Título: O príncipe dos piratas

Autora: youko (underline) sayo ( http // www. slasheaven. com / viewuser. php? uid (sinaldeigual) 1374)

Tradutora: Kuroyama Izumi

Classificação: M

Resumo: Sasuke é o neto do grande barba vermelha, o pirata mais temido dos sete mares. Um dia, seus homens seqüestram o príncipe Naruto, o filho do rei de um dos mais poderosos países da época, que viajava para encontrar seu prometido. Será que o seqüestrado se apaixonará por seu raptor? Ou Naruto morrerá nas mãos do príncipe pirata?

Disclaimer: Fanfic sem fins lucrativos. Naruto tem dono, que é o Sasuke.

Alerta: Slash, Universo Alternativo, Mpreg, Violação/Non-Con, tortura.

Obs: Tenho o total consentimento da autora para traduzir a fic. Os créditos vão todos para a perfeita criatividade dela!

Infância

Uma criança de nove anos estava na margem de um rio. Seus cabelos eram negros, assim como seus olhos. Sua respiração era um tanto quanto agitada e suas pequenas mãos sustentavam uma fina espada, mais exatamente um florete. Mirava a mulher de cabelos negros a sua frente com o cenho franzido. Ela também portava uma arma idêntica a do filho. A moça de olhos vermelhos sorriu e atacou novamente, desarmando o garoto com apenas um golpe, fazendo-o cair. Insistente, ele se pôs novamente de pé, recuperando sua arma.

- Não... Me... Renderei..., Mamãe – disse cansado. Rosa Negra voltou a sorrir.

- Fico feliz em saber. – disse ao mesmo tempo em que levantava seu florete – Por hoje é só. – acrescentou, dando-lhe a espada.

- Não! – Gritou o menino – Recuso-me... A perder!

- Mas tu não perdeste. – a mulher o encarou sobre seu ombro para logo depois se aproximar do filho – Diga-me uma coisa... Sente-se humilhado por eu ser uma mulher? – Perguntou, se ajoelhando para ficar a altura da criança.

- Claro que não!

- Bem, porque não deve – dizia enquanto acariciava-lhe a cabeça – Você sabe que é muito forte e que não deve se sentir humilhado por perder uma batalha.

- Sou o herdeiro do grande Barba Vermelha... – lembrou o pequeno. – Mas como vou ser digno de tal título se não sou capaz de derrotar minha própria mãe?

- É verdade. – disse ela com os olhos cerrados e uma mão no queixo – Mas lembre-se: sua mãe é a grande Rosa Negra! – acrescentou, rindo.

Sasuke suspirou resignado. Odiava quando sua mãe tentava explicar seu fracasso com desculpas idiotas. Sabia que sua mãe era forte, forte até demais para uma mulher, mas isso não era justificativa para que ele fosse derrotado toda vez. Não podia permitir tal coisa. Foi repetido ao garoto que ele era o herdeiro do grande Barba Vermelha e aquilo já havia fixado em sua cabeça. Queria demonstrar para todos que tinha a capacidade de ser melhor que seu avô e melhor que qualquer outro pirata. Mas o que queria mesmo era deixar sua mãe orgulhosa.

- Vamos voltar. – disse-lhe a mulher.

- Não, quero continuar!

- Sasu, eu fico muito feliz em saber que você se importa com seu treinamento, mas não deve exagerar.

- Quero continuar...

- Que menino... – suspirou – Sabia que você lembra muito a mim quando tinha a sua idade? Olha, não precisa se esforçar até esgotar por completo suas energias. Lembra que foi isso mesmo que eu te disse quando estavas aprendendo a nadar? – Sasuke assentiu.

- Dissestes que eu primeiro devia aprender a flutuar para depois ir adiante.

- E agora você nada melhor que eu! – disse, dando uma palmadinha na espada – Então relaxe. Não é por madrugar que amanhece mais cedo.

O pequeno somente assentiu. Sabia que sua mãe tinha razão.

- Anda, vamos comer. Acredito que o velho 'perna de pau' tenha cozinhado algo comestível desta vez.

