Título: Letters from the lost days
Autora: Ryekodono
Série: Harry Potter
Personagens: Dumbledore/Grindelwald
Resumo: Os dias perdidos, e suas cartas. (Dumbledore-Grindelwaldt) (Yaoi-Lemon)

Capítulo II

O olhar de Gellert tornou-se sério naqueles instantes, prestes a revelar algo de grande importância. A expectativa não era infundada. Dumbledore tinha em sua mão direita o livro dos contos de Beedle o Bardo e na esquerda um ensaio sobre as varinhas e os objetos de poder através dos séculos.

"As relíquias da morte!" – Gellert alargou o seu sorriso. – "Você tem de me levar a sério, Albus..."

O ruivo permaneceu em silêncio por um momento longo. Ele tinha em sua frente o conteúdo revelado daquele baú, os inúmeros pergaminhos e cartas redigidas a mão por seu amigo. Dumbledore ainda não tinha certeza do que pensar, mas estava certo de que Gellert não estava brincando.

"Você está dizendo que crê verdadeiramente... nas relíquias da morte?"

O loiro o rodeou, seu sorriso desafiante.

"Albus... você nunca se perguntou... o que torna temível os grandes bruxos da história? Você nunca procurou encontrar uma ligação entre eles?"

"Claro que sim, Gellert..." – Dumbledore sabia do que ele falava. – "Uma varinha invencível é uma idéia fascinante, porém..."

"Não uma idéia apenas!" – O loiro olhava fixamente para o amigo, uma veste apertada e negra moldando seu corpo. - "A trilha de sangue da Elder Wand é fácil de ser seguida através da história! Oh, eu sei o que está pensando, Albus... Está pensando que por mais que a existência de uma varinha suprema seja provada, associá-la com as Hallows é uma besteira... Eu também pensei dessa forma no passado."

As palavras de Grindelwald o trouxeram para muito perto do bruxo. Dumbledore hesitou em pensar no que aquelas palavras significavam. Ele já havia ouvido falar dos três irmãos, estudiosos da magia que por vezes foram acusados de ser os personagens daquele conto de fadas.

"Grindelwald... você é genial, meu amigo... Não sabe quanto apreço sinto por você... mas procurar as relíquias da morte...? Não me parece mais do que o sonho de um homem desesperado..."

O ruivo não sabia o que esperar da reação de Gellert. Estava óbvio que o rapaz não gostava de ser desafiado, mas o toque apenas se fortaleceu em seu ombro, seguido de uma risada gratificante.

"Sim, sim! Mas é exatamente isso, Albus!! Um sonho... Algo tão maravilhoso e perigoso como um sonho!" – A visão de Gellert consumia a expressão de Dumbledore. – "Ainda assim é real... Inevitavelmente real. A Elder Wand... eu tenho certeza de sua existência... que sonhador não desejaria esse poder?"

O ruivo não almejava uma varinha invencível, mas reconhecia a grandiosidade daquela invenção. Um sonho digno...

"Desesperado... o sonho de um louco..." – Gellert afastou-se e riu com gosto de suas próprias palavras. – "Talvez, Albus, talvez... mas os meus sonhos não são feito de ilusões, meu amigo... são feitos de dados, de pesquisa. De desespero, certamente, mas não de inconseqüência. Eu calculo bem os meus atos, Albus Dumbledore... não se atreva, nem mesmo você, a dizer que eu sou movido por impulsosjuvenis."

"Eu não me atreveria."

"O que eu desejo, Albus, é exatamente o que muitos buscam, mas não têm a coragem de abrir as suas bocas amordaçadas...! O meu ideal não sofre dos preconceitos das 'pessoas boas', aquelas que vêem a desgraça do mundo com rostos calados. Sofredores do mundo, que nada fazem para ajudá-lo... Eu não serei um deles."

"Eu já ouvi das suas idéias de governo, Gellert. Elas são sãs, ainda que utópicas, como você bem sabe, mas..."

"Toda a minha teoria, Albus," – Interrompeu-o. – "Toda ela está baseada nas Hallows."

O ruivo não conseguiu conter a sua surpresa... Gellert não estava brincando. Ele estava tão apaixonado quanto sempre esteve com suas idéias, talvez ainda mais enquanto falava das Hallows... um fervor que Albus pressentia pagar muito caro.

"Veja bem... os contos de fadas são histórias feitas para crianças, mas não são menos cruéis por conta disso. Eu não acredito que a morte em pessoa entregou estes objetos para os irmãos Peverell, mas supondo que eles o criaram... talvez a morte tenha sido o preço pago por isso." – Gellert ergueu ambos os braços, gesticulando com determinação. – "E ainda que seja... veja que maravilhosos artefatos eles criaram! Uma pedra que ressuscita os mortos... uma varinha invencível... Objetos que foram criados com a intenção óbvia de organizar o balanço frágil entre trouxas e bruxos."

"Como você pode ter tanta certeza?"

"Albus..." – Grindelwald caminhou a passos largos para perto do amigo. – "Aquele que domina a morte!" – O verde de seus olhos brilhava intensamente. – "Os bruxos venceram até mesmo a morte... O que os impede de reivindicar esse poder?"

