Capítulo 2
Espionando
O quê uma garota faz por seu amado? Eu diria que tudo. Um dia ainda agradeceria a Carlisle por me criar em uma casa com um único quarto na área de serviços. Quem sabe um neto? Não, melhor deixar essa parte para Edward. Dois presentes no dia dos pais? Podia pensar nisso depois.
Porque ele tinha que estar sempre tão irresistivelmente molhado? Seja qual for esse motivo, que não se mova um milímetro se quer de onde está. Talvez, de dia das crianças, eu pedisse para diminuir alguma peça do uniforme masculino - ou melhor não, nem Tânia merecia ver o Sr. Beans* (Beens) sem camisa em pleno fim de semana.
*beans, em inglês, significa feijões
Aquelas mechas claras, aquela barba que ele esqueceu de fazer, o peito bem definido... Se não interrompesse aquela visão de 15 em 15 segundos, para me sertificar que não vinha ninguém no corredor - mesmo tendo todos saído-, provavelmente teria desmaiado. Quem foi o ser cruel que ensinou ao seu príncipe que ele podia organizar o quarto vestindo apenas uma toalha? Quarto esse que, por um acaso, ficava a poucos metros do dela. E se não fosse eu olhando por aquela fresta? Uma garota mais frágil já teria atacado meu pobre Jazzy!
Se foi no exército que ele aprendeu isso, estaria explicado o motivo para ele ter até uma foto dela no criado-mudo. Além de ter o cabelo cabelo comprido e bem cuidado demais para alguém que passava o dia suando por carregar armas pesadas, Maria com certeza também tinha sutiãs maiores que os da pequena (se é que as mulheres os usavam lá!). E era incrivelmente sem rugas para alguém que já tinha quase 30 anos. E se ele gostasse mesmo de mulheres suadas? Por isso não passaria para ele.
Ah, ...ha!
Jasper passou as mãos pelas maravilhosas mechas clareadas pelo sol. Nada de gritinhos histéricos, não agora Alice. Se ao menos a Esposa-sem-Chuck lhe devesse algum favor. Até seu Jazzy seria convencido por aquele olhar borgonha e macabro. Jane poderia persuadi-lo a fazer um streep para as duas. Não, nem com essa loira a pequena o dividiria, não tendo ele todos aqueles palmos de músculos bronzeados e cicatrizes de guerra másculas. Talvez ele até as tivesse ganho quando criança, caindo de bicicleta, mas ainda assim, ela era a única, ao menos naquela casa, que sabia da existência dessas, e elas faziam parte dele, logo, eram todinhas dela.
Jasper foi até o guarda roupas, buscando, provavelmente, algo para vestir, mas... ele precisaria despir a toalha para isso, não? Aquilo era demais para a dona do pequeno par de pulmões, que se xingou internamente por não usar a piscina em favor de um fôlego melhor.
Ela começou a espirrar.
Maravilha!
Seria descoberta graças àquela maldita gripe.
O ex-soldado, escutando um barulho estranho do lado de fora - seriam espirros? - achara melhor verificar. Lembrava-se vagamente de Emmet mencionando sobre a pequena Alice ter frequêntes ataques epiléticos. Vestiu as calças o mais rápido que o corpo molhado lhe permitia.
Teria toda aquela rigidez acabado com o senso de humor do rapaz?
Inrrompeu porta a fora, se deparando com a pequena sentada no ao chão, encarando-o de olhos arregalados e completamente vermelha. Estaria ela respirando? Ele não via sinais de que seus pulmões se moviam. E se ela poderia estar decepando a própria língua ou até se afogando com ela! Quais eram os processos de primeiros socorros? E por que diabos ele não conseguia lembrar-se? Ele fora promovido por isso, não fora? Talvez devesse aplicar massagem cardíaca, mas como explicaria o fato de ter as mãos tão próximas a seus... seu coração -epa-? Seu pervertido desgraçado, isso é para ataques cardíacos, não epiléticos, repreendeu-se.
