Prontas para conhecerem nossos personagens?
Capítulo 1
Como eu não gosto de ti, deixe-me contar as maneiras.
Isabella Swan tomou um grande gole da sua taça de champanhe, enquanto observava o homem alto, de cabelos acobreados do outro lado do salão de baile do Hilton de Londres. Ele estava vestindo um clássico smoking preto, mas de alguma forma ele conseguiu parecer muito engomado em vez de suave. Mas esse era seu talento - pegar qualquer coisa estilosa, divertida ou frívola e retirar a vida delas.
Edward Cullen desviou seu olhar do homem idoso com o qual estava conversando e apanhou o olhar dela. Mesmo a distância ela podia ver seu lábio superior enrolar-se ligeiramente. Ela arqueou uma sobrancelha em um desafio silencioso.
O sentimento é inteiramente recíproco, meu amigo.
Na verdade, a antipatia deles tinha sido inteiramente mútua desde o momento que sua melhor amiga Rosalie começou a namorá-lo há seis anos atrás, e a intimidade não havia feito uma única coisa se quer para facilitar ou amenizá-la. Às vezes, quando ela estava sofrendo um ataque raro de introspecção, Isabella se perguntava se ambos, ela e Edward, não desfrutavam secretamente da desaprovação um do outro. Certamente ela gostava de lançar criticas impensadas contra ele na maior parte do tempo - qualquer coisa para chacoalhar sua ridicula e sobria jaula - e a julgar pela rapidez com que ele geralmente entrava na briga, ele também não era avesso a troca de insultos com ela.
"Desculpe por isso. Fiquei presa com uma das garotas do Jones-Smythe", Rosalie disse ao se juntar novamente a Isabella.
Isabella focou-se em sua amiga, virando as costas para o pretencioso do outro lado do salão. "Já podemos ir?"
Os lábios de Rosalie tremeram. "Você sabe que não podemos. Eles ainda não fizeram os discursos."
"E daí? Ninguém vai notar se sairmos. Nós pagamos por nossos ingressos, eles têm o nosso dinheiro. Essa é a parte na qual eles estão realmente interessados."
"Comporte-se. Não é tão ruim assim."
"R, seja realista. Essas pessoas são mortos-vivos." O olhar de Isabella varreu a multidão bem vestida que comparecia ao evento anual de arrecadação de fundos da Fundação Heart. "Mais velhos que Moisés, mais ricos que Deus e mais chatos do que um caminhão de contadores."
Rosalie riu, e imediatamente levou a mão em sua boca para esconder o sorriso, quase como se ela estivesse com medo de que alguém fosse lhe dar uma lição por ter se divertido com a irreverência de Isabella.
Isabella olhou para sua amiga com uma frustração afetuosa. Em todos os anos que ela conhecia Rosalie ela só a tinha visto realmente baixar a guarda umas poucas vezes. Ela estava sempre em alerta, sempre cuidadosa, sempre elegante, atenciosa e boa - agora mais do que nunca com seu casamento com o Sr. Engomado à vista.
"Você está muito bonita hoje à noite, no caso de eu não ter dito antes," disse Isabella impulsivamente, se aproximando para tocar a seda do justo vestido azul ardósia de Rosalie.
Com seus profundos olhos azuis, cabelo loiro claro e delicada estrutura óssea, Rosalie era a epítome de uma fresca e reservada rosa inglesa. Tantas pessoas tinham estado enganadas ao acreditar que sua frieza corria mais profunda do que a pele, mas ela facilmente era a pessoa mais apaixonada e de grande coração que Isabella conhecia.
A pobre Rosalie sentia a necessidade de esconder toda essa paixão da maioria das pessoas importantes em sua vida.
Rosalie acenou a mão em um gesto desconsiderado. "Você é o destaque, Vi. Você sempre é. Esse vestido é incrível."
Isabella alisou uma mão na lateral de seu vestido de veludo vermelho estilo Flamenco e fez uma pose de maneira que ela mostrava uma grande parte da sua meia arrastão através da fenda na saia. As convenções sociais determinavam ruivas não deviam usar vermelho - muito de uma mesma coisa boa e toda aquela conversa - mas Isabella nunca foi boa em aderir às convenções. Ela tinha arrumado seu cabelo, de cor castanha mas com reflexos vermelhos, em um penteado em cascata esta noite, e combinado seu batom com seu vestido.