Albus não respondeu, ele apenas fitou Gellert e ponderou sobre suas palavras.

"O que foi que matou os irmãos Peverell e ridicularizou a grandeza de seu feito? – O rapaz tirou ambos os papéis da mão do ruivo. – "Foram as convenções! Os preconceitos da sociedade bruxa que se impõe essa submissão perante os trouxas. Sem isso, Albus... eu poderia possuir esses artefatos maravilhosos, estudá-los e..."

Houve então uma pausa nas palavras do bruxo. Gellert afastou o seu olhar e largou um dos pergaminhos no chão, sem se importar.

"Nós poderíamos, Albus... Nós!" – O loiro se aproximou ainda mais. – "Grindelwald e Dumbledore... mestres da morte... Aqueles que quebrarão o silêncio e tomarão o lugar que os pertence." – O ruivo não ousou responder, não ousou respirar. – "Ora... você sabe que merece mais do que esse buraco, Albus. Você sabe que nós conseguiríamos usar esse poder para moldar a minha utopia ao governo dos bruxos."

Grindelwald e Dumbledore... Albus não se importaria em ser um mero conselheiro de seu determinado amigo... não se importaria em viver a sua sombra. O ruivo não desejava o poder, mas a paixão que ele sentia nas palavras de Gellert podia consumi-lo a qualquer objetivo.

"Nós poderíamos... Talvez... Talvez, Gellert."

Suas palavras foram pensativas e Gellert não estava satisfeito com aquela relutância. O loiro se afastou e jogou o corpo em seu divã, alcançando nervosamente uma bola de vidro em sua escrivaninha.

"Mas por que precisaríamos das Hallows?"

"O sonho de um homem louco..." – Gellert sorriu – "Não espere mudar o mundo sem ser um pouco louco..." – Albus olhou seu amigo por trás daquela bola de vidro, girando o artefato com uma calma bem pouco juvenil. Seu corpo relaxado naquele divã poderia enganá-lo da verdadeira personalidade de Grindelwald... enlouquecê-lo. - "Eu apenas te peço que acredite em mim quando falo da existência desses objetos. Leia o meu material! Minhas pesquisas...! Eu não estou me baseando em livros infantis. Percival revelou ao mundo o poder das Hallows... e foi morto por isso."

Dumbledore se abaixou para pegar o escrito que seu amigo derrubou. Na mesa ao seu lado havia toda a compilação daquela pesquisa, e Albus tomou-a com um cuidado respeitoso.

"As Hallows não são apenas brinquedos raros... são um símbolo. Elas são a certeza de que a magia, quando usada com inteligência, vence todas as dificuldades dos trouxas. Até mesmo a morte! É a prova, Albus... a prova de que é ridículo nos escondermos como cachorrinhos assustados, como aberrações, quando temos tanto em nossas mãos!"

Aquelas palavras arderam dentro de Dumbledore... aberrações... era impossível não pensar em Ariana. Ele não gostava do peso que as palavras de Gellert produziam nele.

"As Hallows são um símbolo, Albus... MEU símbolo."

Ele temia o poder delas, principalmente quando o loiro se aproximava com os olhos em chamas. Gellert tocou o seu braço com a excitação do monólogo.

"Nosso símbolo!" – Completou o bruxo com um sorriso. – "Imagine por um momento, Albus...O que nós não poderíamos fazer em nome de um bem maior? Do bem maior... o único... O que nós não seríamos, senão os líderes de uma idéia que já existe, e que apenas não consegue ser dita por vozes acovardadas? Uma revolução de idéias, de conhecimento... Da vitória do conhecimento sobre todos os inimigos... todos... até mesmo o maior... Essa matrona vingativa..."

O sorriso de Gellert foi ainda mais deslumbrante, falando da morte como uma amiga íntima. Dumbledore forçou-se a desviar os olhos para os escritos, folheando-os cuidadosamente. Apesar de ponderar, Albus não conseguia parar de ouvir a voz de Grindelwald ressonando em sua mente.

"As relíquias da morte..." – O ruivo suspirou e encarou Gellert em seguida. – "Sim... parece-me um sonho apropriado."

Naquela mesma noite Dumbledore teve uma briga com o irmão. O ruivo sentiu imensa vontade de argumentar contra as palavras vulgares de Aberforth. Ainda assim, toda a discussão foi guardada para ele. Mesmo que o motivo dela tenha sido a falta de envolvimento com a família, (e todo o tempo que o rapaz passava na casa dos Bagshots), ele não discutiria com o irmão.

Ao chegar na biblioteca de Bathilda tudo o que desejava era ouvir a voz de seu amigo tomar aquele ritmo incendiado. Albus havia lido todo o material de Gellert, e ele era realmente fascinante. Sentia-se animado de discutir suas opiniões com o rapaz, de forma que naquela noite ambos ficaram revisando informações apontadas por Dumbledore.

