Edward e Bella pertencem a Tia Steph, mas a idéia e o enredo: EIIII ISSO É MEU E DA BELLE!

Não copie,não plageie, apenas aproveite...


- Quem saiu daqui? - Esme me perguntou sem entender nada do que acabou de ver.

- Se eu disser que foi um furacão você vai acreditar?

Esme me olhou assustada e sem entender nada apenas me deu um sorriso fraco e logo percebi o inevitável.

Mãe senta, você me parece abatida demais agora precisa descansar um pouco.

- Ô filho, a quimioterapia está um pouco agressiva.... – Esme passou a falar de como o tratamento era invasivo e a quão machucada ela estava, embora eu soubesse todo o sofrimento pelo qual minha mãe estava passando eu não consegui me atentar a nenhuma de suas palavras, minha cabeça estava nela...

- Filho? Filho? – Esme acenou a frente do meu rosto até me tirar do devaneio.

- Desculpa mãe. Sinto por não poder te ajudar na dor... Mas vou fazer o que puder para sempre ter o melhor.

Esme sorriu e meu estomago embrulhou. Era errado mentir, mas se for bem analisado, perder o emprego e não contar era omissão... e para isso tem perdão! De maneira nenhuma poderia deixar Esme preocupada com isso, afinal ela já tem problemas demais e saber a verdade agora só iria deixá-la mais doente.

Deixei Esme descansando no sofá enquanto fui preparar a vitamina "pós-quimio" que o doutor receitara para ajudar com os enjôos freqüentes e a perda de peso abrupta.

A cada segundo meu corpo dava espasmos ou meu coração disparava novamente e eu tinha certeza que eram reflexos involuntários provocados pela ausência dela.

Eu deveria tê-la seguido? O que eu deveria ter feito? Eu nunca havia trazido uma mulher para dentro de casa, que dirá agora com minha mãe doente e desempregado, o que ela iria pensar de mim? Gigolô por acidente?

Afastei aqueles pensamentos e me concentrei em deixar minha mãe bem, para poder voltar à rua e procurar por ela, digo, por emprego. Que saco, nem coordenar meus pensamentos consigo!

Escutei alguns barulhos na sala e tinha certeza que minha mãe estaria se ajeitando até ouvir o estouro de algo...

- MÃE!

A cena era lastimável, minha mãe estava sobre a mesa de centro da sala e o vidro sob ela estava partido.

- Filho... Dor... Muita dor. - Corri em seu socorro e peguei o telefone para chamar o resgate.

Meu corpo estava tenso à medida que ela estava em meus braços e respirava com dificuldade. O remédio devia estar mais forte que nunca em seu organismo e ela estava tendo reações fortes que ficavam estampadas em sua face.

Por um minuto eu vi a face da morte estampada em minha mãe e nesse momento me senti um homem impotente e incapaz.. Sem saber o que fazer minha única reação foi chorar... Chorei abraçado ao corpo de minha mãe querendo ali abrandar toda a sua dor, foi então que olhei em seus olhos e vi uma ultima lagrima cair e seu corpo desfalecer em meus braços.

Escutei a sirene e a embalei ainda mais em meus braços: "Mãe agüenta firme, por favor, por mim mãezinha.. Eu não posso imaginar viver sem a senhora ao meu lado", e essas foram às únicas palavras que saíram da minha boca.

Dois paramédicos entraram rapidamente em minha casa e segui segurando sua mão na ambulância. A situação era um pouco mais grave, pois ela tinha se cortado no vidro e nessa hora me culpei ainda mais por não ter estancado aquele sangramento.

.................. Segundos, Minutos, Horas, Dias... Quem está contando?

A sensação de vazio aumentava a cada instante que daquela sala saiam homens de branco e nenhum se dirigia a mim. A angustia de não poder estar lá a ajudando efetivamente, me nauseou até que senti suaves mãos em meu ombro.

- Filho, você precisa descansar um pouco, ela não corre mais nenhum perigo.

Olhei-o e pela primeira vez encontrei olhos suaves e uma expressão feliz em alguém naquele hospital, precisamente na ala da oncologia.

- E o senhor é?

- Perdão. Sou Carlisle Cullen, serei o médico de sua mãe daqui para frente, após a aposentadoria do Dr. Aro, como você deve saber.

- Eu... eu...

- Sim, entendo. Sua mãe já estava acostumada com o Dr. Aro mais não se preocupe eu também já venho há alguns meses acompanhando o caso clinico dela e posso lhe garantir que ela está em boas mãos. Sabe, sua atitude de ligar imediatamente para o resgate a salvou, também a pressão exercida sobre o ferimento... Muito altruísta você... Faz medicina?

