- Koizora -

Capítulo 2: As duas faces do silêncio

"Eu queria estar aí do seu lado para te abraçar e te dizer que tudo ficará bem. Eu queria estar aí do seu lado para te beijar e fazer amor com você. Eu queria estar aí do seu lado para olhar de novo para você."


Chovia lá fora.

A garota prendeu o cabelo em um único rabo de cavalo e se mirou no espelho. Pôde ver aqueles olhos castanhos, grandes demais, mirarem de volta. Sorriu. Viu uma garota normal, de olhos castanhos, grandes demais, desta vez com um sorriso forçado, que evidenciava as olheiras e as poucas horas de sono.

Ainda faltavam algumas horas para o trabalho, mas, mesmo assim, decidira se arrumar e pegar os livros para estudar na biblioteca. Entreabriu os lábios e viu o seu reflexo fazer o mesmo.

E quando eu morrer? Perguntou-se mentalmente. Viu o seu reflexo fazer o mesmo.

Sempre fazia aquela mesma pergunta e, a cada dia, uma pessoa diferente respondia. Na sua imaginação, ela sempre encontrava alguém que valesse a pena perguntar e esperar por alguma resposta.

"E se eu morrer? Você vai sentir a minha falta, mãe?"

"É claro que sim, Rin-chan..." Riu "Quem vai sustentar a casa...?"

- RIN! – a voz tirou-a de seus pensamentos.

E quem vai te limpar quando estiver caída na poça do seu próprio vômito, mamãe?


Sesshoumaru olhou para o pequeno papel rabiscado com uma perfeita caligrafia. Lembrou-se que a cunhada entregou o papel no dia anterior: "Ela tinha me pedido caso acontecesse alguma coisa..."Não contou a ela nem ao irmão que já sabia do que tudo aquilo tratava.

Lembranças... Tudo era tão recente para serem simples lembranças. Sentiu os olhos arderem e não conseguiu controlar as lágrimas. Ainda podia sentir o cheiro de Yuki e, mesmo sabendo que seria inútil, olhava para a porta do apartamento, com uma incontrolável esperança que veria o sorriso da esposa novamente.

E quando eu morrer?


- Por favor, Rin... Rin-chan... Não vá, não vá... – Agarrou a perna da mais nova quando esta fez menção de abrir a porta. Soluçou. – Por favor... eu prometo que eu paro... não me deixe sozinha.

Sua mãe não entendia que ela já estava sozinha.

- Mãe... – se ajoelhou e desgrudou algumas mechas que estavam grudadas em seu rosto. Sentiu um cheiro azedo. "Suor", pensou ao ver que não havia indícios de vômito no chão que havia limpado na noite anterior. – Eu preciso estudar e...

- VOCÊ QUER ME ABANDONAR, SUA PUTA? – Rin não conseguiu manter o equilíbrio e caiu no chão. – VOCÊ NÃO VAI CONSEGUIR, ENTENDEU?! ME OUVIU? – Michiko apertou novamente o tornozelo da filha. Segurou um gemido de dor. – Você não vai conseguir... Não vai...

Conseguiu se desvencilhar da mãe, que continuou gritando. Saiu do pequeno apartamento alugado e sentiu alguns olhos acusadores em sua direção, apesar de não haver ninguém na rua. Apressou os passos e segurou a bolsa com os livros contra o peito.

Sua mãe não entendia que ela já estava abandonada.


- Meu filho...

Sesshoumaru abriu os olhos e viu Inutaisho parado à sua frente. Onde estava a maldita secretária que tinha deixado o pai entrar?

E o que ela teria feito contra o presidente da empresa?

- Sim? – sua voz não passou de um murmúrio.

Ele encarou os olhos dourados do filho. Resquício de dor e de culpa. Queria poder abraçar o filho, mas não parecia ser o certo a fazer. Sesshoumaru era orgulhoso e não suportaria ser alvo de piedade. Mas aquilo não era piedade, era?

Sentiu-se impotente.

- Vá para casa, Sesshoumaru. – foi a única frase que pôde dizer. – Vá descansar...

