02 O gelo da Agonia
Sons de tiros e gritos eram ouvidos por toda mansão. Empregadas assustadas correndo a torto e a direito evitando qualquer aproximação com pessoas estranhas no corredor.
-Afinal, que é que está causando todo este tumulto?- Perguntou um dos guardas que estavam na área norte da mansão. Os ataques estavam totalmente centrados na área sul da mansão.
-Não sei, mas temos ordens do Nono-sama para retirámos todos os empregados não-armados para uma área segura imediatamente. - Respondeu um dos guardas que possuía um comunicador micro no ouvido direito. - Isso tem que ser feito imediatamente!
Tsuna e Gokudera avançavam pelos corredores da mansão. Tudo estava um caos. Explosões eram ouvidas de todas as direções. Tsuna estava muito assustado com isso, não fazia nem mesmo 12 horas desde que ele voltou para SCT e tudo saiu fora do lugar.
-Tudo vai ficar bem, Tsuna-sama. Tenho certeza que o Nono-sama tem o controle total da situação! - Gritou Gokudera porque o barulho era tanto que quase não dava para escutar nada a sua volta.
-Hayato, onde está Reborn?- Perguntou Tsuna olhando em direção a um dos corredores que estava coberto de poeira. Aquele lado tinha acabado de ir para os ares.
-Reborn-san me ligou do Japão, ele falou algo sobre fazer preparativos para a nossa chegada ao Japão, sem falar que ele já iniciou o treinamento do novo Herdeiro a Décimo Chefe. - Falou Gokudera tentando retirar uma das vigas que estavam atrapalhando a passagem para o outro lado.
-Então como ele soube o que estava acontecendo aqui? - Perguntou Tsuna, que estava ajudando na remoção da viga pesada.
-Parece que ele tentou contato com o Nono-sama e não conseguiu, então, ele previu que poderia ter avido um ataque na mansão, mas tenho certeza de que ele nunca imaginou nada como o que estamos vendo agora! - Gritou Gokudera jogando a viga com força para o canto.
-Temos que nos apressar, Gokudera-kun! A minha hiper-intuição está doendo sem parar... Algo ruim vai acontecer! - Disse Tsuna quando corria em direção ao outro lado da mansão.
*Japão / Namimori*
Um grito era ouvido por todo o bairro. Era o terceiro dia seguido que o gritou era ouvido da mesma casa, que até então era sempre muito tranquila. A Casa da Família Sawada estava bem agitada.
-Por que só eu sou acordado assim? - Murmurou Sawada Giotto olhando o galo em sua cabeça que latejava sem parar.
Um homem de terno preto estava sentado do outro lado do quarto olhando em direção a janela. O dia parecia muito cinza. Ele odiva dias assim.
-Temos muito que fazer hoje para você gastar em sua cama, Dame Gio. - Falou Reborn se levantando e olhando para seu aluno. - Tenho que ver se tudo está pronto para vinda de Tsuna para Namimori. Tenho que atestar toda a segurança da mansão.
-Você nunca tinha falado que viria mais alguém para cidade! Se vier mais um mafioso para cá, os irmãos Hibari vão me matar! - Gritou Giotto quase arrancando os cabelos da cabeça.
-Tsuna não é um mafioso qualquer! - Falou friamente Reborn irritado. - Nunca mais fale assim dele, se você quiser ver o amanhecer novamente!
Pelo jeito Giotto notou o recado dado, pois, não comentou mais nada.
Ambos chegaram a Mansão Vongola sede Namimori. Era enorme, na opinião de Giotto. Ele nunca tinha visto algo como isso antes e olha que eles nem tinham estado no no interior ainda.
Ele estava tão concentrado na fachada da mansão que não notou que Reborn entrou e o deixou sozinho na entrada.
-Como sempre, ele não deu a mínima para mim... - Resmungou Giotto entrando na mansão.
Sicília/ Itália / Vongola HQ*
Explosões sacudiam toda a mansão causando confusão e muita correria. Mesmo com o isolamento dos empregados não-combatetes, ainda dava para ver alguns correndo sem rumo pelos corredores adjacentes.
Em um dos corredores principais estava um garoto em idade de 15 à 16 anos, loiro e os seus olhos eram tapados por sua enorme franja, mas seu sorriso sem coração era muito visto enquanto ele impiedosamente atirava facas em alguns inocentes que ainda se encontravam em seu caminho. Um deles era um pequeno garoto entre 7 ou 8 anos de cabelos castanhos claros que corria por sua vida enquanto tentava se desviar de facas e fios. Para piorar a situação, ele carregava um enorme livro que era devidamente despachado para baixo de seus braços.