Gellert ocupou a mesa com suas experiências e o ruivo fez algumas anotações no sofá. Ambos já haviam dividido uma garrafa de vinho, brindando pelas Hallows, e Albus sentiu as pálpebras pesarem. Não tardou para que o ruivo pegasse no sono sobre um exemplar grosso de história da magia.

Não tardou ao ser acordado também... Albus tinha um sono nervoso e leve, de forma que apenas a respiração em seu rosto foi suficiente para acordá-lo. O ruivo se surpreendeu de ter a visão do rosto de Grindelwald extremamente próxima do seu.

"Gellert...!"

O loiro sorriu, mas logo sua expressão voltou a ser séria. Ele parecia intrigado com a face do amigo, examinando-a com uma seriedade familiar. Albus não compreendeu aquela conduta, sem reagir à estranheza daquele ato, assim como não contrariou suas palavras.

"Vá dormir no quarto de hóspedes, Albus... Eu terminarei essas anotações."

Palavras suaves... Dumbledore apenas concordou com um menear de cabeça. Sua racionalidade o dizia para sair daquele laboratório o mais rápido possível, ainda que durante longos minutos o ruivo tenha se esquecido de respirar.

O sonho de um homem louco... Albus compreendia.


"Gregorovich...! Gregorovich, meu amigo...! Ou assim ele pensa..."

Gellert largou a carta sobre a mesa do laboratório. O loiro esfregou seus olhos, punindo aquelas esferas pela notícia e soltou um leve bocejo.

Dumbledore também sentia incômodo em suas pálpebras, um peso redobrado. Diferente de Gellert, não foram as pesquisas que roubaram sua madrugada de sono, mas uma discussão ainda mais ferrenha com o irmão.

Na noite anterior sua irmã teve um surto, destruindo parte dos móveis da sala e ferindo o braço direito de Aberforth. Dumbledore, ao chegar, encontrou a situação controlada, e tratou do ferimento do irmão. Ele não revidou as acusações de que não estava lá para ajudá-lo, apenas censurou o rapaz por não tê-lo mandado chamar.

A resposta de Aberforth foi maldosa, e nem um pouco longe da verdade.

"Como se você ligasse a mínima para nós quando está com o seu amiguinho gênio..."

Naquela tarde Dumbledore beijou a testa adormecida da irmã e deixou uma quantia generosa de dinheiro para Aberforth, voltando depois para a mansão dos Bagshots. Albus não precisou entrar na biblioteca de Gellert para saber que nunca gostaria de ter saído dela.

Foi recebido pelo amigo e um sorriso cansado. O loiro vestia uma roupa extremamente social, sobreposta, apesar do tempo não estar frio. O rapaz estava sentado numa grande poltrona, com dois livros grossos em seu colo e a mesma carta do dia anterior. Aparentemente, Gellert não era o único que se interessava pelas Hallows, e uma série de estudiosos trocavam informações com o rapaz.

"Eu não entendo, Albus... Como ele pôde escondê-la por tanto tempo?" – Grindelwald fechou ambos os livros e deitou os cabelos loiros no acolchoado da poltrona. – "Como eles puderam ser tão tolos... como eupude ser tão tolo?"

O ruivo pousou a mão sobre o ombro de Gellert, consolando a determinação do rapaz.

"Você tem certeza de que ele possui a Elder Wand?"

Os olhos verdes se voltaram para ele com escárnio.

"Certeza? Ah, as certezas... É claro que não temos certeza. Mas de uma coisa eu sei, Albus... ninguém guardaria uma varinha com tamanho apreço quanto Gregorovich guarda o seu bichinho de estimação... Ninguém! Meu contato diz ter uma fonte confiável... e no final é só nisso que podemos nos basear... nas fontes."

Gellert riu consigo mesmo e alcançou um gole do chá que bebia. Parecia a primeira vez que Dumbledore o via tomar algo inofensivo, e comentou aquela curiosidade com o rapaz.

"Uma pessoa com a minha determinação precisa esconder os gostos inofensivos." – O ruivo comprimiu as sobrancelhas com aquela informação. – "Eu preciso me mostrar uma pessoa inflamável... ou eu passarei para sempre por um nobre retardado."

Não era segredo para Dumbledore que seu amigo prezava a aparência. Ele sempre estava muitíssimo bem vestido quando se encontravam, suas roupas eram finas e os modos de Gellert sempre beiravam a perfeição.

Naquela tarde os dois conversaram sobre assuntos mais leves, ambos cansados e frustrados com suas próprias falhas. Foi a primeira vez que Albus comentou de seu irmão e da reação agressiva que tinha quanto a sua postura. O ruivo até mesmo contou uma versão simplificada do que aconteceu com Ariana, informação que saltou aos olhos de Grindelwald.

"Veja, Albus... é exatamente isso que nós devemos impedir! É exatamente esse o erro de nossa sociedade bruxa!" – Gellert se ergueu, tomado por novas palavras. – "Por que teríamos de ser punidos por mostrar nossos poderes a trouxas? Para evitar a carnificina que eles iniciariam para consegui-lo? Por que nos escondermos? Os trouxas exibem suas deformidades em circos e espetáculos de rua... por que nos rebaixamos a uma delas?"