Suspirou ao ver que não receberia uma resposta além daquele silêncio. Olhou novamente os olhos dourados do filho. Resquícios de dor, culpa e a vontade de morrer.

Eu te amo, Sesshoumaru. Complementou em pensamento. Deu meia-volta e saiu da sala.


- É ela, não é? - Riu. - A menina que sempre chega atrasa nas aulas.

- Sim. A filha da bêbada, né?

Gargalhadas. Tentou se concentrar na leitura, mas não conseguiu. Sua mão tremia.

Era para chorar agora, não? Nos mangás e nos animes, quando as colegas malvadas zombavam, a pobre garotinha pobre sempre ia às lágrimas e saía correndo da onde estava. E ela sempre encontrava alguém - o príncipe encantado - que a ajudava. E eles se apaixonavam.

Mas as lágrimas não vinham.

- Minha mãe já encontrou a mãe dela no supermercado. Ela estava comprando uma garrafa de vodca! E estava fedendo à vômito!

- Que nojo!

Lágrimas? Onde elas estavam?

Rin encarou o papel a sua frente. Seco.

Perguntava-se se realmente estava viva.


- Como ele está?

Inuyasha se jogou no sofá e encarou o teto.

Sentia-se cansado.

- Nada bem. - foi sincero.

Sentia-se irritado por não conseguir ajudar o irmão.

- Inu... - Kagome se sentou ao seu lado e colocou a cabeça no seu peito. Inuyasha sorriu e começou a mexer no cabelo da esposa. Sentia-se fragilizado. Aquilo poderia ter acontecido com qualquer um. Poderia ter acontecido com Kagome. Ele poderia estar no lugar de Sesshoumaru. Abraçou-a com mais força.

- Eu te amo. - Kagome sorriu, triste.

- Eu também... - Aquilo poderia ter acontecido com qualquer um. Poderia ter acontecido com Inuyasha. Ela poderia estar no lugar de Sesshoumaru. Beijou-o. Sentiu-se feliz por ter o marido ao seu lado. Aquilo era um tanto egoísta, mas não conseguia deixar de se sentir assim.

Aliviada por ainda poder tocá-lo.


Eram nove horas e ele ainda estava ali.

Da janela do seu escritório, podia ver os prédios. Tokyo estava clara ainda por causa das luzes artificiais e, apesar do silêncio, sabia que lá embaixo tudo continuava como se nada tivesse acontecido. Carros, pessoas apressadas, casais apaixonados. Nada havia mudado para aquelas pessoas.

Olhou para o relógio.

Já havia passado a hora de ir para casa.

Não queria voltar. Para que casa, afinal? Riu amargurado. Aquele lugar estava incrustado com o cheiro de sua falecida esposa e com o silêncio. Ele viveria lá, sozinho, e não sabia como suportar toda aquela angústia. Se...

De repente o rosto deformado de Yuki, no funeral, lhe veio à mente. Sesshoumaru não conseguiu se segurar e vomitou no chão do escritório. Passou a mão pela boca e sentiu os olhos arderem.

Odiou-se por ser tão fraco.

Ele estava reduzido a lágrimas e vômito.

Um barulho quebrou o silêncio do escritório.

Virou-se abruptamente.

- Quem está aí?

Novamente o silêncio.

Seria algo lá fora? Ele já estava tão louco a ponto de ouvir de imaginar sons? Não... ele tinha certeza de que ouvira alguma coisa...

Novamente, ouviu alguns passos. E a respiração.

E alguém apareceu na sua frente.

Uma garota. Dois olhos castanhos o encararam.


Rin levou um susto quando o barulho da vassoura caindo quebrou o silêncio.

Passou a mão na testa suada. Aquele lugar, ainda mais à noite, lhe dava calafrios... Apesar de ter começado há quase um mês, ainda não tinha se acostumado. Ia acender a luz para começar a última limpeza do dia quando mais uma vez o silêncio foi quebrado. Desta vez, por uma voz.

- Quem está aí?

