EU NÃO VOU TE PERDER!
- Blá blá blá – FALA
"Blá blá blá" PENSAMENTO
Blá Blá Blá BILHETES, CONVERSAS POR MEIO DE APARELHOS
BOA LEITURA.
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O GUARDIÃO DO PORTAL DOS DEUSES
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Cyborg acordou com os primeiros raios de sol da manhã que lhe batiam no rosto, vindos das grandes janelas da sala de estar da Torre Titã. Sentou-se no sofá e se espreguiçou, olhou em volta e viu Mutano babando no tapete. Deu um risinho maroto e estufou o peito.
- MUTANOOOOO – gritou com toda a sua força.
- AHHHHHHHH! – gritou Mutano se levantando num pulo – ONDE É O INCÊNDIO?
- HAHAHAHAHAHAHA – ria-se Cyborg rolando no sofá.
- Não tem graça, Cyborg – resmungou Mutano com os baços cruzados e a cara emburrada.
A porta de metal se abriu e de lá saiu uma afoita Estelar.
- O que está acontecendo? – perguntou Estelar e logo viu Mutano emburrado e Cyborg rindo como um louco.
- Nada, só que eu dei um susto no Mutano – disse Cyborg limpando as lágrimas de riso dos olhos.
Estelar deu um sorriso e foi até a cozinha, abriu a geladeira e tirou de lá uma caixa de leite e ao fechar a porta viu o bilhete de Robin e o pegou levando aos Titãs.
- Gente, um bilhete do Robin – disse Estelar estendendo o bilhete, Cyborg pegou e começou a ler em voz alta.
Titãs,
Fui conseguir o Elixir dos Deuses pra poder curar a Ravena. Só isso pode curá-la. Entrem em contato comigo caso uma lua apareça na testa dela.
Obrigado, Robin.
- Elixir dos Deuses? – perguntou Mutano – O que é isso?
- Na mitologia grega dizia que o Elixir dos Deuses podia curar qualquer tipo de doença ou enfermidade e até maldições – explicou Cyborg.
Todos ficaram em silêncio por um instante.
- Claro – entusiasmou-se Cyborg – Remédios normais não podem curar Ravena por que ela foi ferida com a Adaga dos Infernos.
- O que pode curá-la é o Elixir e Robin foi atrás dele – resumiu Estelar – Mas por que ele não nos chamou?
- Eu não sei, Estelar – disse Cyborg – Mas ele deve ter seus motivos.
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Robin estacionou a sua parte da Nave Titã em uma clareira no meio do Monte. O vidro blindado que o protegia subiu com um som de fogo sendo apagado e depois de pegar a mochila que continha a caixinha de madeira com os fracos de Dricíliu. Começou, então, a longa caminhada para o topo do Monte Olimpo.
Por um longo tempo ele subiu, já era hora do almoço quando seu walk talkie tocou, era Cyborg.
- Oi cara, onde é que você está? – perguntou Cyborg.
- Monte Olimpo – respondeu Robin, sem delongas – Apareceu alguma coisa na testa da Ravena?
- Apareceu sim, uma lua negra – afirmou Cyborg – O que significa?
- Significa que eu só tenho mais 48 horas para conseguir o Elixir ou... – disse Robin, mas não conseguiu terminar, não conseguia acreditar na idéia de Ravena... morrer.
- Eu sei, cara – disse Cyborg em tom de consolo – Ninguém aqui quer que isso aconteça.
Robin sorriu e Cyborg entendeu.
- Cyborg desligando – disse – Boa Sorte!
- Robin desligando – respondeu o líder – Obrigado!
Robin tornou a guardar o walk talkie no cinto e olhou pra cima e depois para o relógio.
- 12:00 – disse para si mesmo – 48 horas e contando.
Enquanto subia Robin fazia os cálculos das horas mentalmente.
"Eu sai da Torre eram 2:30 da manhã, cheguei aqui era 6:30, 4 horas dá Grécia a Torre, Ravena apareceu com a lua as 12:00, então posso contar apenas 44 horas para conseguir o Elixir".
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Quando Robin chegou ao topo encontrou uma caverna, já tinha anoitecido, eram 19:45, tinha só mais 36:55 e a caverna estava completamente na penumbra. Tirou a mochila verde das costas e começou a revirá-la. Enquanto fazia isso não percebeu um vulto encapuzado parar diante da porta da caverna e encará-lo.
- Droga, eu sabia que tinha esquecido algo e foi justo à lanterna – disse pra si mesmo – Se Cyborg estivesse aqui, ele tem lanterna embutida...
Então levantou a cabeça e voltou a colocar a mochila nas costas quando viu o vulto. Era uma capa cinzenta flutuante e embaixo do capuz tinha dois olhos vermelhos brilhantes.
