Bonsoir!!
Comment ça va?

Tá aí o segundo capítulo... Achei que nunca ía terminá-lo xx Até porque, deu um monte de problemas com a outra mas... Acho que deu ;; Mas eu perdi todos os meus antigos reviews na repostageeem ;; Sacanagem, meu.

O nome desse capítulo está em francês, em homenagem ao Kamyu, e significa "O Jantar". Boa leitura!

Ah, mas antes! Eu não sei se estou escrevendo corretamente as línguas! Aprendi muitas coisas com o tempo, mas não lembro como escrever algumas delas c-c Se alguém achar algo errado, review me e eu edito!!

Pardooooon +some+


Cap. 02 – Le Dîner

Milo olhava mais uma vez sua imagem no espelho. Virou-se um pouco para ver o relógio. 19:21h. Caramba, quanto mais ia ter de esperar até o aquariano chegar? Isso já estava virando uma tortura.
Desde que chegara na casa de Escorpião depois de chamar Kanon, Milo não sossegara um minuto sequer. A ansiosidade tomara conta de seu ser.
Entrou em casa, correu pro guarda-roupa e ficou no mínimo uma hora pra escolher o que vestiria. Depois, foi até a cozinha almoçar, sem nem mesmo estar com um pingo de fome. Terminando, começou a correr pela casa pra fazer a comida descer. Depois tirou as roupas e foi tomar um banho. Só pra encher a banheira, já levou 1 hora, mais o banho... Acho que no total, levara umas 3 horas.
Chegou ao quarto de toalhas e cabelos úmidos e olhou a roupa. Não queria mais vesti-la. Guardou-a desleixadamente no armário, e pôs-se a escolher outra. Um bom tempo depois, decidira-se por uma camisa negra de mangas longas e uma calça justa. Simples, mas requintado. No pescoço uma corrente delicada de prata, nada extravagante para Camus não chiar.
Sem ter nada pra fazer, decidiu que secaria seus cabelos na base no secador. Tinha muito tempo ainda a esperar.
Terminando, frisou alguns cachos com espuma e pronto. Vestiu-se. Passou o perfume mais gostoso que achava que tinha. Escovou os dentes com uma pasta ardida que nunca usava. Estava pronto. E isso mais de meia hora antes do combinado.
- Diabos... Que vou ficar fazendo até oito horas?

TOCTOC.

O barulho na porta acendeu o ânimo do escorpiano. Já seria Camus?
- Você?
- Desculpa, mas ainda não é o príncipe encantado. – sorriu a garota na porta. – Vim ver se você não ia estragar o meu plano! – mostrou a língua marota. – Dê um giro aí.

- Viu, não vou estragar seus planos. – disse amargamente, dando um giro sobre o lugar onde estava.

- É, parece que não mesmo. – sorriu, vendo o outro olhar-lhe estranhamente.

- Vai sair?
- Vou sim. Vamos.
- Vamos?
- Vim trazer-lhe algumas coisas pra decorar. Nada muito difícil. – estendeu-lhe um papel na mão. – Agora vou descendo.

- Ok.

- E Milo! Fica susse! Vai dar tudo certo! – disse, descendo as escadas rapidamente. Milo ficou encarando a porta por um bom tempo sem entender nada, depois abriu o bilhete da menina.

"Sua limusine aguarda o senhor e vosso convidado às 20:15h em frente ao santuário. Não se atrase muito."
- Que medo...

-+-+-+-+

Na casa de aquário tudo corria tranquilamente. Camus olhou no relógio. 19:50h. Já podia se encaminhar para a casa de Escorpião. Se fosse devagar, chegaria à casa de Milo no horário marcado. Pegou o casaco no cabideiro próximo à porta e segurou-o sobre os ombros. A outra mão, postava-se no bolso.

-+-+-+-+

- Bonsoir! (0)

- Achei que não vinha mais. Marcamos 19:30!

- Desculpa. Tive que fazer uma coisa antes. –disse entrando no carro. – Está tudo certo?

- Nai. (1)

- O microfone?

- Nai.

- As reservas?

- Nai.

- A música?

- TUDO CERTO. Droga.

- Entaxei, entaxei... Não precisava falar assim.

- Espero que eles não demorem muito.

-+-+-+-+

- Milo?

- Bonsoir, Camus. – disse, num falso sotaque francês.
- Bonsoir. Estou atrasado? – comentou, vendo que o grego estava na porta já o esperando.

