CAPÍTULO I – By You (Feito Por Você)


A Grande Mentira.

Dia 337 e até agora tudo vai bem...

— Bom dia, Srta. Hale — o guarda de segurança a cumprimentou com um sorriso. — Chegou cedo, como sempre. Chova ou faça sol.

Rosalie apoiou o guarda-chuva ensopado na mesa do segurança e tirou as luvas.

— Hoje estamos mais para chuva do que para sol — respondeu, retribuindo o sorriso.

— O tempo está horrível. Teve um bom final de semana?

— Esplêndido, obrigada, Aro. E você?

— Fui passear nas montanhas com minha esposa e as crianças. A meteorologia previa neve, e nem sempre temos a chance de vê-la caindo. Foi inesquecível.

— A primeira neve do inverno. Deve ter sido realmente maravilhoso.

— Seu noivo nunca a leva às montanhas para ver a neve?

— Ah, não... nunca.

— Ora, mas isso é uma pena.

— Tem razão — Rosalie se recompôs, percebendo que quase cometera um deslize. — Vou sugerir um passeio às montanhas no próximo final de semana, e tenho certeza de que ele ficará entusiasmado com a idéia.

— Sim, sem dúvida.

— Obrigada pela sugestão, Aro. Iremos no próximo fim-de-semana.

Sabia que o segurança não acreditara, pois ele a encarava com uma ruga entre os olhos e um ar de quem está pensando em dizer mais alguma coisa para salvar sua dignidade. O que era ridículo. Depois de quase um ano de mentiras, não tinha muita dignidade a ser salva.

— Seu noivo é um homem de sorte — ele comentou. — Ter uma mulher tão... tão... tão elegante como futura esposa!

— Obrigada Aro. Meu noivo também é muito elegante. E como ele está sempre disposto a me agradar, tenho certeza de que aceitará sua sugestão sobre o passeio. Talvez possamos até alugar um chalé e passar o fim-de-semana.

— O que é isso? — interrompeu uma voz profunda e debochada. — A Srta. Hale já está planejando o próximo final de semana?

Vermelha Rosalie virou-se para cumprimentar Emm Cullen e demonstrar a mesma calma com que se comportara nos últimos onze meses.

— Foi só uma idéia — respondeu, fitando-o nos olhos. Ele aproximouse e encurralou-a contra a mesa do segurança.

— Uma idéia nada inocente, a julgar por esse rubor em seu rosto. Não precisa aceitar esse tipo de coisa se ainda não está preparada.

Havia uma nota de preocupação autêntica em sua voz, e Rosalie sentiu-se culpada. Não tinha o direito de preocupar Aro e Emm com essa conversa maluca sobre um noivo imaginário e um suposto interlúdio romântico.

— Obrigada pelo conselho — respondeu, tentando encerrar a discussão antes que fosse tarde demais.

— Por nada — Emm sorriu, segurando seu braço e levando-a em direção ao elevador. — Por que estava falando sobre um fim-de-semana com... qual é mesmo o nome dele?

— Will... William, como está farto de saber.

— E Will-William vai levá-la para as montanhas e seduzi-la? Era isso que estava dizendo a Aro?

— Não é de sua conta — ela disparou, o rosto voltado para a porta do elevador. O metal refletia sua imagem e o ar determinado de Emm. — E não pense que não percebi aquele olhar que trocou com Aro.

—É da minha conta se eu decidir me interessar pelo assunto. E de que olhar está falando?

— Sabe muito bem a que olhar me refiro. Aquele que os homens costumam trocar quando estão diante de uma mulher que consideram tola.

— Ah... Está falando de nosso olhar de preocupação.

Rosalie encarou-o, e logo percebeu seu engano. Ele seria capaz de derreter a calota polar com a força daquele olhar.

— Minha vida pessoal não lhe diz respeito — disse, desviando os olhos dos dele. — E certamente não é da conta de Aro, também.

— Pelo contrário. Você decidiu partilhar com Aro aspectos de sua vida pessoal, e não pode reclamar se ele opinar a respeito dela. E quanto a mim, acredite ou não, tudo que lhe diz respeito me interessa.

