Diversão a Três - O início
Capítulo 2 – Autora: Pérola
- Não vejo a necessidade de nos reunirmos no fim de semana Jared. O trabalho está quase concluído, e só o entregaremos daqui a três semanas! Podemos ver o que falta fazer em um intervalo. – Disse Jensen, ao término da última aula.
- No intervalo? Não dá tempo, acabaríamos fazendo alguma coisa errada. E ao contrário do que você pensa, eu não garanto minhas notas de outra forma. – Jared disse com um sorriso provocativo.
- Eu já pedi desculpas por ter dito aquilo. – Disse Jensen, sem jeito.
- Vá à minha casa terminar esse trabalho, e estará desculpado. O espero no domingo, às três. – Disse Jared, escrevendo seu endereço num bloco de anotações do colega.
O moreno sabia que só faltava a conclusão do trabalho, e que isso poderia ser feito em meia hora. Esperava que Jensen entendesse a mensagem por trás daquele convite.
Há dias, o loiro parecia estar num jogo de sedução. Num instante o instigava a imaginar que queria algo além de amizade. Mas não um relacionamento. Algo carnal, o que vinha bem de encontro com o que ele mesmo gostaria.
Jensen era um tesão! Estava louco para colocar as mãos em seu corpo!
Mas ele também parecia se esquivar quando Jared tentava investir de forma mais clara. Como alguém que não estava interessado...
Quando ouviu o toque de sua campainha às 15:30 hs, o moreno sentiu como se um cubo de gelo deslizasse pela espinha. Jensen estava atrasado, e já dava como certo que ele não iria. A ansiedade havia se retirado para dar lugar à irritação. Precisava de uma foda, e se soubesse que ele não compareceria, teria "recrutado" outra pessoa. Sempre havia quem o atendia!
Abriu a porta com seu melhor sorriso, decepcionado por Jensen parecer não ter notado seu peitoral desnudo, já que usava apenas uma bermuda. Por menor que fosse a reação, não era comum que o olhassem sem camisa e ficassem completamente indiferentes.
- Desculpe o atraso. Eu estava com uma visita em casa e nem pude avisá-lo que chegaria mais tarde por causa dela, senão pareceria grosseiro.
"Por causa dela? Preferiu não ser grosseiro com ela e me deixar esperando? Espere aí... Ela quem?"
- Tudo bem? – Perguntou Jensen, já que Jared não dizia nada.
- Claro Jensen! – O moreno finalmente sorriu.
Ainda tinha o resto da tarde para atingir seu objetivo. E não levaria muito tempo para fazer isso. Em alguns minutos, Jensen estaria nu em sua cama.
- Vou pegar uma cerveja pra você.
- Não precisa Jared. Isso é coisa rápida, logo terminaremos. Já ligou o computador?
Jensen colocou o material que havia levado em cima da mesa.
- Hey! Vá com calma, você acabou de chegar! – Jared sorriu. – Podemos beber enquanto discutimos como faremos a conclusão.
Jensen pareceu pensar a respeito.
- Ok. Tudo bem, eu aceito uma cerveja. – O loiro sorriu.
Jared caminhou até a cozinha mais alegre. Pouco se importava com a conclusão daquele trabalho. Jensen estava certo ao dizer que aquilo poderia ser resolvido no horário de intervalo. Se ele foi à sua casa, certamente sabia em que cômodo dela aquele "trabalho" terminaria.
Sorriu ao vê-lo concentrado à mesa cheia de papéis com anotações. "Como se você não soubesse que não vamos fazer nada disso, Jensen...". Entregou-lhe a cerveja e ele agradeceu. Sentou-se ao lado dele, passando o braço pelo encosto de sua cadeira, fingindo interesse no que ele fazia.
- Que linha pretende seguir para concluir o que já foi feito até aqui, Jared?
- Não sei ainda. Não consigo me concentrar bem com esse calor. E nem tenho mais peça de roupa para tirar, quase... – Jared sorriu.
