Desculpem o cap. Pequeno, mas é que não dá pra me concentrar direito com o meu irmão roncando aqui do lado. Rezem para meu computador chegar do concerto!

(Capítulo sem revisão)


GOL !

Segundo Capítulo

'- Evans, Evans, Evans. Por aqui, é tudo uma questão de conscientizar as pessoas...- disse com um brilho no olhar.

'- Potter, eu tô com medo de você. No que está pensando?

'- É simples. Um projeto de conscientização. As pessoas não gostam daquilo que elas não conhecem.- palestrou o maroto.- Agora, esse esporte é bem famoso entre os trouxas, certo?

'- O mais famoso do mundo.

'- Então os nascidos trouxas e mestiços já estão conquistados, certo?

'- Hum.- fez uma cara preocupada.- Acho que apenas os garotos. Sabe, as garotas não costumam gostar de futebol. Bem, a menos que tenha caras bonitos, fortes e gostosos jogando...

'- Nisso eu posso dar um jeito!- retrucou como se ela estivesse se prendendo muito a detalhes.

'- Que jeito?- perguntou apreensiva.

'- Formar uma seleção dos garotos que mais tiverem tudo isso ai que você falou. Aí as garotas estão conquistadas.- ele sabia que as garotas eram muito previsíveis quanto a isso.- Quanto às pessoas de família bruxa, nós vamos ter que usar outros métodos. Vou pensar em algo, mas como metade dos alunos já conhece futebol, vamos nos ocupar com eles primeiro.

'- Acho que para a parte feminina dos alunos em geral pode ser abordada desse jeito. Afinal, toda garota se interessa por garotos gatos e seus hobbies

'- Pois é, não entendo como você pode não se interessar por mim.

Espontâneo assim. Não conseguia evitar, era força do hábito.

'- Ser gato não anula suas características ruins, Potter.

Idem.

'- Mas—Ei! Calma aí!

'- Sim, Potter, você pode não acreditar, mas você tem características ruins.- falou em tom infantil.

'- Você acha que eu sou gato.- piscou.

A ruiva ficou meio atordoada inicialmente, mas depois relaxou.

'- Quer saber, Potter? Acho mesmo.- é, isso é inegável.- "Por fora bela viola, por dentro pão bolorento".

'- Minha vó sempre diz isso, mas eu nunca entendi...- ele falou confuso.

'- Tá, Potter, chega de divagar e me fale mais sobre as suas confabulações.

'- A segunda parte é as garotas quererem jogar. Mas isso você pode deixar comigo. O passo final é fazer você ser a melhor E fazer um torneio feminino para provar.

'- É, isso eu gostei! Pode deixar que eu vou treinar bastante.

'- Você não. NÓS vamos. Eu não quero ser ruim no futebol.

Ela riu um pouco. O ego dele sempre se sobressaía.

'- E para isso você tem que ser a "Garota do Futebol". Isso é com você, mas eu tenho uma dica.

'- Pode falar.

'- Comece contando para as suas amigas que você joga.

'- Ai, Potter...- ela hesitou.- É difícil...

'- Ah, vai. Como você acha que eu seria o melhor jogador de Quadribol do colégio se eu não contasse que eu gosto de Quadribol?

Convencido.

'- E quem decidiu que você é o melhor?

'- Quem decidiu que eu não sou?

Ela abriu a boca, mas não saiu som nenhum. Não achou o que falar.

'- Viu? Esse é o ponto. Você tem que contar. E enquanto isso eu vou contar aos meus amigos sobre um novo jogo que eu descobri...

'- Certo. E quem vai fazer a escalação do time dos gatos?- ela perguntou com muito interesse.

'- Ah, eu, é claro.

'- E como você vai saber quem as meninas preferem?- estava com um "Me deixe escalar os garotos" estampado na testa.

'- Deixa comigo, Evans. Eu tenho boas fontes.- piscou.- Você tem algum livro ou coisa assim sobre futebol?

'- Claro.- sorriu.- Vou pegar e já volto.

