CAPÍTULO 2.

Amy chegou em casa, como todos os dias cansada. O dia havia passado rapidamente, como se ela tivesse piscado os olhos e já fosse a hora de voltar para sua casa. Deixando sua bolsa sob o sofá, ela caminhou para o banheiro, preparou um banho quente e relaxante. Ao terminar enrolou-se apenas no robe e foi para a cozinha, olhando para sua bolsa, ela pensou na proposta de Cavill, em trabalhar no escritório com ele. Ela apenas sabia que seria sua assistente mais nada. Pegando os papeis dentro da sua bolsa, ela os releu uma, duas vezes... A proposta era encantadora, ela teria tempo para estudar e não teria que chegar em casa exausta quase se arrastando.

~ Ok ~ disse Amy. ~ Eu aceito trabalhar com você, senhor Cavill.

Henry descruzou as mãos e olhou para Amy por alguns segundos, antes de abrir um sorriso. Abrindo uma das gavetas de sua mesa, ele retirou um envelope e colocou em cima da mesa em frente a Amy.

~ Você tem alguma objeção quanto ao que lhe propus?

~ Sim. Meu salário.

~ O quê tem? Não está satisfeita com a quantia? Posso acrescentar mais 50%.

Amy arregalou os olhos e quase engasgou.

~ Não, é que o valor é praticamente uma fortuna para mim. É quase o valor que eu ganharia no The Conection trabalhando o ano todo e sem folga. Por que não começar com um salário tradicional de um assistente?

~ E quanto um assistente ganha?

~ Não chega à 2.500.

Henry riu.

~ Quer dizer que você prefere ganhar 2.500 invés de 12.000?

Amy ficou pensativa, claro que com um salário de 12.000 ela poderia fazer muita coisa, mas mesmo assim achava um exagero.

~ Sim. ~ Por fim disse.

~ Senhorita Adams, acho que você deveria deixar com está. Sendo minha assistente, a senhorita terá que me acompanhar em muitos eventos, reuniões importante e assim, teria que ter um guarda-roupa mais apresentável.

Amy baixou a cabeça, olhando para sua jaqueta jeans sob uma blusinha preta e calça jeans.

~ Ok senhor Cavill, deixo as coisas como estão. ~ Ela pegou uma caneta e assinou o contrato. ~ Só uma coisa: eu faço faculdade de manhã, esse mês estou de férias, mas no próximo retonar minhas aulas. Entro às 7 da manhã e saio no horário do almoço. Posso vir diretamente para cá e posso ficar até depois do expediente ou se preferir, posso levar o serviço para casa.

Ele levantou uma sobrancelha

~ Pois bem senhorita Adams. Não há nenhum problema quanto à isso. Espero à senhorita amanhã.

Amy se levantou, colocou sua bolsa no ombro e caminho até a porta. ~ Até amanhã, senhor Cavill.

Depois que a porta se fechou, Henry encostou-se em sua poltrona e fitou o paisagem pela janela do escritório. Ele sabia que não precisava de ninguém para ajuda-lo, tinha Rebecca, sua secretária que trabalhava para ela a mais de 3 anos. Mas ele queria Amy perto dele, precisava, necessitava tê-la ao seu lado. Tal pensamento o pegou de surpresa, nunca precisou de mulher alguma ao seu lado, ao longo dos seus 31 anos, nunca havia tido mais do que dois relacionamentos sérios, que duraram menos de um ano. Sua mãe, sempre lhe cobrava casamento e netos, afinal era o único dos 4 filhos que ainda não havia se casado.

~ Para que casar? Para daqui algum tempo me separar? Não vale a pena. ~ Henry sempre dizia à sua mãe.

Henry sempre foi focado no trabalho e nunca foi de sair, beber com os amigos e fazer sexo com qualquer mulher. Às vezes, gostava de sair apenas para bares de pouco movimentos, mas na grande maioria preferia ficar em casa.

~ Darren, preciso falar com você. ~ Amy disse entrando num quarto pequeno perto da dispensa do The Conection.

~ Sente-se. ~ Darren apontou para uma cadeira.

~ Vim pedir demissão. ~ Amy falou tranquilamente. ~ A partir de amanhã eu não virei mais.

~ Demissão? Por que? Amy, você está trabalhando aqui desde que chegou na cidade, como pode querer nos deixar logo agora?

