Disclaimer: Saint Seiya e seus personagens não me pertencem, quanto aos originais, é só dar os créditos e me falar qual fic é

Disclaimer: Saint Seiya e seus personagens não me pertencem, quanto aos originais, é só dar os créditos e me falar qual fic é pra eu ler! n.n

A Ninfa da Lua

Capítulo 2:

Complexos e Afetos

Lay your head down

(Repouse sua cabeça)


And sleep on my shoulder

(E durma no meu colo)

Lay your head down

(Repouse sua cabeça)


And start a new dream

(E começa um novo sonho)

A jovem ninfa de cabelos ondulados e prateados dormia serenamente. O peito subia e descia lentamente, acompanhando o ritmo calmo da respiração.

Os olhos rosados abriram-se lentamente. A luz que incidiu sobre seus olhos era tênue e de um azul quase inexistente, deixando o quarto com um ar misterioso. Tentou levantar-se, mas um peso em seu peito o impediu. Até que era agradável, pensou. Levou sua mão para cima na intenção de descobrir do que se tratava, surpreendendo-se em sentir os fios macios, longos e ondulados dos cabelos da encarnação de uma Nascia, mas ainda uma ninfa, mesmo que o mais mortal possível.

Reparou que a tênue luz que iluminava fracamente o quarto vinha da jovem que dormia serenamente, mas com uma expressão de dor. O cosmo da garota parecia triste, sem vida... Não sabia se a acordava ou voltava a dormir. A expressão em seu rosto dava-lhe um ar tão cansado que ele duvidava se acordá-la seria algo bom. Passou lentamente os dedos finos pelos cabelos longos e prateados. Era uma cor linda em sua opinião mais sincera. O cheiro suave de chuva que a jovem exalava o tranqüilizava. Lentamente, adormeceu, com um dos braços por sobre os ombros da jovem.

Monique acordou lentamente ao sentir um peso em seus ombros. Ao ver que se tratava de um dos braços de Mime, deduziu que ele acordara enquanto ela adormecera. Deduzir esse fato fez a jovem ninfa elevar seu cosmo de felicidade, irradiando o quarto com a tênue luz azul que ficara menos transparente, e tirando com cuidado o braço do rapaz de seus ombros, correu para a cozinhar, preparar algo para quando o Guerreiro Deus acordasse.

Não sabia o que fazia. Ele era de Asgard, enquanto ela era uma italiana. Será que ele gostaria de uma macarronada? Não sabia, mas era o que fazia melhor.

Mime acordou novamente e lentamente. Desta vez, nada sentia sobre si. O quarto estava escuro e apenas divisava a silhueta da porta em meio à fraca luz que penetrava no quarto pelas laterais. Levantou-se cuidadoso e tateando, encontrou o interruptor. Acendeu a luz e viu que o quarto era pintado em azul-gelo, não havia muito móveis, somente a cama, uma cômoda e uma penteadeira. Também não era muito grande, até mesmo pequeno, se podia dizer.

Abriu a porta e encontrou-se um corredor não muito longo, com outras três portas. Uma no final, outra ao lado da sua, numa distância não muito grande e na parede oposta a do quarto onde se encontrava, situada entre as duas outras portas, mais ou menos, uma aberta, de onde provinha uma forte luz. Andou até la cautelosamente, expiando com um olho para dentro do cômodo. Era uma cozinha com até mesmo muitos utensílios para a aparência simples do local.

No fogão, mexendo numa panela de inox com uma colher de pau. Percebera pelo cabelo que era a mesma que mais cedo dormia com a cabeça apoiada em seu peito, pelos longos cabelos prateados e ondulados. A tiara vinho com uma rosa dava-lhe um ar inocente.

Sentindo-se observada, Monique virou-se e deparou-se com aqueles olhos rosados fitando-lhe atentamente, ainda não os havia visto abertos. Havia achado-o já quase morto. Se não fosse seu cosmo de Nápeia que tinha, ele estaria morto. Sentiu o sangue correr mais rápido com o coração batendo de forma tão rápida que parecia que ia rasgar seu peito e saltar para fora, sentindo o rosto mais quente, voltando novamente a atenção para à panela, com o olhar baixo.

Mime aproximou-se de Monique e parou ao lado da italiana.

Mime: Onde estou e quem é você? – perguntou seco à jovem, que ganhou uma coloração ainda mais forte no rosto.

Monique: Está em Chipre, no Santuário de Afrodite, e eu sou Monique, a reencarnação de uma Nápeia. – respondeu num fio de voz. – Por favor, sente-se enquanto termino o jantar. – pediu apontando para a pequena mesa numa extremidade da cozinha, colocada de canto, de forma a ter apenas metade das cadeiras.

