N/A: Esclarecendo uma coisa: Na verdade essa foi a maneira que eu encontrei de viabilizar o fingimento do namoro, mas não vejo a Lily como uma nerd, e sim como uma garota inteligente e dedicada. Eles estudam em um colégio interno, não é muito fácil ter uma vida social. E ela tem amigas, apenas não tem um namorado. Pelos livros, parece-me que não existe uma faculdade bruxa, então Hogwarts seria a formação bruxa, o que faz com que a repercussão das notas e atividades seja muito importante. Lily certamente é o tipo de pessoa que se preocupa com seu futuro, então eu penso que ter monitoria-chefe no seu currículo seria muito importante para ela. Espero que tenha esclarecido um pouco. xD

Nossa, recebi tantas reviews em cerca de 24 horas! Fiquei tão feliz!

Continuem assim que eu vou tentar continuar postanto rápido! hahaahahah. Adoro chantagem. xD


CAPÍTULO DOIS

Lily abriu a porta da sala dos monitores da Grifinória, mas não chegou a dar mais do que dois passos. Parada, ainda com a mão na maçaneta, ela encarou a figura sentada em sua cadeira, por trás da mesa cheia de papéis. Ele tinha as mãos entrelaçadas por trás da cabeça, em um apoio relaxado, sentava-se com a perna direita dobrada, tornozelo direto sobre joelho esquerdo, e trazia um sorriso confiante no rosto, até mesmo sarcástico, como se a desafiasse por estar ali, sabendo que sua atitude não seria apreciada.

- Black. – disse ela, numa mistura de pergunta e exclamação.

- Olá, Evans. – ele respondeu, mantendo o sorriso.

- Hey, Lily.

Só então a garota notou a presença de Remus, sentado à mesa dele, com alguns papéis nas mãos, os quais ele depositou na mesa cuidadosamente.

- Pode fechar a porta, querida? Precisamos conversar com você. – disse Black, com uma prepotência que fez Lily respirar fundo antes de fazer o que ele pedia.

- Será que posso reaver a minha mesa, Black?

- Oui, madame. – respondeu ele, levantando-se.

Antes que a garota se dirigisse a sua mesa, contudo, Remus pediu que os dois se sentassem em frente À mesa dele.

- Pode me explicar o que está acontecendo, Remus? – ela perguntou em voz baixa para o amigo.

- Só queremos dar uma ajudinha, querida. – intrometeu-se Black – No seu probleminha.

Lily olhou para Remus em busca de respostas, e as obteve.

- Acidentalmente eu falei pra ele sobre a sua idéia de namorar comigo, você sabe, de fingir namorar, – vendo que ela abrira a boca para contestar, ele se apressou em continuar – então ele teve uma idéia!

Fechando a boca e cruzando os braços, ela ponderou se era melhor começar a brigar com ele ou perguntar que idéia havia sido esta. Partindo de Black não poderia ser boa coisa, contudo ela não tinha ainda nenhuma solução para o seu "probleminha". Acabou por optar pela segunda hipótese.

- É o óbvio! – Black continuava com sua prepotência – Só há uma pessoa nesse castelo que gostaria de participar desse seu teatrinho. – ele abriu um sorriso ainda maior (sim, isso era possível, admirou-se Lily) e fez uma pausa de efeito. Vendo que a garota não tinha conseguido captar a obviedade do assunto, ele concluiu – James Potter!!

Lily levantou-se de um pulo.

- De jeito nenhum eu vou namorar Potter!! Nem mesmo fingir namorá-lo!!

- Querida, pensa-

- Pare de me chamar assim!! – novamente ela gritou.

- Evans, pensa bem! – tentou Black mais uma vez – Você precisa de um cara que tope isso e, independente do motivo pelo qual você pensa que ele continua a te convidar pra sair, seja porque gosta de você ou-

- Ele não gosta de mim!