- Não entendo porque não cozinham essas mulheres que só servem para levar os homens para cama – a mulher começou a rir por conta do 'inocente' comentário do filho.

- Como disse, é só para isso que servem mesmo.

- Para isso que servem as mulheres? – Perguntou encarando a mãe – Para serem usadas?

- Somente as que acreditam que são destinadas a isso – respondeu dando os ombros.

- Mas você não, né, mãe?

- Não. Minha auto-estima não é tão baixa a esse ponto.

- E os homens?

- Hm?

- É que outro dia vi um homem fazendo com outro isso que as mulheres fazem.

- Sim – para a mulher o comentário parecia perfeitamente normal, já que os piratas eram desprovidos de vergonha ou pudor, chegavam até a transar na frente de outros. Sendo assim, não era de se surpreender que o garoto houvesse testemunhado este tipo de ato – Alguns homens preferem a companhia de outros homens, assim como existem mulheres que preferem a companhia de outras mulheres, mas isso não é ruim. Só diferente.

- Mas, ao contrario das mulheres, os homens não podem ter filhos.

- Aí se engana! Existem homens que podem ter filhos.

- Então pra que existem as mulheres se os homens podem ter bebês?

- Isso é uma questão de gosto.

- Ah... E você, do que gosta? – Se as outras perguntas não a incomodaram, essa o fez.

- Etto... Tanto faz, enquanto eu possa "jogar" um pouco com alguém...

- Ah...

- Então vamos comer. Sabes que esse velho é capaz de vir aqui nos buscar. Deve se lembrar do que aconteceu na última vez.

- Sim – respondeu o pequeno, consciente de que o velho era capaz de qualquer coisa para fazer com que comessem suas 'delícias' da culinárias.

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Um ancião, portador de uma perna de pau, servia mãe e filho. A comida era uma espécie de ensopado de aparência suspeita.

- O que é isso? – Perguntou Sasuke com uma pontada de asco enquanto cutucava a comida como se esperasse que ela fosse sair andando.

- É uma receita secreta! – disse o homem com um sorriso no rosto – Mas não queiram saber os ingredientes, essa receita vai comigo para o meu caixão.

- Graças aos céus! – disse Sasuke aliviado, fazendo com que o ancião fizesse uma careta e a mãe, uma boa gargalhada.

- Vamos, garoto! – disse indignado – É com razão que dizem que a maçã cai muito longe da árvore.

- O que vem a ser isso, perna de pau? – Perguntou a mulher, deixando de rir e arqueando a sobrancelha.

- Ele é exatamente como você quando pequena.

- E o que esperava, velho? – Disse incomodada – Ele é meu filho! – O velho apenas sorriu.

- Oi, velho – chamou o menino.

- O que é, Sasuke?

- Quando meu avô retorna?

- Na próxima lua cheia.

- Mas receio dizer que não estaremos aqui quando voltar.

- Por que não estaremos, mãe?

- Que moleque... Não estavas obstinado em sair da ilha e aprender a navegar?

- Isso quer dizer que... – começou, com esperança na voz.

- Que assim seja – respondeu a mulher, brincando com a comida.

O menino sorriu feliz. Finalmente teria a oportunidade de sair da ilha e provar que era o melhor.

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Sasuke tinha um tique nervoso no olho. Há alguns meses haviam saído para o mar. Esperava que atacassem alguma embarcação, lutassem contra pessoas fortes ou buscassem algum tesouro, mas em vez disso estavam em um porto, trajando roupas que, em sua opinião, eram ridículas.

- Mãe, o que estamos fazendo aqui? – Perguntou incomodado – Pensei que atacaríamos barcos, procuraríamos tesouros ou, no mínimo, lutaríamos contra algum soldado espanhol.

- Não fique ansioso, Sasu – disse a mãe, que usava um grande vestido estilo vitoriano e tinha um penteado diferente, da época.

- Mãe, por que temos que usar essas roupas ridículas?

- Você quer que nos prendam assim que desembarcarmos? Não sei quanto a você, mas eu não pretendo ficar em uma prisão, mesmo que as comidas desses lugares sejam muito melhores do que as comidas do 'perna de pau' – disse brincalhona.