Dumbledore concordou, relutante. Ele sentia pelo destino de sua irmã e pela forma que seus pais se resignaram a ele tão facilmente.

"A magia é uma bênção... Ela é suprema, Albus. É claro que os trouxas matariam por ela... mas por que essa opção é negociável? A magia nos confere poder, - responsabilidade, é certo, mas um poder inegável sobre os seres não-mágicos."

Gellert caminhava de um lado a outro de seu laboratório, as passadas sendo graciosamente acompanhadas pela parte de trás de sua capa. Os cabelos do rapaz cascateavam em conjunto com seus movimentos... e o verde de seus olhos se inflamava com aquela visão de mundo. Uma visão belíssima...

Uma risada deliciosa escapou daqueles lábios finos, percebendo a atenção de Albus completamente voltada para si. Gellert sorriu para o ruivo e se aproximou com uma pontada marcante de malícia.

"Não é um pensamento glorioso...? Não é algo digno de se alcançar? Ah, mas serão necessários sacrifícios para isso, Albus... Será preciso força... Determinação!"

Gellert se debruçou sobre o ruivo sentado e apoiou ambas as mãos em seus ombros.

"Você é um gênio, Albus Dumbledore... Mas quem mais o sabe? Você acredita que aqueles que grudaram medalhas em seu peito compreendem a vastidão do seu intelecto? Não pensa que eles o exibem... como um cachorrinho de bom pedigree?"

Albus tentou interrompê-lo, dizer que, como sempre, o amigo estava sendo extremo em suas idéias. Gellert, porém, o calou com o toque de seus dedos nos lábios do ruivo.

"Você fala bonito, meu amigo, mas tão pouco..." – A voz de Gellert tornou-se um sussurro ambíguo e Albus engoliu em seco. – "É necessário quebrar as regras de um sistema antigo para erguer um novo. E eu me pergunto..." – O loiro desceu o toque pelo pescoço de Dumbledore, seus lábios se aproximando perigosamente dos seus. – "...quantas regras você já quebrou?"

Dumbledore não esperava o que aconteceu. O hálito doce se chocando sobre seus lábios foi substituído por um roçar suave das bocas, ironicamente suave. A boca de Gellert tocou a dele, entreabrindo os lábios e envolvendo os do mais velho em um beijo convidativo. Albus sentiu a boca macia sobre a sua, os dedos do loiro sobre sua nuca e toda a sede de tomar aqueles lábios.

Ainda assim, Dumbledore recuou o rosto, afastando os ombros de Grindelwald. Foi um movimento tão impensado, tão aparentemente impossível, que o olhar de surpresa no rosto do bruxo se tornou tão intenso quanto o de Dumbledore.

"Seu tolo..." – Gellert se recompôs com uma mistura de sorriso e desprezo, carregando algo de agressivo naquelas esferas esverdeadas. – "E ainda assim você corre para cá... como um cachorrinho assustado... me usando como uma desculpa para fugir de sua família..."

"O que está falando, Gellert?" – Dumbledore se ergueu do divã, inconformado com a atitude do amigo. Juntar os lábios ao dele já era algo impensado, ainda mais quando uma risada fina escapou de seus lábios.

"Inteligente... mas com a coragem de uma ameba! É pela minha companhia que você volta? Ou para fugir das palavras de seu irmão? Uma irmã retardada deve dar pena de ver, não é mesmo, Albus?"

O ruivo não compreendia o motivo daquelas palavras raivosas, mas sentia toda a sua confusão se dissolver em raiva. Dumbledore se aproximou de Gellert com o dedo em riste.

"Eu não te dei o direito de falar assim da minha família!"

"Ah não... Claro que não." – O loiro se aproximou alguns passos, ficando a uma distância ridícula do irritado amigo. – "Você vai impedir qualquer um de falar mal de sua querida família... qualquer um que ousar falar as verdades que você não tem coragem de admitir." – Os olhos de Dumbledore brilharam com impaciência, mas Grindelwald apenas aumentou o seu sorriso. – "Você é um covarde assim tão grande, Albus?"

Foi a primeira vez que aquelas palavras saltaram da boca de Gellert, e Albus sentiu uma vontade imensa de calá-la. Ele conhecia aquela habilidade nata para ofender, mas ouvir aquela voz apaixonante se esforçando para feri-lo era mais do que ele poderia imaginar.

"E mesmo que venha pela minha presença apenas... sem o sentido de fugir de seus irmãos quanto tempo você planeja se punir às minhas custas, Albus? Hein? Responda! Por quanto tempo?" – Gellert tocou novamente no ombro do ruivo, mas não para acariciá-lo. O rapaz empurrou o ombro do amigo com brusquidão, esperando a reação que tardou a vir, mas que veio.

Esperando com um sorriso.

Albus jogou o corpo para frente e agarrou a gola de Grindelwald, erguendo-o e cerrando os próprios dentes com força. Dumbledore nunca em sua vida pensou em usar da violência, mas Gellert soube provocá-la até ele erguê-lo do chão pela gola da camisa.

