Capitulo 2

Nunca quis tanto resolver um caso como dessa vez. Mas, as pistas nos levavam a um beco sem saída. Foram necessários dois dias, e muito trabalho de campo para desvendamos o crime e prender os responsáveis.

Estava sentado em minha sala revisando e dando meu parecer no caso do Danny e do Sheldon quando aquele cheiro tão característico pra mim, e o responsável pelos meus delírios e insônias adentra o local fazendo meu peito arder.

Stella: Atrapalho?

Mac: Você? Nunca!

Stella: Finalmente! Caso resolvido. Ufa! Achei que nunca íamos encontrar os responsáveis!

Mac: Nem me diga. No final das contas tivemos muita sorte.

Stella: Graças ao informante do Flack.

Mac: É. Essa foi por pouco.

Stella: Bem. Passei para saber se aquele jantar ainda estar de pé!

Mac: Claro. Lá em casa, hoje as 9 PM?

Stella: As 9 PM, estar ótimo.

Mac: Ótimo.

E da mesma forma graciosa que entrou saiu, me deixando com minhas papeladas e com minha mente flutuando.

NM

Fiz uma coisa que há anos não fazia. Sair cedo do trabalho. É. As 7 PM estava indo em direção ao Supermercado que havia nas proximidade do meu apartamento comprar os ingredientes. Minha geladeira estava vazia. A sorte era que nos últimos meses contratei uma diarista e meu apartamento não estava uma bagunça. Menos uma coisa para me preocupar essa noite.

NM

Não cozinhava há anos. Desde o tempo em quer tinha minha saudosa esposa ao meu lado. Nunca havia surgido uma oportunidade que valesse a pena. E essa era a oportunidade. Iria abrir meu coração. Declarar meus sentimentos. E o resultado dessa noite era uma incógnita. E estaria mentindo se não confessasse que tremia. Minha ansiedade era enorme.

Mas, resolvi concentrar tudo na tarefa de preparar um delicioso e inesquecível jantar.

Não sei quanto tempo se passou desde que estava ali na cozinha escutando um Jazz enquanto colocava em prática meus dotes culinários. Sorte de antes dessa maratona ter tomando um bom banho, e me vestido adequadamente para a ocasião, pois escuto batidas na minha porta, e meu olhar se direcionar ao enorme relógio que havia na minha cozinha, 9PM! Pontualidade britânica.

Trajando um avental branco me direciono a porta e ao abrir quase tive um infarto. Ela trajava um vestido verde na mesma tonalidade dos seus olhos, um pouco acima do joelho o qual deixava suas belíssimas pernas a mostra, seus cabelos com os lindos cachos caídos ao ombro, uma maquiagem fraca ressaltando sua beleza natural, e um sapato alto da mesma tonalidade do vestido deixava-a fatal. Era uma visão do paraíso. Meu paraíso. Tive que concentrar todas as minhas forças nas minhas pernas, e meus músculos faciais se movimentaram sem nem ao menos perceber. Estava sorrindo feito um adolescente apaixonado.

Stella: Ei! Cheguei cedo demais?

Mac: Não. O cozinheiro que se atrasou. Pode entrar.

Saio da frente dando-lhe espaço para adentrar o local.

Stella: Nossa! Seu apartamento é muito bonito.

Só então me dou conta que a mesma não conhecia o meu novo apartamento. Tinha resolvido me livrar do meu antigo onde havia vivido momentos em especiais com minha esposa. Estava na hora de mudanças. De seguir em frente e tentar ser feliz novamente. Tenho certeza onde quer que ela esteja estaria torcendo por mim.

Mac: Mas, se formos falar de beleza não posso deixar te dizer que estar linda! Não que não seja, mas essa noite estar graciosa.

Ela ficou um pouco ruborizada.

Stella: Também não estar nada mau.

Fiz uma cara de ofendido, e ela rir.

Stella: Estar muito gracioso também.

Bem. Estava usando uma nova camisa preta de seda, com outra branca por dentro, uma calça também social preta. Meu cabelo ainda encontrava se um pouco molhado. O jeito que seus olhos me mediram refletiu na minha masculinidade tiver que mudar de assunto rapidamente.

Mac: O apartamento ficou minha cara. Demorou um pouco para encontrar as coisas do jeito que gosto, mas acho que agora finalmente posso respirar sossegado

Stella: Podia ter me pedido ajuda. Sabe que gosto desse lance de decoração.

