Título original: When a Lioness Fights
Gênero: Drama/Romance
Spoilers: Nada de importante
Sumário: Hermione Granger e Severo Snape: uma parceria imprevisível feita para destruir o Lorde das Trevas em seu próprio terreno. Mas para isso terão que confrontar-se com o seu lado mais sombrio. Espionagem, tortura e romance. UA a partir do 5º livro.
Disclaimer: Os personagens e o universo de Harry Potter são propriedade de J.K. Rowling, Scholastic & Editoras Associadas e Warner Bros. Esta fanfic não possui fins lucrativos.
Nota da tradutora: Os créditos desta fanfic são totalmente e somente da autora Kayly Silverstorm. Eu estou apenas traduzindo.
Quando Uma Leoa Luta
por Kayly Silverstorm
traduzido por Jane Snape
beta-read por nathsnape
Capítulo 1: Levantando-se e Caindo
Severo Snape, renomado Professor de Poções de Hogwarts, sentia-se melhor do que alguma vez se sentira ao longo dos últimos dois anos. Bebeu um pouco do vinho tinto e saboreou o seu sabor, tal como o conforto que sentia em seu estômago. Ele não se atrevera a beber álcool durante um grande período.
Há três meses, Dumbledore invadira a sua sala de estar no meio da noite, informando-o brevemente que Voldemort soubera da sua traição, e que não teria nunca mais que vestir as vestes de Comensal ou ir às respectivas reuniões das Trevas, e se virara para sair.
Snape sempre soubera não ser a única fonte de informação de Dumbledore, que o velho feiticeiro tinha meios de saber coisas que iam além da sua imaginação. Ele nunca perguntara antes. Mas, naquela noite, houve um ar nos olhos de Dumbledore, um olhar de desespero e cansaço, que o fez perguntar:
- Quem me traiu, Alvo?
- Fique feliz – fora a única resposta. – fique feliz, Severo, por ter finalmente acabado.
Mas o diretor não estava feliz.
Severo comeu mais um pouco do excelente jantar que os elfos domésticos lhe tinham preparado, e teve que se controlar para não sorrir abertamente.
No início, ele se perdera. Sem nada para espiar, de repente, ele se sentira nu, sem uso algum. Ele estava ainda em maior perigo, agora que todos os seguidores de Voldemort souberam de sua traição, todos o quereriam morto. Apesar de Dumbledore achar o contrário, a escola não era exatamente um local seguro: com visitas dos pais, alunos que simpatizavam com o lado das Trevas. Poderia haver um inimigo em cada esquina. Mas ele tinha vigiado a escola, noite após noite, sozinho nas sombras e com os murmúrios dos retratos, talvez porque precisava voltar a controlar a sua vida, talvez porque não queria que a sua vida continuasse assim.
No entanto, após algumas semanas sem descanso, ele acordara um dia e percebera o quão estúpido estava sendo. Por mais irritado que ele estivesse com aquele que o traíra, ele dera, involuntariamente, uma nova vida a Severo. Agora era livre. Podia voltar a viver a vida que tivera que abandonar quando entrara nas fileiras de Voldemort, tanto tempo atrás.
Depois de tantos anos escondendo-se nas trevas, ele abrira os seus olhos novamente apenas para encontrar um mundo belo no qual valia a pena viver. Todos aqueles pequenos prazeres que ele se negara por tanto tempo estavam de novo ao seu alcance – amizade, conforto, o prazer do conhecimento e o mundo dos sentidos – e podia agora aproveitá-los sem medo, sem culpa...
Uma dor no seu flanco esquerdo acordou-o do devaneio. Filio Flitwick, sentado à sua esquerda, na longa mesa dos professores, se inclinou para ele e comentou:
- Sua cara está fazendo coisas totalmente inapropriadas para o nosso sombrio Mestre de Poções, Severo.