— Por que haveria de importar-se se Will... William e eu fossemos passar o final de semana fora? — Ainda gaguejava cada vez que pronunciava o nome do noivo fictício, e Emm tomava nota de cada hesitação.

O elevador chegou e os dois entraram. Ele acionou o botão do último andar antes de responder:

— Ele a está pressionando?

Sabia perfeitamente a que ele referia-se, mas ergueu o queixo e sorriu com inocência fingida.

— Pressionando? O que quer dizer?

— Estou falando de sexo, é óbvio. E não perca tempo com esse ar de ingenuidade, porque você é uma péssima atriz.

Péssima atriz? Mal sabia ele! Durante o último ano, aperfeiçoara ao máximo os dotes artísticos que nem sabia possuir. E se um dia seu pai descobrisse, a decepção partiria seu coração.

— Recuso-me a continuar discutindo esse assunto — disse. — Repito, minha vida pessoal não é de sua conta.

Emm apertou um botão e o elevador parou.

— Não faça isso, Rosalie — disse. — Não tome uma decisão tão séria movida pelo impulso. Você merece coisa melhor.

— O que pode ser melhor que uma montanha coberta de neve e um chalé aconchegante no meio de uma floresta?

As mãos dele agarraram a gola de seu casaco, roçando a pele sensível de seu pescoço.

— Para a primeira vez... Acho que a suíte presidencial do Ritz em Paris seria muito melhor.

Rosalie encarou-o assustada. Emm nunca havia feito comentários tão pessoais, nem a fitara com aquele olhar insinuante. Essa mudança súbita a perturbava.

— Quem disse que seria minha primeira vez? — perguntou com voz fraca, tentando combater a tensão.

— Eu.

Melhor não insistir nesse ponto. Afinal, ele estava certo. Em vez disso, seguiu outra linha de argumentação.

— Acontece que gosto da idéia de ficar com meu noivo diante de uma lareira, tendo apenas alguns centímetros de seda e renda entre meu corpo e um tapete de pele de urso.

Sabia que devia escapar enquanto podia, mas não conseguia encerrar essa conversa íntima e estranha. Emm aproximou-se ainda mais e murmurou:

— Fazer amor sobre animais mortos não me agrada. E com essa pele, você devia preferir cetim. Melhor ainda, por que não experimentamos um colchão macio, sem nada sobre a pele? O que acha?

Rosalie estremeceu, horrorizada pela intensidade da própria reação.

Onde estava seu controle, o distanciamento conquistado com tanto esforço?

— Emm...

— Isso quer dizer sim?

— Não! — Reagiu, os olhos arregalados e cheios de pânico.

— Está bem, eu só estava verificando. Quer dizer que o bom e velho

Will-William, contador de San José...

— San Mateo.

—...quer fazer amor diante de uma lareira e está oferecendo um

chalé, neve e animais mortos para conseguir aquilo que deseja. É isso?

Só então percebeu que ele não falara sério. Havia sido apenas mais uma de suas habituais provocações. Emm não estava interessado nela de forma pessoal, e essa certeza a incomodava. Mais precisava convencer-se de que a opinião dele não tinha importância. Nenhuma!

— Talvez não seja o que ele está oferecendo, mas o que eu estou oferecendo.

Livrando-se das mãos que seguravam seu casaco, ela apertou um botão no painel e o elevador entrou novamente em movimento. Havia um brilho de raiva nos olhos de Emm, e isso a estimulava. Era bom saber que conseguira vencer ao menos uma discussão.

Voltando-se para a porta do elevador, Rosalie examinou seu reflexo no metal polido. Ainda usava os cabelos tingidos de castanho e presos num coque austero. As lentes dos óculos escondiam seus olhos verdes e os traços delicados do rosto, e a maquiagem só tornava o quadro ainda pior.

A base era muito mais clara que a indicada para seu tom de pele, e por isso parecia constantemente pálida. E para completar o disfarce, as roupas largas e sem corte variavam entre o marrom, o azul escuro e o preto.

Era absolutamente perfeito.

Tanto, que tinha até vontade de chorar.