"Pensei que poderia dar a Fundação Heart alguma ajuda no trabalho deles," disse ela. "Testar alguns marca-passos."
As duas riram.
"Eu tenho uma festa que podemos ir assim que sairmos daqui", disse Isabella. "Loft Canary Wharf, muita música, open bar... Vai ser uma das boas."
Por um momento, o rosto de Rosalie se iluminou. Em seguida, seu olhar encontrou alguém por cima do ombro de Isabella e ela sacudiu a cabeça, a luz se apagando em seus olhos.
"Não é realmente o cenário de Edward, eu receio."
Os cabelos na parte de trás do pescoço de Isabella ficaram em pé. Ela não precisa se virar para saber que o noivo de Rosalie estava se aproximando. Ela tomou um grande gole de seu champanhe no momento em que Edward se juntava as duas.
"Desculpe", ele disse, seu olhar sobre Rosalie. "Eu estava conversando com Lord Burrows e perdi a noção do tempo."
"Não precisa se desculpar. Nós não queremos que você perca uma oportunidade de fazê-lo saber o quanto você admira seu bom trabalho", disse Isabella, sua cara-de-pau posta.
Os olhos verdes de Edward estavam friamente com ar de desaprovação quando eles encontraram os dela.
"Na verdade, isto era exatamente o que eu estava fazendo. Eu verdadeiramente admiro muito o trabalho da Fundação."
"Além disso, ele é um membro do Clube Savage", Isabella murmurou. "Ou talvez você já tenha encontrado alguém para reforçar sua nomeação a membro?"
As bochechas de Edward adquiriram uma sombra opaca de tijolo vermelho. "Eu sinto muito se minhas tentativas de melhorar a minha sorte na vida parecem grosseiras para você, Isabella. Nem todos nós temos a vantagem de ter nascido dentro do alto escalão".
A refutação contundente dele para a piada velada dela a fez se sentir pequena e insignificante. Ela abriu a boca para devolver à altura, mas a mão de Rosalie descansou em seu pulso.
"Posso sugerir um cessar-fogo? Apenas por essa noite?"
Seu tom era leve, mas seus olhos estavam suplicando quando encontraram os de Isabella. De repente, Isabella sentiu vergonha de si mesma por provocar Edward.
Ela não estava certa do porquê ela tinha ficado fora de si para irritar ele. Não era como se ele tivesse feito algo para provocá-la. Exceto respirar, é claro.
Engolindo o resto de sua champanhe, ela abandonou sua taça no vaso de planta próximo, ganhando para si mais um olhar reprovador de Edward.
"Por que eu não facilito a vida para todos e vou embora para minha festa?", disse. "Vocês dois vão ter muito mais diversão sem mim por perto."
A expressão de Rosalie caiu e Isabella imediatamente sentiu-se mal por abandonar sua amiga neste evento tão maçante quanto a tarefa de lavar louças. Ela se obrigou a olhar para Edward.
"Você deveria fugir daqui também e levar E. para algum lugar divertido. Recompensá-la por ser tão resignada."
Edward começou a protestar, então viu o rosto de Rosalie.
"Você está entediada?", ele perguntou.
"Não. Claro que não. Isso é divertido", disse Rosalie com uma rápido sorriso.
Isabella esperou pela reação de Edward de acreditar na palavra de Rosalie e determinar seus próprios planos para a noite, mas ao invés disso ele franziu a testa.
"Por que não estou convencido?"
Rosalie franziu o nariz. "Porque eu sou uma pessíma atriz?"
Edward sorriu, a curva lenta de sua boca revelando um covinha na bochecha esquerda.
Isabella franziu a testa, como ela fazia toda vez que via aquela covinha.
Ela não pertencia ao rosto dele. Simples assim. Covinhas eram travessas e brincalhonas. Elas falavam de risadas e prazer, e não de ternos de três peças, e cachimbo, e chinelos e cardigans com remendos nos cotovelos.