- Não, eu que estou adiantado. Imaginei que você chegaria aqui 20h em ponto, então fiquei te esperando. – sorriu com aquele seu sorriso. - Vamos?

- C-claro. – gaguejou de leve o francês. Nunca vira Milo tão belo. Se é que Milo alguma vez não o estivesse.

Caminharam trocando poucas palavras até a entrada do santuário. Felizmente, não encontraram viva alma pelo caminho, e isso alegrou tanto a Milo quanto Camus. Ao chegar na porta do santuário, Milo e Camus estatelaram ao ver a grande e luxuosa limusine de Saori parada frente ao portal. Foi então que Milo se lembrou do bilhete que Venus o dera sobre a limusine. Ardilooosa...

- Venha Camus. – disse estendendo-lhe a mão. – Saori estava boazinha hoje, me emprestou o carro dela.

- O que você ficou devendo pra ela te emprestar o carro?
- Nada. Na verdade também estranhei isso. Vamos, não devemos desperdiçar essa deixa da marvada! – Camus riu. Quase nunca Milo o via sorrindo, que dirá rindo. Camus deu a mão a Milo e eles entraram na limusine, fechando a porta em seguida.

- "Boa noite, senhores. Restaurante Jerome Serres?" – soou uma voz pelo rádio dentro do carro.

- Certamente, meu chapa. Como... combinamos. – se havia uma coisa que Milo sabia fazer bem era encenar. Estava tão surpreso com o que acontecia quanto Camus.

- "Sim senhor." – e o carro arrancou.

Alguns minutos depois, o carro parou de leve. Sinal de que já chegavam ao restaurante. O driver do restaurante abriu a porta para os dois. Milo e Camus saíram e o grego sorriu de leve ao ver a cara de espanto do outro. Estava adorando tudo isso.
- Bonsoir, messieurs... – a atendente sorriu. – Messieur Milo e messieur Camus, correto? – essa surpresa nem Milo conseguiu disfarçar. – Seu motorista nos avisou que estavam chegando. Poulet, por favor, acompanhe-nos até a mesa 19. – disse e um rapazote bem apresentável apareceu na porta e os guiou até uma das mesas do restaurante.
A localização da mesa parecia ser a melhor do lugar. Ficava próxima à janela, por onde passava uma leve brisa e por onde eles podiam ver o jardim do restaurante propositalmente montado para parecer ao máximo um jardim francês.
- Milo, tenho de reconhecer. Você se superou hoje. – comentou Camus com um olhar doce, diferente de como ele costumava ser.

- Obrigado. – disse o escorpiniano orgulhoso.

- Pardon, messieurs... – o próprio Poulet colocava à mesa um par de cardápios.

- O que vai pedir, Milo? – disse Camus, olhando o variado cardápio e imaginando o preço de cada coisa ali.

- Camus, hoje você é quem manda. – finalizou, fechando o cardápio.

- Hm... ok. J'aimerais un riz pilaf et une salade niçoise.(2)
- Três bien(3)... E o senhor?
- J'aimerais le même(4). – aquelas frases simples escritas no bilhete eram uma maravilha. Funcionavam tããão bem com Camus.

- Certo... O que desejam beber?
- Sua vez, Milo... Afinal, você quem conhece de bebidas. Não é? – sorriu cinicamente, fazendo com que Milo montasse um bico emburrado.
- Hm... – mirou o cardápio de vinhos por alguns instantes. - Um Muscadet(5)... – pediu.
- Uma ótima pedida, messieur. Com licença. – recolheu os cardápios e saiu.
- É. Joguei verde e acabei acertando. Foi um bom pedido Milo. Esta noite está sendo bem agradável. – disse Camus, fitando Milo até onde podia vê-lo. Milo enrubesceu e desviou rapidamente o olhar. "O que ele quis dizer com esse... 'agradável' e esse olhar estranho..?... Eu hein.", pesou.

O jantar transcorreu perfeitamente, e o grego até conseguiu tirar algumas conversas do francês. Falaram sobre esportes, livros, filmes e até chegaram a combinar um cinema para um outro dia.

Terminado o jantar, era hora de pedir a conta. Milo chamou o garçom e pediu. Poulet pediu que o acompanhasse ao caixa e Camus fez menção de se levantar.
- Eu já volto. – disse Milo, segurando levemente Camus em sua cadeira. – Eu convidei, hoje é por minha conta. – piscou e saiu com o rapaz, deixando um Camus mais que atônito na mesa.