- Então trate de beber essa cerveja e se refrescar, porque só sairei daqui quando terminarmos isso. – Jensen sorriu, mas voltou a analisar as anotações.
- Não me importo se demorar. Na verdade, até gostaria que demorasse.
Jared começou a esfregar sua perna na dele. O loiro não se afastou. E também não teve qualquer outra reação. Era como se a perna do moreno nem estivesse encostada à sua, o que deixou Jared frustrado.
E irritado. O que diabo estava fazendo? Nunca precisou entrar num jogo de sedução para transar! Mostrar-se seminu sempre bastou! Mas que droga! Se Jensen enrolasse um pouco mais, desistiria. Nem mesmo ele merecia tanto esforço por uma foda, que poderia conseguir tão mais facilmente!
Mas os lábios pecaminosamente bem desenhados do loiro contradizia tudo o que acabara de pensar. A quem tentava enganar? Ele valia um esforço maior, e como valia! Aquele homem devia ser uma loucura na cama! Ou na mesa, ou no chão... Isso era mero detalhe.
- Não posso demorar. Sabe a visita que falei? Ela foi me avisar que uma grande amiga nossa partirá para a Itália hoje, sem previsão de volta. Irei me despedir dela no aeroporto. Preciso ir embora, em uma hora, no máximo. É bom apressarmos.
Jensen passou a trabalhar com vigor, e tudo o que Jared queria era gritar que se fodesse o trabalho, se fodesse a vadia que ia viajar, e que se fodesse em dobro a vadia que fora lhe procurar para avisar sobre essa viagem!
Não sabia o que o impedia de pegar Jensen de uma vez e devorar sua boca. De guiá-lo até qualquer lugar em que ele ficasse na horizontal e abrisse as pernas!
Alguma coisa nele o intimidava. Não era apenas o risco de perder sua amizade, pois nunca teve esse tipo de receio. Já havia seduzido professores, homens com cargos importantes, onde tinha muito mais a perder. Jensen era só um bom amigo, entre tantos outros.
- Acha que podemos utilizar esse trecho? – Jensen lhe mostrava algumas linhas escritas, tirando-o de seus pensamentos. – Jared? Está prestando atenção? Porra, então liga lá o computador que eu termino aqui! Depois você diz se pretende mudar alguma coisa, ok?
- Claro que não, Jensen. O que quer que tenhamos que fazer, precisamos fazer juntos. – Jared deu um sorriso sacana e sugestivo, que Jensen ignorou.
- Se eu fizer sozinho, eu ganho tempo. – Jensen explicou. – Eu realmente não posso enrolar. Lembra que preciso ir embora cedo?
Jared achou que não podia ficar mais irritado. Mas se enganou... A campainha tocou, e sua irritação aumentou.
- Não vai atender? Se estiver esperando alguém eu termino isso em casa. – Disse Jensen, levantando-se da cadeira.
- Claro que não, Jensen. Não estou esperando ninguém. Deve ser algum vizinho pedindo alguma coisa. – Disse Jared fazendo-o sentar, sentando-se ao lado.
- Pode atender, então. – O loiro disse, vendo que ele não pretendia sair de lá.
- Seja quem for, pode voltar depois. – Disse Jared. – Prefiro te ajudar aqui.
- É que... Eu vou conseguir me concentrar melhor se você for. – Disse o loiro, sem jeito, porque a pessoa à porta era insistente, e a campainha o estava incomodando.
Chateado, Jared foi atender. Mal abriu a porta, o professor Misha lhe atacou os lábios, arrastando-o para dentro de casa.
- Eu disse que você ia terminar o que começou. – Disse o professor entre os beijos, arrastando-o até a parede.
- Misha... Misha, eu...
- Não fale. Sua boca terá outra função agora. – Disse o professor esfregando-se nele, ambos começando a endurecer.