O movimento inevitavelmente trouxe o corpo do loiro para mais perto do seu.

"Por quanto tempo você planeja fugir... Albus Dumbledore?"

Aquela fala foi um sussurro, escondido por trás da irritabilidade e do sorriso vitorioso, tão próximo de seu rosto que ardia. Albus permanecia com ambas as mãos agarradas à gola do rapaz, sentindo a respiração agitada do loiro em seu rosto. A raiva se foi tão rápida quanto a percepção de que eles nunca estiveram tão próximos.

"Eu me pergunto..." – Sussurrou o loiro, seus dedos tornando a se enroscar na nuca do amigo. – "Essa é a primeira coisa errada que você deseja fazer na sua vida?"

Albus sentiu o calor do toque descer pela sua espinha e os olhos verdes de Gellert consumindo tudo o que existia naquele laboratório. Quando o ruivo percebeu que suas mãos agarravam sua gola com mais força, ainda mais possessivamente, seus lábios já haviam se entreaberto para responder.

"Dificilmente..."

Albus não se reconheceu como o rapaz que puxou Gellert de encontro a seu corpo, muito menos imaginou a forma desesperada que uniu seus lábios aos do loiro. Ele mal controlou as próprias atitudes naquele beijo, pressionando o corpo do amigo com um desejo irresistível de sentir a sua pele.

Grindelwald não tardou a abraçar as costas de Albus em retorno, permitindo que o ruivo tomasse seus lábios com aquela intensidade. Gellert até mesmo se surpreendeu com as mãos apertando sua gola com força, com a língua que explorava sua boca quase forçosamente.

Foi um beijo extremamente longo. Dumbledore não desejava que ele acabasse, incapaz de encarar o amigo depois de ceder a um impulso reprimido desde a primeira tarde.

O rapaz abriu os olhos para ver o loiro respirando aceleradamente, com um sorrisinho inegável nos lábios. Albus sentiu o rosto em chamas, a confusão entalando em seu peito. Quando Gellert uniu seus lábios novamente, a única coisa que Dumbledore conseguiu pensar foi na falta daquele corpo contra o seu, e procurou o toque de sua cintura com uma pressa inexperiente.

"Gellert..."

Este se movia pelo quarto, passos lentos que pareciam punir ao ruivo. Dumbledore seguia os passos de seu amigo, mas não compreendia nada além da boca contra a sua, e do contato aveludado de sua língua. Seu calcanhar precisou bater doloridamente na beira do divã para ele perceber as intenções de Gellert.

"É necessário... tomar atitudes para alcançar o que você deseja, Albus..."

Grindelwald sentou-se no divã vermelho. Seus cabelos estavam levemente bagunçados e o bruxo olhou acima, encarando-o maliciosamente. Gellert subiu o toque imoral por toda a extensão de seu peito, até alcançar o pescoço do bruxo e puxar a nuca até si.

As palavras ditas não foram ponderadas. Albus surpreendeu-se de empurrar o corpo do rapaz para o divã, deitando sobre o loiro. Grindelwaldt tinha pressa em abrir os botões de sua camisa, em disputar por oxigênio dentro de suas bocas. Apenas depois que os primeiros botões foram vencidos o ruivo passou a explorar o corpo do amigo com as mãos.

O calor que emanava daquela pele era enlouquecedor... Albus queria arrancar aquelas vestes de bruxo e senti-la, mas o joelho de Grindelwald sobre sua virilha e fez soltar um gemido desavisado. O brilho nos olhos verdes... Dumbledore nunca se sentiu mais atraído pela malícia como naquele momento.

Gellert tocou novamente o pescoço de Albus, sem esperar que o bruxo o fosse empurrar para o divã com tanta força, roubando um beijo possessivo. O braço de Albus tremia com o esforço para não cair sobre o loiro, a sanidade distante quando seus lábios desceram por aquela pele macia. Nem mesmo o bruxo compreendeu, ora beijava o pescoço, ora a nuca e s ombros do rapaz. Havia apenas o calor e o singelo, incomparável som que deixou os lábios de Grindelwaldt. Um delicioso gemido de aprovação.

Sua outra mão se enroscava no cabelo loiro como ele sempre desejou fazer, brincando com as mechas. O bruxo, o respeitável estudante, cerrou os olhos com uma força incontrolável ao puxar aqueles fios, seus lábios cruzando a pele revelada do pescoço claro, algo que ele havia desejado tanto e se punido tanto...

Grindelwald nada compreendeu dessa relutância, se divertindo com aqueles beijos desesperados, podendo sentir assim a intensidade com que o outro o desejava. O loiro erguia seu tronco, roçando os corpos com malícia, apenas para ter o mais velho a pressioná-lo para baixo, procurando mais e ousando mais na pele ainda coberta pelas vestes de bruxo.

Aquele momento não parecia real. Cada toque de Gellert o convencia de que aquele era mais um sonho proibido. Um delicioso sonho proibido. Nas noites sua mente fantasiava a entrega do loiro, a maciez dos lábios e o calor da pele. Uma fantasia inútil perto da intensidade daquele momento.

