Pequeno aviso: Lemon. Slash explícito, é, homem com homem. Não gosta, não leia.
I just want you here tonight
Holdin' on to me so tight
(night;)
Regulus estava desabotoando minha camisa enquanto me beijava. Assim que terminou a fileira de botões, quase devorou meu peito com uma voracidade quase anormal até mesmo para os hormônios adolescentes. Eu gemia baixo com o toque sôfrego de seus dentes em minha pele. Quando ele voltou a me beijar, puxei delicadamente seu suéter para sentir sua pele. Era pálida, mas ainda assim, quente, o que o fez tremer ao mínimo toque de meus dedos gélidos.
Quase pulamos de susto quando o trinco da porta se moveu. Por sorte, havia me lembrado de trancar a porta. Ficamos paralisados, esperando alguma coisa acontecer. Três batidas suaves na porta e a voz de minha esposa:
-Lucius? Você está aí dentro? - Mais três batidas – Lucius?
Regulus riu baixinho e se levantou. Sussurrou em meu ouvido para que eu abrisse a porta, e que ele ia se esconder. Pegou seu suéter e foi para trás da cortina. Levantei, zonzo, e trocando as pernas enquanto ia até a porta. Tive alguma dificuldade, mas consegui abrir a porta, e ao fazê-lo, vi uma Narcissa irritada do lado de fora.
-O que você está fazendo aí dentro? - Ela perguntou rudemente, me empurrando e entrando no quarto – Você está cheirando a bebida! Onde está sua camisa? - Ela questionava rápido demais, de um modo que eu quase não conseguia acompanhar. - Por que você estava bebendo? Tem um salão cheio de convidados lá embaixo e você se embebedando aqui? - Ela parou e me encarou, nervosa.
Me recompus superficialmente e procurei por minha camiseta, que estava jogada ao lado do sofá. Vesti-me novamente e fui arrastado por uma Narcissa furiosa para fora do quarto.
-Estive te procurando por todo lugar! E você ali dentro, onde já se viu.
-Eu estava só descontraindo, só isso. - Expliquei-me, mas ela não parecia ter gostado.
Estava agradecendo ao céus por Narcissa não ter visto Regulus. Ela ajeitou meu cabelo e me escoltou até o salão novamente. Lá, encontrei pessoas cada vez mais bêbadas, quase fora de controle, se contendo nas pontas, e outras sóbrias, fingindo que não as viam. Sorri, e pensei em como tudo aquilo era tão ridículo. Narcissa me arrastou até a ponta do salão, onde haviam improvisado um palanque para a banda. Subimos pela escada lateral, e ela chamou a atenção dos convidados.
-Já está na hora da contagem! - Ela disse, animada. Murmúrios entusiasmados surgiram, e vi Regulus ao lado da saída que levava ao jardim, encostado na parede, sorrindo, como se fosse muito engraçado eu em cima daquele palco, me apoiando em minha esposa para não desequilibrar e cair.
Depois de consultar o relógio, Narcissa fez a contagem seguida pelo resto dos convidados, e me cutucou para que acompanhasse também.
Quando o relógio soou à meia-noite, uma onda de "Feliz Natal" sobrepôs as badaladas do relógio, e todos se abraçaram, já se deixando levar pela bebida. Narcissa me abraçou e me beijou, mas não superficialmente, o que me surpreendeu. Retribui o beijo e então descemos as escadas para desejar Feliz Natal para o resto dos convidados.
Tentei evitá-los o máximo possível, mas não havia como. Tive de repetir as mesmas duas palavras para pelo menos quarenta pessoas até que conseguisse chegar a Regulus.
-Feliz Natal. – Ele sussurrou enquanto me abraçava. Desejei o mesmo a ele e, divertido com a minha voz embriagada, perguntou: - A sua esposa não se importaria de você sumir agora, não é?
-Nem um pouco. - Eu disse, sorrindo, enquanto o puxava para o jardim.
Andávamos como dois adolescentes – o que deve ter sido bastante constrangedor –, procurando por um lugar afastado o bastante para que não nos encontrassem. Ao avistar uma grande árvore com uma sobra escura, Regulus me puxou até lá, e me encostou no tronco, começando a me beijar. Suas mãos tocavam suavemente meu rosto, enquanto eu colocava as minhas em sua cintura, apertando com vontade. Regulus desceu as mãos e abriu com destreza meu cinto e minha calça.