~ Eu sei. ~ Amy sentiu um aperto no coração. Ela havia conhecido Jack, um dos cozinheiros na fila do supermercado e enquanto eles conversavam, ela disse que precisava de um emprego e graças à Jack, ela havia arrumado um. ~ Mas recebi uma oferta de emprego, meio que irrecusável Darren. E vai me ajudar muito na minha carreira profissional também.

~ Tudo bem. ~ Darren disse em baixo tom. ~ Respeito sua decisão Amy. Pode vir aqui na semana que vem assinar os papeis?

~ Sim. ~ Amy sorriu. ~ Jamais esquecerei o que fez por mim Darren, pela oportunidade que me deu. ~ Ela se levantou e correu para abraçar Darren.

~ Se cuide moçinha!

Deixando o The Conection, Amy lembrou-se do que Henry havia lhe dito "mais apresentável" mas ela sabia que não era apenas questão da roupa, mas sim no geral. Em sua mente, Amy fez a lista do que precisava fazer: ir as compras, no cabeleireiro, manicure... Foi primeiro ao shopping, depois ao cabeleireiro e por fim chegou em casa. Ela, Lizzy e Isla haviam combinado de saírem, já que era sexta a noite, tomou um banho rápido e colocou um vestido de noite, prendeu o cabelo no alto e passou um rímel e batom. Ligou para a portaria do prédio e solicitou um taxi, 10 minutos depois estava indo encontrar com as meninas.

O lugar que elas marcaram de ir, não era tão famoso, mas era lotado, ainda mais por ser fim de semana. Estavam todos sentados à mesa: Lizzy, Isla, Jack e um amigo de Jack, cujo nome Amy não havia entendi por causa da alta música, mas sabia que era alguma coisa Le. Todos estavam alegres, bebendo e rindo sem parar, Lizzy havia puxado Jack para a pista, e Isla havia indo ao bar pedir uma nova garrafa de tequila e whisky. Amy estava sozinha com o amigo de Jack, ela senti ele estava olhando para ela, mas ela continuava olhando para as pessoas dançando na pista de dança.

~ Quer dançar? ~ O rapaz perguntou.

~ Não gosto muito de dançar.

~ E vai ficar a noite toda parada? Vamos lá. ~ Ele pegou na mão dela e eles foram para a pista. O DJ tinha acabado de trocar de música, agora estava tocando Wet da Nicole Scherzinger. Amy começou a dançar, deixando levasse pela batida e o nível de álcool em seu cérebro, Amy rebolava e ria. Le colocou uma mão em sua cintura e a trouxa para mais próximo a ele, com os corpos próximo um ao outro, Le a beijou e ambos continuaram dançando e se beijando.

~ Estou com sede. ~ Amy disse. ~ Vou me sentar um pouco.

Atravessando a pista da dança, Amy foi encontrar-se com seus colegas, Isla estava sentada conversando com um rapaz loiro e Lizzy e Jack se pegando no outro da mesa. Virando o copo de Tequila, ela sorriu para Isla que fez uma careta vendo a amiga bebendo.

~ Amy, nunca tinha visto você bebendo assim. ~ Isla comentou. ~ E dançando e não acredito que Leon está caidinho por você.

"Então é Leon o nome dele" ~ Amy pensou.

~ Isla, por favor. ~ Ela riu ~ Só foi um beijo nada mais.

~ Um beijo? ~ Isla quase disse, gritando. ~ Eu pensei que vocês iam transar naquela pista, na frente de todo mundo.

~ Cala a boca. ~ Amy empurrou a amiga.

Rindo, Amy foi até o banheiro, passando por um corredor com as luzes baixas, ela viu um homem alto, parado próximo a algumas cabines, quando Amy aproximando ele a olhou, e seus olhos se encontraram, fazendo Amy gelar-se.

~ Senhorita Adams. Que bom revê-la. ~ Henry se aproximou segurando um copo na mão.

~ Senhor Cavill. ~ A voz de Amy falhava. ~ O que faz aqui?

~ Acredito que a mesma coisa que você não?! Me divertindo.

Amy soltou um risinho, era o risinho de nervoso dela, mas ela deu graças a Deus por ele não conhece-la, para saber disso.

~ Espero que curta sua noite. ~ Ela disse forçando seus pés a andarem.