Saiu saltitante. Tudo perecia tão surreal para ele. Lily sorrindo para ele e conversando como se fossem amigos. Como se tornaram há minutos atrás. Aliás, tudo parecia bom de mais para ser verdade.

Tiago Potter caiu da cama e percebeu que estivera sonhando. Uhh, e ele caiu de cabeça.

Brincadeira! Era tudo verdade mesmo. Tinham que ver suas caras. Okay, agora serei uma narradora boazinha se não meu emprego já era.

Era tudo tão real que em menos de cinco minutos Lily voltou com um livro grosso.

'- Valeu.


'- OI, meninas, o que estão fazendo?- Lily subiu para o quarto. Suas amigas não eram exatamente normais, então sempre que demoravam muito, era melhor checar.

Duas cabeleiras loiras estavam juntas sobre uma revista.

'- Lily! Onde estava?- a ruiva até tentou responder, mas foi cortada por sua amiga Clarissa.- Bem, isso não importa. Olha aqui o que estamos lendo.

As duas liam numa revista feminina uma matéria sobre solidariedade, caridade. Na verdade, o máximo de caridoso que a revista contava era um caso de uma mulher milionária que resolveu reformular todo seu guarda roupa e doou as roupas antigas para "mulheres desprovidas de noção 'fashion' da África".

'- Lily, nós ficamos tão contagiadas que decidimos fazer nosso próprio projeto de caridade!- Marissa terminou agudamente.

Lílian Evans sentiu calafrios. Vindo dessas duas tinha que ser algo como "Campanha da Maquiagem, doe sua maquiagem antiga para as que estão à margem da beleza". E, é claro, iriam enfiar ela no meio.

'- Clá, Má --

'- MaR, por favor.- Marissa corrigiu. Marissa passava todas as férias na Austrália, Havaí, Califórnia, e gostava de ser chamada de Mar e de falar que surfava. Uma grande mentira. Pensava mais tempo tomando um banho do que a soma dos tempos que já ficou sobre uma prancha. É claro que ninguém desconfiava disso, por causa de seu cabelo amarelo de sol e água oxigenada e sua pele bronzeada.

'- Tá, Mar. Fala logo, o que as suas cabecinhas loiras estão pensando?

'- Sabe a Eggie Sinn?

'- Sei.

Eggie Sinn dormia no mesmo dormitório que elas desde o primeiro ano. Era sempre cordial e até interagia quando lhe falavam. Sempre deixava as outras usarem o banheiro e a penteadeira primeiro, quando lhe pediam. Mas sua aparência a fazia parecer o pior dos seres humanos. Ou pelo menos o mais cego.

'- O que tem a Sinn? Vocês vão chamar ela pra participar do projeto? Então isso deve significar que eu não preciso participar disso, certo?- tentou fugir para se trancar no banheiro, mas foi puxada antes.

'- Não, bobinha, ela é o nosso projeto!- Clarissa exclamou.

'- É, a gente vai melhorar ela!- Marissa completou.

'- Não sei quanto a vocês, mas eu não gostaria de estar vivendo minha vidinha e ter a interferência de duas peruas doidas nela, me dizendo que preciso de "algumas melhoras".

'- Lily, Lily... Você não entende que graças a nós ela vai poder apreciar sua juventude e vivê-la plenamente enquanto ainda a tem?- Clá sentou-a na cama.

'- Oi?- a ruiva ouvira muitas coisas sem sentido em um espaço de tempo pequeno demais.

'- Como ela pode flertar, ir a um baile acompanhada, ter amigos e fazer coisas normais como o que fazemos se tiver essa aparência?

'-Lily, ela nem dobra a saia do uniforme! Se eu não dobrasse a saia do uniforme a barra estaria tipo no joelho!

'- Meninas, algumas de nós não acham isso a coisa mais importante do mundo.

'- Mas Lily, porque ela tem que viver a vida dela assim se poderia ser bem mais bonita?

'- É, amiga, sabia que as pessoas mais bonitas têm mais oportunidades, são convidadas para mais festas e são vistas como mais amigáveis.

