Oi, povs! Este é segundo capítulo da minha fic. Está um pouco maior do que o primeiro, mas ainda está pequeno. Com o tempo, farei capítulos maiores, porque ainda tem muita história pela frente. Podem crer! E, embora eu seja a inconstância em pessoa, tentarei postar esses capítulos com alguma periodicidade... Boa leitura! %Só para informar: CCS e seus personagens não me pertencem, embora eu gostaria muito que isso acontecesse... suspiro%

A semana não fora fácil para Sakura. Mais uma vez, fora fazer uma entrevista de emprego, mas como sempre, faltava alguma coisa para conseguir o emprego. E ela já estava ficando cansada disso. Desta vez ela não foi aceita porque não tinha todas as qualificações. Mas ela sabia que tinha sido sua aparência. A empregadora era uma mulher quarentona com uma atitude muito... intolerante. No seu rosto já se via as marcas inconfundíveis de plásticas... e aquele corpo com certeza era fruto de muita lipoaspiração... Aquela mulher com certeza

não gostaria de ter uma secretária tão jovem e bonita como Sakura. Seria como estragar a doce ilusão de ainda ter trinta anos!

E não fora primeira vez que aquilo acontecera... embora em algumas entrevistas ela visse que realmente não tinha qualificações, outras claramente se via que sua aparência jovem era um forte repelente... principalmente quando as empregadoras eram mulheres!

O pior que aquela situação já estava ficando desesperadora. Desde o primeiro desapontamento, há quase dois meses, Sakura sempre mantivera a esperança. Porém, com a necessidade eminente de dinheiro, a esperança começava a morrer. O dinheiro que ela mantinha no banco estava acabando e logo ela tinha que arranjar um emprego ou, senão, teria que voltar a morar com o pai ou pedir dinheiro emprestado para Tomoyo... Ela nem queria pensar nessas possibilidades. Era muito orgulhosa. E também queria mostrar para o seu irmão que ela era capaz de se virar, porque a primeira coisa que ele disse – depois de berrar quase 30 minutos e passar um sermão sobre irresponsabilidade – foi que ela era não era capaz de ser independente. Aquilo mexera profundamente com o orgulho dela. Felizmente seu pai fora mais compreensivo, ainda que não deixasse de passar uma bronca velada em suas palavras.

Mas a verdade era clara: tinha que arranjar algo para fazer, ou ficaria sem telefone e luz! Ela já estava tão desesperada que aceitaria qualquer emprego agora! Os classificados estavam ali, abertos e espalhados por todo o sofá, mas tudo o que via eram palavras sem sentido. Cansada, ela varreu os jornais do sofá para o chão com violência. Apenas sobrara ali uma estúpida coluna social. Decidida, ela pegou o jornal e já ia rasgá-lo, quando uma foto chamou sua atenção. Era de um homem, que usava um terno elegante escuro e óculos escuros. Tinha os cabelos sensualmente despenteados, testa larga, traços marcantes, que iam desde as sobrancelhas grossas até o queixo firme. Seu sorriso mostrava que ele era um homem que conseguia tudo o que queria. Definitivamente, um homem muito bonito, apesar da foto estar em preto e branco. Havia uma matéria sobre ele ali. Alisou um pouco o jornal e leu:

"Hoje, No Palace Hotel, haverá uma festa em homenagem à Shaoran Li, presidente da grande empresa de alimentos Hua. A empresa chinesa abrirá uma filial em Tóquio e uma fábrica em Osaka, para melhor atender o mercado japonês que há cinco anos consome os produtos da empresa. Os chocolates, produto que mais vendido, terão edições especiais. Personalidades como..."

Sakura parou de ler o artigo: não lhe interessava quais seriam os magnatas que estariam naquela festa. Olhou de novo para foto. Aquele sorriso charmoso... como seriam os olhos?