- Não é uma boa hora... – Jared gemia ao ser agarrado com força pelo professor, que baixou o zíper de sua bermuda e lhe acariciava o pênis por cima da cueca.
- Toda hora é uma boa hora para cobrar um boquete. Você me deve, e vai pagar. Quem diz se é uma boa hora sou eu. E a hora é ótima.
Misha agarrava seus cabelos e beijava seu pescoço com fúria.
- Eu... Puta que pariu! – Jared sentiu seu membro endurecer mais com o toque insistente. – Eu... Estou com visita, Misha!
- Chame-o aqui se ele for gostoso... – Disse Misha, sem parar o que estava fazendo.
- Ele... Ele não... Acho que não gosta dessas coisas. Acho que... Oh meu Deus!
Misha o massageava com vigor, até que parou, sob os protestos do aluno.
- Você vai ter o que quer, mas antes pague o que deve. – Misha baixou o zíper da própria calça e baixou a cueca, libertando o próprio membro ereto, oferecendo-o ao aluno, que se ajoelhou e o colocou na boca sem questionar.
- Chupa... Aaaahh Deus! Assim... Chupa...
Jared sugava o pênis do professor, que fechou os olhos e jogou a cabeça para trás, grunhindo.
- Mais fundo garoto! Assim...
Misha segurou-lhe os cabelos e socava sem dó, quase sentindo a garganta dele com a ponta do pênis. Sabia que Jared gostava assim. Certa dose de selvageria e brutalidade até o excitava. Gozou dentro da boca dele, urrando de prazer. Era tanto sêmen que ele mal dava conta de engolir.
- Não me deve mais nada, garoto... – Disse Misha sorrindo, recompondo-se lentamente do orgasmo, fechando o zíper da calça.
- Mas você me deve! Trate de resolver isso aqui! – Jared lhe mostrou seu próprio, sofrendo dentro da cueca.
- Peça essa gentileza ao seu visitante. – Misha riu, e se preparou para sair.
- Deixa de ser filho da puta Collins! – Jared reclamou.
- Por que filho da puta? Tem um preço transar com minha namorada! – Misha riu, tomando a direção da porta, deixando Jared furioso.
- É só a porra de uma namorada de fachada! – Gritou para o professor, enquanto ele fechava a porta por onde tinha saído, sem lhe dar atenção.
E agora? Precisava de alívio! Precisava então procurar Jensen. Sem rodeios, o atacaria.
Não foi muito longe, porque ele o observava.
- Só estava esperando a festa acabar para dizer tchau. – Jensen também tomou a direção da porta.
- Espere Jensen! – Jared se colocou na frente dele, com a bermuda aberta, com o membro duro visível dentro da cueca.
- Já disse que não conto a ninguém sobre seu caso com o professor. Não me importo com isso. – Jensen tentou se retirar.
- Não tenho caso nenhum com o Professor Collins! Eu... Eu queria que isso que aconteceu agora tivesse acontecido entre a gente! Droga, eu achei que aconteceria entre a gente essa tarde!
- Mas o que interessa é que você conseguiu alguma coisa essa tarde. – Jensen riu. – Bom pra você. Eu terminei o trabalho, depois você dá uma olhada.
- Jensen, eu não consegui nada essa tarde! – Jared se aproximou dele, e chegou perto de seus lábios. – Mas posso conseguir. Podemos conseguir... Depende de você.
- Depende de mim? – Jensen perguntou com a voz rouca, e Jared balançou a cabeça que sim, esperançoso. – Que bom... Porque eu digo não. Você está cheirando a porra, Jared! Chega pra lá.
Jensen o afastou delicadamente e seguiu para a porta, rindo.
- Até amanhã, Jared.
O moreno ficou indignado. Maldito Collins! Na verdade, nem culpava Misha. Com ou sem ele, Jensen não parecia disposto a dar pra ele naquela tarde. Imaginou Jensen de quatro, esperando para ser possuído, e seu membro voltou a latejar.