-Shishishi o Príncipe gosta muito quando a sua presa corre! Torna o jogo mais divertido! - Gritava o loiro enquanto ainda atirava facas em direção ao pequeno garoto desesperado.
Como um passe de mágica chamas de tempestade apareceram impedindo que as facas fossem em direção a cabeça do garoto.
Chateado por ter sido interrompido, o loiro olhou para o corredor da direita dando de cara com Tsuna e Gokudera, que já tinha sua arma apontada em direção ao loiro.
-TEME! Como se atreve a tentar invadir a Vongola! - Gritou Gokudera irritado.
Tsuna vendo a pré diposição de seu melhor amigo resolveu acalmá-lo rápido antes que algo ruim acontecesse.
-Que está acontecendo aqui, Belphegor? - Perguntou Tsuna seriamente.
Belphegor sabia que quando o pequeno moreno falava seu nome inteiro significava que ele estava muito irritado, e o moreno irritado significava problemas graves.
-Shishishi o Príncipe apenas está cumprindo seus deveres Tsu-chan... Ordens do chefe... Você sabe como ele fica se não cumprirmos uma ordem sua. - Respondeu Bel também seriamente.
-Na verdade eu perguntei o por que de você está tentando matar o Fuuta! - Se irritou Tsuna.- Não me importo com suas ordens! Quero saber o por que de ter tentado matar meu irmão!
Chamas do céu voaram em direção de Bel que não consegui sair a tempo.
Vendo o corpo de seu atacante caindo inconsciente, Fuuta foi para o lado do irmão chorando muito.
-Tsuna-nii! Por que Xanxus-jiiisama está fazendo isso?! - Exclamou Fuuta muito assustado com as explosões e os gritos ao redor.
Vendo que seu irmão não iria parar de chorar, Tsuna ordena a Gokudera para levar Fuuta para um local seguro e parte em direção ao epicentro de todo o tulmuto, a área norte da mansão.
Sangue, gritos, dor... Ele estava gostando do que estava vendo. Ele sabia a consequência da traição...Ele sabia que o erro e o desespero do irmão iria facilitar tudo. Agora, ele estava completamente seguro de sua vitória. Como Xanxus era um tolo. Um tolo muito útil, agora só era esperar e assistir ao caos e ao desastre.
-Acho que deveríamos agir, Enrico-sama. - Disse um homem de terno preto e gravata igual. Sua blusa interna era vermelha e seus cabelos eram negros como seus olhos que eram frios como gelo. - Acho que vi Tsunayoshi-sama no corredor anterior.
Essa informação chamou a atenção de Enrico.
-Isso é impossível! Eu dei ordens bem claras a Felipe que detivesse Tsu-chan na sede do Conselho e não o deixasse sair de lá por nada! - Falou Enrico irritado.- Será que é tão difícil cumprir uma ordem simples como essa! Parece que estou cercado de retardados! Chame Felipe e peça para ele consertar o erro imediatamente, quero Tsu-chan fora dessa mansão agora! Não posso executar meus planos com ele aqui dentro!
-Sim, Enrico-sama! - Falou o corvo saindo em direção ao corredor lateral de onde estavam.
-Para meus planos terem sucesso é preciso eliminar meu mais forte concorrente... Adeus meu irmão... - Disse Enrico em direção ao calabouço onde dava para se ouvir uma luta acirrada entre duas pessoas de chamas brilhantes laranja.
Tsuna sentia que sua cabeça iria explodir. Sua hiper-intuição estava latejando muito nas últimas horas e ele estava muito preocupado com seu avô e seus tios/irmãos. Ele tava tão preocupado que não notou o telefone tocando como louco em seu bolso. Ele deu uma para e resolveu atender.
-Alô... -Falou cansado.
-Tsuna? Sou eu, Reborn. Está tudo bem aí? - Perguntou Reborn preocupado com o pequeno moreno.
Tsuna, sentindo a tensão do corvo pelo telefone, sorriu. Ele sabe o quanto Reborn consegue tentar ser discreto em seus sentimentos.
-Sim, mas atualmete a HQ está sendo atacada... - Falou Tsuna, mas antes de terminar de falar foi logo interrompido por Reborn.
-Como atacado?! Quem está atacando?! Tsuna, você está bem?! Onde está?! Estou voltando imediatamente?! - Gritou Reborn.