- ou porque você é um troféu exatamente porque ele nunca conseguiu, de qualquer forma, ele vai topar porque ficaria bem pra ele parecer que está com você! Entende? Você consegue a monitoria e ele consegue o troféu!

Sem palavras, Lily olhou para Remus, que parecia estar de acordo com a linha de raciocínio desenvolvida pelo outro, inclusive parecia a encorajar a aceitar esta opção.

- Mas eu o detesto! Há anos! O castelo INTEIRO sabe disso! Todo mundo desconfiaria que não é de verdade!

- Queri- começou Black, mas parando diante do olhar furioso da garota – Evans, ninguém desconfiaria porque todo mundo sabe que ele dá em cima de você há anos e todo mundo espera que um dia você ceda. Simples assim. – ele voltou a dar o seu sorriso confiante – E todo mundo sabe que o amor e o ódio são convertidos facilmente um no outro.

Sem resposta, apenas com um intenso sentimento de raiva e repulsa formigando por todo o seu corpo, Lily ficou inerte, a mandíbula tensa a impedia de falar.

- Não precisa responder agora. – disse Black, ainda sorridente – Você pode pensar sobre isto o quanto quiser... quando se decidir, nos procure que lhe ajudaremos.

- O que te faz pensar que vou precisar da sua ajuda? – sentir-se menosprezada a fez arranjar forças para falar.

- Simples, querida, nós conhecemos o James, você não.

E antes mesmo que ela pudesse responder, ele saiu da sala. Lily virou-se para o Remus.

- Você realmente concorda com isso?

- Por que não concordaria? – respondeu o outro com uma voz serena.

- Porque me parece o tipo de armação que Potter e Black fariam pra me enganar!

- Isso eu posso te garantir que não é. James nem mesmo está ciente dessa nossa sugestão. Ele nem mesmo sabe do que você pretende.

Pensativa, ela procurava outro argumento para rebater.

- Eu vou pensar. – disse ela, balançando a cabeça negativamente – Mas vou pensar em outras alternativas.

- Tudo bem. – disse Remus apenas, então pegou os papéis em sua mesa e levantou-se – Vamos à reunião?

Por um momento ela ficou atorada, até que se lembrou do motivo de entrar naquela sala em primeiro lugar: pegar suas anotações para a reunião de monitoria.

- Claro.

Ambos se dirigiram para a sala da monitoria-chefe e lá se sentaram em duas das cadeiras do círculo. Logo chegou Jake, monitor da Corvinal, que se sentou ao lado de Lily.

Respirou fundo. Após Remus ter negado fingir um namoro, Jake tinha sido sua segunda alternativa, mas uma alternativa verdadeira. A primeira alternativa verdadeira. Se ao menos ele não estivesse, justo agora, namorando, talvez ela investisse nele. Sabia que a amizade deles possuía um clima que era potencial para um próximo nível, mas nunca chegara a desenvolvê-lo. Ele tinha traços fortes, olhos e cabelos pretos, músculos timidamente definidos. E um belo sorriso, o qual exibia para ela naquele momento, quando ela percebeu que o estivera admirando. Com as maçãs do rosto avermelhadas, voltou sua atenção para frente, onde o monitor-chefe se preparava para iniciar a reunião.

Sua mente, contudo, não se concentrou na reunião.

E nem no sono.

Naquela noite não importava se Lily estava de olhos fechados ou abertos, seus pensamentos não a deixavam em paz.

Com mais um sentimento de frustração, ela chegou a pensar que seu problema estaria resolvido se ao menos ainda fossem amigos. Sua terceira alternativa, que nem chegava a ser uma alternativa, era Severus. Ainda lhe doía muito a briga do ano passado, a forma como terminou a amizade, a maneira com que se distanciaram. Ignoravam-se desde então, como se nunca tivessem trocado uma palavra antes. Talvez ele chegasse até a ser a segunda alternativa verdadeira.