Estivera sorrindo de novo, entendeu rapidamente. A escola estava cheia de rumores sobre como o seboso das masmorras havia enlouquecido definitivamente, sorrindo do nada para uma janela, sem nem procurar tirar pontos das casas. Mas eles não sabiam o quão bom era esta nova liberdade, o quão bom era poder passear à luz do dia.
Severo sorriu mais um momento, mas em seguida fechou a cara e assentiu a Flitwick. Não era uma boa idéia mostrar-se tão feliz em frente aos alunos – um Severo Snape humano assustaria a maioria.
Continuando a comer, os seus olhos percorreram o salão. O jantar estava sendo tão ruidoso como em outro dia qualquer, com estudantes gritando, rindo, falando alto e, por vezes, até correndo de uma mesa para outra.
Apenas os sétimo-anistas pareciam um pouco cansados. Faltando aproximadamente nove meses para os exames, a maioria já estava indo à loucura. Não que isso fosse muito difícil, Severo sempre achara que eles já eram meio loucos. Mas seria difícil mantê-los concentrados ao longo do ano se eles já estavam enlouquecendo nesta fase do campeonato.
Os seus olhos focaram na mesa da Grifinória, mais concretamente nos dois elementos presentes do trio de ouro, que falavam tranquilamente, o espaço entre eles traindo a ausência do único cérebro que parecia ter. A senhorita Granger estava faltando a uma refeição novamente, provavelmente preferindo a biblioteca ao salão principal, provavelmente fazendo algum trabalho de casa ou algum projeto independente. Ele a vira lá, ontem, lendo um livro absurdamente grande, as manchas negras sob os seus olhos traiam seu cansaço.
Por um momento, Severo tivera vontade de se sentar a seu lado e dizer-lhe para não trabalhar tanto, para aproveitar a vida, mas esse pensamento fora rapidamente desviado. Isso provavelmente faria com que ela desmaiasse.
Mas a menina Granger também mudara. O seu trabalho se mantivera perfeito, como sempre, mas desde o início do ano que os trabalhos dela perderam algum do seu... brilho característico, além de que ela já não participava tanto nas aulas, limitando-se a um ou dois comentários bem colocados por aula. Talvez a sabe-tudo percebera finalmente que a vida não era apenas livros.
Severo sorriu, satisfeito. A aluna estava se tornando um ser humano – isso lhe daria material para irritar Minerva para o resto do ano.
Ele se virou para a direita, onde Remo Lupin estava comendo exageradamente. Após o fiasco do Ministério, não oficialmente chamado de "palhaçada Umbridge", este deixara de interferir, e os pais dos alunos finalmente entenderam que Dumbledore parecia saber o que fazia. Com Lúcio e muitos dos outros em fuga, não houvera ninguém que protestasse contra o regresso de Lupin ao posto de professor de DCAT, e a reação entusiasmada dos alunos apenas confirmara a decisão acertada do diretor.
- Pronto para outro teste?
Lupin consentiu, mas continuou comendo.
- Apenas me deixe acabar de comer, Severo. Para resistir à Imperius, preciso estar com a barriga cheia.
Tinham começado a desenvolver novas formas de resistir à Imperius, fortificando o atacado com poções que Severo desenvolvera ao longo dos últimos meses. A possibilidade de poder explorar as suas próprias teorias e experiências era outro dos benefícios da sua nova situação. Snape assentiu e, após um breve momento de hesitação, pôs a mão no ombro de Lupin durante um breve momento.
- Vou começar a preparar as coisas. Encontre-me em meia hora.
Saudando com a cabeça o resto do pessoal, ele deixou a mesa e o salão principal, a sua capa dançando atrás dele.
- Ela está fazendo outra vez! Odeio quando ela faz isto!
Rony recomeçara a andar em voltas, saindo e entrando pelo retrato da Mulher Gorda. Harry teria se sentido tentado a examinar a passagem em busca de sinais de uso abusivo caso não estivesse tão irritado como Rony. Irritado e preocupado.