-Calma, Reborn... Primeiramente, estou bem, segundo, quem está atacando é a Varia e terceiro estou atualmente no HQ... Sério, Reborn eu estou muito bem!
-Bem!? Tsuna, daqui eu estou ouvindo explosões! Onde está Gokudera? Eu mandei ele ir te pegar no Conselho mais cedo. - Perguntou Reborn irritado.
-Ele foi levar Fuuta para um local seguro. Belphegor quase o machucou mais cedo. - Disse Tsuna fazendo um semblante sério. - Tenho medo que Xanxus-niisama tenha perdido a cabeça, Reborn! Por que atacar a HQ assim é uma enorme loucura! - Exclamou Tsuna olhando para os lados quando uma explosão ocorreu no corredor adjacente ao seu.
Reborn ficou calado do outro lado da linha.
-Tenho que achar o Vovô rápido, estou muito preocupado com ele. - Disse Tsuna ao virar na esquina do escritório de seu Avô.
-Tsuna, acho melhor você ir para um local seguro, se não é capaz de piorar a situação. Lembre-se, você é o Herdeiro do Conselho, se algo acontecer com você o conselho vai cair com tudo em cima da Vongola. - Falou Reborn olhando para a parede de um lindo quarto dourado com detalhes em laranja. Em um canto jazia um lindo filhote de leão com juba de fogo laranja. - A mansão já está pronta para recebê-lo. Eu trouxe Natsu comigo e ele já se instalou confortavelmente. Ele parece mais um gato doméstico do que um leão do céu. Sério, como você fez para domá-lo assim. Lembro do Nono dizendo que Federico e Enrico não conseguiam domá-lo até que você o pegou no colo e ele ronronou até dormir. - Falou Reborn acariciando o pequeno leão que dormia calmamente em sua pequena cama. - Estarei te esperando no aeroporto Segunda.
-Estarei levando Gokudera e Fuuta comigo, depois de toda esta confusão eu não quero ficar longe dele. - Disse Tsuna abrindo porta do escritório de seu Avô e o encontrando vazio e completamente revirado. Havia sinais de lutas por todo escritório. - Então nos vemos na Segunda, Reborn. Como vai indo a preparação do novo candidato? Estou muito curioso para conhecê-lo! Diga que mandei um oi! Beijos Reborn!
*Namimori/ Japão / Mansão Vongola*
Reborn desligou o celular e olhou para Giotto que estava admirado com a mansão. Parecia feito para uma realeza viver.
-Acho que isso é demais para você sozinho, não acha Reborn? - Perguntou Giotto olhando para o tutor que ainda estava acariciando o leão. - Sabe, eu não sabia que vocêtinha mais um bichinho de estimação? Leon não tem ciúmes?
-Natsu não me pertence, eu só estou tomando conta dele para uma pessoa muito especial. E vai ser esta pessoa que estará morando aqui. Por fala nisso, ele está muito interessado em te conhecer. - Disse Reborn se levantando e olhando para o loiro. - Tenho que te explicar um pouco mais sobre a famiglia e como funciona.
-E para que eu preciso saber?! Eu já disse que não quero ser um chefe da máfia! Mais ainda se eu tiver que lutar com outros concorrentes para o cargo! Por que eu tenho de lutar com um cara que quer o que eu não quero? Isso não faz sentindo!
-Quando você ver Tsuna você vai entender mais sobre isso...Bem, acho melhor você se sentar. - Disse Reborn se sentando no pequeno sofá próximo a lareira do quarto.
Vendo que não teria escolha, Giotto se sentou ao lado de seu tutor.
-Tudo começou com Vogola Primo, Sawada Ieyasu, seu Tatataravô há 400 anos...
*Sicília/ Itália / Vangola HQ*
Tsuna estava muito assustado. Todo o escritório estava um caos. Parecia que um vendaval tinha acabado de passar pelo local. Ele andava com dificuldade através dos destroços envolta do escritório.
-Tsuna-sama, acho melhor sair daqui.
Tsuna se assustou e se virou para onde vinha a voz e se deparou com um homem alto de terno preto e blusa roxa.
Ao ver de quem se tratava, Tsuna respirou mais aliviado.
-Que susto você me deu, Romeu! - Exclamou Tsuna sorrindo para o homem. De todos os guardiões de Enrico, ele gostava muito de Romeu, ele era um homem calmo e frequentemente era sempre caridoso e, assim como Tsuna, odiava a violência desnecessária. - Romeu, onde está Enrico-niisama? Ele está bem?