- É claro que eu vou!!! – falou Tomoyo, tentando vestir a meia-calça em pé, aos pulinhos – Se eu não for, minha mãe me mata e, aliás, por que eu não iria? Aquele Li alguma coisa é muito bonito! Eu adoraria conhecê-lo...

- Tomoyo, você não perde uma, né? – Sakura falou, sarcástica, sentada na cama assistindo a amiga tentar agora colocar o vestido longo de trás para frente – Ai! Deixa eu te ajudar!

Elas estavam em um quarto no último andar do hotel. A mãe de Tomoyo, uma grande empresária, resolvera reservar dois quartos no hotel, pois a mansão da família ficava muito longe dali. E quando estavam para sair de casa, Sakura chegara para falar com sua amiga. Resultado: pegara uma carona e foi junto para o hotel, embora não fosse participar da festa. Mas, nem mesmo assim, escapou de ser cobaia: o cabeleireiro que viera algumas horas antes sugerira dois penteados. Um deles Tomoyo já usara e sabia como ficava, mas o outro ela nunca havia experimentado. Pediu então, gentilmente e com carinha de filhote de cachorro, para que Sakura o experimentasse antes. Depois de muita insistência, a amiga cedeu. O resultado foi que o cabelo de Sakura, geralmente liso, ficara cheio de cachos e um pouco mais cheio do que o normal. Ficara linda, como Tomoyo não cansara de dizer. Mas, por fim, ela resolveu ficar com penteado antigo...

E, enquanto sakura tentava por o vestido, Tomoyo se justificava:

- Sakura, que culpa eu tenho se eu sou um pouco...?

- Espevitada? – Sakura completou, enquanto maquiava a amiga – Assanhada?

- pode dizer o que quiser, mas acho que sou uma pessoa que não gosta de perder tempo. Vou aproveitar que ainda sou jovem... coisa que você também deveria fazer.

- Tenho minha vida inteira pela frente... e foi você mesma quem disse isso.

- Por falar nisso, Sakura... você já arranjou um emprego?

- Não! – ela foi direta – Eu já tentei várias vezes, mas sempre tem alguma coisa faltando... ou em demasia!

- Como assim?! – Tomoyo estava confusa

- Meu último fracasso foi devido a minha aparência... eu logo vi que aquela mulher de rosto esticado não ia me dar o emprego só porque sou...

- Bonita?

- Jovem. – Sakura completou, embora soubesse que Tomoyo estava certa.

- Eu falei que seria difícil...

- Eu sempre soube que seria difícil... mas já está passando dos limites.

- Sakura. – Tomoyo disse séria – Se você precisar de alguma coisa, por favor, não hesite em me chamar.

- Tomoyo, querida, sei que se preocupa comigo, mas não precisa. – Sakura falou, enquanto pegava três pares de sapato no armário – Eu estou bem. Qual dos três?

- O preto de camurça. Mas... eu não sei, Sakura, algo me diz que você não está tão bem assim...

Se ela soubesse o quanto estava certa...

- Não, tomoyo! Eu estou bem. Só preciso procurar mais um pouco... Qual perfume?

- Channel nº5. – Tomoyo ficou pensativa – Pensando bem, eu tenho certeza que ouvi mamãe comentando que estão precisando de gente na filial da empresa nova...

- Parece interessante... seria bom para mim. É naquele prédio novo, não?

- Isso! Vou falar com mamãe sobre isso. Sabe... ela também está preocupada com você.

- Vocês só devem se preocupar esta noite em brilhar! Você está linda! Creio que você deve descer logo.

- E você, Sakura? Se você quiser, pode ficar aqui no quarto.

- Acho que vou ficar um tempinho sim! Espero não estar abusando...

- Claro que não está! E quando você quiser ir, peça ao Toshiro te levar em casa.

Toshiro era motorista de Tomoyo, um senhor muito simpático que ela conhecia desde criança.

- Eu estava pensando em pegar um táxi...

- NEM PENSAR! É muito caro. Vá com Toshiro, querida! – ela lhe deu um beijo rápido na bochecha – Amanhã eu te conto tudo.

