PARTE 2

ADQUIRIDOS

Capitulo 13 – Hell x Cielo

Chamas verdes lamberam a calmaria do amanhecer e logo em seguida uma ventania fora ouvida e sentida, os poderes existentes naquela criatura mágica estavam procurando seu destinatário. Longe, lá longe em uma cabine luxuosa de trem uma menina de exatos 11 anos gemeu em seu sono encantado. De fronte dela um senhor lembrava-se de sua sétima filha, uma jovem tão linda.. Agatha e sabia que não mais a veria, estava morta.

Das suas crias era a única que sobrevivera porque havia sido transformada em vampira. Mas se agora esta já não mais existia, ele só teria para si sua caçula, Helena. Em Hogwarts estariam protegidos. Todos ficam protegidos em Hogwarts. Depois de deixarem as bagagens que possuíam na pequena pousada de Hogsmeade, Joseph foi ao quarto da filha e lhe disse que a esperaria no pub porque se encontraria com uma velha amiga também professora. Então desceu.

Helena sorriu enquanto ouvia o pai dizer que a esperaria lá embaixo, então, chegou mais perto do espelho e ajeitou os cabelos ruivos e grossos com as mãos. Possuía na franja uma larga mexa prata, rosto belo e anguloso, bonito e para quem reparasse bem, um de seus olhos era violeta. Endireitou o colar de prata com um pingente de lobo que sempre carregava no pescoço – fora de sua mãe, não se lembrava dela, e um grande buraco doeu dentro de si, apertou forte aquele lobo de prata, suspirou e se dirigiu para o andar inferior para encontrar o pai.

Joseph estava sentado no balcão do pub com a amiga Luna Lovegood. Joseph aparentemente tinha a idade de Luna, esta beirando os 40 anos, ainda uma bela bicho-grilo, mas era da geração de Flamel, de seu grande amigo Peter.

Luna e Joseph conheceram-se enquanto ela fora com o ex-marido para a Islândia pesquisar seus animais mágicos mitológicos. Joseph fora o líder do Ministério da Magia do país que os recebera, lá ficaram amigos, grandes amigos. Joseph era padrinho de seus filhos. E o caçula de Luna estava em Hogwarts, no terceiro ano, Corvinal como ela fora. Mas ali estava ela para ajudar, ajudar Helena a filha do amigo que agora como ela também ensinava em Hogwarts.

- Pai! Estou pronta!- disse Helena ao se aproximar.

- Luna querida! Esta é Helena, minha filha!Meu último tesouro!- Joseph disse passando a Mao delicadamente sobre o rosto da garota, sua ultima descendente de 15 anos.

- Poderes ainda a serem descobertos..- começou Luna.- Segredos Joseph, mas eles serão revelados, a seu tempo claro.. Belo colar, diferente sem dúvida..Mexa capilar de nascença!? Olho violeta!? Amigo! Nunca disse que havia um elfo na sua família! Bela e poderosa esta menina, pequena menina...15 anos você disse!? Poderia jurar que tem menos. Daria a ela 10, 11, não mais do que 12 anos de idade sem duvida, mas não duvido que ela seja sua parente, o cabelo e o cheiro de terra molhada que vocês emanam é o mesmo..- Luna falava distraída enquanto não sabia se encava o amigo ou a garota.

Joseph olhava para a amiga envergonhado, embasbacado. Helena olhava para aquela esquisitona loira e de grandes olhos.. Do que ela estava falando? Sua vida fora sempre "normal" , morava com o pai que vivia fora do país quase sempre e quando ele não estava ficava com os amigos dele, seus padrinhos, que morreram em um acidente recentemente. Então como o pai estava voltando para o país e lecionaria aqui, Hell veio morar com ele. Fim. Algo soava estranho na história de sua vida até para ela. Então balançou a cabeça para afastar estas idéias e apresentou-se:

- Helena Dawn, prazer!

- Luna Lovegood! Prazer é meu! E então, vamos?- perguntou á garota que pareceu não entender nada.

- Hell, filhote, você vai com Luna até o beco diagonal comprar seus materiais para as aulas, eu vou conversar como diretor na escola.- explicou Joseph.

- Certo pai!- disse Helena concordando com ele.

- Humm.. Á titulo de curiosidade, vocês me permitiriam testar uma teoria?- perguntou Luna aos dois.

- Claro querida! Fique á vontade!- autorizou Joseph.