Ainda assim, Dumbledore foi arrastado de volta à realidade. O que lhe acordou não foi a compreensão de que marcava a pele do loiro com a pressão de suas unhas, mas sim o claro som claro da porta. Três batidas calmas o afastaram daqueles lábios entreabertos. O ruivo mirou a entrada com os orbes arregalados, e Gellert largou o tecido de sua blusa, surpreso em cumplicidade.

"Gellert, querido?" – A voz feminina de Bathilda era abafada pela madeira. – "Você está aí dentro?"

O loiro não conseguiu conter um riso grosseiro de inconformidade.

"Eu tenho de pedir que vá embora, tia."– Tampouco o escárnio em sua voz, tão próximo de seus lábios que Albus quase conseguia prová-lo. – "Eu estou ocupado no momento."

"Albus está com você, Gellert? É o seu ex-professor de piano... Ele veio cumprimentá-lo. Abra a porta, sim?"

Dumbledore se afastou imediatamente. O bruxo mal conseguia respirar, mas seu corpo se movia sozinho para fechar os botões de sua camisa, procurar seus pertences sem encarar o bruxo. Gellert, por sua vez, cerrava os olhos longamente, controlando a raiva por aquela interrupção.

"Apropriado... Muito apropriado, Bathilda." – Murmurou o rapaz.

Albus partiu daquela biblioteca, mas uma última visão o marcou por toda aquela noite. Gellert fitou a sua partida ainda deitado no divã vermelho e tinha o rosto levemente enrubescido. Sua roupa e seus cabelos estavam bagunçados pela sede do ruivo, assim como os lábios pareciam inchados pelos seus beijos.

A lembrança o fazia sentir o ar faltar em seu peito, tão desesperado quanto o impulso que o fez juntar seus lábios pela primeira vez.


O cenário que Albus tinha frente a seus olhos o fez observar por mais alguns momentos na penumbra. Quando Bathilda lhe informou que Gellert estava no cemitério, não foi difícil deduzir que ele estaria onde se encontraram pela primeira vez.

Ironicamente ao lado da tumba dos irmãos Perevell.

Dumbledore tinha certeza de que não devia procurá-lo, ainda assim a curiosidade foi mais forte. O ruivo gostaria de saber se ele estaria realmente lá, uma resolução que parecia extremamente perigosa.

Portanto o ruivo observou... Seu amigo lia sobre uma manta grossa, iluminado pela ponta de sua varinha. Seu corpo estava apoiado nos cotovelos e ele tinha o olhar fixo nas letras, levemente entediado. Era uma visão extremamente simples, porém tinha um poder muito grande sobre ele.

Apenas quando o olhar do rapaz se desviou de seu livro é que Albus ousou se revelar, sendo capturado por aquelas esferas.

"Oh, é você Albus..." – Gellert abriu um sorriso dúbio e apoiou o livro em seu colo. – "Vai me vigiar agora, meu amigo?"

"Sua tia me informou que estaria aqui..." – O ruivo preferiu ignorar a provocação. – "Eu imaginei que estaria, de qualquer forma."

"Sim... este é um lugar mais do que agradável. Apenas os crédulos se assustam com cemitérios... A mim me parece o local mais tranqüilo de Godric's Hollow."

Dumbledore não se aproximou de Gellert, apesar do olhar fixo sobre ele. O ruivo, a passos singelos, se achegou ao túmulo de Ignotus e tocou a marca das Hallows com a ponta dos dedos.

"...principalmente quando a casa de Bathilda se tornou um lugar tão inconveniente."

Albus não pôde ignorar aquele tom. Voltou-se para o amigo por um momento, ainda sentado sobre sua confortável manta. Dumbledore não conseguiu encará-lo enquanto pronunciava as palavras que ensaiou dizer.

"O que aconteceu foi um erro, Gellert."

O rosto de Albus estava sério, sua face demonstrando toda a dificuldade que tinha em tratar daquele assunto. A risada que saiu dos lábios de Grindelwald, por outro lado, foi grosseira.

"Um erro?!" – O rapaz se aproximou do amigo a passos largos. Dumbledore conseguia ouvir cada uma daquelas passadas, mas não ousou se virar. – "O único erroque eu vejo no que aconteceu ontem foi a interrupção de Bathilda..."

Albus continuou a tatear calmamente a marca das hallows. Ele podia sentir a respiração de Gellert em sua nuca e depois o toque em seu ombro, os dedos claros descendo por suas costas...

"Eu estou tão errado em achar..." – Os lábios de Gellert estavam incrivelmente próximos de seus ouvidos. – "Que você também pensa dessa forma?".

Albus tinha os olhos cerrados, os azuis escondidos pelas pálpebras. Ele não sabia o que fazer. Seus pensamentos teciam caminhos lógicos, mas seu corpo desacreditava daquela fantasia, imóvel e tenso. O rapaz apenas se virou com brusquidão quando o hálito foi substituído pelos lábios do loiro, envolvendo o lóbulo de seu ouvido. Uma malícia extremamente vulgar.

