- "Almoço Beneficente da Fundação Kido". Esse nome não me é estranho... – Minos encarou a placa, pensativamente.

- Claro que não. Kido é o nome de humana da Athena. – respondeu Aiacos.

- Você fala isso com a maior naturalidade? – Radamanthys exclamou – Temos que roubar macarrão da Athena para o nosso senhor Hades? – depois fez uma pausa – Nunca pensei que eu fosse dizer uma coisa dessas.

- Nenhum de nós pensou. Mas o que faremos?

-Sou a favor de atacá-los e explodir tudo. – Rada ergueu uma mão como se votasse.

- Não podemos fazer isso... – Aiacos, talvez o mais ponderado, respondeu – Esqueceram das ordens? Sem lutas. Infelizmente teremos que deixar o prazer de cortar a cabeça de Athena para uma hora mais conveniente. Entraremos, descobrimos onde está o macarrão, pegamos e voltamos para o mundo inferior. Sem brigas.

- Certo. Mas se eles quiserem brigar, eu que não irei negar... – sorriu Wyvern – Vamos entrar.

Os três se aproximaram vagarosamente, como se temessem ser descobertos. Ao chegar mais próximo das mesas...

- Ei! Vocês ai! Como se atrevem?

- Nos descobriram! – sussurrou Radamanthys – Preparem-se para lutar...

- Saoooriiiiiiiiiii saaaaaann! Os cozinheiros chegaram! – aparentemente, Seiya não reconhecera nenhum dos três.

-O pegasos?

- Ele é burro? Ou é impressão?

- Ele é burro sim.

- O que vocês estão cochichando ai? – perguntou Seiya, que tentava chamar a atenção da Saori.

- Nada. Nadinha. Pode nos dizer o que é isto? – controlando a raiva, Aiacos perguntou sobre a situação, fingindo não entender que tipo de reunião era aquela.

- Bom, a Saoooooriiiiiiiiiiiiiii saaaaaan decidiu fazer um almoço beneficente.

- E...?

- E o que? Não sei o resto.

- Mas é burro mesmo! – disse Minos

- O que?

- Nada. – Minos sorriu.

- Er...eu posso ajudar?

Os quatro viraram, e viram Shun, que usava uma roupa arrumada, semelhante a dos garçons. Também tinha uma bandeja a mão.

- A Saori decidiu fazer esse almoço para arrecadar dinheiro para as comunidades carentes da cidade. Ela não é bondosa? – Shun sorriu amigavelmente. – Cada pessoa paga dois dólares. E pode comer o quanto quiser do nosso delicioso almoço.

-Por que dólares? Não estamos na Grécia? – agora Aiacos estava curioso.

- É que levamos 3 horas para explicar pra Saori que não aceitavam Yenes na Grécia... – Andrômeda parecia cansado, como se aquele assunto fosse chato para ele – Depois de muito tempo conseguimos convence-la a aceitar outro dinheiro. Mas ela só quis dólares. Achou que valessem mais do que euros.

- Mas valem mais do que dólares! -exclamou Seiya, como se o outro falasse um absurdo. Shun resignou-se a suspirar.

- Sendo tão burros assim, como o senhor Hades sempre perde tanto tempo lutando contra eles? – Minos sussurrou para Rada. Aiacos estava mais a frente.

- Nosso imperador quer comer miojo. Ele não está tão atrás assim.

- Seu imperador? – Shun indagou.

- Er...é..nosso...imperador...da..da... – Minos tentou se livrar da situação, dizendo a primeira coisa que lhe passou pela cabeça – Nosso imperador da cozinha! Isso!

Aiacos e Radamanthys o encararam.

- Nós somos donos de uma rede de restaurantes muito famosa por toda a Europa e América! Ficamos sabendo desse belíssimo ato de caridade, e viemos oferecer nosso serviço. Nem precisamos de pagamento. Ficaremos felizes em ajudar as criancinhas!

- Viu? Eu acertei quando disse que eles eram cozinheiros! – reclamou Seiya.

- Que bom! Ficamos felizes com a sua ajuda. – Sorriu Andrômeda.

Minos olhou pra trás. Viu que os outros juizes pareciam querer pular no seu adorável pescocinho e servi-lo no jantar para o Cérbero.

- Quando podemos começar? – voltou-se para os outros dois. Antes que morresse apenas com o olhar de Garuda e Wyvern.