Minha cabeça estava em um turbilhão com tudo que o médico dizia, eu só conseguia entender que no fundo minha mãe estava a salvo por algo que fiz e não fazia a menor idéia de estar fazendo...

- E então?

- Perdão, estava refletindo ainda... Minha mãe está fora de perigo?

- Sim...

- Masen, Edward.

- Sim Edward, sua mãe está a salvo, graças a sua atitude imediatista.

- Desculpe, mas não faço a menor idéia do que fiz... Foi instinto sabe...

- Muitos médicos estudam anos para fazer o que você "instintivamente" fez. Parabéns.

E não é que me simpatizei com o doutor? Afinal, tinha salvo minha mãe e ainda me tecia elogios?

- Então Edward, Esme deverá ficar internada em observação, quer vê-la? – Esquece o que eu disse, já chamando minha mãe pelo nome... todo atencioso, tá afim dela é? Tem que passar por mim, hunpf!

Edward?

- Oh.. Desculpe-me Dr. Só estava pensando algumas besteiras o que mesmo o senhor dizia.

- Você gostaria de vê-la?

-Claro que sim acho que preciso vê-la para que meu coração sossegue um pouco mais.

Ao entrar na enfermaria que minha mãe estava e ver seus lindos olhos verdes me olhando e um pequeno sorriso brotar de seus lábios fez meu coração voltar a bater normalmente e o alivio passou a tomar contar de mim.

POV Bella

Mas o que diabos eu estava fazendo? Como eu cheguei nesse ponto? Uma coisa eu tinha certeza: eu iria punir a responsável por ter me deixado louca hoje.

- Por favor, altere um pouco seu caminho e me deixe na quinta avenida com a setenta, ali próximo ao Frik Collection...

- Sim senhorita.

Em segundos estacionei em frente a minha "amiga-psicóloga-confidente" e joguei uma nota de cinqüenta dólares para cobrir a corrida. Um grito do motorista me fez voltar ao carro na medida em que já estava quase na porta.

- Sim?

- A senhora esqueceu a carteirinha...

- Não, mas...

Peguei a carteirinha e compreendi tudo: Paciente Esme Masen, Médico Dr. Aro Volturi, Ala: Oncologia Avançada. Era um documento da pessoa que havia saído do táxi e só tinha uma explicação: Era a mãe do boy...

Entrei no escritório da anãzinha ainda segurando a carteirinha, a foto aparentava uma mulher firme e feliz, diferente daquela sombra com a qual eu havia cruzado segundos antes de evitar o melhor sexo que eu poderia ter feito...

- Tá dormindo acordada?

- Ah... oi Allie...

- Nossa, que bicho te mordeu Bella?

- Não mordeu amiga, não mordeu... Quase.

- Para tudo! Senta e me conta...

Sentei em uma puffe cor de rosa que sempre ficava preparado para minhas invasões premeditadas no final de cada semana.

Alice era minha melhor amiga, desde... bem, desde sempre. Cursamos o primário, o ginásio, a high-school, até a faculdade, onde apenas as matérias eram diversificadas embora na mesma NYU. Alice seguiu o caminho da administração pública, enquanto eu... bem... Eu precisei assumir os negócios da família, o que me levava sempre estar jogada nesse puffe.

- O que houve? Parece que bateu de frente com uma jamanta...

- Não, moto.

- Hein?

- Moto Alice, conhece? Aquele veículo automotor com duas rodas e um freio? Então, atropelei uma. – Ela gargalhava até se dobrar em duas e cair na minha frente sobre seu carpete mais que fofinho.

- Ok, a sessão do circo acabou. Dá para me escutar agora? – Ela ainda limpava as lágrimas quando me olhou e viu que eu não estava para brincadeiras.

- Conte.

- Bem ok, começo pelo meu dia ok?

Flashback on

Não eram oito da manhã e eu já estava no escritório terminando algumas pendências de sexta-feira, quando o Black entrou na minha sala. Não que eu tivesse qualquer problema com ela, mas saber que seu pai fora o fundador da empresa em conjunto com meu pai, não dava o direito dele entrar na minha sala sem bater.

- Swan, quero que você faça o prospecto da divulgação do nosso novo logotipo.

- Bom dia para você também Jacob... E se eu não me engano, sou acionária de 51% dessa empresa, portanto, se alguém determina o trabalho aqui dentro... Esse alguém sou eu.

- Seria, se não estivesse tão "menininha" e absurdamente afastada dos negócios. Sabe que a mesa diretora inteira estranhou sua ausência na reunião de ontem...