-Sim, ele está bem, Tsuna-sama, mas eu tenho que levá-lo imediatamente para um local seguro! A Varia está matando todos que estão em seu caminho e eu tenho medo de que Tsuna-sama acabe machucado! - Disse Romeu pegando o pequeno no colo e o tirando do escritório. - Acho que temos que ir para a parte leste da mansão, lá é onde estão todos os empregados.
Tsuna ficou um pouco chateado por não ter encontrado o Avô ou um de seus Niisamas. A sua hiper-intuição dizia que algo muito grande iria acontecer a qualquer momento.
Enrico observava a luta de longe para que seu pai e seu irmão não saibam de sua presença no calabouço.
-Por quê, meu filho? - Perguntou Nono olhando para seu filho mais novo amado. Ele sabia que sua escolha ia causar a ira de seu filho, mas nunca imaginou que ele atacaria a sua família com tanta violência.
Em volta deles jaziam corpos de vários homens que morreram protegendo o Nono do ataque impiedoso de Xanxus. Vários homens de família não iam mais voltar para a casa e ver seus filhos e suas esposas. Vários homens se foram para sempre, era muito triste de ver.
-Isso tudo por poder, Xanxus? - Perguntou o Nono apontando em direção aos corpos. - Isso tudo por poder e ganância? Essas vidas não vão mais voltar. Por esse tipo de escolha que eu não joguei justo para a posição, meu filho. Você não tem o coração necessário para isso...
-E ENRICO TEM! ELE, QUE MATOU FEDERICO, TEM! - Gritou Xanxus em total ira. - ESSE É HOMEM QUE VOCÊ JULGA MELHOR QUE EU? SEU VELHO SENIL!
Xanxus disparou mais uma vez em direção do Nono que revidou laçando chamas usando sua bengala. Xanxus teve que se abaixar para escapar do ataque do Nono, que mesmo que ele seja velho o ataque ainda era muito poderoso. Afinal, ele era o Vongola Nono.
-VOCÊ, SEU VELHO, SEMPRE PREFERIU FEDERICO! COMO ELE ESTÁ COMENDO MINHOCA AGORA VOCÊ QUER FAVORITAR ENRICO! SÓ QUERO QUE SAIBA, SEU VELHO, QUE EU SOU O ÚNICO ! O ÚNICO! - Gritou Xanxus fora de controle. Ele jogou as X-gums longe e começou a atirar as chamas da em várias direções. Ele parecia descontrolado. - VOU DESTRUIR TODOS! TODOS ATÉ SÓ SOBRAR ELE! SÓ ELE! SÓ PRECISO DELE!
O Nono parou o ataque e olhou para o filho descontrolado e respirou. Ele sabia que todo o problema não era o controle da famiglia e sim a posse do prêmio que viria com a posse, a posse de seu valioso neto.
Xanxus nunca se interessou em ser Vongola Décimo, mas ele amava muito o pequeno moreno para perdê-lo para outro, por isso, ele estava lutando com tudo o que tinha em seu coração. O seu amor era verdadeiro.
-Vejo que você não vai me ouvir, Xanxus. - Disse o Nono mudando de posição a bengala.
Xanxus notou a mudança da posição e as chamas que começaram a piscar fortes como árvores de natal.
-QUE PENSA QUE VAI FAZER, SEU VELHO?! ELE É SÓ MEU! - Gritava Xanxus desesperado.
-Tudo o que eu tinha se perdeu quando tudo isso começou... Lembra-se Xanxus quando Tsuna nasceu e você e Enrico queriam ficar com ele o tempo todo? - Perguntou Nono com lágrimas nos olhos. - Vocês lutavam para ver quem iria colocá-lo para dormir. Eu sempre ficava olhando os três, Enrico, Federico e você, tentando fazer Tsuna comer. Eu tirava várias fotos de vocês quatro juntos...- As luzes da bengala ficarm mais fortes e piscavam mais rápido, mas Xanxus tinha parado de prestar atenção e escutava o que o pai falava. - Quando Tsuna tinha três anos, ele foi raptado e para controlar vocês de matarem toda famiglia que o sequestrou foi um esforço e tanto, mas eu estava muito feliz, eramos uma família muito unida e isso me deixava contente! Xanxus eu... Eu te amo muito, tudo que fiz até hoje foi pensando no melhor para você e todos os outros! Assim como você, eu também não acho que Enrico seja uma escolha justa também, por isso opitei para que Iemitsu desse uma chance a seu filho. Eu conheço o garoto, o conheci quando ele tinha cinco e sei que é uma excelente pessoa e sei que fará muito bem com Décimo e, principalmente, eu sei que vai trazer paz a vida de Tsuna! Eu sei que é isso que você quer e também sei que é isso que Federico e Massimo queriam... Só não sei se é o que Enrico quer. - Encerrou Nono olhado para onde o filho mais velho estava escondido.
