Capítulo Um

Gina Weasley descobriu que era impossível coçar a barriga, com as mãos algemadas à cama. Ela contor ceu o corpo nu, mas a área que sentia coçar estava próxima ao umbigo. O som do metal arranhando a ca beceira da cama só gerou mais culpa à mulher.

— Dino! — Gritou ela, sem sucesso.

Ela seguira as instruções da revista Raunch sobre fantasias, a fim de apimentar seu relacionamento. Gina bancava a "virgem indefesa violentada por um estranho perigoso e misterioso" e seu noivo, que deveria estar excitado com aquilo, estava na sala ao celular. Será que ele se escandalizara diante de seu corpo nu.

-Dino! Dino! Você está aí? - Nada.

Uma suspeita terrível lhe veio à mente. Ele costu mava ser obsessivo com o trabalho... Será que ele se esqueceu dela e foi embora?

O desamparo fazia parte da fantasia, de acordo com a Revista Raunch. Claro que Gina lera tudo, mas, francamente, ela não queria brincar com jogos como "puta dominatrix e estudante servil" ou qual quer outra coisa que envolvesse mais de duas pes soas.

Expor o corpo nu na escuridão já era muito intimi dante, mesmo diante de Dino, que não enxergava muito bem sem os óculos. Todas as encenações cha maram a sua atenção, mas a "virgem indefesa violen tada por um estranho perigoso e misterioso" foi a sua favorita.

Na privacidade de seu quarto, quem se importaria se ela não fosse certinha? Era livre para imaginar ser presa por qualquer homem — desde que fosse miste rioso, alto, magro e musculoso. Não que Dino fosse um estranho misterioso e perigoso, e ela tampouco virgem — mas estava definitivamente indefesa. Os especialistas da Raunch sugeriam algemas verdadei ras. E Gina tinha agora as mãos algemadas.

A quem ela tentava enganar? Não seria surpresa se Dino tivesse escapado. Ela não se parecia em nada com as modelos da revista com seios empina dos, cinturas finas, quadris arredondados e pernas longas. Quando escapasse das algemas, iria preferir suas transas rápidas e regulares, sob os lençóis na es curidão.

Gina ainda gritou um pouco, até a garganta doer. Onde Dino havia se metido?

Ela ouviu o barulho do relógio enquanto sua raiva aumentava. A tarde de sexta-feira virou noite.

Tempos depois, ouviu sons. Ouviu a fungada de um cão e um assobio.

Obrigada Deus, talvez fosse a vizinha, Sra. Minerva, e seu cão!

Deveria pedir socorro?

O embaraço brigou com o desconforto físico, mas sua bexiga ganhou.

Se ela tivesse que ser salva por alguém da vizi nhança, pelo menos que fosse uma mulher.

— Sra. Minerva!

Gina gritou o mais alto que pôde. Sempre alerta, o cão começou a latir.

— Preciso de ajuda! Estou amarrada em meu quar to. Use a chave reserva, por favor! — Gritou Gina.

— Oh, é você Gina? Espero que não tenha sido uma invasão de propriedade.

— Sra. Minerva? A senhora se lembra onde está a chave? Debaixo do terceiro vaso de gerânios!

Esperava que a vizinha não enfartasse quando a visse nua e na situação mais humilhante de sua vida. Estava pagando muito caro por tentar ser uma mulher sensual.

— Senhora Minerva, estou no quarto!

Mas não foi o rosto preocupado da vizinha que ela viu na porta do quarto, mas um revólver em uma mão grande e máscula.

Assustada, Gina começou a agitar as algemas, mas estava indefesa — um prato cheio se o homem armado fosse algum estuprador.

Uma sombra atravessou a porta. O homem escan carou a porta, a arma apontada. Olhos verdes frios e mortais passaram por ela e examinaram o quarto.

Ela seria assassinada por um louco e Dino a ha via amarrado.

Segundos depois, o homem ficou em pé próximo à sua cabeça, com a arma ligeiramente abaixada. Man teve os olhos na porta.

— A senhorita está sozinha em casa?

— Estava. Até você chegar.

Ele puxou alguma coisa do bolso e colocou em frente ao seu rosto. Era um distintivo.

— Harry Potter, FBI.

A expressão do homem era aterradora. O cabelo-preto bagunçados e o rosto magro contribuíam para isso.

Depois de ela inclinar a cabeça em cumprimento, ele colocou o distintivo no bolso.

— Sabe quem lhe fez isso?

— Dino Thomas. Espero que possa capturá-lo. —Disse amarga. — A cadeira elétrica é pouco para ele.

— Você conhece quem lhe fez isso?

Ela não diria a esse homem assustador que seu próprio noivo fugiu no meio do sexo.

— Foi meu namorado.

— Ele a machucou?

— Só minha dignidade.

— Ele fez algo que você não desejasse?

— Sim. — Me deixou aqui antes mesmo que fizés semos sexo.

— Mas você participou voluntariamente?

— A ideia foi minha. Pode soltar as algemas?

— Onde está a chave?

— Estava com o Dino.

— Onde ele está agora?

— Não sei.

— Podemos telefonar para ele? — Ele ficou ima ginando o que faria um homem amarrar uma mulher nua a uma cama e depois deixá-la lá.

— Não agora. Preciso ir ao banheiro. Inclinando-se sobre a moça, ele segurou as algemas.

— Elas são legais?

— Bom, foram compradas em uma sex shop.

— Provavelmente não são...

— Será que poderia andar rápido? Por favor? Ele saiu e logo retornou.

O homem colocou as lâminas na corrente de uma algema.