Quando estava na porta, Tomoyo virou-se para dar mais alguma recomendação, mas parou olhando para a amiga, com a boca ligeiramente aberta. Sakura ficou preocupada:

- Tomoyo... você está se sentindo bem?

- Não... é só que... você está muito parecida com sua mãe... com esse cabelo e tudo o mais...

Sakura não falou nada, espantada por Tomoyo ter falado aquilo assim, tão repentinamente.

- Sim... se mamãe ou seu pai a vissem assim, jurariam que estava vendo Nadeshiko Kinomoto...

-Ai, tomoyo para com isso! Esta me deixando envergonhada e você pode acabar se atrasando demais...

Assim que Tomoyo desceu, Sakura se esparramou na cama e começou a pensar naquilo que sua amiga havia lhe dito. Será que parecia tanto assim com mãe? Lembrou-se das fotos que haviam dela em casa. Fora uma mulher muito bonita e Sakura havia puxado os olhos verdes e o belo sorriso dela, mas o cabelo era do seu pai. Parou de pensar nessas coisas. Sakura aprendera a muito custo que mexer no passado só servia para abrir feridas já cicatrizadas... ou não. Resolveu que era melhor mesmo era ligar a televisão. No noticiário, avisava que iria nevar bastante aquela noite.

Sakura sorriu. Ela adorava o inverno, principalmente quando todo aquele asfalto e terra viravam um só mar branco e gelado, fofinho... apenas a primavera com todo o colorido das flores e seus aromas peculiares era mais bonito que a neve! Seus olhos pesaram e ela cochilou...

Acordou sobressaltada com uma batia na porta. Esfregando os olhos ela abriu e viu um funcionário de hotel trazendo uma bandeja com jantar, dizendo que a Senhora Sonomi, mãe de Tomoyo, havia mandado. Ela agradeceu e fechou a porta. Tomou um susto ao constatar que dormira por quase duas horas. Tivera um sonho estranho que não conseguia lembrar direito. Mas era algo relacionado com a festa.

Já era bem tarde, Sakura viu pelo relógio de parede no quarto. Devia ir logo para casa. Mas teve uma desagradável surpresa ao descobrir que as ruas estavam tão cheias de neve que era muito perigoso sair de carro. Nem Toshiro queria se arriscar. agradeceu ao recepcionista e desligou o telefone, aborrecida.Estava presa ali. Sakura sabia que Tomoyo não se incomodaria, mas ela detestava ser um estorvo. Frustrada, ela saiu do quarto. Não sabia o que faria agora. Chamou o elevador, sem realmente saber para onde ia. Pensava em muitas coisas... na família, no emprego perdido, na sua vida agora...

Nele... Sakura procurou tirá-lo da cabeça. Aquela não era hora nem lugar para pensar nele e no que ele fez com ela. Aquilo já estava superado e enterrado, uma lembrança morta em seu celebro!

Quando se deu conta, ela estava no telhado do hotel, onde havia um local de pouso para helicópteros e um jardim. Embora soubesse que as plantas estivessem secas e desfolhadas, ela se encaminhou para lá.

A neve caía docemente sobre tudo. Sakura achou um banquinho escondido em um canto escuro, que dava uma bela vista dos outros prédios. As luzes de néon dos anúncios junto com as luzes dos prédios devam um aspecto mágico, combinado com a neve, que refletia as luzes,como estrelas cintilantes. Em algum lugar, tocava uma música suave, romântica... e a brisa parecia cantar com ela. Estava tudo perfeito...

Sakura não saberia dizer quanto tempo ficara ali, vagueando seus pensamentos,mas levou um pequeno susto quando uma voz profunda falou com ela:

- Posso me sentar com você?

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Gostaram? Eu sei que vocês sabem aonde essa história vai acabar... só não sabem como ela vai acabar... certu? Gentem, e-mails e reviews, please!

Até o próximo capítulo!

By Cherry Hi