Naruto não me pertence.


Broken Heart Two – Perdão.

Você precisou disso quando eu estava longe, e não importa o que eu diga,

Você nunca vai esquecer de quando eu não estava lá, então porque eu deveria me importar?

Eu sou jovem, mas eu sei que sou provocante

Durante anos – fim da sua infância, toda sua adolescência e o início de sua vida adulta – tudo que ela sentira por ele foi amor, um amor tão forte e tão insuportável que a fazia cega, surda e demente.

Fora egoísta, cruel e manipulou a pessoa que mais se importava com ela para tê-lo de volta sem com nada se importar, a voz amarga dentro de si rindo sarcástica, agora lhe perguntava: E do que isso valeu?

E nas noites em que enojada de si mesma, escondia seu choro. Pedia e rezava para se livrar dele, queria expulsá-lo se si, pelos seus poros, pelas suas lágrimas amargas, tudo inútil. Não é que não o amasse, longe disso, na verdade que mais lhe feria, queria poder não amar, ou pelo menos o perdoar.

Perdão, essa era palavra, a chave perdida que abriria a porta do inferno onde estavam trancados. Corda de salvação par ao abismo no qual se jogou e caia eternamente.

O barulho das chaves conta a mesa de madeira anunciou a entrada dele.

- Chorando de novo, Sakura? – ela não ia responder, não precisava.

Você sabe que eu me importo, você deveria ter estado lá

Você sabe que eu me importo, você deveria ter estado lá

Ele via em cada olhar ferido, erguido entre os dois como uma parede de concreto frio e o ressentimento, a certeza de que ela ainda o culpava e que nada do que ele fizesse faria isso mudar, pois ele não podia e sinceramente nem queria voltar atrás.

Nunca fingiu querer, num jogo de acusações dor e culpa a rotina de dias iguais, suas vidas estendiam. Jamais poderiam se separar, talvez o amor tivesse transformado em ódio, ou talvez, no caso deles, não podia diferenciar uma coisa da outra.

Se no amor deseja-se fazer o outro feliz, no vinculo entre os dois, cultuava-se exatamente o contrário: Fico com você, pois não suporto sua felicidade, ela causa a minha dor.

Então deliberadamente a machucava, e a acusava de não poder lhe perdoar, porque mesmo se dissesse arrependido, ela que tanto dizia lhe amar não o perdoou, era tão suja e cruel quanto ele, Sakura o merecia, merecia seu ódio e seu doentio amor.

Um assassino, traidor, destruidor de sonhos e ela, falsa como uma cobra, anjo de asas negras.

Quem era pior?

Não importa aonde eu fui, eu simplesmente não tenho recursos para...

Pague por todos os erros que você cometeu, é pelo tempo que eu era pago

Eu sou jovem, mas sei que sou provocante

E quando ela cansada dizia que ia partir ele ria e cuspia em seu rosto mais uma verdade, a de que ela não tinha força nem coragem para tanto.

Porque ele sabia e ela sabia também, que mesmo sendo uma tortura sem fim era ao lado dele o lugar que ela pertencia. Que era ao lado dele e só ao lado dele, que ela era real. A Sakura e o Sasuke do mundo exterior, a máscara de normalidade que vestiam não podia se sustentar sem seu par.

Uma vez inserido naquela relação doentia não tinha mais volta, o mundo nunca iria aceitar no mostro de apatia que haviam se tornado, jamais se encaixariam do lado dos outros seres realmente humanos novamente, e se tentassem sabiam que só iram causar a dor a quem não merecia sentir.

Ele já se livrara da parte superior das vestes de ANBU e se encaminhava para as escadas, ela largou a xícara com o chá intocado, frio e se levantou. Secou as lágrimas com força arranhando a pele sensível do rosto, seus dedos apertaram com forma os músculos do braço dele, Sasuke a olhou impassível, sem pedir licença e sem a menor delicadeza ela se equilibrou nas pontas dos pés e mordeu o lábio inferior do shinobi. Com a mesma doçura que ela lhe dispensava, Sasuke puxou-lhe os cabelos, aprofundando o que não saberiam dizer que podia se chamar de beijo, o gemido de dor que ela emitiu era como música para seus ouvidos.

Mais uma marca roxa a lhe cobrir a pele, a raiva contida no beijo que nunca fora doce, o gosto de sangue, a mágoa, a acusação o som do silêncio crescendo em seus corações partidos.

- Eu te odeio tanto, tanto... – amargo, ele ria das palavras chorosas dela.

- Eu sei, eu sei. – e repetia com orgulho irracional.

Distantes da felicidade enquanto juntos e inexistentes se separados.

Presos em seu inferno particular, não eram felizes e nem tinham a pretensão de desejar ser.

Você sabe que eu me importo, você deveria ter estado lá

Você sabe que eu me importo, você deveria ter estado lá

Você sabe que eu me importo, você deveria ter estado lá

Você sabe que eu me importo, você deveria ter estado lá

Você sabe que eu me importo, você deveria ter estado lá

Você sabe que eu me importo, você deveria ter estado lá

Você sabe que eu me importo, você deveria ter estado lá


N/A: E essa foi a contribuição SasuSaku para a Balada dos Corações Partidos, credo isso aprece título de novela mexicana hauhauahuahauahuahauah

Eu sinceramente com tanto ódio pelos componentes do casal, achei que escrever esse capítulo seria mais fácil, como num maldição jogada por todos Sakura's e Sasuke's lovers, me f*&#.

Mas, então, porque não os separei como fiz com NaruHina? Simplesmente porque não permitiria que esse par de criaturas odiáveis estragassem a vida dos outros como eu sei que fariam separados. Ahh eu adoraria que no fim do mangá eles acabassem com o tipo de relação dessa fic... *Kurai limpa a gota de veneno que escorre pelo canto de sua boca*

A música usada foi Overdue, Muse como prometido.

Muito obrigada a todos que mandaram reviews no ultimo cap e peço encarecidamente que repitam o gesto meigo e doce XD

A próxima song irei destruir *soem os tambores do divócio* NejiTen!

Kisu no Kokoro