Sacudiu a cabeça negativamente, virou-se e enfiou o rosto no travesseiro. Nenhuma dessas alternativas era realmente viável. Sua mente estava na velocidade máxima e mesmo assim ela não conseguia pensar em uma solução. Não se interessava por nenhum outro cara do castelo e nenhuma outra amizade era forte o bastante para aceitar essa idéia louca.

Exausta, acabou caindo no sono. Para sua sorte, o dia seguinte era domingo e não precisaria se preocupar com horário. Acordou se sentindo melhor, mais otimista. Espreguiçou-se na cama e pensou no que faria ao longo do dia. Como Dumbledore podia dizer que ela não tinha vida social? Ela não trabalhava nem estudava aos domingos. Não, domingos eram feitos para relaxar. E um belo raio solar entrava por sua janela para lhe dizer que este seria um dia relaxante.


Na segunda a volta de aulas e atividades lhe ocuparam a mente e Lily não perdeu seu tempo pensando na idéia absurda que tivera na sexta, nem na idéia absurda que Black lhe propusera no sábado. Na terça, após as aulas, ela apenas estudou e conversou com as amigas na sala comunal, mais conversando do que estudando. Na quarta foi forçada por suas amigas a ir até o campo de quadribol, onde o time da grifinória treinava.

Ao vê-la, tanto Black quanto Potter lhe lançaram sorrisos e piscar de olhos, por motivos diferentes, é claro. Ela apenas revirou os seus e sentou-se.

- Não tinha nada melhor pra fazermos, Annabelle??

Arrependeu-se assim que viu a expressão ofendida da amiga.

- Lily! Me chame de Anna, de Anne, de Belle, mas nunca de Annabelle! Como se você não soubesse disso! Tudo bem que Potter faz vir à tona o pior de você, mas o quê que custa dar uma força para o nosso time?! Ou você não é mais grifinória, senhora monitora-sem-casa?

- Eu sei, desculpe... – disse a ruiva.

Numa tentativa de evitar o olhar da amiga, acabou virando-se para o campo, onde o treino acontecia. Arrependeu-se imediatamente, pois seus olhos não conseguiram desgrudar do apanhador, que ela tanto detestava, mas agora virara sua quinta alternativa. Quinta, porque a quarta seria perder a monitoria.

Respirou fundo, a quarta estava fora de cogitação. Não pôde evitar imaginar como seria levar essa idéia louca a sério, com o agravante de aturar Potter. Talvez Black tivesse razão, ele aceitaria.

De fato, ele adoraria tê-la dependendo dele para conseguir algo. Depois de anos de discussões públicas, Potter ficaria extasiado em exibir esse namoro pelo castelo, Lily tinha certeza disso. Mas até que ponto poderia confiar nele? Remus, prevendo essa linha de raciocínio, já havia lhe dito os Marotos prezavam muito a confiança, que uma vez comprometido ninguém volta com a palavra, e que James jamais usaria isso contra ela, jamais a magoaria.

Lily engoliu em seco. Potter exibia o mesmo sorriso confiante de Black, era inacreditável como os dois eram tão parecidos na prepotência. Talvez fosse possível fazer um acordo. Uma trégua entre as brigas seria bom para ambos. Os Marotos já não davam mais tanto trabalho quanto antes, ou seja, não todo dia, mas se conseguisse fazer com que eles reduzissem ainda mais as azarações e piadas fora de hora, seria até um bom exemplo na escola e, como fim de ano letivo geralmente é uma confusão só, isso lhe daria uma boa folga no trabalho como monitora.

- Lily? – ouviu a voz preocupada da amiga ao seu lado.

- O que foi? – perguntou, ainda sem mover os olhos.

- Você está olhando pro James??

Como que acordando abruptamente de uma hipnose, Lily virou-se para a amiga.

- Claro que não! Por que eu estaria olhando pro Potter! Eu estou vendo o jogo!

O olhar preocupado de Anne se transformou em desconfiado, trazendo um sorriso de lábios fechados.

- Eu só estava distraída, não estava realmente vendo nada. – confessou Lily.


