N. A.: eu queria ter postado mais cedo, mas só agora é que acabei o 2º capítulo. Espero que gostem, este está um bocado maior que o outro.
Capitulo 2:
- O que é que vais fazer? – Foreman perguntou à mulher que estava à sua frente.
- Eu não posso fazer isto… - As lágrimas inundaram os olhos Remy fazendo-os brilhar.
- Isso não responde á minha pergunta. – Ele estava a ser frio, talvez até insensível, mas Foreman não sabia como reagir a notícias daquelas, era tudo tão inesperado, tão fora de controlo.
Hadley queria dar-lhe uma resposta, afinal ela sabia o que tinha de ser feito, no entanto a ideia assustava-a. O resultado deste exame tinha-a afectado mais do que o teste que lhe confirmou a doença que a ia matar. Como poderia uma hipótese de vida ser pior do que uma sentença de morte? Ela não sabia, mas era verdade. O facto de estar a gerar uma nova vida assustava-a, Remy não queria que alguém, o seu próprio filho, passasse por aquilo que ela passou. Ela também sabia que Foreman não a compreendia, nem podia, ele não sabia como era, não o tinha vivido.
- Não posso tê-lo. – Disse ela por fim.
Ele suspirou, e por uns momentos andou às voltas no espaço apertado do laboratório. Também a sua cabeça estava às voltas com o que Thirteen dissera. Pelos vistos ele não tinha opinião a dar, ela já tinha decidido.
- Estou a ver que já tomas-te uma decisão, não me parece que eu tenha alguma coisa a dizer. – Mais uma vez ele foi frio com ela. Foreman sentia-se traído, enganado.
- Não me olhes dessa maneira. Tu sabes que eu tenho razões para fazer isto. Eu não vou abortar por capricho. – Defendeu-se ela, a sua voz mostrava-se forte, mas os seus olhos cheios de lágrimas denunciavam o sofrimento com que falava.
- Será que sei as tuas razões? É que, sinceramente neste momento eu não sei nada.
As lágrimas corriam pela cara de Thirteen. Como poderia ele estar a fazer-lhe aquilo? Era tão injusto.
- Eu não te percebo. Num dia viras-te para mim do nada e dizes que queres ter filhos, depois dizes que não podes. Decide-te.
- Isto não é fácil, nem simples.
- A mim parece-me bem simples.
No fundo, ambos sabiam que brigar por causa daquilo era um erro, uma perda de tempo.
- Sabes… Eu pensou nisso. – Disse Remy. – Pensei nisso durante algum tempo, e percebi que não era boa ideia. O House tem razão…
- Razão sobre o quê?
- As minhas acções giram à volta do facto de eu ter poucos anos de vida e quer querer fazer alguma diferença no mundo. E se eu tiver este filho, com a possibilidade de ter esta estúpida doença estou a ser egoísta.
- E que tal pensares no que EU acho!
- Ah! Muito melhor, duas pessoas egoístas!
- Pois, é muito egoísta querer ter um filho mesmo sabendo que a mãe vai morrer antes dele ser adolescente! – Respondeu Foreman.
- Oh! – Suspirou Hadley. – Tu não fazes o mínimo sentido! – Gritou ela levando as mãos á cabeça.
- Eu não faço sentido!? – Defendeu-se ele. – Tu ouviste o que disseste!?
Nesse momento alguém entrou no laboratório, fazendo Foreman e Thirteen calarem-se ao som de uma bengala a bater no balcão de metal.
- Hey! Crianças, - Falou House, num tom trocista. – falem mais baixo, a vossa discussão ouve-se no hospital inteiro.
Ninguém lhe respondeu. House também não estava à espera que eles dissessem alguma coisa. Em vez disso Hadley virou costas aos dois homens e foi-se embora extremamente irritada, mas não sem antes olhar para Foreman como que diz: acabamos isto depois.