"Se você quiser ir a outro lugar, nós vamos", disse Edward. "Eu já conversei com todas as pessoas que eu precisava."
"Nós poderiamos tomar um drink em algum lugar. Tem aquele bar novo perto da sua casa", Rosalie sugeriu.
"Por que não?", disse ele facilmente.
"Ótimo. Se você está indo para Bloomsbury você pode me deixar na estação de Tottenham Court no caminho", disse Isabella animadamente.
Ignorando a carranca de Edward, ela encaixou seu braço no de Rosalie e começou a andar em direção à saída. Ele até podia querer protestar, mas ele era muito cavalheiro para negar o seu pedido - e ela não era dama o suficiente para estar acima do fato de usar os melhores instintos dele contra ele mesmo.
Elas pararam para pegar seus casacos e bolsas antes de seguir Edward até seu clássico sedan Jaguar que era seu orgulho e alegria. Sem dizer nada, ele manteve a porta traseira aberta, e ela lhe deu um sorriso insolente enquanto passava por ele e se abaixava para entrar no carro.
"Anime-se. Não é muito longe, e então você estará livre de mim."
Sua boca se apertou, mas ele não disse nada.
Na idade madura de 29 anos, ela deveria ter superado o fato de incitar as pessoas por diversão, mas por alguma razão ela nunca se cansava de cutucar Edward para ver quanto tempo levaria antes que ele rosnasse e estourasse.
"Onde é a sua festa?" Edward perguntou enquanto ele deslizava no banco do motorista e ligava o carro. Ela estava ocupada mexendo em sua bolsa em busca da blusa preta estilo camisola que ela tinha enfiado lá mais cedo, e ela olhou para ele com surpresa.
"Você não me levará por todo o percurso. É do outro lado da cidade."
Havia uma pergunta em seu tom, e pela primeira vez naquela noite, ele sorriu para ela, seus olhos encontrando os dela através do espelho retrovisor.
"Você está certa, eu não vou. Eu só estou tentando descobrir se Tottenham Court é o melhor lugar para deixá-la."
"É. Confie em mim."
"Eu receio que eu não seja nem de perto tão ingênuo."
"Eu acho que nós teremos que concordar em discordar neste ponto. A próposito, você vai querer manter seus olhos na estrada pelos próximos minutos."
"Desculpe?"
Ela retirou seus braços para fora das mangas do casaco. "Eu preciso me trocar."
Ela podia ver a tensão atingir o pescoço dele enquanto ele a encarava pelo espelho retrovisor. Ela levantou a mão e encontrou o zíper escondido na lateral de seu vestido.
Ela arqueou as sobrancelhas, desafiando-o a continuar assistindo.
Os lábios de Edward se apertaram e ele mirou seu olhar para frente.
"Não se preocupe. Bella é uma profissional em trocar-se em pequenos espaços", disse Rosalie.
"Sim. Tenho certeza que ela teve muita prática", disse Edward categoricamente.
Isabella abriu seu vestido e deslizou as alças pelos ombros antes de passar a blusa pela cabeça. Ela deixou a blusa deslizar por seu corpo. Uma vez que sua parte superior estava decente, ela começou a retirar seu vestido.
"Na verdade, Edward, eu tive. Muita mesmo. Estive em tantos lugares apertados", disse ela enquanto ela deslizava seu vestido pelos quadris. "É difícil para uma garota manter a conta."
O olhar de Edward permaneceu colado à estrada. Ela deslizou seu vestido pelos joelhos e tornozelos, então o deixou no assento ao lado antes de retirar de sua bolsa sua mini-saia vermelha de elastano. Cinco segundos depois, ela estava alisando o tecido elástico em suas coxas.
"Pronto. Acabei." O olhar de Edward pulou para o espelho retrovisor pela primeira vez desde que ela começou a se trocar. Ela sentiu a censura dele conforme ele olhava sua nova roupa, mas ele não disse uma palavra.
"Você não vai sentir frio?" Isabella perguntou preocupada.
"Não assim que eu começar a dançar."