Na quinta-feira, Lily mal conseguia acreditar que chegara a pensar em aceitar a sugestão de Black. Mal conseguia acreditar que havia se imaginado namorando, mesmo que falsamente, com Potter.

Mesmo sem acreditar, essa hipótese a assombrou o dia inteiro.

Na manhã de sexta recebeu um recado de que o diretor gostaria de lhe ver após as aulas da manhã. Isso a fez perdeu totalmente o apetite no café da manhã. Durante a aula última aula, sentou-se próxima a Remus.

- O diretor quer me ver. – disse em voz baixa.

- Acha que é sobre aquilo? – perguntou Remus, enquanto o professor elogiava um aluno pelo seu trabalho do outro lado da sala.

- Certeza.

- Boa sorte. – disse Remus, com um sorriso encorajador – Nos falamos no almoço.

Numa perfeita coincidência, a aula terminou e Lily reuniu forças para ir até a sala do diretor.


Sirius havia notado a conversa dos monitores no final da aula e a preocupação evidente no rosto da ruiva o fez sorrir com satisfação. Ela iria morder a isca. James, mesmo sem saber, ficaria lhe devendo essa. Estava orgulhoso de si mesmo.

Notou quando Remus parou, após o almoço, para falar com Evans. Pediu ao Peter que distraísse James e foi se meter na conversa dos monitores. Pôde ouvir, enquanto se aproximava, o que a garota contava.

- Ele só quis me encorajar, disse que ficou sabendo que eu tinha ido assistir um treino de quadribol e que tinha ficado muito feliz com isso. Você não acha que ele está se metendo muito na minha vida?

- Eu só acho que Dumbledore se preocupa com seus alunos. – respondeu Remus – Ele sempre se preocupou muito comigo e eu agradeço a ele por tudo que fez por mim, eu nem estaria em uma escola se não fosse por ele.

- Eu acho que você só tem uma coisa a fazer, querida. – disse Sirius.

- Quantas vezes vou ter de pedir pra não me chamar de 'querida'? – perguntou a irritada garota.

- Todas. – respondeu Sirius, com seu enorme sorriso sarcástico. – Mas não brigue, eu vim aqui ajudar.

- Ajudar? – havia um tom de ironia na voz dela.

- Claro. Ajudar a você a ao meu amigo James. – seu sorriso agora era de confiança e satisfação. – não havendo resposta ou objeção, ele continuou – Hoje é um ótimo dia. Amanhã tem jogo de quadribol, ele está com a cabeça no jogo, você fala com ele hoje. Assiste o treino, fica lá depois do jogo, sozinha, ele mesmo vai até você. Aí você conversa, conta seu problema, conta a idéia maluca de fingir um namoro, conta que pediu a Remus e ele negou... com sorte, ele mesmo vai se oferecer pra o papel de pseudo-namorado.

Sirius exibiu seu sorriso confiante novamente e esperou a reação da garota. Ela parecia travar uma discussão interna, mas ele sabia que ela acabaria aceitando. Piscou para duas Lufas que passavam sorrindo para ele e voltou-se mais uma vez para a ruiva. Olhou para Remus, buscando apoio.

- Eu não quero me meter – disse o outro maroto – até porque eu já disse a Lily minha opinião, que James é confiável, que ele adoraria ajudar e que ela não tem nada a perder.

Sirius controlou sua vontade de rir. Era incrível como Remus sempre conseguia influenciar sem necessariamente se responsabilizar pela influência.


'Eu não tenho opção, eu preciso fazer isso', Lily repetia para si mesmo o tempo todo. Durante as aulas da tarde, durante o banho, enquanto se vestia para descer, durante o treino de quadribol.

- Você não vem? – perguntou Anne, após o término do jogo.

- Não. – respondeu Lily – Preciso tomar mais um ar.

A amiga a encarou curiosa, até que deu aquele sorriso de lábios fechados novamente.

- Entendi. Tudo bem. Não fique fora até tarde. – e foi embora entre risos.