Rin deu dois passos para trás e quase tropeçou. Droga, ele ainda estava lá! Ela sabia que os dois filhos do presidente também trabalhavam lá, mas só havia visto o mais novo de longe. Durante o curto período em que trabalhava lá, nunca havia encontrado o mais velho, já que toda vez que ela limpava o seu escritório ele já tinha ido embora.O que diabos ele ainda estava fazendo ali àquela hora da noite?!

De repente, lembrou-se de alguns comentários de outras faxineiras. A mulher dele havia morrido há alguns dias... Então...

- Ele está se afundando no trabalho. - alguém comentara.

- Coitado! É tão novo e já viúvo...

- Se ele quiser, eu posso animá-lo rapidinho. - a primeira comentara. A outra repreendeu, mas logo as duas caíram na gargalhada.

Sentiu que a sua respiração estava mais rápida. Não podia ficar parada lá. Se ele saísse e a visse poderia ser pior... poderia pensar que ela estivesse se escondendo. Respirou fundo, em uma falha tentativa de se acalmar e entrou no escritório, que estava iluminado graças às luzes que vinham de fora da enorme janela.

E então, finalmente, o conheceu.

Dois olhos dourados a encaravam de volta.

E, logo depois, o cheiro de vômito invadiu a suas narinas.

- Quem é você? - ele perguntou, rispidamente, ainda a encarando. Rin percebeu que ainda era possível perceber algumas lágrimas escorrendo em seu rosto. Apesar de tudo aquilo, a garota percebeu o quanto ele era bonito. Sentiu-se acuada.

- Eu... trabalho aqui. Sou a faxineira do turno da noite.

Sesshoumaru finalmente olhou o seu uniforme. Ele nunca havia a encontrado à noite. Também, ele nunca tinha ficado até aquele horário. Olhou para baixo e viu o próprio vômito.

- Eu, eu... - não conseguiu terminar a frase.

- O Senhor está bem? - aproximou-se lentamente dele. Desviou da poça de vômito e parou ao seu lado. Levantou a mão para encostar em seu ombro, mas hesitou. Apesar de parecer que estava em seus piores dias, ele era o seu chefe, não era? - Acho... Vou buscar um copo de-

- Não precisa. - Ele cortou. Sentia-se humilhado. Odiou-se ainda mais. - Não precisa ficar com pena de mim.

Rin sentiu o rosto arder e tinha certeza que estava vermelha.

- Então como eu deveria me sentir em relação a alguém que vomitou em seus próprios sapatos e não consegue sequer levantar? - Colocou a mão na boca. Não deveria ter feito aquilo! Aquele homem, apesar de ser completamente um idiota, era seu chefe. E ela não poderia se dar ao luxo de perder aquele emprego, não depois de ter tido tanta dificuldade de convencer o responsável pelo departamento pessoal de contratar uma garota de 15 anos para trabalhar como faxineira, principalmente no turno da noite. - Eu v... vou pegar um pano para limpar.

Sesshoumaru olhou surpreso a garota dar meia-volta e sair da sua sala. Desde quando havia voltado à empresa - negando as férias que insistiam para que as tirasse -, recebeu os olhares piedosos de funcionários, sócios, clientes e até do próprio irmão e do pai. Percebeu a apreensão de todos em falar com ele, de contrariá-lo. E, do nada, aquela menina...

Levantou, um pouco tonto, tomando cuidado para não pisar em seu vômito. cambaleando, acendeu a luz de sua sala e foi ao banheiro. Olhou-se no espelho e percebeu que as lágrimas haviam secado.


Quando Rin voltou com o rodo e alguns produtos de limpeza, percebeu que a luz estava acesa. Ele deve ter acendido para eu conseguir pensar, pensou. Escutou, do banheiro, a torneira ligada. Tinha esperanças de que, quando voltasse, ele já tivesse ido embora. Não sabia o que ele faria depois de ela ter falado aquelas coisas. Será que iria demiti-la? Não, aquilo não poderia acontecer e... Rangeu os dentes diante da possibilidade de implorar para que continuasse no emprego. Sabia que tinha que relevar, que ele havia acabado de perder a esposa, mas, caramba, ela só queria ajudar!