O último ano servira para compreender como o mundo é cruel com as pessoas pouco atraentes. Todos os sermões de seu pai sobre vaidade e a importância da beleza interior adquiriram um significado diferente. Nunca mais julgaria alguém pela aparência.

— Não queria aborrecê-la — Emm finalmente falou. — Sinto muito.

— Não faz mal.

Apesar do juramente que acabara de fazer, Rosalie sentiu um enorme desejo de mostrar-se como realmente era.

O elevador parou e as portas se abriram. Emm a impediu de sair bloqueando o caminho com o corpo.

— Mas ainda acho que não deve dormir com ele, a menos que tenha absoluta certeza do que vai fazer.

Em seguida ele saiu, deixando-a furiosa e boquiaberta. Antes que pudesse passar pelas portas, elas se fecharam e o elevador retornou ao térreo. Pelo menos poderia aproveitar para recuperar o guarda-chuva que esquecera apoiado na mesa de Aro.

Cinco minutos mais tarde, Rosalie desembarcou no último andar e correu para a área que ocupava, à frente do escritório da presidência.

Depois de pendurar a bolsa e o casaco no armário, sentou-se em sua mesa e removeu a caneta vermelha da gaveta, obtendo uma satisfação maior que a usual em eliminar mais um dia no calendário.

Quando ergueu os olhos, Emm estava parado na porta de sua sala.

— Você faz isso todas as manhãs. É quase como se estivesse contando os dias para... Alguma coisa.

— Bobagem — ela mentiu, tentando esconder o nervoso.

— Não é bobagem. Que tipo de contagem é essa?

— Está vendo coisas onde elas não existem. — Teria cometido algum deslize? Tomava tanto cuidado!

— É a segunda vez hoje — Emm afirmou.

— O que disse?

— É a segunda vez que mente para mim hoje.

Ele franziu a testa e Rosalie foi invadida pela tensão. Emm raramente assumia aquele ar preocupado, e sempre ficava preocupada quando isso ocorria. Muito preocupada. Por que essa ocorrência invariavelmente precedia uma explosão. Havia sido o alvo de uma única dessas explosões, e decidira que nunca mais faria qualquer coisa que pudesse provocá-las.

— Não gosto disso, Rosalie. Não minta para mim novamente.

Ela não se atreveu a responder, nem a considerar o que aconteceria caso ele descobrisse a mentira que engendrara com seu pai. A única coisa que podia fazer era rezar para que isso nunca acontecesse. Porque se ele descobrisse... Um tremor percorreu seu corpo.

Afinal, o que o fizera desistir das provocações do início do dia? E por que não estavam trabalhando? Julgava-se capaz de esconder a verdade sem deixar pistas, mas depois de meses e meses de prática do mau hábito, talvez houvesse sofrido uma espécie de curto-circuito e traído a farsa criada por Carlisle Cullen.

mm não esperou por uma resposta, o que foi motivo de alívio, já que não tinha nenhuma a oferecer. Silencioso, voltou para o interior do escritório e fechou a porta com a delicadeza de sempre. Rosalie olhou para o calendário. Mais quatro semanas. Era tudo que teria de suportar. Só mais quatro semanas.

E em três semanas Carlisle Cullen retornaria de sua viagem de um ano à Itália e indicaria uma substituta para o seu posto, que ela treinaria na semana restante. Então estaria finalmente livre para abrir a Baby Dream. Seu sonho mais querido, e o maior desejo de sua mãe, seria realizado.

Sabia que seria capaz de suportar. Só mais quatro semanas de mentiras e meias verdades, de disfarces e evasões. O que poderia ser mais fácil? A única dúvida era, ainda consideraria o sacrifício válido, uma vez aberta a loja?

Quando concordara com o plano de Carlisle, o sonho de possuir um negócio próprio havia sido mais importante que as possíveis conseqüências desse gesto impensado. Mas um ano havia sido tempo suficiente para considerar a decisão, e agora não tinha tanta certeza de ter feito a escolha certa. Usar a mentira para atingir um objetivo; mesmo que ele fosse o sonho de uma vida, ia contra todos os valores que aprendera.