Mac: Não quis lhe incomodar.

Stella: Incomodar? Você nunca me incomoda.

Eu nunca lhe incomodo? Céus. Se não fosse o forno me avisando da comida. Ia ficar ali babado pela deusa em minha frente. Tinha que me concentrar se queria ainda seguir com meu plano. Não podia estragar as coisas. Ela merecia o melhor. E seria isso que teria essa noite.

Mac: Tenho que olhar nosso jantar. Fica a vontade.

Retornei a cozinha. Ela ainda ficou um tempo lá na sala. E estava aliviado por poder terminar o jantar em paz, quando escuto sua voz, tirando toda a minha concentração. Estava ficando difícil controlar meus hormônios com essa mulher deslumbrante e sexy.

Stella: Precisa de ajudar?

Mac: É minha convidada. Nada de ajuda.

Stella: Deixa de ser chato. Não me custa nada.

E quando menos dei por mim. Ela estava abrindo os armários.

Stella: Os pratos e talheres ficam aqui?

Nossa! Só então pude reparar na parte de atrás do vestido. As alças cruzam-se em um X deixando maior parte da sua pele exposta. Minha vontade era sentir a textura, o gosto, tocá-la. Respirei fundo.

Mac: No outro armário.

E não demorou em encontrar os benditos pratos. Ia começa a colocar na mesa da cozinha.

Mac: Já teve a oportunidade de apreciar a vista?

Stella: Um pouco quando cheguei.

Mac: Vamos jantar lá na sala para podemos apreciar a cidade de NY.

Stella: Ótima idéia.

Ela sai retornando a sala. Resolvi abrir o vinho. O calor em meu corpo era enorme. E tinha que controlar meus impulsos de não voar em seus braços e selar seus apetitosos lábios. Isso ia acalmar os ânimos. Pelo menos contava com isso.

Abro a garrafa de um vinho tinto italiano suave, pego umas taças e me direciono a sala.

Chegando avisto-a parada de frente a enorme janela de vidro que dava para a Baía, as luzes da cidade estavam acessas iluminando. A cidade de NY nunca parava. Aproximo-me lentamente, minha voz sai como um sussurro.

Mac: Lindo né?

Stella: Daqui de cima a cidade nem parece à mesma.

Mac: É. Vinho?

Stella: Claro.

Entregou-a taça, e a mesma bebe quase todo o conteúdo. Tendo que enchê-la novamente.

Stella: Hum. Delicioso.

Mac: Espero que ache o mesmo do jantar.

Stella: Pelo cheiro! E se me lembro bem das vezes que jantei na sua casa. Deve estar delicioso.

Mac: Bondade sua. Deixa ir ver se já estar no ponto. Espera-me?

Stella: Sempre. Por enquanto vou ficar aqui admirando NY.

A comida estava pronta. Faltava um toque especial. Pego umas velas vou até a sala e coloca-as no candelabro, acendendo-as. Diminuo a intensidade das luzes, e as estrelas ficaram mais visíveis. A mesa ficava bem próxima a enorme janela de vidro. Seria como jantar sobre a cidade de NY. Ela estava encantada com a visão, apenas me olhou de relance, com aquele maravilhoso sorriso na face, e voltei à cozinha para buscar o jantar. Não demorei muito na tarefa, e logo estava tudo pronto.

Stella ainda continuava olhando a cidade através do vidro. Aproximo-me lentamente. Com minha taça de vinho em uma das mãos, e uma segunda garrafa na outra, fico bem próximo. Com nossos corpos quase colados.

Ela instintivamente levanta sua taça. O liquido escorria da garrafa lentamente.

Mac: O jantar estar na mesa.

Stella: Nossa. Agora sei por que não gosta muito de sair de casa, fora o trabalho. Fica aqui admirando a cidade. Tem uma visão privilegiada da Baia e da até mesmo para avistar o Central Park.

Mac: Valeu cada centavo gasto. E quando quiser admirar a cidade daqui é minha convidada.

Ela vira-se. E seus olhos verdes brilhavam. Sorridente. Sua mão desocupada toca minha face gentilmente fazendo meu corpo estremecer ao seu toque.

Stella: Obrigada!

Passei a garrafa para a outra mão estendendo minha mão vazia.

Mac: Vamos? Antes que a comida esfrie.

Não demos mais que três passos e estávamos à mesa. A mesma não era muito grande, então estávamos bem próximos. Ela olhava tudo com uma expressão de satisfação.