- Agora! – Shun sorriu e jogou uma pilha de toalhas de mesa em cima dos três – Podem começar forrando as mesas! Tchauzinho! – sumiu de vista antes que alguém dissesse qualquer coisa. Apenas Seiya ficou olhando.

- O que você ainda está fazendo aqui? - perguntou Aiacos, encarando o Pegasos.

- Nada. – sorriu idiotamente (essa palavra existe? =P). E continuou a encarar os três.

- Some daqui agora, antes que eu mande um Vôo da Garu...Quer dizer, precisamos ficar sozinhos para nos concentrar no trabalho.

- Oooook! – e Seiya foi irritar outra pobre alma.

- Minos?

- Oi?

- Podemos te matar AGORA? – Rada tentou ataca-lo, mas pra variar, Aiacos impediu os dois.

- Controlem-se! Minos, onde você estava com a cabeça? Restaurante? Você nem sabe fritar um ovo!

- Não é necessário fritar um ovo para ser um espectro...Falando nisso, nenhum deles percebeu quem nós somos.

- Como você é inteligente. – Radamanthys comentou sarcasticamente. Minos apenas ignorou. – Acho que só perceberão se usarmos nossos poderes. Ou algo do tipo.

- Então é melhor não fazermos nada que comprometa nosso disfarces. Pelo menos agora podemos chegar perto da comida sem levantar suspeitas.

- Viu? Eu fiz o certo. – Minos comentou. – Agora vamos colocar essas toalhas. Depois vamos para a cozinha.

- E pensar que os três juizes do inferno estão arrumando mesas para a idiota da Athena...Isso nunca, em hipótese alguma, deve ser repetido no mundo inferior. Fica só entre nós.

Aiacos e Minos assentiram, enquanto começavam a colocar as toalhas nas mesas. Era um trabalho relativamente fácil. Colocavam uma toalha branca, uma toalha laranja ou verde mais curta em cima. Só. Os pratos, talheres e copos ficavam na mesa de madeira. Quem quisesse comer, era só pegar lá. Próximo a mesa das comidas (que ainda estava vazia), havia uma mesa menor, com copos plástico. Sentado numa cadeira, um loiro se abanava incessantemente com um papel dobrado.

- Aquele dali não é o tal do cisne? O cara que só vive chorando pela mamãe. – Radamanthys arrumava uma toalha de modo impecável. Parecia que ele tinha jeito pra coisa. – O que ele está fazendo ali?

Minos se aproximou do Hyoga.

- O que está fazendo aqui pat...quer dizer, Hyoga?

- Como sabe o meu nome? – ele parou de se abanar e encarou o juiz.

- N-nada. O cara de cabelo verde disse seu nome.

- O Shun? Aposto que ele esqueceu de dizer que estamos trabalhando aqui sobre ameaça não é? – parecia irritado.

- Como?

- Eu ia ver um jogo com o Shiryu. O Shun e o Ikki iam passear em algum lugar. Só o Seiya que é um vagabundo da vida, ele ia ficar o dia todo assistindo tv e comendo de graça na mansão Kido. Daí a Saori achou que seria agradável se fizéssemos um trabalho em grupo. COMO SE JÁ NÃO PASSASSEMOS TEMPO SUFICIENTE JUNTOS QUANDO LUTAMOS! Será que é impossível CONSEGUIR UMA FOLGUINHA? FAZ PARTE DOS DIREITOS BASICOS DO HOMEM! LÁ NA SIBÉRIA...

Enquanto ele berrava, Minos se afastava vagarosamente.

- Hyoga, dá pra escutar seus gritos lá de dentro. – Shun vinha andando, carregando uma bandeja. Na verdade, ele estava aprendendo a equilibrar a bandeja. Eu disse aprendendo? Quis dizer derrubando. Por sorte, os copos eram de plástico. Shun pode ser um bom cavaleiro, mas não tem senso nenhum de equilíbrio. Ele acertou o cisne com a bandeja, e este caiu desacordado– Hyoga está estressado por causa do calor. Não liguem pra ele. Acordará daqui a pouco.

Os juízes ficaram parados olhando estáticos para o loiro desmaiado.

- Não era o andrômeda que tinha fama de delicado? – indagou Aiacos.

- A realidade é mais triste do que parece. E terminamos. –Minos parou para apreciar o trabalho. – Até que o Radamanthys leva jeito pra coisa.

Wyvenr pisou no pé dele.

- AAII! Isso doeu!

Aiacos nem se preocupou em separar a discussão.