A criança bufou, ignorando o comentário de sua mãe.

- Fique tranqüilo, Sasuke – disse Kakashi, um dos melhores homens que havia na tripulação de Rosa Negra – Na minha opinião, algumas vezes tem-se mais diversão em terra do que no mar.

O menino cruzou os braços fazendo birra, o que encantou sua mãe, que achava aquela atitude adorável.

- Então, melhor irmos. – disse a mulher, entrando no bote junto a seu filho – Kakashi, você fica a bordo. Mas não faça nada estranho porque faz pouco tempo que consertamos o navio.

- Não se preocupe, não farei – disse em um tom pouco confiável.

Rosa Negra suspirou enquanto o bote era baixado para o mar.

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Enquanto isso, em terra, uma carruagem elegante cruzava as ruas do belo porto. Nela, um pequeno loiro, de aproximadamente uns sete anos estava acompanhado de uma mulher ruiva da aristocracia e mais alguns homens da classe, um deles, muito parecido com o pequeno.

- Naruto, não se aproxime da janela – disse a mulher, que continha um leque, com o qual se abanava, na mão.

- Mas mãe, a paisagem é muito bonita – disse o pequeno loiro.

- Príncipe, não contrarie sua mãe – pediu um dos homens.

- Não vejo qual o mal nisso, Catherine – disse o homem loiro.

- Kaseiyo – disse a mulher, irritada – Nosso filho é um príncipe e como tal não pode fazer essas coisas e nem sequer se misturar com esse tipo de gente.

O pequeno voltou a sentar e suspirou triste. Odiava ser um nobre e não poder fazer o que meninos da sua idade faziam. Olhou seu pai que lhe deu um sorriso, animando-o. O menino correspondeu o gesto.

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- Mãe – chamou, enquanto se ajeitava no colo da mãe, molesto.

- Sasuke, pare com isso – disse a mulher, enquanto tentava arrumar o traje – o que você quer?

- Para que viemos, exatamente?

- Para um baile, para que mais?

- Um... Um baile? – Perguntou com o tique em seu olho.

- Sim – disse a mulher simplesmente – Anda, sei que você irá se divertir e quem sabe ainda encontre uma linda menina ou menino com o qual possa 'brincar' por um momento.

- Mãe, você é uma pervertida!

- Você acha mesmo? – disse em tom inocente – De qualquer maneira, precisamos ir senão vamos nos atrasar.

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Naruto estava em uma parte agradável do salão palácio, admirando os convidados enquanto estes bailavam. Pareciam estar se divertindo. O pequeno suspirou e saiu, buscando um terraço próximo.

- Parece que não sou o único que está entediado aqui – Disse Sasuke, que já se encontrava ali.

- Des... Desculpe-me... Não sabia que...

- Tudo bem – disse Sasuke se aproximando do loiro corado – Me chamo Sasuke e você?

- Sou Naruto Uzumaki.

- Naruto? – repetiu – Nome interessante. Diga-me, sua mãe também te arrastou para esse baile estúpido?

- A-Algo assim... – O loiro encarava o chão, muito corado. Aquele moreno era extremamente bonito.

- Quantos anos você tem?

- S-Sete. E-E você?

- Nove – disse simplesmente.

- D-De o-onde você é-é? – perguntou com timidez – E-eu... Nunca h-havia visto v-você por aqui...

- Não sou daqui. Minha mãe me enganou quando me trouxe... – disse irritado.

- Eh?

- Não faça caso – disse, mirando-o diretamente nos olhos – Diga-me, você gostaria de dançar comigo? – o loiro assentiu debilmente.

Sasuke o tomou pela cintura e iniciou a dança ao ritmo de uma doce melodia e nem se deu conta de que eram observados pela mulher de olhos vermelhos e por um homem de longos cabelos negros e pele um tanto quanto pálida.

- Seu filho não perde tempo – disse o homem – que nem a mãe.

- Hn... Diga, Orochimaru, como vai nosso pequeno plano?

- Como o vento na popa, minha querida – disse sorrindo.

- Então é questão de esperar o momento certo para atacarmos.