Mac: Espero que ainda goste de risoto.

Stella: Risoto de legumes?

Mac: Exatamente.

Stella: Sabe muito bem que adoro risoto de legumes!

Mac: Por que acha que fiz!

Stella: Exibido!

Mac: Quero realmente recuperar meu posto.

Stella: Posto?

Meus lábios eram só sorrisos. Degustávamos o risoto juntamente com uma salada, bebericando um bom vinho italiano.

Mac: De melhor amigo.

Stella: Bobo! Sabe que esse posto sempre foi e sempre será seu.

Mac: Hum. É que ultimamente só tem tempo para um certo Taylor.

Ela soltou uma enorme gargalhada, quase se engasgando com a salada.

Stella: Ciúmes?

Mac: Claro que não. Não tenho ciúmes do seu namoradinho.

Stella: Não é meu namoradinho. É um amigo.

Mac: Será?

Stella: Por que essa desconfiança?

Ela levantou a sobrancelha de uma forma graciosa.

Mac: Não sei. Vai ver que foi o jeito quer ele babou naquela noite lá no Bar.

Stella: Até parece. Não sou o tipo do Taylor.

Agora fiquei confuso. O cara não tira os olhos da mulher à noite inteira. Sai para jantar com ela várias vezes. E não é o tipo dele? Essa era nova pra mim.

Mac: Então deve ser cego. Não enxergar o mulherão quer você é. Com todo respeito.

Stella: O fato de ser mulherão é que impede as coisas de fluírem.

Ela me olhou de uma maneira engraçada. Só assim me dei conta do que tentava me falar.

Mac: Ele é gay?!

Stella: Bem. É complicado.

Mac: Complicado? Ou você é ou não é.

Stella: Ele não era. Bem, até a época em que namoramos lá na academia. Até casou com uma advogada, e tal. Só que começou a nutrir um sentimento meio inadequado com o parceiro, e descobriu sua real convicção. Ou seja, que gosta de homens e não de mulheres.

Mac: Nossa! Que coisa.

Stella: Estar com medo de contar ao colega seus reais sentimentos. E precisava de uns conselhos, conversar com algum amigo, alguém que o entendesse. Por isso estávamos saindo para jantar.

Ela não estava envolvida com o tal do Taylor. O cara é gay. Tive que conter meu sorriso. Mas, o papo me abriu um caminho para por em prática meu plano. O real motivo desse jantar, dessa produção. Declarar meu amor por ela.

Mac: Então era conselheira amorosa.

Stella: Mais ou menos.

Mac: E qual conselho lhe deu?

Ela me olhou confusa, e riu um pouco.

Stella: Melhor mudamos de papo.

Mac: Por quer?

Stella: Não quero estragar nosso jantar com isso.

Mac: Há qual é. Fiquei curioso agora. Mandou o cara se declarar para o parceiro?

Ela bufou.

Stella: Vai mesmo me fazer falar sobre isso.

Continuei olhando-a com uma fisionomia séria.

Stella: Esta bem. Disse que é complicado.

Mac: Por quer? Devido à opção sexual?

Stella: Também. Ainda mais porque o parceiro tem uma namorada. Ele perderia muito. Estragaria a amizade, sem saber se seu sentimento poderia ser correspondido.

Mac: Mas, se ele nunca revelar não tem como saber se o sentimento é recíproco,

Stella: É complicado Mac!

Mac: É. Mas, só há uma forma disso se descomplicar, e essa seria ele revelar ao parceiro o que sente.

Ela bebe todo o conteúdo da taça. Ia colocando mais quando ela puxou a taça pra si.

Stella: Esta bom de vinho por hoje.

Mac: Já? Mas, ainda estar degustando o jantar.

Stella: Sou fraca pra isso.

Mac: A Stella que conheço agüentava muito mais quer isso.

Stella: Estou ficando velha Mac.

Senti seus olhos ficarem um pouco triste.

Mac: Todos nós.

Ela me permitiu colocar mais um pouco de vinho.

Stella: Mais, para os homens quando mais velhos mais charmosos, já nos mulheres.

Instintivamente coloco minha mão sobre a sua.

Mac: Continua tão bonita quando o dia em que lhe conheci.

Ela agora ria.

Stella: Bondade da sua parte.

Mac: Sério! Lembro-me da primeira vez que te vi. Nossa! Fiquei sem ar.