- Que reunião? – Por um segundo eu não sabia mesmo do que ele falava, porém lembrei, a maldita reunião que aconteceria segundos após eu receber o telefonema de Mike dizendo que estava indo para Machu Pichu com Jéssica, minha secretária e jogar na minha cara que eu era frígida...

- Ah... Vejo que se lembrou agora da reunião.

- Sim, quero dizer, não. Bom, o motivo da minha ausência não lhe dá o direito de assumir o comando da NOSSA empresa.

- Não mesmo, mas a votação imediata de sexta-feira sim.

Sexta-feira? Eu nem havia acordado para trabalhar na sexta, minha única ausência desde que assumi a empresa de Charlie, meu pai, deixando o livre para ter sua merecida aposentadoria com Renne, minha mãe já em estágio avançado de Alzheimer.

- Você nem esperou a minha ausência para me atacar não?

- Ei, não desconte em mim suas malditas frustrações por ter sido corneada na própria empresa.

Suas palavras me mostraram o quão fragilizada eu estava com tudo que tinha acontecido. Eu estava sozinha para encarar tudo isso, e não agüentava mais.

Levantei da minha mesa, passei por ele, mas não sem lhe dar um sorriso e sair daquela prisão. Eu precisava respirar, vomitar, gritar e sabe se lá Deus o que mais.

Assim que as portas se fecharam, caminhei para a praça central da quinta avenida, antes de entrar no central park. As lágrimas já não me deixavam enxergar nada e só senti o impacto da minha bunda no chão.

Flashback off

- PUTAQUELAMERDAFEDIDA.– Alice era a melhor com os palavrões, mas naquele momento até eu queria falar um "foda".

- Pois é... Foi por isso que sumi o final de semana todo amiga...

- Emmett me disse que ia abrir sua porta no soco, mas eu o impedi, achando que você estava se acertando com Mike...

- Meu irmão te ligou?

- Ligou, parece que sua mãe esteve lúcida nesse final de semana e perguntou muito por vocês, até Charlie ligar para Emmett atrás de você.

Ainda mais essa, eu havia escutado cada um dos quinze recados de Charlie em minha secretária, mas na situação de lamúria e amor próprio devastado, achei melhor deixá-lo fora disso... Péssimo momento, péssimo!

- Bem, e você chegou a falar com Renne?

- Sim, ela lhe mandou um beijo e disse que nunca se esquece de seu "bebê chocolate" favorito.

Bebê Chocolate... Eram momentos como esse que me faziam suspirar de alegria e ver que a minha vida ainda tinha remendo! Minha mãe se lembrava raramente de quem ela havia sido, mas nunca se esqueceu do amor que sentia por meu pai. A doença pegou sua memória pós-parto, portanto, ela não se lembrava de mim ou do meu irmão Emmett, jogador do New York Nicks.

- Amiga? – Alice me tirou dos meus devaneios e eu me surpreendi ao vê-la segurando a carteirinha que peguei no táxi.

- O que é isso? Quem é essa mulher? Quer que eu a ajude?

Alice como eu disse era minha melhor amiga, mas também, uma das maiores bem feitoras da cidade de Nova York, com sua ONG contra Câncer. Milhões de doadores famosos e anônimos mantinham seus projetos, para a busca da cura para o câncer e naquele minuto, sem saber o porquê, eu assenti.

- Sim Alice, quero que você a ajude.

Meu coração fez um looping sem igual, ao imaginar que poderia fazer algo por aquele homem... Edward... Meu corpo reagiu a ínfima lembrança de seu beijo, como nunca foi com Mike... Mike... argh! Até seu nome me dava nojo.

- Tem mais alguma coisa que queira me contar?

- Tem...

- Conta besta...

- Me apaixonei por um moto-boy e, não faço a menor noção de quem ele é.

- COMO????????????

Nem eu sabia... Nem eu!



N/C: Ok... Eu escrevendo drama??? Sério... nem eu acredito, mas a Belle me faz isso.. Explora minha criatividade ao máximo e me faz escrava das vontades dela..

Então espero que tenham gostado...


N/Belle: Oi amores mais um capitulo pronto para vocês. E espero que gostem, pois foi feito com muito carinho. Quero agradecer e dedicar esse capítulo a algumas pessoas: Nic e Mel (minhas amigas de toda hora que eu amo), Mah que eu tive o prazer de conhecer através da Carla e adorei, pois ela é super fofa. Agradecer os reviews: Lecullen, Lady Violet, Crisdias, Ana silva, Vanessa Cullen.. Enfim amei os reviews recebidos e dedico esse capítulo a todos vocês que tiveram a paciência de ler nossa loucura.

Um grande xero.

Belle.