Sentou-se no sofá e o libertou, massageando-o com vigor até a glande. Viu seu solitário prazer se esvair, frustrado por ter tido dois lindos homens em sua casa aquela tarde, e ter que gozar usando a mão.
Mas aquilo não ia se repetir. Jensen Ackles que o aguardasse.
J2
Havia sido uma semana exaustiva e frustrante. Jensen não demonstrava qualquer vontade de pular na sua cama. Porém, ficou sabendo que havia transado com Misha Collins, e que além de tudo, o professor foi o passivo, como Jensen fez questão de lhe contar. Nem estava contando o beijo ardente que o viu trocar com um cara que nem sabia o nome, de outro curso. Mas que era bem disputado por ali.
- Vai ou não vai, Jared? – Seu colega de sala, Ian Somerhalder falou mais alto, tirando-o da distração. – Ah, foda-se! Vá se quiser. A festa é hoje depois da aula na minha casa. Você sabe onde é.
Ian informou mais uma vez e saiu. Tinha outras pessoas a convidar.
Jared ficou pensativo. De repente poderia ir. Ian era bi e sempre convidava pessoas bonitas, tal como ele. Talvez conseguisse uma foda lá. Mas algo estava estranho. O pensamento que sempre o animava não causou este efeito desta vez.
Ok... Tudo seria diferente quando estivesse montado em algum cara gostoso. Na fissura que estava por sexo, talvez até em uma mulher gostosa.
As coisas ficaram mais animadas quando soube que Jensen também iria. Estrategicamente, decidiu pegar carona com ele, e deixar seu carro em casa. Foderia o loiro de qualquer jeito quando ele o levasse de volta para casa!
Mas não estava com sorte. Ian resolveu grudar em Jensen a noite toda. E pior: Jensen parecia apreciar muito a companhia, o que o deixou louco de raiva. Já estava de olho em Jensen antes!
Bebeu mais um gole de sua cerveja, pensando que já poderia estar com o pênis dentro de alguém. Mas só servia aquele loiro, e iria atrás do que queria.
Bebeu mais um longo gole. Estava sóbrio, e teria que apelar para a atuação. Sabia que levava jeito, embora nunca se tivesse passado por bêbado.
Cambaleando um pouco, se aproximou de Jensen.
- Você está bem, Jared? – Ele o amparou, preocupado.
- Esqueci que não posso beber mais que dez cervejas... – Jared disse com a voz falsamente pastosa, com quatro dedos levantados.
- Ele está mal, cara. - Ian fez uma careta. – Coloque-o num taxi antes que comece a dar vexame!
- Ian, sua bicha... Eu posso ir sozinho, ta? – Jared deu dois passos e "se sentiu mal", sendo amparado por Jensen.
- Eu vou levá-lo, cara. – Disse Jensen para Ian.
- Porra, vai perder a festa?
- Eu volto. – Jensen deu uma piscadinha e saiu, amparando o amigo.
"Vamos ver se você voltará depois que eu arrancar sua roupa!" – Jared pensou.
Colocou-o no carro e seguiu para a casa dele. Jared se continha para não sorrir. Fechou os olhos e encostou-se ao vidro do carro.
- Está melhor? – Jensen perguntou ao chegarem, ao ajudando-o a sair do carro, e Jared confirmou com a cabeça.
- A cabeça dói, mas estou melhorando.
Quando chegaram à sala, Jared desapoiou de seu ombro e tomou-lhe os lábios, sem dar-lhe chances para protestar com palavras.
- Você não me enganou Padalecki. – Jensen disse, separando o beijo. – Eu sei que você está muito bem! Por outro lado, eu também estou a fim de transar hoje. Se não fosse com você, seria com o Ian. Então faça o que tem que fazer.
Jared demorou uns segundos para absorver aquilo. Então Jensen queria transar com ele? Então aquele filho da puta transaria com o Ian se não tivesse chegado a tempo?