-+-+-+-+

- Messieur Milo?

- Sim? – respondeu desembolsando a carteira.
- Tiveram uma noite agradável?
- Certamente que sim, francês. – sorriu.

- Uma senhorita esteve aqui mais cedo e deixou paga a conta dos dois. Pediu que não os interrompêssemos.

Milo não acreditava. Pra quê aquilo, ele podia muito bem ter pago.

- Ela deixou um recado para o senhor. – disse entregando o bilhete dobrado ao cliente.

- Obrigado. – leu o bilhete e o jogou no lixo perto do balcão. – Bonsoir, complimentez le chef de ma part(5).

- Assim o farei, messieur.

Milo caminhou até a mesa e esperou Camus se levantar. A noite estava acabando, mas queria que o momento durasse pra sempre. Ao chegar à porta, lá estava a limusine à sua espera. O grego esperou Camus entrar no carro, olhou as estrelas e fechou a porta.

- "Tiveram uma boa noite, senhores?" – a voz do rádio soou dentro do carro. Havia um vitrô preto que dividia o motorista dos passageiros. Só se era possível falar-se através do rádio.

- S...

- Tivemos, sim. Foi uma grande noite. – Camus cortou Milo.

- "Dentro do frigobar tem uma oferta da casa pra vocês. Espero que aprovem." – desligou o rádio.

Os dois se entreolharam curiosos, e abriram o frigobar. Dentro havia duas sobremesas que pareciam ser um tipo de flan com morangos ao lado de uma champagne e duas taças. Olharam-se mais uma vez. Quantas surpresas mais teriam nessa noite? Degustaram a sobremesa. O doce do flan combinava perfeitamente com o azedinho dos morangos bem vermelhos. Milo esticou-se pra frente, no sentido do outro, e este ficou olhando-o. O grego então deu um sorriso maroto ao ver a cara de Camus e avançou para pegar um morango da sobremesa dele.
- Hei! Esse morango era meu!

- Era nada. Ele tava pedindo pra eu come-lo. Olha lá, controla aquele vermelhinho ali, se não como ele também. – Milo apontava um morango qualquer, mas olhava fixamente nos lábios do francês. Tão fixamente que mal viu o aquariano roubar-lhe um morango.

- Hei! Que palhaçada é essa, messieur? – disse, rindo-se.

- Agora estamos quites! – Camus piscou e riu, mais uma vez naquela noite.

Terminadas as sobremesas, abriram o champagne rosado e encheram as duas taças. Iam tomando devagar e conversando, sem fazer com que aquilo parecesse realmente um fim de noite.

Mas, mesmo assim, Milo se entristecia quando pensava que estavam chegando ao santuário (apesar de estar demorando um pouco mais que a ida para o restaurante). Mas pensando bem, eles haviam combinado um cinema, não é? E, como essa noite dera certo, provavelmente, ele e Camus iam sair mais vezes a partir de agora. Mas queria que essa noite lhe ficasse na memória. Olhou mais uma vez através dos vidros fume do carro com a taça na mão.
- Camus... – olhou com os olhos brilhantes. – Vamos dar uma andada antes de voltar ao santuário? Ta uma brisa gostosa lá fora. Vai nos fazer bem depois de misturar vinho com champagne...

- É uma boa idéia. – deu leves batidinhas no vitrô.

- "Pois não?" – retrucou a 'voz desconhecida'.

- Pode nos deixar por aqui? Vamos andar um pouquinho! A brisa lá fora parece ótima. –retrucou o francês. A voz demorou-se um pouco a responder.

- "Claro, senhores. Vou estacionar." – e desligou.

Enfim, o escorpiano teria o que queria: mais tempo ao lado de Camus. Assim que o carro parou e o som da trava eletrônica da porta se abrindo foi ouvido, Milo virou o resto do líquido que ainda havia em seu copo e os dois saíram do carro. Logo em seguida, a limusine saiu rumo à casa de Saori.

- E aí, Camus. – começou andando. – Gostou da noite?

- Gostei sim. Você fez com que fosse tudo perfeito. Por um momento, me senti a Saori Kido.

- Hauhauhau.. E isso é bom ou ruim?

- É bom ser bajulado. Mas acharia que era tudo armação se acabasse assim.

- Como assim? – disse achando o comentário estranho.

- Foi tudo exatamente como se eu fizesse. Acho que o que estamos fazendo agora foi a coisa mais Milo que fizemos a noite toda. – riu.