- Quem é você? – perguntou Robin
- Eu sou o Guardião do Portal dos Deuses – disse o vulto
- O que eu tenho que fazer para entrar? – perguntou novamente
- Tem que responder a charada corretamente – disse o Guardião – Mas nenhum mortal jamais conseguiu.
- É que nenhum outro mortal que veio aqui, veio com boas intenções – disse Robin.
- Muito bem – concordou o Guardião – Dois pais e dois filhos entraram na caverna e cada um deles levou dois acompanhantes, então, quantas pessoas entraram na caverna?
Robin escutou atentamente o enigma, sentou-se e se pos a pensar. Ficava repetindo mentalmente a charada.
"Dois pais e dois filhos" pensou "Cada um deles levou dois acompanhantes"
"8 pessoas" finalmente concluiu.
Já eram 20:00 horas quando Robin se levantou. Decidido.
- Então, rapaz – disse o Guardião – Descobriu?
- Três – disse Robin – Entraram três homens na caverna.
O Guardião olhou e soltou uma gargalhada. Quando voltou ao normal olhou para Robin.
- Oito, rapaz – disse – Foi o que disseram os que vieram aqui antes de você, mas está certo. Três, um avô, um pai e um neto. Dois filhos e dois pais e cada um deles levou os outros dois como acompanhantes, muito esperto.
- Eu avisei que vim com boas intenções – disse o líder.
- Está certo – disse o Guardião e com um movimento das mãos a rocha que fechava a entrada da caverna moveu-se para o lado dando passagem para Robin. – Boa sorte, rapaz. O que vem a seguir não será tão fácil quanto essa charada.
Robin entrou e a rocha tornou-se a fechar, estava ele lá, sozinho no escuro. Deu um passo e tochas se acenderam nas paredes da caverna iluminando um vasto e longo corredor. Robin continuou andando e andando, ali se perdia a noção do tempo, poderiam ter se passado muitos minutos ou horas ou dias. Uma gota de suor escorreu pela têmpora de Robin e ele se lembrou do relógio. Já eram 20:20.
"Já estou andando há 20 minutos" pensou Robin
Então Robin parou, ainda podia ver muitas tochas iluminando o corredor fundo, mas algo o incomodava, desde que entrou tinha a impressão de estar sendo vigiado, mas não era isso que o incomodava, era um barulho baixo e engasgado. Um barulho de algo pesado rolando.
TUM!
Olhou para trás e seus olhos se arregalaram, uma enorme pedra redonda vinha deslizando em sua direção, tinha que correr, já que não poderia voltar para trás por que a pedra abrangia todo o corredor. Começou a correr muito rápido, o mais rápido que suas pernas poderiam agüentar.
Seguia pelo corredor sem saber o que iria encontrar com uma pedra enorme em seu encalço, então não tinha mais tochas, era o fim do corredor. Chegou em uma de pedras cinzentas, circular com muitos blocos de pedra altos dispostos pela sala. Assim que o menino prodígio pulou em cima de um desses blocos a pedra caiu em um alçapão que tinha acabado de se abrir, assim que o alçapão se fechou os blocos de pedra começarão a se movimentar revelando três portas grandes de pedra maciça e o corredor pelo qual tinha chegado desapareceu. Uma delas tinha uma caveira entalhada, na outra um raio e na outra um sol. Robin olhou para aquelas portas sem saber o que fazer quando letras em chamas começaram a aparecer onde outrora tinha estado o corredor pela qual o líder dos titãs tinha chegado àquela sala circular. E as letras se tornaram palavras que, por fim, se tornaram frases.
Até aqui conseguiu chegar
Aquele que amor no coração tem
Mas daqui só irá escapar
Se escolher a porta que, certamente, lhe convém
Essas palavras se transformaram em fumaça dando lugar a outras.
A caveira deves seguir
Se tiveres uma alma a acudir.
O raio irá lhe guiar
Para um desejo que queira realizar
O sol vai aquecer
A lua que te fez adoecer.
Essas palavras também foram virando fumaça enquanto davam lugar a outras.
Apenas uma porta pode escolher
E se escolher a errada vai se arrepender
Portanto escolha com atenção
Aqui deves esquecer a razão, e deves seguir o coração.
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CONTINUA...
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AGRADECIMENTOS:
NahRaven
Red X
Stephanie-chan
Quero me desculpar pelo atraso, tive problemas técnicos com o computador, mas ai está, o próximo capítulo está pela metade mas vou posta-lo o mais rápido possível.
Obrigado por terem a paciência de ler e de esperar o próximo capítulo. Mandem reviews com seus comentários.