- Acabamos o trabalho. Significa que podemos ir para a cozinha, onde teremos acesso ao macarrão.

- Vamos! – quando eles iam virando de costas para irem em direção a cozinha...

- AONDE PENSAM QUE VÃO? – Saori vinha saltitando.

- Estamos indo para a cozinha. Se somos cozinheiros, deveríamos estar lá.

- Nada comida fresca. Temos que esperar os convidados chegarem para cozinhar.

- Isso é um sinal que ela vai servir miojo. – diz Rada, baixinho – Que deusa mão de vaca.

- Disse alguma coisa?

- Nada. O que fazemos agora?

- Agora esperamos...

Saori e os juizes ficaram parados com caras idiotas, olhando pro nada. Dali a alguns minutos, uma van estaciona na "entrada" do jardim/parque. A porta se abre.

-FINALMENTE! Alguém está precisando muito ir no banheiro! – Shura pulou pra fora da van.

- Fica calado, Shura. – Dohko desceu também, pegou um papel e começou a contagem – 1...

- Cheguei meus fãs! Podem alcamar seus corações! – Milo parou antes de descer, fazendo pose de "sou demais".

- Vai logo! – Aioria chutou Milo, que saiu bolando.

- 2..3...

- Espero que tenha comida vegetariana. – Shaka passou por cima de milo.

- Eu espero que não tenham feito nada as vaquinhas. – resmungou Deba, também passando por cima do pobre escorpião que estava estatelado no chão.

- 4...5...

- Já estou com fome. O que será que tem pra comer? – Aioros foi o próximo.

- Vindo da Saori? Acha realmente que vai comer bem? – perguntou MdM.

- 6..7..

O próximo a descer foi aquário. O único que ofereceu a mão para o Milo.

- Camus! Não sei o que seria da minha vida sem você!

- ATCHOOON! (Ou Atchiin!, sei lá, qual onomatopéia de espirro vcs preferem?) – ele espirra na cara do Milo.

- Essa sua gripe...eu ainda não sei COMO VOCÊ FOI FICAR GRIPADO!

Camus apenas fungou e seguiu seu caminho.

- 8...

- Mantenham esse daí longe de mim. Não quero pegar gripe! – veio o dite.

- 9...

- No dia em que eu sai de casa minha mãe me disse, filho vem cáaaa~

- 10. Saga, para de cantar.

- Por que? A musica é legal!

- Aff...tá, vai logo. – Dohko ficou esperando o 11º, mas ninguém apareceu – Mu?...Mu? – olhou dentro do automóvel. – Cadê o Mu? Perdemos o Mu! SHION!

Shion era o motorista.

- Que foi?

- Perdemos seu discípulo?

- O QUE? COMO?

- Eu sei lá! Deve ter sido quando paramos pra comprar banana no meio da estrada!

- Quem mandou parar pra comprar banana? A culpa é sua, Dohko! Meu pupilo sumiu!

- Daqui a pouco ele aparece...

- E se ele estiver PERDIDO NUM LUGAR DESCONHECIDO?

- Ele é um cavaleiro de ouro.

- E SE ELE ESTIVER NUMA ILHA DESERTA?

- Não passamos por nenhuma ILHA DESERTA, SHION!

- E se os aliens comedores de arianos assarem o coitado? A armadura de áries ainda não está pronta pra ir parar nas mãos daquele moleque perverso chamado kiki!

Enquanto tudo isso acontecia...

- Meus escrav...quer dizer, meus cavaleiros de ouro! – Saori foi matar..digo, receber os dourados.

- Ok. Agora é sério. Vou pedir demissão pro senhor Hades. – diz Radamanthys.

- Não! Nos metemos nessa juntos, vamos sair juntos! – Aiacos.

- Quer dizer, vamos nos ferrar juntos... – completou Minos.

Olá pessoinhas corajosas o suficiente para lerem isso daqui =). Eu não escrevi nada no primeiro capitulo. Desculpem.

Bom, esse capitulo eu achei curtinho e chato ._. Mas precisava colocar logo os dourados para dar andamento a fic u.u Afinal, eu tenho a missão de infernizar tando juizes quanto dourados u.u Prometo que o próximo capitulo será melhor, mas nem tenho previsão. Como sempre, aceito sugestões.

Fiquem a vontade pra falar o que quiserem nos reviews. Reviews serão trocados por tickets de miojo para o senhor Hades. Então façam o nosso imperador feliz lol

Vlw por lerem. Tchau o/