Rosalie tinha se virado para encará-la e seus olhos ficaram melancólicos por alguns segundos. "Lembra daquela festa que fomos logo antes de nos formarmos? Eu mal conseguia andar no dia seguinte, eu dançei tanto."
"Eu me lembro, festa animal. O milagre é você lembrar."
O carro diminuiu até parar. Isabella olhou para fora e viu a familiar placa vermelha, branca e azul da estação de metro.
"Posso deixar meu vestido com você, R.?", ela perguntou enquanto estendia a mão para alcançar a maçaneta da porta.
"Claro. Posso deixá-lo na loja na segunda-feira, se você quiser."
"Não há pressa. Mas se você realmente for até lá, podemos almoçar e discutir sua despedida de solteira. Precisamos decidir quantos strippers contratar."
Em sua visão periférica, ela viu Edward revirar os olhos. Escondendo um sorriso, ela deslizou para fora do carro, vestindo seu casaco novamente.
"Obrigada pela carona, Edward."
"É sempre um prazer, Isabella", ele mentiu.
Ela riu enquanto fechava a porta. No momento em que ela pisou na calçada ele se foi, o carro se perdendo na noite fria. Ela os encarou por um momento.
Ele não havia olhado uma única vez, mesmo havendo momentos nos quais ela estava praticamente quase nua.
Sr. Honrado-Até-O-Fim. Ela se virou para a estação, irritada consigo mesma. Não era como se ela quisesse que ele olhasse. Ele era o noivo de Rosalie, pelo amor de Deus.
Contudo...
Havia algo tão... controlado sobre ele. A partir do momento em que ela o conheceu pela primeira vez ela havia sentido isso - uma espécie de determinação em provar que ele era digno. Ou algo parecido.
De repente, ocorreu-lhe que em muitos aspectos ele era a versão masculina de Rosalie, que também era uma mestre na arte do auto-controle e de agradar as pessoas. Duas pessoas perfeitamente iguais.
Duas pessoas desempenhando um papel que deveria fluir naturalmente, mas que não fluia. Duas pessoas que realmente não conheciam uma a outra. Não das maneiras que contam.
Talvez fosse por isso que ela estava desapontada. Edward não havia demonstrado nenhuma reação enquanto ela se despia no banco de trás de seu carro - isto teria pelo menos o feito humano. Teria dado-lhe esperança de que por baixo de todo aquele mais-velho-do-que-seu-tempo e antiquado-fora-de-moda havia uma pessoa real, com falhas, erros e sentimentos.
Ela desceu para o subsolo da estação, seus saltos altos fazendo barulho contra os degraus de pedra. O cheiro de urina a atingiu enquanto ela caminhava pelo túnel de azulejos. Um trem estava aproximando-se da plataforma quando ela chegou e ela se dirigiu diretamente para ele. O vagão entava apenas um quarto cheio e ela encontrou um lugar para se sentar e cruzou as pernas, arrumando seu casaco longo para protegê-las do frio. A voz gravada alertou-os para que tomassem cuidado com o vão antes que o trem saísse. Isabella olhou pela janela, pensando em Rosalie e Edward e no casamento deles que se aproximava.
Era um erro, claro. Mesmo tendo 30 anos, Rosalie mal tinha vivido. Ela precisava de um homem que a desafiasse e inspirasse, não alguém que quisesse colocá-la em uma moldura para admirá-la à distância.
Quanto a Edward, ela não tinha idéia do que ele precisava - além de uma tonelada de TNT enfiada em seu firme traseiro.
Ela se mexeu, olhando além da escuridão fora do trem. Ela odiava ver sua amiga casada. Odiava vê-la afundada em obrigações e expectativas. Órfã desde muito cedo, Rosalie passou a vida satisfazendo seus avós idosos - sua forma de retribuir a bondade deles em tê-la acolhido. Do ponto de vista de Isabella, Rosalie estava vivendo a vida que eles escolheram para ela, e não a que ela poderia escolher pra si mesma, caso ela tivesse a opção.
E a tola da R. estava se deixando levar. Por todo o caminho até o altar.
Por um momento, Isabella estava cheia de uma tristeza indescritível. Ficar de pé ao seu lado, vendo-a cometer um grande erro seria uma das coisas mais difíceis que ela já fez. Mas ela o faria, porque ela amava R. mais do que qualquer coisa, e R. estava convencida de que Edward a faria feliz.