- Não entendo! – Rony repetiu. – Eu quero dizer, ela não está na biblioteca. Não está no quarto dela. Batemos umas cem vezes, e ela tem que responder, pelo que ela sabe nós poderíamos ser um estudante em apuros!
Hermione tinha, sem ser surpresa para ninguém, se tornado monitora-chefe no início do ano, e alguns dos privilégios passavam por poder usar a seção restrita da biblioteca, poder andar pelos corredores quando quisesse e ter um quarto só para ela, com duas portas, uma para o salão comunal da Grifinória e a outra para o corredor mais próximo deste.
- Você não agiu como um estudante em apuros, Rony – Harry comentou secamente. – Bater na porta com toda a força e berrar "Abra esta merda de porta, Hermione Granger, ou matarei o seu gato!" não é qualificável como um grito de ajuda, pelo menos.
Rony parou em frente a Harry e o observou irritado.
- Você não está nem um pouco preocupado?
- Estou! Claro que estou! – suspirou Harry. – Mas não podemos fazer com que ela nos diga. Ela quer, obviamente, estar sozinha, e não há nada que nós possamos fazer em relação a isso.
- Nós somos seus amigos. Ela devia dizer-nos tudo. Nós dizemos-lhe tudo, pelo amor de Deus! – reclamou Rony.
- Se ao menos ainda tivéssemos o mapa do maroto – Harry estava olhando a lareira como se tivesse pensando num modo de azará-la.
O mapa do maroto, que fora uma inseparável companhia durante tanto tempo de travessuras, brincadeiras e saídas noturnas, fora transformado em cinzas no final do ano anterior. Estavam sentados numa mesa perto da lareira quando Hermione passou e, acidentalmente, com a capa, fez com que o mapa voasse até as labaredas. Harry e Rony acharam suspeito de início – Hermione nunca concordara com o uso que ambos davam ao mapa – mas ela ficou tão sinceramente arrependida que eles acabaram por acreditar nela e a desculpar.
Afinal de contas, ela não era assim tão boa atriz, era?
Harry suspirou de novo. O mapa teria lhes mostrado a localização de Hermione num instante, mas assim sendo, não lhes restava outra alternativa senão esperar e, quando ela voltasse, interrogá-la.
- Neville ainda está guardando a outra porta? – ele perguntou a Rony.
- Vou verificar.
Rony retornou ao salão comunal alguns minutos mais tarde e comentou, satisfeito:
- Ela não tem jeito de passar por ele – ele contou. – Neville está tão determinado como nós.
- Não há nada que possamos fazer agora. Vai um jogo de xadrez? – perguntou Harry e foi recompensado com o primeiro sorriso verdadeiro da noite.
Cinco horas mais tarde, quando eles quase tinham desistido de esperar por ela, quando manter os olhos abertos já era um esforço enorme, o retrato abriu para dar passagem.
Uma Hermione cansada e mal-humorada entrou.
- Hermione! – gritou Rony entusiasticamente, fazendo-a saltar. A mão dela voou para o bolso, mas assim que viu Rony e Harry, seu braço parou o movimento e sua expressão se tornou severa.
- Vocês dois não deviam estar dormindo? – ela perguntou, se dirigindo para uma cadeira, mas antes de se sentar tropeçou, tendo que se apoiar na parede.
- Mione, você está bem?
- Sim, Harry, obrigada. Apenas um pouco cansada.
- Então onde você se enfiou durante tanto tempo? E por quê? – Rony perguntou, zangado. – Procuramos você durante horas.
- Foram vocês que puseram Neville em frente à minha porta? Por falar nisso, ele adormeceu. Um de vocês devia pegá-lo.
Ela finalmente se sentou num sofá, devagar. 'Ela se move como uma senhora de idade', Harry pensou, de repente, ficando ainda mais preocupado com Hermione. Ela sempre fora tão energética, e agora parecia gasta.
- Tem a certeza que está bem?