-Tudo o que eu quero, velho, é a felicidade de Tsu... E Enrico não é essa pessoa... - Disse Xanxus antes de sentir seu corpo sendo lentamente congelado. - Só espero que você tenha em mente que a pessoa que você escolheu irá causar dor a ele... Só quero que você proteja Tsuna... Só isso que eu peço... Nada mais... - E seu corpo foi coberto de gelo frio e seco.
Lágrimas caíam como cascatas pelo rosto do Nono. Mais filho perdido.
Do esconderijo em que ouvia tudo, Enrico sorria jovialmente. Seu maior obstáculo se fora para sempre. Agora só faltava o maldito filho do Consultor Externo.
*Namimori / Japão / Mansão Vongola*
Giotto não acreditava no que Reborn tinha acabado de dizer. Ele?... Ele se apaixonar por um garoto?... logo um GAROTO?!
-Fala sério, Reborn? Eu tenho 16 anos e nunca me apaixonei! Claro, que todas as garotas do colégio ficavam me perturbando e o dia dos namorados é um pesadelo, mas eu simplesmente nunca me interessei por nenhuma garota ou garoto...
-Mais quando você ver Tsuna você realmente vai entender... Não existe ninguém, nenhum Vongola que resista. - Falou Reborn olhando para o fogo em profundo pensamento, quando de repente seu celular tocou. Imediatamente ele correu para atender.
-Sim, aqui é Reborn. - Repondeu o assassino. Durante cinco minutos o assassino apenas escutou, mas o seu semblante era muito sério e escuro para ser uma ligação comum. Em menos de cinco minutos de seu tutor no telefone, a hiper-intuição de Giotto foi as alturas. - Sim, entendo. Estarei esperando amanhã a sua chegada... Sim... está tudo pronto... Estaremos lá. - então desligou o celular e olhou para seu novo aluno, que o mirava muito assustado.
-Seu pai chega amanhã.
A notícia pegou Giotto desprevenido. Seu Pai? Mas seu Pai não estava na Antártida?
Lendo a confusão no cérebro de seu aluno, Reborn explicou.
-Seu pai é o Conselheiro Externo da Famiglia e o atual chefe da CEDEF, uma segunda Vongola. Ele estará voltando por causa de assuntos internos e também virá acompanhado de Tsuna. - Disse Reborn se levantando do sofá. Ao olhar pela janela, ele notou que o tempo tinha virado, agora estava nublado e parecia chuvoso. - Atualmente, caiu o número de herdeiros...
-Como caiu?! O que quer dizer com isso, Reborn? Você disse que comigo eram quatro! - Exclamou Giotto preoculpado.
-Você disse bem, Giotto. Eram quatro, agora são três... - Disse Reborn saindo do quarto e deixando seu aluno assustado com a notícia.
No corredor, Reborn olhou novamente pela janela lateral do corredor. O céu parecia que iria chorar como o coração de um pequeno moreno estava agora e isso ele tinha certeza.
*Sicília / Itália / Vangola HQ*
Todos estavam estarrecidos, nada poderia ser feito para interromper os gritos e as lágrimas derramadas pelo pequeno anjo que estava agarrado ao um bloco de gelo com as mãos nuas. Seus gritos deixavam todos em prantos, suas lágrimas faziam os corações de todos quebrar. Nada poderiam fazer para parar o sofrimento dele. Até o Nono olhava distante sem se atrever a tocar seu neto, ele sabia como doloroso estava sendo e como triste ele estava. AO olhar para o canto direito ele notou que Enrico estava se aproximando de Tsuna lentamente. E que ao chegar perto ele se agachou a disse algo no ouvido de Tsuna fazendo-o se afastar do gelo. Tsuna agarrou as vestes de Enrico como se fosse uma luta para não cair, não cair na solidão, não cair no sofrimento, não cair na dor. E Enrico o abraçou como se não deixasse que o mundo se aproximar, não, agora ele seria o único encarregado de dar tudo que esse anjo triste precisava, mas de longe só o Nono via o sorriso de satisfação no rosto de seu filho e isso o machucava muito. Ele só rezava para que o filho de Iemitsu possa acabar com as maldades de seu filho, pois, ele lembrava que o início do conflito tinha sido só um, Luxúria.