Estava vivendo uma mentira, e nunca se sentira mais perturbada. Pior, gostava de trabalhar para Emm. Ele era um empregador fantástico, generoso, inteligente e criativo, e as constantes discussões a desafiavam.

Não fosse pelas mentiras, teria encontrado o emprego perfeito.

Um ruído chamou sua atenção e Rosalie levantou a cabeça.

— Posso ajudá-la? — Perguntou, sorrindo para a jovem que carregava um bebê e uma grande sacola de fraldas.

A jovem lançou um olhar desconfiado em sua direção e balançou a cabeça. Nervosa, olhou em volta até localizar a porta com o nome de Emmett Cullen, e então suspirou aliviada. Olhando para Rosalie com expressão desafiante, começou a se aproximar da porta.

Rosalie levantou-se. A situação não parecia nada animadora. Uma jovem com um bebê nos braços, agindo como se a porta com o nome de Emm guardasse todas as respostas...

— Desculpe, mas... Marcou uma hora? — Perguntou, apesar de já conhecer a resposta. O esforço para controlar-se estava consumindo toda sua energia. Como Emm reagiria diante da recém descoberta paternidade?

Desesperada, foi forçada a admitir que seus sentimentos a respeito da situação não eram terríveis.

A propósito...Quando seus sentimentos por Emm haviam mudado?

Quando começara a importar-se com sua vida pessoal?

Não havia como ignorar a resolução da jovem. Rápida, ela olhou para Rosalie e para a porta como se estivesse considerando suas chances e literalmente atirou-se na direção do escritório da presidência.

Escancarando a porta, invadiu a sala e despejou uma torrente de palavras em italiano, batendo a porta no nariz de Rosalie.

— Srta. Hale! — Emm trovejou um instante mais tarde. — Venha até aqui!

Mais um segundo e Rosalie passava a integrar a cena insólita. Mãe e filho haviam encontrado refúgio nos braços de Emm, entre soluços, a jovem contava o que parecia ser uma história muito triste. Emm disparou uma pergunta rápida e a mulher retrocedeu, respondendo num italiano alto e furioso. Assustado, o bebê acordou e rompeu num pranto desesperado, seus gritos competindo com os da mãe.

— Você gritou? — Rosalie perguntou. Emm apontou um dedo em sua direção.

— Não comece com suas piadas. Vá até lá fora e arranque meu irmão Edward daquela sala. Quero ele aqui imediatamente!

Rosalie virou-se para cumprir a ordem, mas deparou-se com Edward na porta da sala.

— Que gritaria é essa? — Ele perguntou, antes de identificar a jovem com o bebê nos braços. — Bella!

A descoberta de que aquela criança era de Edward, e não de Emm, fez com que Rosalie passasse a acompanhar os fatos com maior atenção.

Lutando para ignorar uma crescente sensação de alívio, voltou para o centro da sala e manteve-se em silêncio, atenta.

Edward aproximou-se de Bella com os braços abertos, mas então notou o bebê e parou.

— O que é isso? — Gritou.

— O que parece ser? — Bella respondeu no mesmo tom.

— É um bebê!

A criança em questão começou a gritar novamente e Rosalie tratou de fechar a porta. Um grupo de secretárias formava um semicírculo no corredor, e uma delas afastou-se dizendo que ia chamar a segurança.

Como secretária da presidência, sabia que tinha autoridade para dispersar o grupo e impedir que a segurança fosse acionada, mas não podia pensar em tudo ao mesmo tempo. Examinando as prioridades, Rosalie fechou a porta o voltou para o centro da sala.

— Já chega! — Emm intercedia. — Quero silêncio, entenderam? — Todos obedeceram de imediato, inclusive o bebê. — Assim é melhor. E agora, será que podemos chegar ao fundo dessa questão?

— Seu irmão é um suíno! — Bella começou, prosseguindo num italiano apaixonado.

— Em inglês, por favor. — Emm indicou.

— Meu inglês não é tão bom.

— O italiano de Edward é pior ainda, e vejo que conseguiram superar a barreira do idioma. Será que alguém pode fazer as apresentações?

— Emm — Edward adiantou — esta é Bella Swan. Bella, meu irmão Emmett e sua secretária, Srta. Hale.