Make my wish come true
Baby, all I want for Christmas is you
Reverti a situação e o coloquei junto à árvore. Puxei-o e ele colocou suas pernas em volta de minha cintura. Enquanto abria novamente minha camisa, eu mordiscava de leve seu pescoço, deixando pequenas marcas avermelhadas. Retirei seu suéter com rapidez, e voltamos a nos beijar, consumidos de desejo. Nossas línguas se tocavam com rapidez, enquanto nossas mãos tratavam de nos livrar daquelas peças de roupa. O calor começou a tomar todas as partes de meu corpo, enquanto o beijava com ferocidade. Eu apertava sua cintura e tinha em resposta mãos ávidas em meu peito e gemidos baixinhos.
Com toda a certeza, eu nunca havia desejado alguém tanto quanto desejara Regulus. Somente o toque de seus lábios em meu pescoço fazia com que minhas pernas tremessem e que meu coração batesse a toda. Tomando-o pela cintura, o coloquei no chão e abri suas calças. Novamente, tomando o controle, Regulus me colocou deitado na grama, e beijava meu abdome em direção à minha virilha enquanto puxava minha cueca até os joelhos.
Assim que seus lábios tocaram meu membro, estremeci. Sua boca o envolveu de todo, ele passou a chupá-lo com vontade. Coloquei uma das mãos em seu cabelo, e ele acompanhava, rapidamente. Sua mão estava na base de meu membro, acompanhando o movimento da boca. O prazer se instalava em cada parte de meu corpo, enquanto me controlava para não atingir o orgasmo na boca de Regulus. Quando ele percebeu, retirou suas calças e se preparou para que eu o penetrasse.
Sentado sob seus calcanhares, senti meu pênis penetrando-o. Regulus gemeu alto, escorregando devagar ao encontro de minha cintura. E lentamente, ele se movia para cima e para baixo. Agarrei sua cintura, e o fiz ir mais rápido, ouvindo seus gemidos de dor e prazer. Assim que ele se pôs a ir mais fundo, ele dava pequenos gritos de satisfação. Eu gemia alto também, ao sentir o orgasmo próximo.
Peguei seu membro e comecei a induzi-lo ao orgasmo. Regulus ia cada vez mais rápido, também sentindo o ápice chegar. Quando nos encontrávamos ao máximo, uma corrente de prazer relaxou todos os meus músculos e senti um líquido viscoso em meu peito. Regulus e eu havíamos chegado no auge. Ele se deitou sobre mim, sem que eu saísse de seu interior. Um prazer que nunca durava mais que poucos segundos, agora perdurava por quase minutos. Eu gozava em seu interior enquanto o ouvia gemer.
De repente, um calafrio passou por meu corpo, e acredito que Regulus o sentiu também. Começara a nevar, e nem mesmo o calor de nossos corpos suados e febris poderia conter aquelas partículas geladas que chegavam a nós pela suave brisa. Nos levantamos lentamente e colocamos nossas roupas. Assim que nos vestimos, nos beijamos novamente, recuperando o fôlego. Andamos de mãos dadas até o final do jardim, onde ninguém poderia nos ver. Depois, entramos disfarçadamente pela porta lateral.
Assim que retornamos ao salão, a festa continuava, mas branda. A banda tocava uma música suave, e todos estavam alegres, ainda encontrando pessoas a quem ainda não haviam desejado um Feliz Natal. Era até bonito, considerando o que realmente passava por suas mentes. Os bêbados já eram contidos por suas famílias, e agora trocavam presentes, com sorrisos forçados, já que ninguém ganhava o que realmente queria. Exceto por mim. Eu ganhara exatamente o que queria naquele Natal.
Na manhã seguinte...
Narcissa, meu pai e minha mãe estavam na cozinha, tomando o café, felizes, comentando como as roupas das convidadas eram horríveis e como outras haviam engordado tanto. Mas eu nem mesmo prestava atenção, estava aéreo, tomando meu café em silêncio. Meu pai comentava algo ridículo de vez em quando, mas que parecia ser verdade, e eu sorria, pensando. Até que ele virou para mim, ficou me encarando, e disse:
-Hm, Lucius, alguém se deu bem ontem a noite, hein? - E começou a rir. Minha mãe o repreendeu, mas ele continuou. - Mas não é verdade, Lucius?
-Pai, por favor, isso não é hora...
-Eu disse que era verdade – Ele disse olhando para minha mãe. Ela fez uma cara de desconsolada e saiu da cozinha. Meu pai voltou a olhar o nada, como se nem mesmo estivesse ali. Narcissa lançou um olhar nervoso de dúvida.
Tentei desviar meus olhos, mas foi aí que ela entendeu. Então saiu com passos rápidos e barulhentos da cozinha.
-Que coisa feia, Lucius. - Meu pai disse, tentando se fazer de sério.
*Rosetar (do 1º capítulo): pode significar "andar por aí, sem rumo, vadiar" ou em algumas partes do país, "fazer sexo".
Quero agradecer a Pandora Nott, que me incentivou a escrever uma fic alegrinha desse casal maravilhoso (:
