Música do capítulo: "Spirit in the Sky", de Norman Greenbaum

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Capítulo 1 – Primeiras impressões não muito boas

Tradução: LucianaM

~ Cullen POV ~

"Isso não parece certo".

Enquanto eu parava no velho prédio Annapolis e estacionava do outro lado da rua, ele não gritava exatamente "elegante" para mim, mas esta era a parte certa da cidade, e eu definitivamente tinha a porra do endereço certo.

Levei o binóculo até meus olhos e dei uma olhada através dele, observando o décimo andar, janela de canto, onde o meu cliente desconhecido tinha avisado que a indiscrição estava acontecendo.

Digo desconhecido porque eu peguei este trabalho por telefone, o que eu normalmente e fodidamente não faria. Eu também não costumava pegar este tipo de caso, exceto que as coisas estavam sendo um pouco lentas ultimamente e eu estava simplesmente um pouco desesperado. Desesperado e Edward Cullen não se misturam bem. Então...

Eu esperei.

E esperei.

Eu mencionei que eu sou um filho da puta paciente?

Eu tenho que estar na minha linha de trabalho, inferno, algumas vezes essa merda levava dias. Sorte para a minha bunda, no entanto, que não foi o caso hoje. Após cerca de uma hora, vi o movimento e ajustei o foco do binóculo para que eu pudesse ter uma visão melhor.

"Bingo." Eu disse para mim mesmo, porque o pagamento neste caso era grande, e o papai quer uma nova arma Wilson Tactical Elite.

Peguei minha câmera do banco de trás, meu revólver do porta-luvas, apenas no caso, e me dirigi para o prédio.

Ou, pelo menos, eu pensei que estava me dirigindo para dentro do prédio.

Merda. Guarda de segurança.

Parei antes de abrir a porta para o saguão e dei a volta para o beco ao lado, fazendo o meu caminho ao longo da parede de tijolos, procurando outra entrada. Vi algumas janelas, mas nada de portas.

Dei de ombros. Funciona para mim.

Quebrei o vidro de uma janela em particular que dava para o que parecia uma cozinha comunitária do prédio. Depois de fazer uma tentativa de limpar os cacos quebrados que estavam pontiagudos e não tinham caído no chão com a minha jaqueta, comecei a passar pela janela.

Não vou mentir, eu estremeci um pouco. A dor aguda e pedaços duros de vidro enterraram em minhas costas enquanto eu fazia o meu caminho através da pequena abertura. Eu sou muito fodidamente alto. Um metro e oitenta e cinco de altura, 81 quilos, então manobrar através desse buraco relativamente minúsculo pra caralho era difícil. Infelizmente, eu não tinha tempo para fazer uma grande confusão o suficiente para me fazer passar por essa janela facilmente. Você trabalha com a porra do que você tem. Esse é o meu lema.

Sem alarme. Isso é um algo mais. Eu também sou um filho da puta de sorte às vezes.

Espreitei pelo corredor fora da cozinha e o guarda de segurança na frente parecia estar completamente alheio a mim. Balancei minha cabeça e suspirei. Que porra de desperdício do dinheiro dos moradores.

Fazendo meu caminho na direção oposta e vestindo meu casaco de volta, peguei uma porta que tinha uma placa acima dela que dizia que eram as escadas e abri. Testei para ter certeza de que eu poderia abri-la de novo pelo lado de dentro e então comecei a subir as escadas de dois em dois degraus, subindo dez lances da porra de escadas que eu precisava subir.

Viva para mim.

Eu tenho uma maldita boa forma, tenho que dizer. Eu malho quatro dias por semana, eu corro, levanto pesos, e sou até mesmo conhecido por fazer alguns abdominais de vez em quando. Mas esses dez andares? Eles chutaram minha bunda filha da puta.

Tomei um fôlego antes de entrar no corredor do décimo andar.

"Ok... 1046, 1046... procurando pelo 1046." Eu disse para mim mesmo várias vezes, lembrando o endereço de novo, e porque eu tendia a balbuciar em momentos de alta tensão. "1040... 1042... 1044... ah, aí está você." Fui até a porta e ouvi por um minuto.

Definitivamente há movimento lá, talvez até mesmo alguns gemidos.

Bati na porta e me preparei. Não havia nenhum olho mágico, então eu tinha isso ao meu favor.

"Quem é?" Uma voz de homem gritou. Ele parecia irritado com a interrupção. Lamento por você, amigo. E ouvi as risadinhas distintas de uma mulher também.

"Segurança." Eu disse. "Recebi reclamações sobre algumas batidas na parede?"

Mais risadinhas. Incluindo a minha. Porque essa merda era fodidamente engraçada demais. Batendo na parede. "Oh, uh... desculpe por isso. Vamos acalmar".

Bem, inferno.

Fiz uma careta e pensei por um minuto.

Limpei minha garganta e tentei com a minha voz autoritária. "Desculpe, senhor, nós precisamos que você assine o formulário de reclamação... papelada, você sabe." Eu posso soar super-profissional quando eu quero.

Eu esperei.

Então ouvi o clique do trinco da porta.

O doce dia do pagamento está chegando para o papai!

Ele abriu a porta e eu comecei a tirar fotos com a minha câmera antes que qualquer um de nós pudesse sequer registrar quem estava lá. "Diga xis, anônimo!" Eu disse enquanto abaixava a câmera, rindo para mim mesmo, para deixar o pobre coitado saber que ele tinha sido pego.

Ah .. merda.

"Merda! Prefeito?"

Impagável!

"Que porra é essa?" Ele exigiu. A mulher dando risadinhas parou suas risadinhas, mas estava agora bem atrás dele, com nada além de um cobertor envolto em torno dela. Ela sorriu e jogou o seu cabelo quando me viu. "Oh. Ei, Edward." Ela disse toda tímida e, merda, olhando-me de cima abaixo com um sorriso.

Santa mãe de latas de vermes, isso só fica melhor e melhor.

Balancei a cabeça em direção a ela um pouco hesitante. "Ei, Lauren".

Lauren e eu tínhamos uh... saído algumas vezes no passado. Ela é uma repórter do Washington Post. Muito criativa em conseguir pistas sobre as boas histórias. Garota legal, mas fica por perto demais para o meu gosto. E isso é dizendo um inferno de muito. Claramente ela estava ficando em torno de todos os lugares certos ultimamente.

Eu continuei tirando as fotos. Quero dizer, eu não sou um fodido idiota.

Click.

"Você conhece esse cara?" Ele a repreendeu. Ela afastou-se dele um pouco.

Com medo? Envergonhada? Difícil dizer. "Nós só... nós, uhm... bem, nós nunca..."

Click.

Ele a empurrou para fora da porta e do alcance das fotos. "Eu... senhor... sua esposa sabe sobre as suas... uh, atividades extracurriculares que você tem tido aqui ... Você provavelmente deveria ir para casa e tentar fazer as pazes enquanto você pode".

Click... click... click

Ele estreitou os olhos para mim e ergueu a mão, apontando o dedo para mim. "Você é aquele idiota das Investigações Cullen, não é?"

Parei de tirar as fotos com isso, e coloquei um enorme sorriso filho da puta no rosto porque, para ser honesto, eu estava tendo um momento de estrela neste ponto. Quero dizer, sério, ouvindo o prefeito da maldita Washington DC dizer o filho da puta do meu nome? Isso é ouro. "Esse sou eu, senhor, prazer em conhecê-lo".

Estendi minha mão para apertar a dele e ele tentou agarrar minha câmera. "Dê-me essas fotos, Cullen ! Você NÃO tem direito de..."

"Senhor... com todo o respeito, eu tenho todo o direito de tirar uma foto sua." Comecei pelo meu bolso. "Eu tenho um passe de imprensa e tudo, você quer ver?" Eu estava como uma menina tonta da escola, pelo amor de Deus. Eu não estou brincando, você poderia bater em mim, curvar a minha bunda e espancar aquela filha da puta. E eu gostaria disso.

Ele pegou seu celular e ligou para quem eu poderia imaginar que fosse um segurança ou detalhe de segurança, porque quando ele desligou após apenas um minuto falando, ele sorriu presunçosamente para mim.

Hora de fazer como uma árvore e partir, Cullen.

"Bem, foi um prazer conhecê-lo, senhor, eu estarei em contato." Comecei a seguir para descer as escadas que eu tinha subido, mas dois homens em ternos escuros já estavam correndo para cima por aquele caminho. Agora, eu não sou de correr de uma briga, eu posso cuidar de mim mesmo, mas aqueles dois já tinham suas armas engatilhadas, carregadas e prontas. E eu realmente não gostava de matar pessoas, a menos que fosse absolutamente necessário. Além disso, sendo eles funcionários do prefeito e tudo, se eu sequer apontasse uma arma para eles, eu estaria na cadeia mais rápido do que você poderia dizer 'fôda-me forte'.

Empurrei a porta fechada e peguei uma caneta do bolso da minha jaqueta,enfiando-a na fechadura da maçaneta da porta. Então eu fui para o elevador do andar e apertei o botão para conseguir o inferno para me esquivar.

Uma e outra vez e mais uma vez.

Maldito seja!

Eu ouvi um tiro e a porta da escada abriu. Os dois guarda-costas altamente irritantes pra caralho correram para fora e o prefeito gritou para eles "Ele foi por ali! Eu quero aquela porra de câmera!"

Merda! Isso pode ficar feio, Cullen ... oh, pense duas vezes, ou sete ...

Olhei para os dois lados e decidi que tempos de desespero pedem medidas desesperadamente filhas da puta. Corri para a janela no final do corredor oposto ao do jogo do prefeito. Eu abri, realmente esperando pelas profundezas do inferno que houvesse uma escada de incêndio.

Negativo.

Ok, talvez eu esperasse na direção errada.

Filho da...! Fôda-me!

Havia uma saliência, no entanto, e havia definitivamente dois enormes gorilas idiotas correndo pelo corredor para bater minha bunda para uma pasta, mesmo que eu entregasse a câmera de boa vontade, o que eu não estava prestes a fodidamente fazer, então eu me dirigi através da janela e sobre a borda.

"Oh, MariamãedaporradeJose, por favor, não deixe a minha bunda cair." Eu rezei, avançando rapidamente meu caminho ao longo da parede, procurando qualquer coisa para me agarrar.

Um dos caras de terno inclinou-se para fora da janela exatamente quando cheguei ao canto, que não era muito longe, e comecei a trabalhar meu caminho para contorná-lo. Ele tentou me agarrar, mas eu estava apenas alguns centímetros fora do seu alcance, graças aos deuses. "Viado!" Eu gritei, porque, vamos ser honestos, não demoraria muito para eu perder o equilíbrio neste filho da puta e cair para uma prematura morte maldita.

Olhei para baixo e percebi que havia uma possibilidade distinta que eu tivesse medo de altura, mas eu realmente não tinha muitas opções, infelizmente.

"Merda. Merda. Merda. Merda. Merda do caralho." Eu sussurrei, avançando... avançando... avançando...

A boa notícia foi que, do outro lado da esquina que eu tinha acabado de virar? HAVIA uma escada de incêndio. Eu pulei para dentro dela, praticamente rindo com histeria, e deslizei para baixo das grades com as mãos, segurando meus pés no alto até chegar ao próximo piso. Eu repeti isso até chegar ao chão e sair correndo para o Vanquish.

Um dos caras deve ter sido mais rápido que o outro, porque ele encontrou-me assim que saí do beco com sua arma balançando na minha cabeça. Eu não sou de me gabar, mas eu terminei em primeiro na maior parte das minhas aulas de reação sob fogo na Academia, então quando ele virou, eu abaixei e dei- lhe um soco no estômago. Enquanto ele estava tomando fôlego, eu simplesmente corri para longe dele, eu terminei a minha arrancada no meu carro.

Assim que eu o estava ligando, vi o cara número dois e o segurança preguiçoso correndo do edifício. Obrigado, Deus, pelos elevadores lentos. Eu acelerei e passei correndo por eles, acenando enquanto passava e, tenho quase certeza que um deles me disse que eu era o 'número um'.

Em segurança longe dos guarda-costas maníacos, coloquei alguma música e balancei minha cabeça e tive o prazer de outro maldito trabalho de sucesso bem feito.

Missão concluída, filho da puta!

Quando estacionei o carro na garagem subterrânea, eu simplesmente fiquei sentado lá com a minha cabeça contra o assento do carro e fechei meus olhos por alguns minutos mais, ouvindo o final da música, passando minhas mãos no meu cabelo.

"Fodidamente A".

Saí e fiz meu caminho para o escritório que aluguei no terceiro andar e verifiquei todos os meus pontos de verificação de segurança. Bom para ir. Então eu entrei, acendendo as luzes, jogando minha arma sobre a mesa. Tirei minha camisa, o que doeu como a porra do inferno porque o sangue dos cortes dos cacos de vidro da janela que eu atravessei mais cedo estava seco e colado ao tecido.

"Mmmmmfilhodaputa." Eu grunhi, puxando a camiseta de algodão da minha pele.

Joguei a camisa fora, porque estava rasgada, afinal, e eu não sou a porra de um costureir, nem conheço um, além de Alice, e se ela visse essa camiseta, ela provavelmente me bateria por usá-la antes de consertá-la para mim.

No minúsculo banheiro da área de serviço fora escritório principal, eu limpei minhas costas com o kit de primeiros socorros que eu mantinha lá tão bem como eu podia, já que eu não podia fodidamente alcançar cada arranhão que havia se formado. Tirei dois pedaços de vidro da minha lateral e perguntei-me como eu não senti essa merda mais cedo, porque com certeza estava doendo como o inferno agora.

Depois que eu me enfaixei muito bem, peguei uma camisa limpa do armário no corredor e levei minha câmera para o quarto escuro que eu tinha embutido no canto do escritório da frente para revelar algumas fotos seriamente incriminadoras do Prefeito da Capital da nossa Nação.

Eu posso pagar por uma câmera digital, mas elas realmente não são muito divertidas. Eu gosto da maneira antiga de revelar minhas fotos. É relaxante, e há algo muito fodidamente sexy sobre observar meu trabalho aparecer lentamente do nada. Não é apenas dos atos sexuais que eu estou falando também.

Pervertido.

Recebo todos os filhos da puta dos formigamentos sobre cenas de crime, criminosos sendo seguidos, fotos de evidências... qualquer coisa de tudo isso. E, às vezes, quando uma foto está no processo de revelação na frente dos seus olhos, você tende a prestar mais atenção às pequenas coisas. Em alguns casos, essa é a sujeira paga ali mesmo.

Cerca de meia hora e duas doses de Patron Prata depois, ouvi a porta do escritório da frente ser aberta e propositalmente cliques de saltos cruzando o piso de madeira.

E, sim, eu mantenho uma garrafa de Patron no escritório também. Você está insinuando que essa merda te surpreende?

"Olá?" Chamou uma voz feminina muito doce, muito sexy. "Sr. Cullen?"

Hmmm, ela me conhecia. Ou o meu nome, pelo menos. Isso não é inédito. Muitas mulheres na área de DC sabiam o meu nome. A pergunta era, por que ela sabia?

"Já sairei, sente-se!" Eu gritei, imaginando se eu poderia reconhecer a voz, se ela falasse de novo.

"Eu apenas pensei que eu poderia vir e me apresentar. Eu já ouvi tudo sobre o seu trabalho".

Ela estava andando por aí, eu podia ouvir barulho de papéis embaralhando, olhando através das minhas coisas. E o que ela quis dizer com tinha ouvido tudo sobre o meu trabalho? Ela era um cliente?

"Eu disse, já sairei! Por favor, não toque em nada!" Filhos da puta bagunçando com as minhas coisas.

"Deus, eu amo o seu escritório, o meu é tão... uau, você se formou summa cum laude*?"

*Summa cum laude (com a maior das honras): frase em latim, representa a maior distinçã reconhecimento por obter a máxima qualificação possível em uma titulação universitária, especialmente nos níveis de mestrado ou doutorado.

Maldita seja ela, ela estava ficando irritante, com voz sexy ou não. "Senhora, eu disse que eu vou..."

A porta do meu quarto escuro foi aberta e a luz entrou, inundando o quarto e arruinando... minhas fodidas... fotos! "Filha da puta! Que porra, senhora!" Eu estava lutando, uma reação instintiva, tentando salvar algumas delas, mas eu sabia que era tudo por nada. Não ajudava que eu não pudesse ver nada, já que meus olhos tinham se ajustado para o escuro e agora eu sentia como se tivesse fincado um picador de gelo na porra da minha cabeça.

Ela colocou a mão sobre a sua boca. "Oh! Eu sinto muuuuuuuito, Sr. Cullen, eu não percebi que este era um quarto escuro, eu apenas..."

"Você apenas! Você APENAS! Você apenas arruinou fodidamente as minhas fotos! Você NÃO me ouviu dizer que eu sairia logo, porra?" Mãe de Jesus! Merda! Tudo foi fodidamente arruinado. Também não escapou à minha atenção que a voz sexy foi anexada há uma morena muito bonita e muito fodidamente deliciosa mulher. Mas este não é o ponto.

Ela colocou as mãos nos seus pequenos quadris e estreitou seus belos olhos castanhos chocolate para mim. Seu cabelo caía em cascata em torno dos seus pequenos ombros perfeitos em ondas castanhas. Ela estava usando um par de calças apertadas, mostrando todas as curvas certas na calças de couro, e uma jaqueta igualmente tão apertada de couro preta. Também não vem ao ponto. "Você não tem que ser tão rude, sabe? Eu estava apenas tentando me apresentar".

Ela estava fodidamente brincando comigo?

Eu passei por ela, de volta à área do meu escritório. "Senhora, apresentar-se é 'oi, como vai você? Prazer em te conhecer'. Não... eu vou irromper em seu escritório PARTICULAR..." Eu arrumei as coisas em minha mesa que ela tinha mudado. "VASCULHAR suas coisas..." Endireitei o diploma que estava pendurado torto na parede. "ARRUINAR suas FOTOS!" Joguei minha mão no ar, apontando para o meu quarto escuro. "Quero dizer, JESUS! Quem faz isso!"

Ela olhou para mim, boca aberta, carrancuda. "Obsessivo compulsivo, não é?"

"Eu. Não. SOU..." Eu parei, porque eu estava fodidamente perdendo isso, e eu realmente não queria ir para a cadeia por bater em uma senhora novamente. Bem, tecnicamente, ele não era uma senhora, mas a polícia não sabia disso até depois que eles me prenderam. "Você sabe o que... vá se foder, senhora, eu não me importo com quem você seja... dê o fora do meu escritório!" Apontei para a porta. Ela claramente sabia como sair, já que ela descobriu como entrar.

Ela bufou pelo nariz e passou por mim, revirando os olhos. "Tudo bem. Idiota." Ela tinha um leve sorriso no seu rosto quando passou e eu disse, "Espere aí".

Ela parou.

Olhei de volta para a porta do quarto escuro que continha a placa que dizia "NÃO ABRA ESTA PORTA" escrito com fodidas grandes letras pretas. Então olhei de volta para ela. Maldição, ela tinha uma bela bunda.

"Você fez essa merda de propósito".

Ela virou a cabeça levemente, mas continuou a sair. "Eu não sei do que você está falando".

Eu a agarrei pelo braço, que era muito tonificado, a propósito, e a girei. Ela pareceu um pouco atordoada no início, mas pareceu engolir isso. "Sim, você fez... você fodidamente veio aqui para arruinar as fotos, não é? Não para... fodidamente apresentar-se. Sua coisinha... dissimulada".

"Sr. Cullen." Ela disse, puxando seu braço do meu aperto. "Faria bem a você..." Ela perseguia na minha direção, obrigando-me a andar para trás agora. "observar..." Ela colocou a mão no meu peito, "sua fodida..." Eu parei quando cheguei à parede e ela se inclinou, então ela estava a cerca de um fio de cabelo de distância do meu rosto, olhando para os meus lábios. Minha língua atirou para fora instintivamente, lambendo-os. "boca." Então ela me olhou nos olhos.

Santofodidoinferno, isso foi quente.

Ela virou-se em seu saltos vermelhos 'fôda-me' e deixou-me ali. Fodidamente abismado, mudo, e com uma furiosa ereção que provavelmente poderia perfurar as superfícies mais fortes que eu já tinha estado perto.

"Bella Swan, a propósito." Ela disse por cima do seu ombro. "Eu sou sua nova concorrente. O Prefeito diz oi".

Então ela se foi.

Cullen, você acabou de se foder. Diretamente na bunda.

Ponto para Swan.

Quando recuperei minha compostura e de alguma forma me impedi de destruir metade do escritório pela simples síndrome do "acabei de ser estuprado", peguei meu celular e liguei para Jasper.

"Yo!" Ele atendeu.

"Jazz... é o Cullen".

"Sim, cara, eu sei, eu tenho identificador de chamadas".

Espertinho.

"Eu preciso que você descubra tudo o que você sabe sobre uma Bella Swan. Área tri-estado*. Tenho certeza que ela é particular, mas pode ser pública. Provavelmente acabou de mudar para cá. Mande por fax qualquer coisa que você encontrar, para o meu apartamento".

*Área tri-estado (Tri state área): é uma área onde três estados se encontram. A área que inclui Washington DC e as partes vizinhas de Maryland e da Virginias às vezes é vagamente referida como uma "área tri-estado", embora o Distrito de Columbia (DC) não seja um estado.

"Feito".

"Obrigado." Terminei a ligação e deslizei meu iPhone de volta no meu bolso, então sentei na minha mesa. Agora eu precisava fazer a ligação difícil. Uma para a minha cliente, a esposa do prefeito que eu agora sabia, e dizer a ela que não tinha conseguido nada para ela. Eu não tinha ideia de como fazer essa ligação. Essa merda nunca aconteceu antes.

Peguei a revista de armas na minha mesa ao lado do telefone e olhei para a página em que estava aberta.

Lá se vai o Wilson.

"Outra hora, meu amigo." Eu disse para a imagem.

Eu poderia simplesmente ter comprado, de qualquer forma? Com certeza. Mas que tipo de desafio seria esse?

Poucas horas depois eu estava completamente e totalmente acabado pelo dia. Um par de conduções erradas nos clientes, uma irritada esposa de prefeito, uma gritante dor de cabeça, foram suficientes para me colocar em um péssimo humor, e a porra de uma mulher quente, obrigada a tornar minha vida um pouco mais dura, para dizer o mínimo.

Sem a porra de um trocadilho intencional.

Definitivamente precisando de Patron esta noite.

Eu estava trancando a porta e indo pelo corredor quando quase trombei no meu irmão, Emmett, que estava subindo as escadas de quatro em quatro degraus.

Ótimo.

Meu irmão e eu não convivemos exatamente. Ele havia se formado um ano antes de mim na Academia de Polícia DC. Longa história, você não vai quer saber. Ele era um policial, e eu trabalhava com ele de vez em quando em um caso, se o DPDC* precisasse de mim. Eu sempre tive a impressão que ele não gostava muito de mim. Ele acha que minha escolha profissional é... antiética, para colocar isso agradavelmente. E eu acho que ele é demasiado 'bonzinho' para o seu próprio bem.

*DPDC: Departamento de Polícia do Distrito de Columbia.

Sério, o cara precisava apenas, eu não sei... quebrar uma lei, ou algo assim, algum dia.

"Emmett".

Ele fez uma careta.

"Bom vê-lo, como sempre, Em".

"Edward, nós precisamos conversar. Essa merda que você puxou hoje com o prefeito..."

Aqui vamos nós, paredes defensivas... confere. Atitude... confere." Em, a mulher dele me PAGOU para 'puxar essa merda'... bem... tecnicamente ela acabou não me pagando, mas ela é quem queria as fotos, não eu. Eu não posso fazer essa merda'.

Ele olhou para mim com seu típico olhar fodido de 'Estou tão decepcionado com você '. Quero dizer, pelo amor de Cristo, com ele, eu nem sequer PRECISAVA de Carlisle.

"Não olhe para mim assim, Em. Eu realmente não preciso dessa merda agora. Eu tive um dia malditamente filho da puta".

"Bem, você certamente como a merda precisa de alguma coisa. Cristo, Edward, você tem alguma porra de respeito próprio?"

Eu derrubei minha bolsa. O que é dizer muito, há muita coisa cara na minha bolsa. Eu não a solto levemente.

"Você quer fazer isso agora, Em? Sério?"

Ele levantou as mãos para cima em sinal de rendição. Ele pode ser maior do que eu, mas eu sempre fui capaz de tomar sua bunda no combate corpo a corpo. Eu sou mais inteligente, mais rápido, e conheço todos os seus pontos fracos.

Peguei minha bolsa de volta e comecei a descer as escadas novamente.

Ele, naturalmente, seguiu-me.

"Edward... eu só estou tentando lhe dizer, você poderia estar... você deveria estar fazendo muito mais com a sua vida do que..." Ele hesitou e eu aproveitei totalmente essa merda.

"Do que o quê, Em? Prendendo assassinos e colocando minha vida em perigo? Resolvendo casos importantes para o DPDC? Encontrando crianças sequestradas antes que qualquer coisa terrível possa acontecer a elas?" E esses são apenas alguns exemplos dos meus melhores momentos.

"Essas não são as circunstâncias sobre as quais eu estou falando e você sabe disso, Eddy".

Eu fodidamente odeio quando ele me chama assim. E ele sabe dessa merda.

"Pessoas sendo fodidas são pessoas também, Em. Não me odeie porque eu sou talentoso e as pessoas se aproveitam desse talento. E, de qualquer maneira, quem vai resolver os problemas delas? A policinha?" Eu ri. Eu estava um pouco histérico, vou admitir. Por alguma razão, quando se tratava de discussões com Emmett, eu estava sempre tentando provar alguma coisa.

"Exatamente, Eddy, e você não precisa fodê-las ainda mais tomando o seu dinheiro também".

Virei-me ao redor sobre ele com aquela merda e soquei seu braço . "Pare fodidamente de me chamar de Eddy!"

"Ow, Edward... Jesus..." Ele esfregou onde eu acabara de socar e continuamos descendo as escadas.

Quando estávamos saindo do prédio, eu abri a porta de vidro para Emmett, dando-lhe a dica de que eu realmente e fodidamente queria que ele simplesmente fosse embora.

"Olha, Edward, eu..." Ele começou, mas foi interrompido por um som silencioso seguido pelo vidro da porta quebrando em pedaços aos nossos pés. Nós dois caímos de volta para o prédio e nos apoiamos contra as paredes de cada lado da porta. Também puxamos nossas armas e as preparamos.

Olhei para Emmett. Fiquei um pouco surpreso que ele ainda tivesse sua velha arma de mão Ed Brown Kobra. É uma arma de mão 'ok', mas tão fodidamente ' ano passado', se você entende o que eu quero dizer. Levantei uma sobrancelha e acenei para ele. "Minha arma é maior do que a sua arma".

"Há há, Edward... quem está tentando matá-lo hoje?"

"Eu não sei, talvez seja o prefeito." Eu atirei de volta.

Sarcástico?

Eu?

Nah.

"Duvidoso." Ele disse bufando, e nós dois espiamos ao redor do exterior para ver se podíamos dizer de onde o tiro tinha vindo. Vi o atirador no telhado do prédio do outro lado.

"Dez horas." Eu disse quando apontei minha arma para o atirador. Ele já tinha empacotado sua arma, no entanto, e abaixou-se atrás da parede para ir embora. "Eu vou atrás dele." Eu disse, e comecei a correr para o outro lado da rua.

Emmett agarrou-me pelo braço para me impedir. "Esta é uma situação para a polícia, Edward, você pode carregar uma arma, mas isso não significa de forma nenhuma que você é um oficial da lei".

Filho da puta rico e poderoso. "Então eu farei uma porra de prisão como cidadão, Em, você acha que eu me importo? Aquele cara atirou em mim, pelo amor de Deus".

"Atirou em NÓS, Edward .Não em você, NÓS".

"Ok, antes de tudo, por que alguém esperaria do lado de fora do MEU prédio para atirar em VOCÊ? E em segundo lugar, você não me diz o que fazer!"

Nós discutimos assim em frente do meu prédio até que um carro veio cantando os pneus do beco do outro lado da rua, quase nos atingindo, e dirigindo-se para o pôr do sol. Era uma Ferrari vermelha com vidros escuros. Ilegal. E sem mencionar chamativo. Tinha placas de Maryland. Emmett escreveu o número da placa no seu bonitinho bloco de papel da polícia, enquanto eu guardei na memória. Ele chamou essa merda para o seu departamento e eu fiz meu movimento para o Vanquish.

"Edward! Maldito seja!" Eu o ouvi gritando, mas ignorei, pulando para o lado do motorista. Eu liguei o motor e notei Emmett cruzando os braços e rindo de mim agora do outro lado da rua. Perguntei-me o que diabos ele achou tão engraçado.

Quando apertei o pedal do acelerador e o carro não se mexeu muito, eu descobri por que. Quatro pneus filhos da puta furados.

"Filho da...!" O atirador da Ferrari deve ser inteligente também. Nota mental, pedir para Jasper procurar as placas.

Inclinei minha cabeça para frente e no volante, fechando meus olhos e xingando o nada quando Emmett bateu na janela do meu lado do motorista. Deixei escapar um suspiro profundo antes de abrir a porta.

"Acho que você precisa de uma carona para casa, hein?" Ele disse, provocativamente e tentando sufocar a risada. Eu fodidamente odeio esse idiota.

"Pegarei um táxi." Eu disse quando saí do Vanquish e puxei meu iPhone para chamar minha boa amiga Rose para um reboque.

Rose é durona, não brinque com esse tipo de mulher. Ela é também a melhor dos melhores na área de mecânica. Ela faz a maior parte do trabalho do DPDC e eu a conheço desde os tempos da Academia. Ela sempre faz bem por mim, e eu acho que ela tem uma porra de paixão pelo meu irmão. Por que, eu não sei, mas ela seria a última pessoa a admitir essa merda. E Emmett é muito fodidamente tonto para perceber e chamá-la para sair.

Eu disse a você que sou um filho da puta muito perspicaz, certo? Mas eu discordo. E eu não me atrevo a plantar uma semente em qualquer das cabeças deles, eu simplesmente gosto de sentar e assistir o show.

"Não seja um idiota, Edward, eu vou levá-lo para casa".

Revirei meus olhos e o ignorei enquanto ouvia o telefone tocando do outro lado da linha. "Sim." Ela disse depois de finalmente atender.

"Rose, aqui é Edward".

"O que você quebrou agora, Cullen?"

Eu ri. "Tenho quatro pneus furados e eu não fiz isso, um atirador fez".

"Quem está tentando matá-lo hoje?" Ela perguntou. Parecia que uma britadeira estava funcionando ao fundo.

"Essa parece ser a pergunta do milhão de dólares, Rose. Estou no escritório, vejo você em dez?"

"Em dez." Ela me disse e depois desligou. Rose não atira a merda. Ela pulveriza. Eu sabia que ela estaria lá em breve.

Quando terminei a ligação, olhei para Emmett, que parecia ansioso. "Rose está vindo, hein?" Ele perguntou como um garotinho de oito anos de idade que estava esperando pela porra do homem do sorvete passar na sua rua.

"Quem mais?" Idiota.

"Talvez devêssemos ficar por perto para garantir que ela chegue aqui bem e nada aconteça com ela. Esta é meio que uma parte decadente da cidade".

Fiz uma careta para ele. Não foi só a porra de uma declaração rude, mas não era verdade. Meu escritório não era no centro da cidade, ou algo assim, mas não era assustador também. "Uh huh. Decadente... claro".

Felizmente, não demorou muito para ela chegar e eu não precisei me envolver em alguma conversinha com meu irmão mais velho por muito tempo. Essa merda me deixava desconfortável e um de nós sempre acabava dizendo algo que fazia o outro ficar chateado.

Ela pulou para fora da cabine do seu caminhão e começou imediatamente a rebocar o meu bebê para mim. Emmett apenas ficou lá olhando para ela com o olhar mais idiota no rosto. Eu queria dar um tapa nele. Acho que Rose também.

Quando ela terminou e estava se preparando para ir embora, ela me falou, "9hs, Cullen. Te vejo então." E ela tinha ido embora. Outra oportunidade perdida pelo muito popular, muito amado, Emmett Cullen, senhoras e senhores, primeiro da sua classe na Academia... último de uma caixa de pedras quando se trata de romance.

"O quê?" Ele me perguntou, notando o meu desgosto pela sua idiotice.

Balancei minha cabeça para ele. "Nada." Eu disse a ele quando fazíamos nosso caminho para o seu carro da polícia. Ele devia ter acabado seu turno quando veio ao escritório. Menino, ele não quis perder a porra de um minuto em me dizer o quanto eu estou ferrado. Ele nunca dirigia a viatura por aí quando não estava em serviço.

A viagem para o meu apartamento foi em silêncio. Eu não tinha nada para dizer e Emmett estava, provavelmente, chutando-se por não falar com Rose. Você não vai encontrar-me reclamando.

Eu saí quando ele parou e não o convidei para entrar.

"Edward." Ele gritou. Maldição. Exatamente quando eu estava prestes a fazer uma fuga limpa também.

Eu parei, mas não me virei. Eu apenas olhei para o céu nublado prestes a desabar sobre mim.

"Amanhã a mamãe estará cozinhando, seria bom se você viesse".

Eu deveria saber. O golpe duplo.

Respirei fundo e gritei por cima do meu ombro para ele, "Tenho planos, mano. Cuide-se e diga ao papai que eu disse oi, no entanto".

"Você mesmo poderia dizer a ele, você sabe".

Eu simplesmente continuei andando pelo beco até a escada que levava ao meu santuário tranquilo.

Isso até eu ser recebido, virando a esquina, com uma faca nas minhas costas por algum imbecil com um osso a escolher.

Você tem que estar... fodidamente brincando comigo.

Fiz uma nota mental que, quando eu finalmente conseguisse chegar em casa naquela noite, que eu faria uma visita a esse site aleatório, 'foda-se a minha vida ponto com' e registraria uma entrada. Porque eu tenho certeza que ninguém poderia ganhar da completa merda de dia que eu tinha acabado de ter.


Nota da Ju:

O que acharam desse Edward fodido? Quanta coisa ruim acontecendo em um dia só...

Deixem reviews e até semana que vem.

Ah, para quem ainda não leu, estreei uma nova tradução essa semana, This Is Who I Am, a história é muito fofa! Quem não leu, vale a pena ler...

Bjs,

Ju

Esse cap. foi traduzido pela LucianaM, obrigada! Ela traduz várias fics ótimas, deem uma passada no perfil dela e deixem reviews tb!

www. fanfiction u/ 2876928/ LucianaM (retirar os espaços)