- Hell, pegue um pouco do conteúdo desta bolsa, vamos é só floo!- insistia Luna ao oferecer a pequena sacola de couro á garota.

Hell pôs a Mao no saquinho e de lá saiu com a máo cheia de um pó prateado, que se ninguém lhe dissesse para ela era a mais pura purpurina.

- Agora querida, diga "Floratus" e pense na sua flor preferida! Não se preocupe é um encantamento simples!- Luna continuava a insistir.

- O que quer testar!? Luna o que significa isso!?- perguntou Joseph confuso.

- Vá querida! Sem medo!- Luna falou ignorando primeiramente as perguntas de Joseph – Estou testando a herança élfica dela! Ver se o que dizem deles é realmente possível! Se conseguem fazer com floo o que fazemos com nossa varinhas! Se realmente for possível... Nossa! Entende o que seria!? Ela poderá fazer o que quiser! Não ficará vulnerável caso algum dia sua varinha lhe faltar! Uma nova lenda viva em Hogwarts! Quem sabe até mais poderosa que Harry! – depois dirigida á Joseph empolgada.

- Não seja absurda Luna! Pobre Potter!- Joseph respondeu parecendo incomodado.

-Quem?Hey! O que faço com essa purpurina na Mao afinal?- Helena estava se sentindo completamente por fora.

- Não se preocupe!Harry é só um amigo meu, você lerá sobre ele em todos os livros de magia existentes no mundo, ele sim! Lenda viva! Um grande!Mas agora não vem ao caso! Vamos, diga comigo!- disse Luna.

- Floratus!- disseram Helena e Luna juntas.

- Wow! Wow! Wow! – um trissono ecoou no balcão.

- Hell, comprar sua varinha será uma grande experiência!- disse Luna animadíssima.

- Com certeza!Pena que vou perder essa!Vão agora!Olivaras e as lojas de livros não esperarão por vocês! Muito menos o banco e seus duendes demasiado mal-humorados! Toma querida, essa é sua chave! Mas não precisarão descer ao cofre, eles já tem a quantia separada para suas compras no caixa. Mesmo assim terá de mostrar a chave ao se identificar, ok!?- passando a chave para Helena.- Ok! Longbottom me espera!- Beijou a testa das duas e sumiu no ar, desaparatou.

Capitulo 14 – No Beco

- Agora iremos nós!- Luna ofereceu o braço para Helena que o agarrou com forca então logo estavam no salão de outro bar.

- Mãe! Achei que se atrasariam!- disse um garoto de olhos e cabelos castanhos.

- Byrdie! Seu irmão te deixou aqui direitinho filho?- Luna se dirigia com amor ao garoto.- Essa coisainha fofa aqui comigo é filha de Joseph! Helena, linda não é?- perguntava ao apresentá-los.

- Bonita como o paraíso tem de ser mãe!- disse o garoto encantado. – Quem diria que tio Joseph conseguiria produzir algo tão bonito!?- disse ele para a mãe.- Bernard, 17 anos, terceiro ano, Corvinal.- disse completando as apresentações.

- Certo, Helena, envergonhada, 15 anos, primeiro ano.- disse vermelha.- Você sendo afilhado do meu pai nos faz parentes?

- Nos faz amigos. Muito amigos, com certeza!- disse Bernard também corado.

- Ótimo!- respondeu Helena ao garoto que também tinha achado bonito.

- Vocês poderão conversar muito amanha!- disse Luna, mas ao olhar a evidente química entre os jovens trocou de opinião.- Melhor, hoje a noite! Você vai com ela para Hogsmeade hoje filho, mas agora vamos porque os pequeninos de Gringots gostam e muito de horários.!

Foram até o fundo do bar e deram de cara com o muro de tijolos. Quando Byrdie retirou a sua varinha do bolso para abrir a passagem Luna estendeu o braço ao filho.

- Espere Byrdie! Quero te mostrar algo!Hell, pegue o floo de novo!- passando a sacolinha para a garota- Boa, agora diga "Apriatus Becus" e assopre o pó no muro querida!-Helena fez o que Luna lhe disse, o muro abriu tal como abria quando as varinhas eram usadas.

- Wow! Wow!O que foi isso? Mãe! Explica! Jamais vi nada igual!- Byrdie estava aparvalhado.