Lily permaneceu no campo de quadribol vazio. 'Eu não tenho opção, eu preciso fazer isso'. Sua vontade era sair correndo dali, mas não podia deixar seu objetivo de lado por causa de um simples obstáculo assim. Por que estava com medo? Só precisava conversar com um garoto mimado e prepotente, não é como se nunca o tivesse enfrentado antes. Aliás, sabia muito bem como lidar com Potter e Black tinha razão, ele até mesmo iria se sugerir para o papel de namorado. Ela só precisava se fazer de triste e esperar que ele fosse conversar com ela.

Viu quando os jogadores começaram a ir embora. Notou como os outros três marotos se livraram dele e foram na frente. Não demorou muito para ele viesse se sentar ao lado dela.

- Perdida, Evans? – perguntou ele, ajeitando os cabelos, sorridente.

- Não. – respondeu em um tom de voz triste. – Pensando.

- Em mim, aposto.

- Claro que não. – respondeu ela, a raiva tomando conta.

- Em que mais você poderia pensar? – perguntou ele, como se não conseguisse ver outra possibilidade.

Lily respirou fundo, era difícil não se irritar com ele. Já havia perdido a conta de quantas vezes dissera a ele que o mundo não girava ao redor dele.

- Na monitoria. – respondeu finalmente.

Notou que ele estranhou o fato dela não ter reclamado, apenas respondido amigavelmente.

- Você quer muito ser monitora-chefe, não é mesmo?

Então foi a vez dela estranhar a resposta. Não sabia que Potter poderia ter uma conversa séria.

- Sim, eu quero. Mas o diretor não quer.

- Como assim?

Normalmente sua resposta seria 'vai tomar conta da sua vida, Potter!'.

- Ele tem alguma visão distorcida da realidade e acha que eu preciso me divertir, não só estudar e trabalhar, mas eu me divirto! – confessou mais do que desejava.

- Aposto que sim. – disse ele, num tom sarcástico.

- Você acha que se divertir é apenas à custa dos outros? – Lily, irritada, aumentou o tom de voz e levantou-se – Eu não preciso humilhar ninguém pra me divertir, nem sair com todo o sexo oposto do castelo, ou fazer brincadeirinhas de mal-gosto pelos corredores, nem me exibir num jogo idiota!

- Não, você se exibe como monitora. E se diverte tentando humilhar a mim. – respondeu, com um olhar desafiador.

- Eu não me exibo! Eu gosto do trabalho de monitoria. E não tento te humilhar, tento fazê-lo parar de brincar com os outros e pôr algum juízo nessa sua cabeça.

- E eu gosto de jogar esse jogo idiota. E adoro que você se preocupe em colocar algum juízo na minha cabeça – disse Potter sorrindo.

- Por que você sempre distorce as coisas?

- Mas eu ainda nem disse que você faz tudo isso porque no fundo é apaixonada por mim! Nem mesmo te chamei pra sair ainda! – ele parecia se divertir com aquilo.

O sorriso divertido no rosto dele acabou por irritá-la ainda mais. Lily se sentou, frustrada, com raiva de si mesma e xingando todas as gerações do diretor, anteriores e posteriores.

- Como pude achar que você ia me ajudar?

- Ajudar em quê? – ele subitamente ficou sério.

Antes mesmo que Lily percebesse, ela já havia despejado a resposta, falando como um metralhadora.

- Eu preciso enganar o diretor que acha que eu preciso de uma vida social então eu vou fingir que tenho um namorado e minha primeira opção recusou e me fizeram acreditar que você seria uma boa alternativa então eu vim aqui te pedir que fosse meu pseudo-namorado por cerca de um mês pra convencer o diretor a me dar a monotoria-chefe.

Ela finalmente inspirou ar e se arrependeu do que havia dito.

Potter a encarou por um tempo tentando processar todas aquelas informações, até que arregalou os olhos, com um misto de surpresa e reprovação.

- Você o quê?!