"Gellert...!"

Albus sentiu um grande incômodo com o sorriso malicioso de Grindelwald. O rapaz que riu da sua relutância, da maneira que o rapaz se ofendia com sua atitude.

"Ora, vamos, Albus... Qual é o problema?" – O problema era que depois do riso malicioso, depois do comentário cruel, o sorriso de Gellert sempre era gracioso... Apaixonante. O rapaz não conseguiria se irritar com aquela expressão suave, sem saber se amava ou odiava aquele sorriso.

"Você não deveria sorrir dessa forma... para ninguém."

Sua fala foi um sussurro, ainda mais do que as insinuações do loiro. Esse comprimiu os olhos, percebendo toda dor implícita na fala de Albus, sensação que ele nunca compartilharia.

Essa se revelava em seu beijo, na forma grosseira e desesperada que Dumbledore tomava os lábios do rapaz, abraçando o corpo de Gellert sem nenhuma leveza. O loiro correspondia àquela ação, enlaçando o pescoço de Albus e sentindo o rapaz buscar pela sua pele, pelo corpo de seu maquiavélico amigo.

Os beijos repetiram a intensidade do dia anterior. A boca de Gellert provocava a relutância do ruivo, suas mãos acariciavam as costas do mais velho, lentamente conduzindo-o para a manta esticada. Quando Albus deitou o corpo do rapaz sobre o tecido grosso ele compreendeu quão bem seu amigo havia montado aquele cenário.

Esse conhecimento não o impediu de descer os beijos pelo pescoço macio, nem de tatear seu corpo tão possessivamente. Enquanto os dedos de Grindelwald abriam os botões de sua camisa Albus não queria pensar em sorrisos maldosos. Tudo o que o rapaz de 18 anos queria era abraçar aquele corpo e tomá-lo para si.

Também era de uma compreensão grosseira que Gellert sabia o que estava fazendo. O loiro era mais ousado em seus toques, e habilidoso para se livrar daquele tecido. Os beijos do rapaz e as mordidas suaves em seus lábios o faziam perder o controle de suas ações. Cada roçar em sua virilha, cada botão aberto em sua calça... Quando os lábios de Grindelwald percorreram a extensão de seu tronco, marcando o pescoço e o peito do estudioso, Dumbledore se esqueceu de porque havia lutado contra aquele sentimento.

Ele também tinha pressa de sentir o corpo do rapaz, um calor desconhecido até então; o do contato da pele sobre pele. O local e a sede não os permitiram se despir completamente, mas o ruivo abriu desajeitadamente a blusa do amigo.

A visão de seu tronco magro o estonteou, a calça preta e de bom tecido estava aberta e puxada para baixo, tudo o que ocultava seus corpos era o longo sobretudo.

Dumbledore se surpreendeu com o toque deslizado por debaixo dos tecidos, traçando sua coxa e envolvendo seu sexo. A sensação, porém, foi tão agradável que ele não se importou com a ousadia. Cada detalhe do corpo de Gellert era novo para ele. O ruivo desejava mapear a sua pele, beijar e traçar cada centímetro. Naquele momento, porém, as descobertas do bruxo foram mais apressadas. Albus adorou o gemido que recebeu em resposta aos seus toques, uma mordida em seu pescoço enquanto replicava o toque no membro do rapaz, entre suspiros trocados.

O corpo do loiro se contraía com seus toques, sensações inexperientes para o ruivo, mas que não parecia desagradar Gellert. Quando Dumbledore separou seus lábios os olhares se compreenderam. A visão do loiro com as roupas abertas e os cabelos jogados sobre a manta foi irresistível. O ruivo soube que nada naquele mundo o impediria de tê-lo, nem mesmo o mais cruel dos sorrisos.

Gellert parecia compartilhar daquele pensamento, sem tempo para a lentidão. O rapaz ergueu o tronco para beijá-lo novamente, conduzindo a mão de Albus pelo seu corpo. Dumbledore se surpreendeu com aquela iniciativa, o que apenas fez o ruivo sorrir com sua relutância. Seus olhos o provocavam melhor do que as palavras fariam. O loiro apartou as próprias pernas com um gemido incontido, seus dedos roçando pelo peito do rapaz, permissivamente.

Dumbledore nunca havia sentido um desejo tão intenso quanto o que aquele rapaz o fazia sentir. Tê-lo consigo era de um sentimento tão proibido, tão insensato, que não precisava muito para torná-lo maravilhoso. Ainda assim o ruivo se sentia inseguro. Gellert ergueu uma de suas mãos e aproximou-a de seus lábios, passando a língua pelos dedos do rapaz. A malícia em suas esferas verdes o fazia perder o controle. Um momento de total impaciência o invadiu e Grindelwaldt comprimiu o seu corpo quando Albus começou a prepará-lo. O ar preso na garganta do rapaz fez os olhos de Dumbledore se contraírem. Ele perguntaria se o rapaz estava bem, não tivesse esse respondido com um beijo longo e repleto de desejo.

