta assim que o viu dentro da casa. O inverno ainda reinava na Inglaterra, e parecia que ele nunca iria acabar daquela vez.
- Como vai, filha? – Charlie perguntou tentando ser gentil. Tirando o sobretudo que usava, e colocando no armário junto aos outros que tinham ali, ele ficava em silencio esperando que algum assunto aparecesse em sua mente.
- Poderia está muito melhor – Bella respondeu, ela não perdia a chance de mostrar a Charlie como ele acabara com sua vida. Bella era uma pessoa muito calma e amável, no entanto quando decidia se mostrar vingativa ou rancorosa, ela era realmente cruel.
Nunca perdoara Charlie pelo o que ele fizera no passado. Sua cabeça rondava de se's, e ela nunca deixaria seu pai esquecer de quanto era ela infeliz. Charlie, por outro lado, não precisava de nenhum lembrete de Bella para saber que fizera um enorme erro no passado.
Sim, agora, vendo sua filha de apenas vinte e sete anos com aparência exausta e completamente abalada, ele se arrependia de ter negado o que ela suplicara. Sabia que Bella não estava daquele jeito por causa da morte do marido, ela estava daquele jeito por ter que cuidar de todos os problemas que Jacob deixara.
Charlie também era ciente de que durante os seis anos de casamento de Bella e Jacob, o moreno nunca fora capaz de fazer sua filha feliz, e que ele não era tão perfeito como imaginara. Agora ele vivia em um amargo arrependimento. Era por isso que estava ali agora, precisava reparar seus erros, talvez conseguisse fazer sua filha ser feliz.
- Onde está minha netinha? – Ele perguntou tentando iniciar a conversa. Charlie já sabia o que iria fazer, mas pretendia adiar ao máximo que pudesse o que queria dizer a filha, tinha medo da reação dela.
- Charlie – Bella estava com muita dor de cabeça, e quando aquele estado se apoderava dela, era mais seguro que se ficasse bem longe daquela morena – Não sei se você lembra, mas eu estou cansada de repetir. Você não tem neta alguma. Pois Catherine é minha filha, e eu não sou mais sua filha há muito tempo, e o pai dela é o homem que você chamou de ninguém.
Aquela afirmação doía mais que uma facada no coração, Charlie já não agüentava mais ser tratado daquele jeito por Isabella. Mas ele sabia que merecia aqueles tratos, pois nunca fora capaz de amar a filha, e quando ela mais precisava dele, ele simplesmente lhe dera as costas e a deixara na sorte. Sim, ele era culpado pela infelicidade de Bella.
- Acho que precisamos conversar – Fora a resposta dele. Caminhara livremente pela enorme casa indo em direção a sala mais reservada. Parecia que ele sabia que Bella estava ali, encontrara a lareira acesa, e um copo de vinho descansando ao lado de um livro aberto.
Bella ia logo atrás dele. Lhe doía fazer aquilo com seu pai, mas ela estava no ápice de seu estresse, e a vontade de culpar alguém por aquilo era maior que sua vontade de se manter calma. Tentava ao máximo não imaginar o que Charlie queria daquela vez, e por isso se concentrava em se controlar.
Ambos sentaram-se em pontos distantes. Bella se acomodara em uma poltrona branca perto de sua taça de vinho, e Charlie estava se servindo com um pouco de conhaque. Ela estava decidida a se manter calada, e ele estava decido a se explicar.
- Acho que está na hora de pedir perdão – Charlie começou.
- Pedir perdão é muito fácil. Para você é muito fácil, melhor dizendo. Não é você que perdeu quem mais amava, não é você que tem que lidar com os inúmeros problemas que Jacob me deixou, não é você que tem que explicar para sua filha sobre o pai, sem deixar que ela veja o tio e o ''avô'' como os culpados. É muito fácil pedir perdão Charlie. Mas não vai mudar nada.
- Eu sei que eu errei, ok Bella? - Charlie perdera um pouco de seu controle e acabara por alterar sua voz, mas logo se arrependera e voltara a falar calmamente – Eu estou arrependido pelo o que fiz. Se eu soubesse que isso iria acontecer eu teria lhe dado todo o meu dinheiro naquela noite, eu teria te ajudado. Mas você queria que eu fizesse o que? Que eu ajudasse você a ficar com um homem que não tinha nada para te oferecer? Queria que eu cooperasse para você ter um futuro miserável? Não Bella, eu não podia fazer aquilo, eu desejava que você tivesse a melhor casa de todas, tudo o que desejasse, viajasse com seus filhos para onde bem entendesse, queria que você não tivesse que trabalhar. Queria que você tivesse uma vida perfeita. Queria que você fosse feliz...
- Não... – Bella interrompeu, mas parou de falar assim que Charlie fizera um gesto pedindo que ela o escutasse. Assentindo uma vez, ela bebera um pouco de seu vinho enquanto Charlie enchia outro copo com conhaque.
- Eu sei, agora eu sei que dinheiro não é tudo, agora eu sei que você não se importa com tudo isso, e também sei que Jacob não ti fez feliz. E me arrependo do que fiz, a culpa foi minha, e é minha. Mas eu só precisava tentar, precisava fazer da minha maneira. Me perdoa por favor.
A sinceridade estava estampada nos olhos de Charlie. A dor estava na voz dele, e Bella sabia que seu pai sofria por vê-la daquele jeito. E ela era boa demais para negar aquele pedido.
- Tudo bem – Foi sua resposta. O perdão estava dado, mas ferida ainda estava aberta e sangrando em seu peito.
- Obrigado, minha filha. Eu agradeceria muito se você voltasse me chamar de pai
- Ok, pai – Bella respondeu – O senhor está perdoado, tem sua filha de volta, e uma netinha. Está vendo, e muito fácil para você, sua vida melhorou um pouco, não? Mas a minha ainda é a mesma. Eu ainda tenho uma pilha de problemas que Jacob criou, e não vou ter Edward de volta. A minha vida não mudou.
- Para falar a verdade, Bella – Charlie começou cautelosamente. Ele estava nervoso, e por isso tremia um pouco – Tem algo que você precisa saber. É sobre Edward, ele não estar morto.
Fim do Capitulo.
O que acharam? Eu sei que ta uma poquinho pulando demais, um pouquinho lento demais, mas no proximo capitulo a Bella ja vai está voltando pro Edward...
-Granger2: Eu também amei a frase do primeiro capitulo, pareceu se encaixar perfeitamente na vida da Bella, estou certa? Ela também está no meu orkut, viciei legal agora. Bom, a Bell ate mataria o Jake, mas ele morreu de forma mais legal, provando que ele não prestava, e foi atropelado por uma lancha... espero que tenha gostado desse capitulo também. Odeio ter que colocar a Bella odiando o pai dela, por isso tinha que fazer ela perdoar ele... O que achou desse capitulo?
CullenB.: Que bom que você *-*. Ahh obrigada, espero que tenha gostado desse capituo também. Obrigada, de novo.