Quando viu, Jensen já tirara a calça e a cueca. Estava usando somente a camisa aberta, esperando uma atitude do moreno, que se deu conta que não era hora para pensar, arrancando as próprias roupas agressivamente, quase as rasgando.
Beijou Jensen novamente de forma selvagem, e o prensou na parede. Esfregou sua ereção à dele suavemente quando passou a lhe beijar o pescoço. Jensen segurou seus cabelos com uma das mãos, enquanto passava as unhas de leve pelas suas costas com a outra. Sentiu longos dedos brincarem com suas bolas, provocando-o.
Jared quis senti-las com a boca. Como queria sentir cada centímetro daquela pele macia e quente. Colocou-se de joelhos, dando lambidas em suas bolas, enquanto massageava seu pênis.
Jensen guiou a boca dele em direção a seu pau, mas ele relutava em abandonar os testículos. Não estava satisfeito, queria senti-lo mais. O que estava fazendo? Estava mesmo perdendo tempo com preliminares?
Foi igualmente sem pressa que colocou o pênis do loiro na boca, deliciando-se com seu gosto. Sentiu mãos fortes segurando seus cabelos. O quadril dele movia-se em direção a sua boca, forçando-o a aumentar o ritmo. Sentiu o gosto do pré gozo, e sabia que era hora de parar. Se aquele loiro gozasse em sua boca e fizesse o mesmo que Misha Collins, ficaria enfurecido. E de pau duro.
Sob protestos por interromper o que começara na melhor parte, virou Jensen para a parede, de costas para si. Agarrou-lhe a bunda, abrindo suas nádegas, perguntando ao seu ouvido:
- Você quer isso aqui? Bem fundo dentro de você? – Cutucou sua abertura com o pênis.
- Me prepara e enfia logo! – Ordenou o loiro.
Louco de tesão, Jared pegou a calça do chão, tirando um preservativo do bolso, juntamente com um sache de lubrificante. Rasgou a embalagem de uma camisinha, colocando-a. Em seguida despejou lubrificante em seus dedos. Começou a massagear o loiro entre as nádegas, penetrando um dedo após o outro lentamente.
- Eu sou gay, mas não sou uma garota! Use sua melhor arma, ou vou ter que trocar com você e te ensinar como se faz! – Jensen mandou.
Jared estava incomodado. O loiro ditava as regras mesmo na posição que sempre inferiorizou num casal gay, mesmo já tendo sido passivo algumas vezes.
Não estava acostumado a preparar um cara, a ter cuidado, a se preocupar se o machucava... E exatamente com o único que estava fazendo isso era o único que reclamava.
Mas a excitação o consumia depressa demais para pensar, e tratou de obedecer. Quando a glande passou por aquela parede de músculos apertados, sentiu que poderia morrer naquele minuto que não se importaria.
Jensen mantinha as mãos espalmadas na parede, e Jared puxava seu quadril de encontrou a seu pênis. A julgar pelos gemidos do loiro, seu desconforto era mínimo, e logo Jared providenciava uma penetração mais funda, investindo contra ele de baixo para cima. Jensen logo gozou, manipulando o próprio membro, o que o moreno lamentou. Queria passar a noite dentro daquele traseiro gostoso.
Teria que abrir uma exceção, porque não teve tempo suficiente. Precisava de mais uma foda, pelo menos, para poder então parar de transar com ele.
Pensando assim, achou que já podia gozar, e Jensen sentiu o membro dele pulsar, ainda enterrado fundo dentro de si.
Ofegantes, desabaram no chão, esperando a respiração normalizar.
Pouco depois, Jensen se levantou e começou a recolher sua roupa.
- Quer tomar um banho, Jensen? Não consigo ir agora, você acabou comigo! – Jared disse sorrindo, nu, deitado no tapete da sala, com o braço apoiando a cabeça.
- Eu tomo banho em casa. – Jensen sorriu, começando a se vestir.
Jared se sentou.