Isabella esperava desesperadamente que sua amiga estivesse certa.
E se ela estivesse errada... Bem, Isabella estaria lá para ajudá-la a catar os pedaços, como Rosalie tinha feito por ela muitas e muitas vezes no passado.
~~x~~
Edward afroxou sua gravata enquanto ele se afastava do meio-fio. Se ele olhasse no espelho retrovisor, ele veria Isabella ficar cada vez menor até que ela desaparecesse totalmente com a distância.
Ele não o fez. Ele não queria se alongar a respeito dela, ele simplesmente estava feliz com o fato de que ela tinha ido embora.
Como uma pedra em seu sapato, ela o tinha irritado a noite toda com sua risada alta demais, com seu cabelo castanho avermelhado seu vestido olhe-para-mim. Ele simplesmente não conseguia entender o que Rosalie via naquela mulher.
"Obrigada por fazer isso", Rosalie disse calmamente.
Ele olhou para ela conforme parava em um sinal vermelho. Como de costume, ela parecia graciosa e equilibrada. "Ela é sua amiga."
"Ela é. Mas eu sei que vocês não se suportam."
Ele não respondeu. O que ele poderia dizer, afinal? Ele havia a muito tempo decidido tolerar Isabella por amor a Rosalie.
"Ela odeia aquelas pessoas. Eu acho que a faz lembrar muito da família dela. Sua madrasta estava sempre entretendo."
Novamente, ele não disse nada enquanto ele virava na rua de sua casa e, em seguida, novamente para a parte de trás da mansão estilo vitoriana que abrigava seu apartamento. Ele tinha captado dicas suficientes de Rosalie ao longo dos anos para entender que a infância de Isabella não tinha sido feliz. Nem a dele, mas ele não usava isso como uma desculpa para ser ultrajante e auto-indulgente a todo instante.
"Você mudou de idéia sobre ir ao bar?" Rosalie perguntou quando ele guardou o carro na garagem.
"Eu pensei que nós poderíamos caminhar. É logo ali."
"Ah. Boa idéia."
Ele a ajudou a sair do carro, deslizando seu braço ao redor dos ombros dela enquanto caminhavam.
"Você sabe, agora faltam exatamente oito semanas para o grande dia", ele disse enquanto saíam da garagem em direção a rua.
Houve uma pequena pausa antes de Rosalie responder.
"É mesmo, não é? Passou tão rapido. Incrível, de verdade. Quando você propôs, eu pensei que seis meses era tempo suficiente para planejar um casamento. Isso mostra o quanto eu sabia."
Debaixo do braço dele, os ombros dela estavam rígidos devido a tensão. Ela ultimamente ficava muito tensa. Um pouco distante, também. Havia se passado quase três semanas desde a última vez que ela havia passado a noite na casa dele - não chegava a ser uma catastrofe, mas um sinal, se alguém estivesse procurando por um, de que nem tudo estava como deveria estar. Especialmente com um casamento a frente.
"Está tudo indo bem? Não há mais nada que eu possa fazer?", ele perguntou.
Não era o que ele queria perguntar, mas às vezes era difícil para Rosalie expor claramente as coisas. Ela tinha a tendência de manter as coisas para ela mesma e confundi-las por conta própria. Uma vez que era algo que ele também fazia, ele não podia criticá-la por isso - mas isso não o impedia de se sentir frustrado quando ela o mantia de fora.
"Já está quase tudo pronto. Isabella tem sido uma rocha. Eu não sei o que eu teria feito se ela não tivesse continuado, incessantemente, a me apontar na direção certa."
Ele estava ciente de que Isabella havia se colocado à disposição de Rosalie até o casamento. Ele não poderia criticar Isabella por isso - ela tinha sido incrivelmente generosa ao dispor de seu tempo e energia.
Um ponto a favor dela.
"Parece um pouco cheio", Rosalie disse quando eles se aproximaram do bar.