— Fique bem quieta. — Ele ordenou.

Gina observou o volume de seu bíceps e seu rosto avermelhado. Ouviu o grunhido de esforço e o som abençoado que a libertou das algemas.

— Onde está a Sra. Minerva?

— Ela foi para casa telefonar para a emergência.

Desesperada para ir ao banheiro, ela se enrolou em um lençol e saiu correndo da suíte, quase tropeçando.

Logo depois, surgiu em seu enorme roupão. Olhou pela janela. O homem do FBI estava lá com outro po licial. Ela ouviu uma risada masculina e o agente Potter voltando para a porta de sua casa.

Ela vestiu uma calcinha sob o roupão felpudo. As algemas ainda estavam nos punhos, as correntes cor tadas ainda pendentes. Procurou respirar fundo.

Arriscou uma olhada no espelho da penteadeira e imaginou mais uma vez o que passou pela cabeça dela quando resolveu colocar em prática uma tórrida fantasia sexual. Ela era apenas a Gina Weasley, aquela contadora chata e sem graça.

Era tudo o que os pais sempre desejaram que fosse. —Exceto por ser ainda solteira.

Surpreendentemente, Dino a descobriu. Ele não tinha nada de especial, mas era homem, solteiro e médico. Sua mãe ficou encantada e Gina teve a es perança de, pelo menos, experimentar alguns dos prazeres que ela lia à noite em segredo. Porém, fazer sexo com Dino era como um exame ginecológico — nada divertido.

Ela imaginava se o fato de ele ser ginecologista era justamente o problema... E já estavam noivos há seis anos!

Gina nunca pensou que se sentiria tão sozinha depois da morte da mãe. Deveria haver algo selva gem e imprevisível que ela pudesse fazer. Ela decidiu começar pelo seu quarto...

Encare. Você nasceu para ser uma contadora cha ta casada com o Doutor Tédio. Sua carreira como mulher fatal terminara definitivamente.

A maquiagem parecia vulgar no espelho e ela se lembrou que passara ruge nos mamilos como a revista sugerira. Esperava que o agente não tivesse notado.

Lembrou-se do olhar frio, sem nenhuma emoção. Seu corpo nu também não o incendiou assim como não ocorrera com Dino.

Ela queria morrer. Mas primeiro se livraria do tal Harry.

Ele estava sentado na sala.

— Sente-se. —Ele ordenou. Gina sentou-se.

— Obrigada por... me soltar. De quem é esta casa?

— Minha.

Ele riu com desdém.

— Olhe, meu bem, já dispensei os policiais. Fale a verdade: você é uma prostituta que faz programas em casa. Tudo bem. Só preciso esclarecer tudo antes de deixá-la ir.

— Acha que sou prostituta? Eu não sou.

— Me poupe. Onde é o banheiro?

— Descendo o corredor à esquerda.

— Você é ótima, sabia? Se eu não tivesse abando nado as farras...

Seu olhar passou por seu corpo e ela teve a segun da boa surpresa do dia. Se continuasse na farra, pro vavelmente pagaria para fazer sexo com ela.

— Onde está o cara?

— Ele foi chamado. Talvez para fazer um parto.

— O quê?

— Dino é obstetra. E esta é realmente a minha casa.

— Você pode provar isso?

— A vizinha conhece minha voz...

— Preciso de provas.

— Vou pegar a minha carteira de motorista. Ele a seguiu.

— Precisa fazer isso? — perguntou aborrecida.

— Não quero que roube a da família.

— Olhe aqui a carteira!

— Essa não é você.

— Claro que é!

Olhou com cuidado — para ela e para a fotografia.

— Precisa atualizá-la. Segure a carteira nas mãos.

— Esta é minha casa. Pare de me dar ordens! — Ela colocou as mãos para trás. Quando se livrasse das algemas, demoraria muito até permitir que algum ho mem tocasse suas mãos.

Ele pegou um par de chaves em seu bolso e balan çou-as em sua direção.

— Eu as encontrei no pote de bombons.

Enquanto soltava as algemas, perguntou:

— Se você não é prostituta, em que trabalha?

— Sou contadora.

— Você está mentindo para mim.

— Estou falando a verdade.

— Uma contadora. Isto é fantástico! Bem vamos nos sentar. Por que não me fala mais sobre você?

— Você está de brincadeira. — Ela fechou mais o roupão, só vestia a calcinha.

— Creio que devo me apresentar melhor. — Harry a fitou com um olhar sedutor, passando de oficial da lei a homem atraente.

— Sou Harry Potter. Acabei de me mudar para a vizinhança.

— Gina Weasley. — Ela apertou sua mão e sen tiu um frio no estômago.

N/A: Mais uma Adaptação para vocês, este final de semana foi bem produtivo, escrevi metade do capítulo da minha fics- será que é difícil entender que te amo? - e posso dizer que é o capítulo que mais amei escrever, bastante intenso *.* Para quem quiser começar a acompanhar esta fics será postada por volta do dia 31 de janeiro, prometo que estou me esforçando o máximo para que não acabe besta.

Voltando a esta adaptação, eu li este livro no sábado a tarde, gastei magicamente 3 horas e meia lendo esta história e me apaixonei pelos personagens, logo tratei de começar a fazer esta adaptação para vocês.

Próximo capítulo amanhã de manhã, então aproveite e abusem do meu bom humor.

Se alguém quiser me deixar mais feliz ainda, gostaria muito de receber comentários sobre suas opiniões da história, apesar de não ser a autora dessa linda e empolgante história.

Quanto mais comentário, mais rápido teram capítulos.