Ele se sentou a seu lado e agarrou sua mão:
- Nós apenas estamos preocupados, Mione. Você passa cada vez menos tempo conosco, não conseguimos encontrá-la na maior parte do tempo, e cada vez parece mais cansada. Não acha que está abusando do trabalho?
Ela suspirou, mas não escondeu o sorriso quando Rony se sentou do seu outro lado e a olhou preocupado.
- Eu estou bem, garotos – ela os assegurou. – Mas eu estou fazendo um projeto especial – não reclamem! – e a professora McGonagall não queria que eu contasse a ninguém. Na verdade, ela me tornou sua aprendiz, e como ela não pode fazê-lo oficialmente até ao fim do ano letivo, ninguém pode saber.
- Hermione, isso é excelente!
- Parabéns!
- Obrigada, garotos, mas mantenham em segredo, ok?
Num segundo, ambos os garotos se encontraram num abraço apertado. Por um momento, Hermione os abraçou com força, para logo em seguida os soltar e levantar-se.
- Eu sinto muito que tenhamos tão pouco tempo para estarmos juntos, mas entendam o quão importante isto é para mim, certo? Eu tenho que fazê-lo e, se de vez em quando eu estiver cansada, não será nada demais, terá valido a pena. Além disso, a professora McGonagall não me deixaria fazer nada de mal a mim mesma, deixaria?
Eles assentiram e, após alguma conversa sobre a escola e a nova namorada de Simas, Harry e Rony foram para o dormitório. Rony parecia satisfeito com a explicação dela, mas Harry sentira que alguma coisa não encaixava. Ela parecera demasiado desesperada para que a história fosse inteiramente credível.
Mas ele sabia que Hermione só se esconderia mais, se ele continuasse a fazer perguntas. Antes de desaparecer, Harry se virou para encontrar Hermione mirando-o com um olhar estranho. Tristeza, dor, carinho e algo mais misturado que fazia o coração de Harry doer. Ele não dormiria bem naquela noite.
Continua...
Nota da Tradutora: Pois bem, aqui está o primeiro capítulo. Peço desculpas pelo atraso, mas problemas familiares me impediram de trabalhar na fic na semana passada. Peço paciência é o meu primeiro trabalho.
Além disso, quero agradecer a todos os comentários, em especial a nathsnape, que se tornou minha beta. O prólogo foi também alterado. Até ao segundo capítulo, e quanto a ele apenas vou traduzir o comentário da Kayly "... encontrará Hermione e Severo, com drama, um mestre de poções furioso.. e o que está Draco fazendo no meio disto tudo?"
Nota da Beta: Olá, pessoas! Aqui estou eu, nathsnape, em mais uma betagem de outra fic maravilhosa! Sortuda, não? Morram de inveja! Brincadeirinha! Hahaha! xD
Que isso, Joana! Eu é que agradeço por aceitar minha humilde contribuição para essa fic. Obrigada por me aceitar e espero que nossa parceria perdure até outras possíveis traduções! Obrigada também por dividir essa fic maravilhosa conosco!
Pessoal, gostaria de pedir o apoio de vocês, ok? Deixem, pelo AMOR DE DEUS, reviews! A opinião de vocês é muito importante. Digam o que estão achando da tradução, da betagem (É, não se esqueçam de mim!), do enredo, do modo como estão sendo construídas as personagens, enfim, pensamentos, críticas construtivas e elogios são bem-vindos! E lembrem-se: Review é alimento. Não queiram matar tradutora e beta por inanição! Quanto mais reviews, mais rápido chegará o próximo capítulo.
E por falar no próximo capítulo... o que será que vai acontecer? O que a tradutora quis dizer com "um mestre de poções furioso... e o que está Draco fazendo no meio disto tudo?" Tem Draco no próximo capítulo? TEM?? OMG! Hermione encontrará Snape? Querem saber o que acontecerá? Então não percam o próximo capítulo de "Quando Uma Leoa Luta"! Beijos! REVIEWS!