O rapaz olhou-a curioso. Agia como se nunca tivesse visto um homem em sua vida, toda quieta e constrangida, como se tivesse crescido com um irmão raivoso e ciumento ou então em uma família rica que a prendia em casa desde pequena. Antes de sentar-se onde ela indicara, lançou um olhar à roupa que ela usava. O vestido longo, rodado e cinza lunar tinha um decote pequeno em V com um tecido cinza em volta franzidos e um casaco que ia até os joelhos meio rodado, prateado e de mangas largas a partir do cotovelo e franzidas. Mostrava absolutamente nada, indo contra as roupas costumeiras das Nápeias, até onde ele sabia.

Monique cozinhava em silêncio. Não conseguia falar o que quer que fosse perto dele sem corar e sentir seu coração disparar e sua mão tremer.

XxX

Não eu não vou te deixar ir embora assim


Nada vai funcionar sem você aqui


Mas algo me diz meu mundo vai cair em pedaços


E quanto aos nossos planos e todas as promessas


Agora é muito tarde pra tentar me desculpar


Uma jovem de cabelos longos e rosa choque andava apressada e emburrada pelos corredores do templo, os olhos azul-petróleo emitiam um brilho perigoso, como se avisasse que ninguém se aproximasse ou conheceria o Tártaro ao vivo e em cores.

Jovem: Como ele pode falar aquilo pra mim?! Thor vai conhecer o Tártaro, o mundo de Anúbis ou de Hell, tanto faz, mas ele vai passar desta pra melhor depois do que me disse! – falou entre dentes, andando firme.

Saiu do templo e encontrou uma mulher de cabelos cinzentos e ondulados, até os joelhos, com olhos azuis, usando um vestido longo grego, branco bordado com fios de ouro e um cinto como o da mitologia usado por Afrodite, feito pelo deus Hefesto, que a barrou.

Jovem: Abdera, sai da minha frente! – falou raivosa, ameaçando dar uma voadora na sacerdotisa.

Abdera: Milene, controle-se! Você é a sacerdotisa da grande Afrodite mais nova de todas, e também a mais rebelde, e se continuar com seu atual desempenho nas festas Afrodisíacas de nossa deusa, logo me substituíra como sacerdotisa-chefe! Sabe bem que estou atingindo o tempo limite como sacerdotisa! – falou autoritária, com uma expressão de desagrado.

Milene: Mas, Abdera! Aquele Guerreiro Deus que você me mandou cuidar depois de curá-lo, me chamou de prostituta por causa das festas em homenagem à Afrodite! – falou apontando para si mesma, entre dentes, com a voz alterada e ameaçando uma manifestação rara de cosmo entre as sacerdotisas.

Abdera: Você é uma prostituta sagrada! – frisou o sagrada. - Você é uma representação terrena de Afrodite por causa disso, assim como eu e todas as outras sacerdotisas! – falou aproximando-se da jovem e colocando as mãos nos ombros desta. Abdera tinha Milene como uma filha, pelo fato da jovem ser filha de uma serva do Santuário de quem tinha sido muito amiga antes que morresse ao dar à luz a Milene. Havia criado-a e treinado-a para se tornar uma sacerdotisa.

Milene: Hunf... Tanto faz, sou uma mulher que durante as festas afrodisíacas faz sexo com um monte de homens... Não sei como nós, prostitutas sagradas, ainda não pegamos nenhuma doença... – falou abaixando a cabeça, cruzando os braços e desvencilhando-se das mãos de Abdera, dando meia volta e caminhando novamente para o templo de Afrodite. (N/A: As festas em homenagem à Afrodite eram chamadas de afrodisíacas e eram celebradas por toda a Grécia, especialmente em Atenas e Corinto. Suas sacerdotisas eram prostitutas sagradas, que representavam a Deusa, e o sexo com elas era considerado um meio de adoração e contato com Afrodite. Como podem bem ver, a Milene tem certo complexo por esse fato. :P)

Abdera balançou a cabeça negativamente. Milene não aceitava o fato de ser o que era. Na verdade, tornara-se sacerdotisa quase porque ela havia obrigado-a. Quando criança, seu sonho era tornar-se sacerdotisa de Afrodite, mas também, Abdera nunca lhe contara o que faziam durante as festas. Quando Milene descobriu o que faziam, tentou fugir do teste para se tornar sacerdotisa, escondendo-se no templo de Ártemis, na verdade, pedira para Monique, sua melhor amiga, escondê-la, e nunca teriam pensado em procurá-la no templo se não fosse o fato que as saídas do Santuário eram fortemente vigiadas e ela não se encontrava em nenhum outro local.