- Está desconfiando das minhas capacidades, é?
- Non. Só estranhei um pouco. Quando vamos sair de novo?

- Gostooou de sair sem pagar, hein francês?

- Não é isso e você sabe. – fitou-o sério. – Não precisamos ir à um restaurante ou coisa assim. Só sair.

- Hm... Quando você quiser. Você sabe que eu estou sempre livre pra você.

-+-+-+-+

- Você se saiu um gentleman hoje, hein! – disse, arrumando o carro e tirando os copos, a garrafa de champagne e os potinhos das sobremesas.

- Fazia parte do combinado. Não podia estragar o plano. – replicou ajudando.

- Parece que está bom. E aí, rola uma carona?

- Você ta começando a folgar.

- Ah, vai! Sua casa ainda é a terceira. Eu tenho muitos lances de escada a mais. E ta tarde, tava querendo esperar os dois chegarem pra ir lá encher o Milo, mas to com preguiça...
- Ta bem, mas você vai ter que dar as chaves pra Saori.
- E você, vai ficar fazendo o que aqui enquanto isso?
- Vou separar o segundo capacete e... – pegou a garrafa de champagne da mão dela. - ...beber um pouco de champagne! Deixaram quase metade da garrafa. Que desperdício.

- Não beba demais. Você vai dirigir.
- Não demore muito que eu não bebo.

- Ta, ta. Vou lá correndo. – saiu. Pouco depois, ela voltava correndo sob o vestido rodado preto e discreto e os sapatos com saltos baixos. Kanon ainda tomava o champagne abandonado.
- Já deu, né? – disse, arrancando-lhe a bebida das mãos. – O resto é meu. – mostrou-lhe a língua.

- Voltou rápido. – ofereceu o capacete.

- Ela já estava dormindo. Entreguei a chave pro amigo ali. – replicou acenando pra um dos muitos seguranças da menina. Tomou o resto da garrafa (que não era muito) e aceitou o capacete. – Espero que você não seja fraco pra champagne. Quero chegar em casa inteira hoje.

- Se ta com medo vai a pé! – Mostrou a língua e vestiu o capacete. – Bobona.

- Você não devia falar assim com uma dama.

- To estressado. Não gosto de ser chofer.

- Aaah, mas foi só um pouquinho. Fico te devendo essa. – subiu na moto vermelha e o abraçou por trás.

- É, parece que vou ter que te levar até lá em cima. Aquele teço que você bebeu já ta fazendo efeito.

- Como sabe que to um pouco tonta?

- Só ver sua cara. Não esquenta, eu dirijo devagar.
- Valeu...

-+-+-+-+

- Chegamos.

- Pois é. Que triste, não? – parou. – Odeio despedidas. – consertou.

- Mas nós moramos praticamente no mesmo lugar. E amanhã nos veremos no treino, nem precisa se despedir. – começaram a subir.

- Ah, mas mesmo assim. Quando eu tenho uma noite boa, não quero que acabe.

- Normal. Eu também não queria que acabasse.

Milo olhou incrédulo. O que fora aquela indireta de Camus? Até arrepiou-o por dentro. Achou melhor se esquivar. Vai que ele lhe estava falando como amigo apenas.

- Hm, então o que acha de chamarmos o Mu e o Shaka pra tirarmos uma partidinha de truco?

- Hahaha, está louco? – Camus virou-se no meio das escadas com as mãos na cintura. – Sabe que horas são?

- Na real? Perdi a hora.

- Sei. São quase três da manhã, mon ami.

- Nossa! Realmente perdi a noção do tempo. Mas pra me desculpar, te acompanho até a casa de Aquário!
- Não precisa disso.

- Precisa sim! Você bebeu, pode rolar escada abaixo, vai saber...
- Hahaha, até parece! Tudo bem, pode vir. Assim não precisa se despedir.

- Entaxei!

-+-+-+-+

(0) Bonsoir (Francês) - Boa noite.

(1) Nai (Grego) - Sim

(2) J'aimerais un riz pilaf et une salade niçoise. (Francês) - Eu vou querer um arroz pilaf e uma salada niçoise.

(3) Três bien (Francês) - Muito bem

(4) J'aimerais le même (Francês) - Vou querer o mesmo

(5) Muscadet - vinho branco seco

(6) Bonsoir, complimentez le chef de ma part (Francês) - Boa noite, comprimente o chef por mim.