- Mas... Você não vai passar a noite aqui?
- Não, prefiro ir. – Respondeu Jensen, abotoando a camisa.
- Podemos repetir isso tudo mais tarde...
- Então aquela história de que nunca repete uma transa não era bem assim? – Jensen perguntou divertido.
- Como eu disse, eu abro exceções quando merecem. E cara... Você merece e vale cada segundo!
- Eu sei... – Jensen continuou sorrindo, e o sorriso de Jared morreu. Esperava ouvir o mesmo, que ele também merecia cada segundo!
- Você não vai ficar mesmo assim? – Perguntou se levantando.
- Se um dia nós dois estivermos a fim, poderemos repetir.
Jensen lhe deu um rápido selinho e foi embora, deixando Jared cheio de dúvidas a respeito do próprio desempenho. Dúvidas que tiraram totalmente seu sono à noite.
J2
Jensen riu ao chegar em casa. Jared superou suas expectativas. Quis transar com ele desde que o viu praticamente. Mas conhecia a fama do moreno, e além de sentir desejo e atração por ele, também o achava um bom amigo.
Prolongou até onde pôde seu desejo por ele, que não colaborava em nada, andando seminu, procurando contato físico sempre que podia. Sabia que no dia em que transassem, era provável que fosse a primeira e última vez. Sua modesta estratégia consistia em tentar fazer com que o moreno sentisse vontade de transar ao menos mais uma vez.
Pretendia vê-lo novamente apenas na segunda-feira, na aula. Mas com a luz do dia, na tarde seguinte, pôde ver que havia um objeto em seu carro, caído no tapete. Algo que não era seu. A carteira de Jared. Com dinheiro, cartões e documentos.
Decidiu levar para ele, e reclamou baixinho por saber que ele poderia interpretar que estivesse correndo atrás de uma nova foda.
Ainda assim, não ia deixá-lo sem os pertences. Sabia que ele estava precisando da carteira. Teria sido proposital?
Tocou a campainha da casa dele e para sua surpresa, Ian abriu a porta.
- Jensen? Entre cara. Vou chamar o Jared. – Disse Ian, desagradavelmente surpreso.
Aquele filho da puta não perdia tempo!
- Não vou entrar. Apenas entregue ao Jared. Ele a deixou cair no meu carro. – Jensen estendeu a carteira para Ian, que se recusou a pegar.
- Entregue você. Não ficarei responsável.
- Ian, quem é? – Jared veio do quarto e fez um "ah...".
- Sua carteira. Você deixou cair no meu carro. – Jensen sorriu e colocou a carteira na mesa, disfarçando a raiva de ambos. Que se fodessem os dois!
- Espere! – Jared chamou, tentando não aparentar desespero. – Aproveitando que está aqui, quero que veja uma parte que alterei na sua conclusão.
- Eu vejo na aula, Jared. Teremos tempo.
- Custa você ver agora? Não vai levar dois minutos!
O celular de Ian tocou, e ele foi atender em outro cômodo. Jared chamou Jensen novamente, como se implorasse com o olhar que ele fosse. O loiro cedeu.
Mas tão logo entraram no quarto, Jared o agarrou.
- Eu quero repetir, e quero agora! Passei a noite inteira me lembrando da sua pele! Querendo tocá-la! – Jared beijou o loiro, tirando sua camisa.
- E se eu não quiser? – Perguntou Jensen, sem força nas palavras, deixando-se despir.
- Você quer. Não é hora para joguinhos. Você quer, eu quero. E quero já! – Jared arrancava o cinto dele e abria o botão e o zíper da calça.
Nunca tinha sentido tanta necessidade do corpo de alguém como sentia do corpo dele.
Jensen mandou o autocontrole pro inferno, e passou a arrancar as roupas do moreno também. Já estavam ambos dolorosamente duros.
- E o Ian? – Perguntou Jensen entre os beijos.