'- Vocês é que sabem. Mas peguem leve, não vão magoar a pobre garota. E me tirem dessa furada.

'- Mas Lily!- Clarissa choramingou.- Não será a mesma coisa sem você! Olha não é nada demais o que vamos fazer. Só alguns itens como jogar fora as calças que vão acima do umbigo, ensiná-la a pôr a blusa para fora da saia, dobrar a saia, maquiagem, corte de cabelo, uma bronzeada se conseguirmos, roupas bonitas, você já viu como ela tem um corpo bonito? É uma gata em potencial!

'- Ia ser muito divertido mesmo, mas tenho outros planos para as minhas próximas horas livres.- Lily se dirigiu ao malão.

'- Hun, e isso tem a ver, por acaso, com o Zachary Holdings?- Marissa quis saber, curiosa.

'- Zac? Não que eu tenha planejado.- ela sorriu marota.

O tal Zac? Era um garoto bem popular, que, apesar de não participar de nenhum clube ou time, conhecia praticamente todo o colégio. Lily o conheceu nas carruagens que levam as pessoas do Expresso de Hogwarts para o Castelo, no começo do ano. Perdeu-se de suas amigas na saída do trem (por causa de uma confusão causada por Potter, aliás) e teve que ir com Zac e seus amigos. Desde então, eram passeios noturnos pra lá, beijos pra cá, mas nada de muito sério. Porém, digamos que preferiam não mencionar aos quatro ventos sobre estarem se encontrando.

'- Na verdade tem a ver com isso.- tirou do malão uma bola preta e branca.- Vou voltar a treinar.

'- Lily...- Mar disse, pisando em ovos.- do que você está falando?

'- É futebol.- ele respirou fundo.- Eu jogo. É um esporte bem popular entre os trouxas.

Clá e Mar, vindo das famílias Archie e Kepraw respectivamente, bruxas até as pontas dos cabelos tingidos, nunca entenderiam tudo aquilo que está por trás do futebol.

'- Querida...- Clarissa sentou-se ao lado dela.

'- Nós odiamos dizer isso...- Marissa sentou-se do outro lado.

'- Mas garotas não podem praticar esportes.- as duas concluíram juntas.

'- Talvez balé...- Clarissa ponderou.

'- Ou alongamento...- Marissa complementou.

'- Se ninguém estiver vendo até corrida...

'- Mas esporte com bola?

'- Isso é para aqueles homens fortes de caixa de cereal.

'- Essa visão é herdada de geração em geração nessa sociedade patriarcal em que vivemos, quando vamos quebrar os grilhões da opressão que sofremos por parte dos homens?- música de herói para Lily. Ah, desculpe, heroína.

'- Acho que alguém andou queimando sutiãs.- Mar cochichou.

'- Gente, vocês não vêem? Por exemplo, a Queenly, da Corvinal. Joga como atacante no time de quadribol e todos os garotos tem uma ótima opinião sobre ela. Popular, inteligente, e o mais importante: consegue se divertir. Para isso que servem os esportes.

As duas pareciam ainda meio desapontadas que a amiga preferisse jogar um joguinho estúpido e boçal a ajudar alguém a ser mais bonita.

Tinha que apelar para aquilo. Sempre funcionava.

'- Que decepção!- abaixou a cabeça e fez uma voz fina.- Eu conto um segredo para as minhas amigas pensando que elas vão me compreender a apoiar e olha o que eu recebo...

Boa e velha chantagem emocional.

'- Ah, cabecinha ruiva, não fica assim!- elas a abraçaram.- Se você gosta tanto dessa coisa, vai em frente.

'- Mas não deixa ninguém te ver.- Mar piscou.- Sabe, só um toque pra você.

Um começo bem lento, mas um começo. Parte Um, completa.


BUM!

Tiago entrou no Dormitório Masculino do Sétimo Ano batendo a porta.

Recebeu indiferença de Remo, que lia, um ronco de Pedro, que dormia, e uma bolinha de papel de Sirius, que antes mirava na lixeira.