O homem sorriu ao saber que em breve seus desejos seriam realizados e aquele reino finalmente cairia em suas mãos.

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No dia seguinte, Sasuke e sua mãe regressavam ao barco. O porto estava cheio de pessoas, em sua maioria, marinheiros, como de costume. Não tardou para Sasuke se deter.

- O que aconteceu, filho? – perguntou a mulher dos olhos vermelhos.

- Mãe, quem são esses sujeitos? – o pequeno sinalizou para um local do porto onde havia uma porção de homens, todos presos e sendo exibidos como se fossem uma espécie de prêmio.

- Venda de escravos – respondeu.

- Mas eu achei que somente aqueles que têm pele escura fossem escravos. Esses aí são brancos.

- É porque esses são considerados traidores da coroa e por isso muitos são tratados como animais, às vezes até pior.

Sasuke não perguntou mais nada. Acercou-se do lugar, atravessando a multidão e sob os olhos confusos da mãe cortou as cordas.

- Ah não! – disse a mulher que imediatamente correu na direção do garoto para ajudá-lo a se livrar de uns escravistas que lutavam contra ele, o que ocasionou em uma verdadeira confusão.

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Rosa Negra havia conseguido escapar com Sasuke e um jovem de olhos e cabelos negros, com aparentemente doze anos. Por ser muito parecido com seu filho, resolveu ajudá-lo.

- Parece que obtivestes sucesso – disse Roxiel para o filho.

- Não acho que seja hora para me repreender, mãe – respondeu Sasuke.

- Tem razão – disse, olhando para o outro moreno – Oi, garoto, como se chama?

- Sai – respondeu.

- Bom, Sai, sejam bem vindo ao mundo da pirataria. – sorriu – Deixemos a cerimônia para mais tarde, precisamos sair daqui.

Ao mesmo tempo, no palácio, o pequeno Naruto olhava ora para o céu, ora para os jardins. Suas bochechas estavam levemente coradas por causa da lembrança da dança com certo jovem de olhos negros.

- Espero poder vê-lo de novo algum dia – disse, com esperança. No fundo, sabia que era algo quase impossível.

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- Isso foi divertido – disse a pirata. Custara para conseguirem abandonar o porto.

- Rosa Negra, você sempre se mete em confusão – repreendeu o 'perna de pau'.

- Espera um pouco, desta vez não fui eu! – defendeu-se – De qualquer maneira é melhor dar roupas limpas para esse garoto, comida e depois colocá-lo para descansar. Mas por todos os oceanos, que chamem outro para cozinhar, senão você vai matá-lo.

- Muito engraçadinha, Roxiel. – grunhiu o velho – Anda, vem comigo, moleque – Sai assentiu e seguiu o pirata.

- Vá com ele, Sasuke.

- Mas, mãe...

- Nada de 'mas', mocinho. Isso é um castigo por você quase matar sua mãe.

O menino suspirou e seguiu o moreno e o velho.

- Então, Sasuke libertou esse garoto?

- Libertou, Kakashi – sorriu a mulher – e ainda lutou divinamente.

- Matou alguém? – Perguntou Eric, o castanho que havia tentado matar Sasuke quando ainda era um bebê.

- Sim, três soldados.

- Bom menino – disse.

- Bom, deixem de lado as fofocas e voltem a trabalhar. Vamos aproveitar o vento, precisamos voltar a ilha o quanto antes.

- Sim, capitã! – Os demais responderam em uníssono.

A pirata apoiou-se na borda e olhou o porto enquanto este desaparecia à sua vista. Sorriu. Sabia que não demoraria muito tempo para voltar a se encontrar com aquela serpente e algo lhe dizia que quando isso acontecesse, a vida de seu filho mudaria completamente.

- Pergunto-me aonde esse vento nos levará... – sorriu. Logo retornou para o controle do barco.

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NT: Wee! Cap um pra vocês deliciarem seus olhos (sim, aquele era o prólogo). Infelizmente o próximo capitulo só vem lá pro dia vinte. Eu vou viajar, sabem XD Mas eu vou deixá-lo já traduzido e nas mãos da beta e assim que chegar eu posto pra vocês.