~ A senhorita também. ~ O hálito fresco de Martini de Henry invadiu as narinas de Amy quando ela passou ao lado dele. Quando percebeu que estava fora de alcance de Henry, ela correu para o banheiro e jogou uma água em seu rosto, ajeito o vestido e o cabelo. Estava suada pela dança, mas por causa do álcool, ela se visualizava sexy daquele jeito. Voltando pelo mesmo caminho, ela rezou rapidamente para que Henry estivesse onde ele estava, mas não tinha ninguém. Sentiu uma leve pontada de desapontamento no peito.

Sentado numa das mesas da área VIP, Henry observava o movimento na pista abaixo. Observava Amy com os amigos, rindo, conversando e bebendo. Seu sangue subiu quando viu um cara colocando a mão na cintura de Amy e a puxando para mais próximo à ele, sua vontade era de descer lá e quebrar a cara do fulano. Virando o copo de Martini, ele chamou Susie, uma loira, magra e apontou para o rapaz ao lado de Amy que agora estava na pista de dança.

Enquanto dançava, Amy tentava ver se conseguia ver Henry, mas nenhum sinal dele. Talvez ele já tivesse ido embora ou estava na outra pista com alguma mulher. Leon estava vindo em sua direção quando uma mulher parou na frente dele e o beijou, Amy virou de costas para não ver a cena, depois sumiu pela multidão.

Amy pegou sua bolsa e se despediu das meninas, dando a desculpa de que estava tarde e cansada. Leon apareceu bem na hora e pediu para que ela o deixasse acompanha-la até em casa.

~ Obrigada Leon. Mas não precisa, pegarei um taxi aqui na frente.

Antes que ele pudesse responder, Amy já havia saído. Do lado de fora, estava um vento frio, mas Amy ainda sentia seu corpo quente pelas grandes doses de Tequila e pela dança.

~ Está esperando seu carro?

A voz próxima ao seu ouvido a arrepiou e ela olhou para trás.

~ Não, estou esperando um taxi. E ele já está vindo.

~ Não deixarei que vá embora sozinha de taxi a essa hora da noite. Deixe que eu a leve para casa.

~ Não, por favor, senhor Cavill. Prefiro pegar um taxi, não me acontecerá nada.

~ Sem formalidades, me chame de Henry.

Amy cerrou os olhos.

~ Bem, se você quer assim. Agradeço sua oferta em me acompanhar, mas não precisa.

Antes que ela pudesse entrar no taxi, ele a puxou fechou a porta. Os olhos dele estava negros e ela engoliu a saliva com dificuldade.

~ Eu insisto.

Parada em frente a um Porshe Cayanne, Amy esperou que Henry abrisse a porta para que ela entrasse, logo depois ele entrou.

~ Você vai dirigir? Você bebeu.

~ Não se preocupe. ~ Ele abriu um sorriso. ~ Bebi Martini sem álcool.

Colocando o cinto, Amy informou onde ela morava e eles não trocaram nenhuma palavra o caminho inteiro. Ela o observava e na maioria das vezes o pegava olhando para ela. Fitando o a paisagem do lado de fora no escuro da noite, Amy percebeu que já estava de frente ao seu prédio, tirando o cinto ela olhou para Henry.

~ Muito obrigada, senhor... Henry. Realmente não precisava se incomodar.

Abrindo a porta do carro, Henry a puxou de novo, ficando um rosto próximo ao outro, cada um sentia a respiração do outro, Henry passou a mão pelo rosto de Amy que fechou os olhos ao sentir o toque.

~ Você é tão linda.

Amy enrubescer-se com o elogio e tentou virar o rosto, mas Henry o segurou com as duas mãos e a fez olhar para ele.

~ Também tem olhos lindos.

Dito isso, ele a beijou. Um beijo que se iniciou calmo e lento, mas depois que suas línguas se tocaram, o beijo ficou mais intenso. Henry saboreava cada canto da boca de Amy, sentindo o gosto de menta e tequila que ela havia consumido a noite. Sentindo seu coração bater mais forte, Amy jogou seus braços em volta do pescoço de Henry e deixou com que seus corpos ficassem colados. A mão de Henry deslizava pelas costas de Amy, até chegar em sua nadega, quando a tocou Amy se afastou.

~ Que foi? ~ Henry perguntou a olhando.

~ Nada. Eu tenho que ir, boa noite.

Saindo do carro, Amy entrou no prédio correndo.