'- Cara, eu tô entediado!- Sirius bufou para Tiago.- Eu já arranquei todas as folhas do seu caderno, amassei e arremessei no lixo. Acertei 87 de 95. Tirando essa última que eu acertei na sua cabeça.

'- Tenta alguma coisa nova.- sentou-se na própria cama e abriu o livro.

'- Tipo o quê? Internato não é pra mim, cara. Liberdade é a parada.

'- Aham.- fingiu estar lendo muito interessado.

'- Ei! Você quer explorar a Floresta Proibida hoje à noite?

'- Pode ser.- manteve a postura.

'- Não, Floresta hoje não. Deixa pra semana que vem, a gente vai com o Aluado, certo?

'- Aham.

'- Hoje a gente pode dar uma passada lá no Três Vassouras, tomar alguma coisa, o que me diz?- perguntou parecendo um pouco mais satisfeito.

'- Aham.

'- Cara, o que tem nesse livro?- Sirius o arrancou da mão do amigo.

'- Sei lá, eu encontrei lá em baixo.

'- Você tava me ignorando por causa de um livro?- falou com asco.- Você nem lê livros que não falem de esportes.

'- Esse livro fala de esporte.

'- Mas você já leu todos os livros de Quadribol que existem.

'- Quadribol não é o único esporte que existe...- disse como um professor que repete algo para um aluno burro.

'- Não?- Sirius respondeu, caracterizando ainda mais a experiência entre professor / aluno burro.

'- Não.- Tiago tomou o livro de volta e abriu na página central, que retratava um campo de futebol visto de cima.- Olha isso aqui, parece que tem só uma bola--

'- Uma bola? Que jogo ridículo.

'- E os jogadores têm que fazer gol, mas só podem tocar na bola com os pés.

'- Como assim?

'- Tocar. Com. Os. Pés. Não pode colocar a mão. Só o goleiro pode.

'- Mas isso é impossível.

'- Parece que não. Diz aqui - mudou a página e apontou um texto.- que já teve uma goleada de doze a um.

'- Uau. Me dá isso aqui pra eu ver.- Sirius abriu na primeira página e começou a ler.

Parte Um, completa.

Em uma semana esse esporte seria febre.


Meus amoreees! Aqui estou!

E tô muito impressionada e satisfeita que vocês, como eu, tenham essa paixão pouco convencional entre as meninas: o futebol.

Vou responder rapidinho as reviews enquanto a criatura (meu irmão) foi na padaria e deixou o computador sem senha.

A.Mira Black: primeira review! Obrigado pelo incentivo, beijos!

Gabriela Black: A idéia dele foi bem simples, na verdade, mas prometo que o desenrolar desse plano vai ser bem interessante! Beijos!

Oliivia: aqui está o segundo! Espero que goste, beijos!

Julinha Potter: as atualizações vão depender da criatura ou do meu pc ficar pronto, mas vou tentar ser rápida. Beijos!

Lena: flamenguista e nunca foi a um jogo? Bem, na verdade fui ao meu primeiro há pouco tempo, mas foi muito bom! Quando você for, não vai se arrepender! Espero que tenha gostado do capítulo! Beijos.

Luh Black: Hahahaha, sou do Rio, então não costumo acompanhar os jogos dos times de SP, mas se vc diz que o Santos não estava impedido, eu acredito! Avante mulheres que sabem o que é impedimento! Hahahaha. Obrigada pelo apoio! Beijos!

Tahh Black: estou descobrindo pouco a pouco que não são poucas as meninas que gostam de futebol. Bom para quem gosta de jogar, certo? Aliás, fui na sua fic e adorei! Deixei review até. Beijos!

Thaty: não entendi muito bem o que você quis dizer, mas deve ter sido algo bom, certo? Vou interpretar como se fosse, então, obrigada. Beijos!

JhU Radcliffe: Copa do Mundo é algo sagrado. E aqueles que não entendem isso, ainda não viveram. Hahaha isso foi muito fundamentalista! (o que eu disse, não o que você disse!). Ainda veêm muitas potterices por aí. Aguarde e verá ;) Beijos!