- Podemos chamá-lo, se quiser... Sexo a três, Jensen... É a escada pro paraíso... – Jared disse ofegante, com o atrito de seus corpos.
- Não é pra mim... Esqueça. Esqueça-o... – O loiro continuou o beijo. – Vamos aproveitar nossa última foda.
Jared parou de repente, e Jensen sorriu de leve. Um pouco menos animado, mas ainda assim, louco de tesão, pegou preservativo e lubrificante na gaveta, e se sentou na cama, pronto para colocar a camisinha. Jensen segurou seu braço e o deteve.
- Eu vou fazer uso disso.
Tomou a camisinha da mão dele e colocou em seu próprio pênis. Jared ficou surpreso. Não estava em seus planos ser o passivo, mas não iria se opor. Estava curioso.
Jensen subiu na cama, ficou de joelhos e o colocou de quatro, fazendo-o abaixar a cabeça e erguer o traseiro.
- Eu quero ver você aberto pra me receber, do jeito que esta aqui. Disse chupando um dedo e colocando dentro dele com cuidado, ouvindo-o gemer.
Depois, pegou quantidade generosa de lubrificante, passando o gel gelado por toda sua abertura, revezando os dedos que introduzia durante a massagem, até conseguir colocar três deles de uma só vez.
O sinal verde veio quando sentiu o moreno rebolar e gemer em cima deles. Já podia começar a penetrá-lo, e não perdeu tempo em fazê-lo. Seu membro escorregou facilmente para dentro dele.
Os gritos de prazer que ouvia o incentivavam a meter mais e mais fundo. Estava indo à loucura. Aquilo não podia ficar melhor!
Na verdade, podia... Nunca imaginou que realmente podia! A resposta veio quando recebeu uma lambida em suas bolas. Uma língua quente e atrevida veio por trás. Não havia recebido nenhum convite para estar lá. Entrou de penetra e Jensen decidiu que poderia ficar.
Em pouco tempo, essa mesma língua estava de penetra, literalmente, em outro local.
Ian abriu as nádegas de Jensen, e fazia movimentos circulares com a língua, umedecendo sua abertura rosa e delicada.
Bem que Jared havia dito que aquilo era a escada pro paraíso.
Céus, o que diabo faria com aquele intruso? Não havia lugar para três naquela cama!
Ou havia...?
Continua...
Nota da autora Pérola:
Olá!
Sei que a Mary, a Claudinha e a Aninha têm muitos leitores em comum comigo. Mas sei que muitos de vocês não me conhecem também. Quero que sejam bem-vindos, e caso não curtam meu capítulo, esperem o próximo, que é da Ana, pois garanto que está tão sensacional quando o cap. 4 (e último) e o 1.
Nos reunimos para escrever sobre este plot, e não pensem que foi um caminho florido. Somos amigas acima de tudo, e me orgulho MUITO disso. Amo cada uma dessas meninas. Mas tivemos divergências, arranca-rabos, e finalizar este trabalho nos custou um bocado de suor.
O bom é que nossas divergências ficaram para trás, pois além de ser apenas no trabalho, também gostamos do resultado final. Não reflete necessariamente a opinião que temos sobre o assunto, e isso tornou tudo mais difícil, um verdadeiro desafio.
Esperamos agradá-los!
Peço permissão para ultrapassar a entrada (ui) com meu segundo capítulo!
Caso não conheçam ainda alguma dessas autoras, recomendo que vejam suas páginas e suas histórias. Eu garanto. Essa mulherada é phoda.
Grande beijo a todos.
Aos leitores: Boozinha Luthor, allanjsoliveira, Karol Freitas, MarinamorenaSPN, Bia Winchester, Herykha, Luluzinha, Lene. tah-p, kinhaneck, TheMrsPadackles e Eve Ackles, fica o nosso carinhoso abraço. Muito obrigada pelas adoráveis reviews no capítulo anterior. Vocês nos deixaram muito felizes com seus comentários! Beijos!