Ela lançou um olhar duvidoso para ele. Ela sabia que ele não era afeiçoado a bares barulhentos e clubes. Por outro lado, esta tinha sido uma sugestão de Rosalie, e as palavras de Isabella ainda estavam zunindo nos ouvidos dele.
Você deveria fugir daqui também e levar E. para algum lugar divertido. Recompensá-la por ser tão resignada.
Ele não gostava da idéia de que Rosalie estivera simplesmente suportando o evento anual de arrecadação de fundos e não se divertindo. Na verdade, ele mesmo não estava, mas isso era irrelevante.
"Tenho certeza de que podemos encontrar um espaço para nós em algum lugar", ele disse.
Rosalie sorriu e ele sabia que tinha dito a coisa certa. Ele abriu a porta e eles entraram em um espaço com meia-luz e teto baixo. Felizmente, duas mulheres desocuparam dois assentos no bar, e ele e Rosalie caminharam através da multidão e conseguiram segurar os lugares imediatamente.
"Perfeito", Rosalie disse, olhando em volta com olhos brilhantes e interessados.
"Champanhe? Conhaque?", ele perguntou.
"Eu quero um Frangelico* com gelo, por favor." Ela girou em seu assento e se levantou. "Eu não demoro."
*Frangelico: marca de licor que é produzido em Canale, Itália.
Ela se dirigiu para o banheiro. Edward chamou o barman e pediu um uísque para ele e o Frangelico de Rosalie. Ele se acomodou em sua cadeira, olhando em torno do bar com uma pequena curiosidade. Ele sabia, sem sombra de dúvidas, que ele não tinha nada em comum com aquelas pessoas. Elas tinham menos de 30 anos, vestidas elegantemente e de acordo com os padrões da moda e tinham saído para aproveitar à noite. Elas provavelmente nunca passaram fome em suas vidas. Certamente elas nunca tiveram que trabalhar em dois empregos para conseguirem concluir a faculdade. Assim como Isabella, que provavelmente não deu valor a todos os presentes que a vida lhe deu.
Ele franziu a testa, irritado consigo mesmo por pensar nela novamente. Ele estava plenamente consciente de que ela gostava de provocá-lo - por isso a troca de roupa na parte de trás do seu carro. Ele se recusou a dedicar-lhe mais um momento de seus pensamentos, já que lhe parecia que era o que ela queria - toda e qualquer atenção que ela pudesse conseguir para si mesma. Todos os olhos sobre ela. Por que mais ela usaria aquelas saias tão curtas e aqueles saltos tão altos? Por qual outro motivo ela teria ido a uma festa hoje à noite usando uma blusa tão justa, feita de uma seda tão fina que qualquer um podia ver com apenas um olhar que seus pequenos e arredondados seios estavam despidos de um sutiã, seus mamilos claramente delineados pelo tecido fino?
Ele pegou sua bebida e olhou por cima do ombro em direção aos banheiros, desejando que Rosalie voltasse. Os ombros dele relaxaram com alívio quando ela saiu pela porta. Ela encontrou seus olhos do outro lado do bar e a sensação de irritação apertada em seu estômago e peito diminuiu. Ele poderia tolerar um milhão de Isabellas se isso significasse ter Rosalie em sua vida.
Ela era a coisa mais importante. Nada mais.
Então, o que acharão do Edward? E da Bella? Achei o Edward um chato e a Bella vai ser perfeita para tirar essa chatura dele. Comentem!
Respondendo os reviews:
MandaTaishoCullen: Capítulo postado, espero que goste. Bjos
Christye-Lupin: E você vai ficar ainda mais conforme o enredo vai se desenrolando. Bjos
BabiS: Até que enfim apareceu, gasparzinho. Se eu soubesse exatamente onde você mora, eu já teria mandado o FBI atrás de você. Mas fico feliz que esteja de volta. Vamos ver se você vai desenvolver tara por esse Edward aqui também. Eu estou bem e você? Sem novidades por aqui, está um tédio sem fim por aqui. Odiar você? Imagina, só porque você me abandonou :'( ? Ok, talvez um pouco ressentida. Não vai dar uma de gasparzinho de novo hein?! Bjos
Quarta-feira tem mais! Não esqueçam de comentar, ok? Bjos e até lá.