- Herança élfica querido!Você aprenderá este anos sobre eles. Encantador, e muito raro sem duvida!- explicava Luna ao filho. – A propósito querida, seu pai deve ter lhe dito que sou professora em Hogwarts também, enquanto ele vai ensinar poções, eu vou ensinar mitos e lendas mágicas!É uma cadeira extra! Mas você poderá fazê-la a partir do terceiro ano!- falava Luna animada.

- Além de linda, poderosa! Vou torcer por você entrar na Corvinal! Não poderei apenas vê-la nas grandes refeições e nos finais de semana!Mais uma coisa incrível dessas serei dela mãe! Juro-te!- dizia Byrdie.

- Qual é o poder dele Luna!? Deixar-me über envergonhada!? Socorro!- Helena falava com Luna roxa de vergonha.

- Byrdie é irresistível como o pai!Digo-te se é possível uma pessoa ficar roxa de tão envergonhada o pai dele me fez chegar a esta cor!- disse Luna divertida

- Gostei de você Luna!- disse Helena sinceramente, ignorando de vez a primeira impressão que tivera sobre a loira esquisita e doidona.

- Me considere sua melhor amiga meu bem! Quero conhecer todos teus mistérios, se me permitir, prometo honrar tua confiança se a der pra mim!- disse Luna.

Hell acenou com a cabeça com lagrimas nos olhos e um sorriso tímido nos lábios. Luna poderia jurar que viu o lobo pendurado na corrente de Hell ganhou um brilho diferente. E no peito da garota o lobo que ela carregava aumentou de temperatura, mas não chegou a queimar.

Capitulo 16 – Gringots

- E para quem vai o dinheiro?- perguntou o duende.

- Para aquela bela jovem de cabelos ruivos e prata! Hell, mostra sua chave para ele!- exclamou Byrdie.

O cheiro metálico que era uma porcentagem no sangue mestiço de Helena queimou no nariz dos duendes. O mais velho deles gritou – Elfa! – todos os duendes existentes no recinto curvaram-se á entrada da menina no banco. Admirados, apavorados e sem qualquer outra reação Byrdie e Luna olhavam o salão sem entender o que acontecia virou-se para Luna com um olhar que implorava explicações.

- Elfos são superiores aos duendes, aposto que se ordenasse agora que eles esvaziassem todos os cofres e lhe dessem seus conteúdos eles não diriam "não" para você! – explicou Luna.

- Absurdo!- negou-se Hell, que se agachou de frente ao diminuto e verde ser ao seu lado, então falou de novo, agora agarrando seu pequeno queixo.- Olá! O que aconteceu aqui?- O pequeno ser verde olhou para a jovem com os olhos negros esbugalhados, então abaixou a vista novamente. Helena percebeu que não conseguiria nada dele, então se virou para o salão extremamente quieto e os dois bruxos embasbacados que a olhavam, pigarreou alto, respirou fundo e bradou irritada.

- Ouçam todos! E olhem para mim enquanto falo!- agora dezenas de grandes olhos negros a fuzilavam.- Me chamo Helena Dawn! Definitivamente não sei o que se passa aqui, meu pai é Joseph Dawn, ele me deu esta chave e disse que seria necessário que eu apenas a apresentasse para receber o dinheiro já separado para mim! Não lhes farei mal, tampouco penso que poderia!- disse por fim.

O que aparentava ser o duende mais velho levantou dois dedos de sua Mão direita como se pedisse autorização para falar.

- Pois não senhor!Diga!- disse Helena para ele.

- Helena Dawn disseste?Aqui está seu dinheiro! Peco-te senhora, deixe á mim e aos meus em paz!- visivelmente apavorado continuou a falar. –Perdoe nossa abusada indiscrição por não reconhecê-la de imediato!

Helena nada entendeu do que o duende lhe disse, apenas pegou um pouco daquela purpurina prata q guardara no bolso e se dirigiu ao duende que lhe falava.

- Ora, não seja bobo senhor! Me de aquilo que me pertence e estaremos conversados!- disse puxando a mão prateada do bolso, esbugalhando ainda mais os olhos do velho duende.

Estava já saindo de Gringots carregando Luna e Byrdie atrás dela mais abobalhados do que se encontravam minutos antes. Agarrara o saco de dinheiro com a Mao esquerda mirando a direita para o duende logo dizendo – Floratus – deixou a flor sobre o balcão e se dirigiu á saída.

Quem sabe aquela não era uma elfa ruim de todo, pensou o velho duende admirando a flor que ganhara.