Perdida em seus pensamentos, não percebeu quando a porta do banheiro foi aberta e Sesshoumaru saiu de lá. Encostou-se na parede e a observou enquanto arrumava a bagunça que tinha feito. Quantos anos ela tinha? 14? 15? Perguntou-se por que diabos Jakotsu tinha contratado uma garotinha como faxineira, ainda mais para trabalhar no turno da noite.

Depois que terminou de limpar, percebeu, enfim, que Sesshoumaru estava lá. Sentiu o rosto quente ao perceber que ele a encarava e que, agora que estava devidamente arrumado, o quanto ele era lindo. Nunca tinha parado para se perguntar como o filho mais velho do presidente era. Nas outras vezes que havia limpado a sala, percebera que não havia nenhuma fotografia em sua mesa. Nunca havia visto Sesshoumaru e nunca teve curiosidade de saber se ele era realmente aquele 'deus grego' que suas colegas de trabalho falavam.

Elas não estavam erradas, afinal.

- Desculpe. - Ouviu-o murmurar. Entreabriu os lábios, surpresa. - Você... não deveria ser obrigada a limpar isso.

Rin forçou um sorriso.

- Não se preocupe, Senhor Sesshoumaru, eu já estou acostumada a fazer isso. - Ele se perguntou o porquê daquela frase, mas aquilo não era da sua conta. - Se o Senhor não se incomodar, eu preciso terminar de limpar a sua sala e...

- Não precisa. - Novamente, ele a cortou. - Pode ir embora. Amanhã não estarei aqui para te atrapalhar e você poderá fazer isso.

- Mas faltam mais de duas horas para terminar meu expediente e...

- Já disse que pode ir. - Rin percebeu que ele não tinha paciência para deixar os outros terminarem de falar. Perguntou-se o que a esposa deveria ter visto de bom naquele homem. - Seus pais devem ficar preocupados que você volte tarde de casa.

Preocupados?

- Claro. Se o Senhor me dá licença, então... - Aquela era uma discussão já perdida, não? - Eu já me vou. Com licença, Senhor Sesshoumaru. - Ele a viu fechar suavemente a porta e, por fim, o silêncio havia voltado.


Sesshoumaru olhou para o seu relógio. Quase dez horas. A garota havia falado que faltavam mais de duas horas para ir embora, então seu turno terminava apenas meia-noite. Falaria amanhã com Jakotsu. Aquilo era uma empresa de advogados e Sesshoumaru sabia que o fato de ter uma garota que aparentava, ao menos, ter uns quinze anos, poderia acarretar problemas futuros. Da mesma maneira que, se isso poderia acontecer, o seu pai aceitara em dar o emprego a ela.

Perto da empresa, havia um parque, não muito grande. Quando Sesshoumaru estacionava o carro, sempre via alguns funcionários lá em seus horários de almoço ou depois de seus expedientes, já que ficava aberto vinte e quatro horas. Apesar disso, ele nunca tinha ido lá. Quando estava indo em direção ao carro, percebeu que havia alguém lá.

Aquela garota.

O que ela estava fazendo lá àquela hora? Ele havia a liberado justamente para ela chegar mais cedo em casa e lá estava ela, sentada, encostada em uma árvore, enquanto abraçava as suas pernas e tremia um pouco de frio. Sesshoumaru entrou no carro e olhou-a por mais alguns segundos.

Ele não era o único que não queria voltar para casa, afinal.


Rin colocou os braços em volta do corpo, em uma tentativa falha de se esquentar. Tudo aquilo era culpa daquele idiota, que insistira em liberá-la mais cedo do trabalho. Outras pessoas teriam ficado felizes.

Mas as outras pessoas não tinham uma mãe violenta e bêbada para cuidar, não? Sorriu amargurada.

Não queria voltar mais cedo para casa. Não havia nada de bom esperando por ela...

De repente, algo preto surgiu a sua frente.

Rin arregalou os olhos ao ver Sesshoumaru parado na sua frente, estendendo o seu paletó para ela. O que diabos ele estava fazendo ali?

- Sess-

- Coloque antes que pegue um resfriado.

Novamente aquela voz autoritária. "Vá embora", "Pegue o casaco"...