— Buon giorno.

— Bella e eu... Bem, nós nos conhecemos na universidade, em Darmouth. Ela é aluna do programa de intercâmbio para estrangeiros.

— Não sou mais — ela interrompeu. — Agora sou uma estatística. Mãe solteira.

— E de quem é a culpa por isso? — Edward encarou-a.

— Sua! Não acredita que esta criança é sua?

— É bom que seja! — Ele respondeu furioso.

— Crianças, por favor — Emm intercedeu. Rosalie aproximou-se e estendeu os braços.

— Não quer me dar o bebê? — Sugeriu, esperando remover o pobrezinho do campo de batalhas. Para seu alívio, Bella concordou sem protestar, e ela levou a criança para o extremo oposto da sala.

Edward voltou a falar, agora num tom mais moderado.

— Eu telefonei, mas você não atendeu. Fui procurá-la em sua casa, mas me disseram que havia se mudado sem deixar endereço. Estive em todos os lugares onde você costumava ir, mas era como se houvesse evaporado.

Bella plantou as mãos nos quadris arredondados, os olhos cheios de ressentimento.

— É claro que desapareci! Você mentiu para mim!

— Nunca!

— E quanto a Tanya Denali?

— Você me deixou por causa de Tanya Denali?

— Está vendo? Ele admite! — Bella exclamou, derramando lágrimas patéticas.

— Não estou admitindo nada!

— Já chega — Emm interrompeu novamente. — Vamos ver se entendi bem. Você e Bella conheceram-se, apaixonaram-se e romperam por causa de uma mulher chamada Tanya Denali...

— Não! — Edward negou.

— Sim! — Bella insistiu.

— E — Emm prosseguiu — sem que Edward soubesse, Bella teve um bebê...

— Ness — a mãe ofereceu.

— Ness. Essa é a história?

— Sim, bem resumida — a jovem concordou.

— E bastante distorcida — Edward protestou.

— Não estou interessada em sua opinião. O grandão está certo.

O grandão suspirou:

— Tenho um certo receio de perguntar, Bella, mas... O que você quer?

— Minha mãe está muito doente na Itália. Preciso ir ajudá-la, mas não posso.

— Por que não? — Edward estranhou.

— Por que não? Acabou de conhecer Ness e ainda pergunta por que não? Nasci num pequeno vilarejo, e meus parentes são antiquados. Se um dia souberem que tive um bebê fora do casamento, sem dúvida me deserdarão. Por isso estou aqui. Porque pensei numa solução.

— Qual? — Emm adiantou-se.

Chorando copiosamente, Bella tomou o bebê dos braços de Rosalie e beijou seu rosto corado antes de colocá-lo nos braços de Edward.

— Esse bebê também é seu — disse. — Cuide dele enquanto estou na Itália. Quando minha mãe melhorar, voltarei e serei novamente uma mãe solteira e abandonada.

Deixando a sacola de fraldas no chão, Bella correu para a porta e saiu.

— Espere! — Edward gritou. Deu alguns passos para segui-la, mas então se lembrou de algo e voltou.

— Precisamos discutir essa situação — Emm avisou.

— Mais tarde, meu irmão. Agora preciso detê-la.

— Sr. Cullen? — Aro chamou da porta. — Algum problema?

— Sim — Emm suspirou. — Entre em contato com a portaria e peça para deterem uma moça morena, baixa e jovem. Ela deve estar chorando.

— Imediatamente, senhor.

— E quanto a você, Edward...

— Agora não. Não temos tempo — ele interrompeu, depositando a criança nos braços do irmão mais velho. — Cuide de Ness enquanto vou atrás de Bella.

— Espere! Volte aqui! — Mas era tarde demais. Edward já havia desaparecido além da porta, e Emm olhou para o bebê com ar desanimado. Em seguida ele encarou Rosalie e um sorriso malicioso distendeu seus lábios. — Ora, ora, Srta. Hale — disse, aproximando-se e estendendo os braços para entregar-lhe a criança. — Veja só o que tenho para você.


(/NA: By You - The Mitch Hansen Band)