O ruivo compartilhava de sua pressa e quando o desejo se tornou insuportável, Gellert escondeu a dor em um gemido gracioso. Ambas as mãos de Albus seguravam suas costas, abraçando seu corpo com a mesma intensidade que o tomava. Relutante, inexperiente... Dumbledore não soube discernir os gemidos do amigo, concentrado demais na sensação que invadia seu próprio corpo. O calor era tanto que ele pensou que o consumiria, um desejo tão intenso de tê-lo, de sentir o calor ao redor de seu sexo. Uma experiência maravilhosa. Dumbledore não conteve um gemido, afundando os dedos nas costas de Gellert, erguendo levemente o tronco do rapaz com a segunda investida.

Albus tentou se controlar, prestando atenção nos sons que o amigo emitia. Seu corpo se contraía de maneira deliciosa para ele, mas obviamente dolorida para o loiro. Dumbledore tomou seus lábios, sem coragem para perguntar se o mais novo gostaria que ele parasse. Uma de suas mãos desceu para a parte lateral da coxa de Gellert, erguendo-a levemente. O loiro gemeu mais alto quanto Albus se conteve por um instante, mordendo os próprios lábios para não emitir um som ainda mais alto.

"Não pare..."

O pedido não foi difícil de ser cumprido. O rosto de Gellert estava corado, sua cabeça jogada para trás com gemidos intermitentes, mascarados na respiração pesada. Apenas respiração e calor e uma graciosa gota de suor que escorria de sua testa. Dumbledore queria possuir os lábios entreabertos, o tronco que se arqueava para trás com as mãos bem firmes em suas costas. O ruivo não conseguia se conter. Seu corpo apenas obedecia àquele desejo, movimentos intermitentes que surpreendiam o estudioso... A constância do coito, quando realizado, excluía o asco completamente. Não houve imagem mais bela, ao ver de Albus, do que o corpo do rapaz embaixo do seu, desnudo e entregue, de olhos fechados enquanto ele o possuía.

Os gemidos de Gellert foram o plano de fundo de seu prazer. O ruivo experimentou a melhor sensação de sua vida naqueles segundos de ápice, uma intensidade desconhecida até então. Albus abraçou o corpo do loiro com toda sua força, maravilhado demais para perceber a lágrima que escorria timidamente pelo canto dos olhos verdes.

Apenas momentos depois, exausto e amortecido, o ruivo a descobriu sobre o rosto sorridente de Grindelwaldt. Uma lágrima de dor e um sorriso tão satisfeito quanto vitorioso. Aquela trilha o encheu de pânico, o pensamento de que havia machucado o rapaz. Grindelwaldt, porém, apenas sorriu com aquela preocupação. "Shh...", disse o rapaz, enroscando os dedos em seu cabelo ruivo. Geller ttinha uma expressão tranqüila e a respiração rarefeita. As pontas de seus dedos roçavam na face de Albus, e o bruxo vislumbrou naquela calma a certeza de que não havia sido sua primeira vez.

Naquele momento parecia pouco importante. Com a face em chamas e o alívio percorrendo seu corpo Albus Dumbledore o abraçou desesperadamente. O rosto do estudioso procurou refúgio na curva de seu pescoço, momentos de absoluta calmaria na pele quente de Gellert Grindelwaldt.


Albus,

Receber sua última carta me foi de uma satisfação tão deleitosa quanto vazia. Suas palavras amáveis, com a distância, tornaram-se reconfortantes e nulas.

Você se esqueceu de nossas promessas, Albus? Diz sentir o mesmo apreço que sentia anteriormente... Mas o que restou contigo de nossas tardes?

Que desejo é esse que sentes por mim, já que se encontra distante por caprichos?! Pois eu não me esqueci de suas palavras, Albus... não me esqueço de nossas noites como parece tê-lo feito. Que necessidade era aquela que sentia, que paixão tola foi aquela, se hoje se priva de minha companhia por tão pouco?

Onde está você, Albus? Você que jurou ficar ao meu lado... Você que clamava precisar tanto da minha companhia... O desejo se foi tão rápido? A que caprichos perigosos você se doa, meu amigo. Foi apenas isso o que se passou entre nós, um capricho adolescente? É isto o que me resta de suas palavras amáveis?

Então onde está você, Albus? Por que não ao meu lado como prometeu?!

x

Sempre seu,

Gellert Grindelwald

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P.S: Você não sente minha falta nas suas madrugadas?



Olá fangirls!

O que acharam de um lemon protagonizado pelo Dumbledore? XD As barbas se enroscaram na vossa imaginação?

Oh, sobre as cartas... o.o Eu sei que segundo a 'Rita Skeeter', as cartas que eles trocavam foramduranteesses dois meses que eles se pegar-... quer dizer... se conheceram em Godric's Hollow. O sétimo livro também dá a entender que eles nunca mais se falaram depois da morte da Ariana, mas eu proponho diferente. Essas cartas ao final dos capítulos são depois da separação dos dois, uma tentativa se reconciliação. Na minha fic eles se encontrarão uma vez mais depois da morte da garota... e antes do duelo.

Ryeko