Capitulo 16 – Olivaras

- Gente olha a Hora!- disse luna espantada ao olhar o relógio. – As lojas de livros e caldeirões já vão fechar! Byrdie, me de tua lista de livros!Vão agora para a loja de uniformes! Olivaras nos atenderá quando quisermos! Vão!- ordenou ao filho antes de se retirar em direção a outras lojas.

...

- Linda! Quem diria que este uniforme sem graça da escola ficaria bem em ti!? Estou mentindo Rose?- perguntou Byrdie á uma jovem senhora.

- Não está não! Byrdie, Helena é linda!- disse a mulher ao se aproximar dos provadores.- Desculpe, não me apresentei antes, sou Rose, cunhada de Byrdie! Agora a alfaiataria é minha! A antiga dona se aposentou! Já era hora! Os uniformes da escola serão eternos, mas todas as outras coisas que quiseres comprar, não hesite em nos visitar!- disse Rose vendendo seu peixe.

- Vou tomar uma liberdade cunhada!- dirigiu-se Byrdie á ela. – Pegue estas belas medidas e crie para ela o vestido do Baile de Haloween! Acompanha-me ao baile né Hell?- perguntando a ela agora.

- Com prazer, gentil senhor!Respondeu Helena com uma mesura e visivelmente envergonhada.

- Irresistível não é querida?- perguntou-lhe Rose.- Seus uniformes serão entregues amanha em Hogsmeade! Seu vestido no entanto, eu mesma entregarei se não se importar!- completou.

- Nem um pouco!Será uma grande satisfação revê-la!- respondeu Helena animada e ansiosa.

- Me apaixonei por ela Byrdie!- comentou Rose animada também ao cunhado.

- Somos dois Rose, dois!- disse Byrdie Vidrado na figura da adolescente á sua frente.

...

Helena e Bernard esperavam Luna já de fronte de uma loja de varinhas fechada. Esta chegou poucos minutos depois exausta e feliz. Dizendo que havia comprado os livros dos jovens e vassouras para Joseph e Helena.

- Sr. Olivaras! Olá!- falava Luna ao bater na porta da loja.

- Quem é!? Quem é!?- falava um homem do outro lado da porta.

- Loonny Lovegood, Senhor!Hoje estou eu, meu filho Bernard e a filha de meu amigo Joseph Dawn!- gritava Luna, e pelo jeito que gritava o homem além de velho era bem surdo.

- Criança!Á quanto minha querida!- disse o senhor velhinho ao abrir a porta para o trio entrar.

- Senhor! Como vai?- perguntou Luna depois de abraças delicadamente a velha figura.

- Bem , filha! Bem!- disse Olivaras chamando o trio para adentrar as dependências da loja.- Sabe, meu pupilo acabou de se ir.

- Preciso do senhor! Senhor Olivaras, temos uma "especial" aqui!- apontou Luna para Helena ao falar com Olivaras.

- A filha de Dawn! Claro!Núcleo de quartzo..claro..Será interessante.- disse o velho ao mirar demoradamente para a menina e sua fisionomia.- Especial você disse pequena?Especial como Harry!? Porque a ultima vez que ouvi este termo saiu daqui uma fabulosa núcleo de fênix..

- E lá vem este Harry de novo!- Helena soltou um muxoxo perto de Bernard.

- Você vai conhecê-lo!- disse Byrdie á Helena.- Gina, a esposa dele é amiga íntima da minha mãe!Rose minha cunhada é sobrinha dele!Mamãe e ele fizeram parte da Armada Dumbledore!- disse animado e orgulhoso.

- Se você diz que o conhecerei, acredito em você Byrdie!- disse Helena.

Bernard pegou a Mao da garota ruiva, a beijou gentilmente e a acarinhou em seu rosto. Disse para si mesmo que estava perdido...

- Venha minha jovem! Vamos ver do que seu sangue é feito!- chamando Helena para se aproximar.- Sabe, foi Dino meu aprendiz que desenvolveu este método! Possuo aqui nesta oficina tudo o que há no mundo para se fabricar uma varinha...Se ela nestes quase meus mil anos já não houver sido feita por mim!- comentou.-Vê esta plataforma?

Helena colocou a mão esquerda na plataforma como o senhor Olivaras havia mostrado. Depois Dalí apareceu primeiro uma fina fumaça amarela neon que foi varrendo gavetas e prateleiras..

- É a varinha que escolhe o dono!- disse o velho.- Hoje é esta fumacinha que faz o trabalho que eu fazia, já não tenho mais corpo nem idade para me aventurar nestas altas prateleiras!