Então colocou as mãos no rosta da pequena, tentando se convenser de que se fosse preciso, ele faia os procedimentos sem um consentimento - vulgo, abriria a boca a força para verificar as vias aéreas e depois colocaria um pano dobrado (sua camisa inebriante?) para evitar línguas decepadas -se soubesse de algo do tipo sua mãe teria um AVC, ía contra tudo o que lhe ensinara. Suspirou de alívio ao ver que a pequena ja voltava a resoirar - mesmo que rápido demais - antes que ele precisasse fazer algo.
-Você está bem? - ele finalmente lembrou-se e perguntar.
Promovido a quê mesmo? Pobre garoto, deve andar pegando sol demais na cabeça.
-Eu... eu - estaria ele prestes a beijá-la? - Acho que sim. Claro. Porque não estaria?
Pare de agir como criança, é obvio que ele não ia fazer isso. Tentava se convencer, mas sua imaginação, que já havia recriado milhares de vezes a cena, não colaborava nem um pouco.
- Foi realmente uma sorte Emmet ter mencionado sua epilepsia. Pode ser realmente perigoso se não houver alguém bem informado por perto.
Ele soltava sem pareces realmente prestar muita atenção a este fato.
Si va l'infermiere grandi.
Espere um minuto, epilepsia? Talvez não fosse tarde para a srta. raquete. Rose que a perdoasse se o namorado voltasse com algum defeito além dos de fábrica.
-Eu não... eu não.
Como explicaria o que realmente aconteceu? E mais, Jasper viria socorre-la toda vez que agisse de modo estranho? Talvez pudesse ter mais alguns ataque antes de esclarecer as coisas. Na piscina quem sabe? Ela poderia tomar um pouco de água com cloro se fosse por uma boa causa - ou uma respiração boca-a-boca. Sem dúvida a verdade teria que esperar.
-Não tenho como agradecer Jazz - ops, ele não teria um ataque Edwardiano pelo apelido, certo?
-Apenas fique bem - ele disse com um sorriso repentino - você é sempre tão atrapalhada assim? - acrescentou ao ver a tentativa, falha, de levantar da pequena.
-Não!- soltou quase rude, sem pensar. Afinal, havia feito nove anos de ballet. Desengonçada não era exatamente um adjetivo que a descrevesse. Mas logo se arrependeu ao ver a careta do rapaz.
-Olha, desculpe-me, não deveria ter sido tão insensível. Juro não foi minha intensão. Posso fazer algo para recompensá-la? - cara, ele conseguia falar mais estranho do que os personagens do livro que Bella lhe emprestou. Talvez devesse começar a uar mais os adijetivos que encontrava neles.
-Hum - ponderou - que tal um sanduiche?
-Claro, hoje o que quiser. Deve estar cansada com tudo pelo que passou - ele ainda lhe sorria.
Alice fez mensão de se levanta porém, para sua total surpresa, ele a pegou nos braços antes. Por mais que soubesse que deveria protestar, ela não estava em condições de ter qualquer reação, e dessa vez não era por qualquer doença imaginária ou susto. Era pela presença dele, aquele caloroso abraço que a sustentava, era por aquele texano que a estava deixando em seu quarto com a promessa de voltar acompanhado por um delicioso sanduiche de queijo.
Ela não lembrava sequer de piscar. Só pensava que teriam a chance de conversar sob duas vias ao invéz de balbuciar palavras desconexas, ou ainda, que Maria não ganhava sanduiches de queijo na cama, porque epiléticas não podem servir ao exército, a general não podia se quer fingir ser. Mas Alice sim. Por mais que soubesse que pagaria mais tarde, com toda aquela coisa de "Ing e Iang", " O que vai volta"... Não queria nem imaginar os favores que Jane lhe exigiria. Melhor começar a pensar em boas ações para dar uma equilibrada na balança.
Pensar naquilo a fazia sentir falta de Jasper, pensou ela enquanto buscava os resquícios do calor do texano. Ele valia a pena, sem sombra de dúvida.
"Talvez falta demais." Comenteu ela consigo mesma enquanto se ageitava na cama e puxava as cobertas até o queixo.
Será que Edward havia esquecido o ar-condicionado ligado de novo?
N/a: Espero que tenham gostado *u*
Digamos simplesmente que o próximo capítulo tera muitas emoções hehehe, um pouquinho de ciumes e um monte de adjetivos estranhos como sempre.