Pensou em recusar e falar que só estava descansando um pouco e que já estava indo para casa, mas daí teria que realmente ir para casa. Murmurou um "obrigada" e colocou o paletó. Sentiu o perfume de Sesshoumaru e perguntou-se se era o seu perfume ou o sabonete. Pensou que o chefe fosse dar meia-volta e ir embora, mas, para a surpresa, ele se sentou ao seu lado.

Rin queria perguntar o porquê dele estar ali com ela, mas não teve coragem de quebrar o silêncio.

Era um bom silêncio e, curiosamente, nenhum dos dois se sentia oprimido por ele.


Você está triste, Sesshoumaru?

Você está chorando? Eu estou, mas acredito que o meu choro não seja nada perto da dor que você está sentindo.

Eu queria estar aí do seu lado para te abraçar e te dizer que tudo ficará bem. Eu queria estar aí do seu lado para te beijar e fazer amor com você. Eu queria estar aí do seu lado para olhar de novo para você.

Mas eu sou o motivo de toda a sua tristeza, não, é? E como eu me odeio por isso... Como odeio pensar que eu não estou aí e não posso fazer nada por você.

Você se odeia, Sesshoumaru?

A culpa não é sua, sabe?

Não sei como isso ocorreu - como eu morri -, mas a culpa não é sua.

Você se sente culpado, Sesshoumaru?

Não se sinta. Você não poderia ter feito mais nada por mim. Você me amou tanto... e me fez a mulher mais feliz de todo o Universo. Durante o nosso namoro e durante o nosso casamento. Por favor, não se cobre tanto. Não... não mude.

Seja esse Sesshoumaru que eu conheci e que amei.

Eu queria escrever mais, mas não consigo. De alguma forma, dói tanto escrever esses e-mails, imaginando que você está lendo...

Desculpe, não consigo. Não vou me despedir de você hoje...


N/A: Meu Deus. Eu pensei que nunca conseguiria atualizar isso daqui.

Primeiramente, porque nesses últimos tempos eu não tive vontade de escrever. No final de 2012, ainda na correria de cursinho e vestibular, atualizei Love Sick, que foi fruto de um ataque de imaginação, mas, já desde aquela época, eu já achava difícil eu atualizar alguma longfic. Não sei por que, mas eu tenho uma dificuldade imensa de terminar algum projeto que tenha mais de 2 capítulos - prova disso é que eu nunca terminei nenhuma fanfic (excluindo as oneshots, obviamente).

Em segundo lugar, eu mudei completamente o rumo da história. A Rin não teria uma mãe tão problemática desse jeito e ela não conheceria o Sesshy dessa maneira. Mas, de qualquer forma, preferi que fosse assim. Por incrível que pareça, eu já tenho mais ou menos em mente de como será o desenvolver da história. :33

Sobre a personalidade da Rin: acho que nunca consegui descrevê-la como a maioria das pessoas descrevem. Só sei descrevê-la sendo irônica, sarcástica, fria... ou seja, um tanto parecida com o Sesshoumaru. Desta vez, eu tentei mudar. Não sei se foi perceptível, mas a Rin é uma tentativa de mistura de personalidade que ela tinha no anime ("Rin sentiu o rosto arder e tinha certeza que estava vermelha." - e como ela fica nervosa e gaguejando também são exemplos disso) com uma personalidade um tanto desiludida e um tanto "oca" ("Perguntava-se se realmente estava viva.")

Gostaram dessa "nova" Rin? Espero que sim! ;)

Agradecimentos (um tanto tardios) a: Hiwatari Satiko, Anny Taishou, Karla Rocha e Sotam. A continuação está aí, apesar da demora de dois anos... Não vou prometer uma data específica, mas espero que o capítulo três surja em breve! (ao menos, essa é a minha pretensão...)

Bem, não sei se impressão a minha, mas parece que as pessoas não estão lendo muito - não como antes - RinxSess. Sei lá, é a minha impressão (posso estar completamente equivocada!). Mas, se alguém ler o cap. 2, reviews são muito bem-vindas! ;))

Um grande beijo a todos!