Helena só via a fumaça girar. Lá fora era iniciada a noite e ela queria ver o pai..Quem sabe conhecer melhor aquele garoto que a adulou o dia inteiro..Presa em seus devaneios românticos e só saiu deles quando sentiu o chão tremer. Voltou a olhar o balcão da oficina e em cima dele começaram a aparecer os seguintes elementos..Diamante, Titânio e pedra Floo. Nada vegetal ou animal, só metal e mineral. Todos esperavam a reação do senhor Olivaras para os tais elementos ali surgidos. O velho bruxo olhou Helena com o canto dos olhos, olhou os elementos diante dele e batendo as duas velhas mãos dizendo:

- Uniatus!- uma bela varinha se formou instantaneamente dos elementos e pousou nas mãos dele. – Núcleo de titânio, resistente á todo e qualquer metal. Corpo de diamante, o mais precioso e resistente elemento natural. Apenas famílias de alto poder mágico possuíam varinhas de pedras preciosas e ultimamente só uma família possuía, os Koleston, os exterminadores do Ministério. Ponta de pedra floo, pedras puras de floo são raras, e somente os elfos poderiam utilizá-la corretamente, extrair do floo todo o poder que possuía. - Senhor Olivaras olhava a varinha produzida se auto-explicando.- Fabulosa! Fabulosa! Tome, ela já não me pertence mais!- passando a varinha para Helena.- Tome cuidado com o vai fazer com ela! Certamente o céu e o inferno moram dentro de você! Meu trabalho acabou meus pequenos, boa noite!

Capitulo 17 – Alerta

Marcus jazia na mesa ministerial que pertencia até dois dias atrás ao primo. Varinha do primo destruída, ambos, primo e lobisomem fêmea mortos. O avo Taranius seria logo libertado com honras e no próximo Profeta Diário, seu primo teria o nome sujo e excomungado como traidor.

Peter ao ser eliminado não trouxe á memória qualquer resquício de lembrança sobre herdeiros sanguíneos em compensação a loba mostro duas crias, um homem, seu sétimo filho e uma mulher, que sumiu ainda menor de 11 anos, sem sinal de vida aparente, sumida no dia da captura do casal. É provável que a loba á tenha matado, comum entre seres desta espécie.

Porém pusera um encantamento sobre cada casa produtora de varinhas do país. Se dentro de alguma delas uma varinha nova com corpo ou parte de titânio fosse fabricada um alarme seria acionado no Ministério e o destinatário e a varinha seriam destruídos. Marcus ouviu baterem na porta interna de seu escritório.

- Entre Sid!- bradou.

- Desculpe senhor, acaba de chegar um relatório do RRV – Registro Real de Varinhas. Urgente!- disse-lhe o secretario.

- Certo, me de e pode ir, nos vemos amanha! Boa noite!- dispensando Sid.

- Surpreenda-me RRV!- falava sozinho ao abrir o envelope para ler o papel.

Olivaras, Beco Diagonal. 30 de Agosto

*Filiação: Joseph Dawn, bruxo ex-ministrado e Trouxa desconhecida

* Nome: Helena Dawn, matriculada em Hogwarts

* Composição: Titânio; Diamante; Pedra Floo

* Status: Limpo, In Hold

- Varinha poderosa sem duvida! Herdeira de sangue certamente, vou acrescentá-la á lista de possíveis exterminadores.. Bom saber que existem novos herdeiros.- comentava Marcus consigo.

Capitulo 18 – Hog`s Head

Luna levou o filho e Helena ao pub em Hogsmeade.

- Neville! Joseph! Amigos! Deixo-lhes os jovens e vou para casa! Tenho coisas ainda para organizar! Joseph, te digo, Byrdie já roubou sua filha!Não deixou dela o dia todo!- disse animada deixando os jovens encabulados.- A pobre deve estar cansada! Os vejo amanha!Beijos meus queridos!

- Até Loonny!- disseram os quatro.

- Hell, este é Neville Longbottom, diretor de Hogwarts!- disse Joseph ao fazer as apresentações.

- Como vai senhor?- disse Helena ao estender a mão para o diretor de sua futura escola.- Perdoem-me, como disse Luna eu estou realmente cansada!Os vejo em breve!- disse Helena se retirando para o quarto.

Byrdie ficou com os homens e contou á eles tudo o que se passou naquela tarde estranha e reveladora.