A Rosa Vermelha de Lancaster
By Dama 9
Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas Harmonia, Heitor e Aishi são criações únicas e exclusivas para essa saga.
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Capitulo 2: A Rainha.
.I.
Estávamos no verão de mil quatrocentos e oitenta e dois em Anjou, as planícies verdejantes daquela terra sempre tiveram o poder de me acalmar e me transportar para um mundo paralelo, onde não existia Henrique muito menos o clã.
Você deve estar se perguntando quem sou? Sim, sou Margarida de Anjou, ultima rainha consorte da Inglaterra pela casa de Lancaster.
Já fui chamada de gênio, de mestra e de "A mulher por trás do rei", chega a ser patético, mulheres como eu permanecerem nos bastidores enquanto bastardos covardes como Henrique levam a glória por nossos feitos.
Entretanto, ignorando meu pequeno retiro na Torre de Londres antes de Luiz retirar-me de lá, foi um período de auto-conhecimento. Sim, eu poderia ter feito mais, poderia ter tido um pulso mais firme e escolhido um homem de verdade para marido, mas às vezes o destino é engraçado e nem mesmo eu posso ficar completamente alheia ao poder que a 'família' tem sobre seus integrantes, principalmente sendo do 'sexo frágil' como eu.
Eles são docemente tolos e patéticos a meu ver. Alias, o mais engraçado ainda nisso tudo é eu estar escrevendo nas páginas desse diário que certamente um dia será queimado e suas páginas perdidas com o tempo.
Agora me vejo erguendo os olhos em direção a janela, ouvindo vozes dos empregados andando pelo campo cumprindo sua rotina diária enquanto estou aqui, confinada a mais uma prisão cujas portas estão abertas, mas não posso sair. Não quero...
Não há mais nada a se fazer a não ser esperar. Detesto deixar minhas batalhas pela metade, em todas que lutei jamais recuei sem ter a certeza de que se perecesse no caminho, pelo menos a cabeça de um York tombaria pelo fio da minha espada.
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-Minha senhora; uma voz feminina lhe chamou a atenção fazendo-a desviar a atenção do livro que tinha a sua frente. –Precisa repousar;
-Repousarei em meu caixão quando chegar à hora; Margarida respondeu em tom frio.
Para uma pessoa que aprendera a ser independente e jamais se curvar mesmo tendo a lamina de uma espada direcionada ao coração, não aceitaria ordens, nem mesmo agora. Nem mesmo por uma boa intenção...
Como diria Luis, de boas intenções o inferno estava cheio...
O que os deuses decidissem não seria problema seu quando partisse desse mundo, enquanto fosse Margarida de Anjou e aquelas, suas terras, assim seria. Aquela era sua prerrogativa.
-Perdão Vossa Alteza; a jovem se desculpou. –Gostaria de almoçar agora?
-Não; ela respondeu seca.
Com um leve menear de cabeça a jovem a deixou novamente. Aborrecida, voltou-se para o livro novamente, perdendo-se em divagações.
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Qual a diferença entre deuses e mortais? A cada dia, que vejo estar chegando meu fim, me pergunto qual a diferença. O que nos faz seres tão frágeis a ponto de sucumbirmos a qualquer um dos males da terra?
Já vi muitas coisas nessa vida, outras gostaria de ter a oportunidade de ver, mas quem sabe na outra?
O que me leva de volta a questão de que, existem anjos? Os famosos seres angelicais de expressões ternas e rostinhos rechonchudos como as ninfas de Botticelli em a Primavera? Ou são apenas seres feitos de luz e nós, pessoas ignorantes, achamos que eles têm de ter uma forma material para serem o que são. Nossos guias e guardiões?
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-Você não deixa de estar certa;
Virou-se rapidamente na cadeira, encontrando-o sentado na beira da cama lhe observando. Aqueles olhos negros, tão nublados quanto às noites sem lua em Anjou. Era como se ele sempre tivesse estado ali, com aqueles mesmos cabelos negros levemente arrepiados e o fino sorriso a despontar no canto dos lábios.
-Você de novo; Margarida falou visivelmente aborrecida, enquanto com certa dificuldade levantava-se.
Ele tencionou se aproximar, mas com um aceno estancou onde estava, não precisava de ajuda, não para algo tão banal quanto esticar um pouco as pernas e tentar não morrer de tédio naquele lugar parado.
-Parece aborrecida; o rapaz comentou casualmente, cruzando as pernas elegantemente, como um dos refinados lordes de sua época.
Como seria se houvesse o conhecido anos antes, quando ainda era uma garota com sonhos e uma vida incrível prestes a despontar no horizonte?
-Quem sabe em outra vida; ele falou com um fino sorriso nos lábios.
-Acha que isso é possível? –Margarida indagou embora não esperasse uma resposta.
Caminhou até a janela, encostando-se no peitoril. A respiração tornou-se um pouco ofegando, mas jamais ira demonstrar fraqueza na frente de alguém, muito menos dele.
-Talvez, mas estar cansada, não é mostrar-se fraca; Shura falou calmamente.
Serrou os orbes de maneira perigosa, desejando afastá-lo de dentro de seus pensamentos, mas para ele era tão transparente quanto vidro.
-Se você diz; Margarida deu de ombros.
Levantou-se da cama, aproximando-se da escrivaninha, o livro de capa cor de cobre jazia ainda aberto, poucas linhas foram escritas das quais eram apenas pensamentos vagos. Não precisava ler o que estava ali, pois em todas as outras páginas o assunto era o mesmo.
-Qual a sensação de chegar ao topo e cair? –ele indagou voltando-se para ela, enquanto os dedos finos e longos tocavam a página aberta do livro. –Para vocês mortais, o que significa?
-Você jamais entenderia; ela respondeu com um sorriso presunçoso nos lábios e ele pode ver naqueles orbes castanhos agora opacos pelo tempo e pela adversidade, aquecerem-se com brilho intenso, como se ela zombasse de um destino já traçado, mas mesmo assim, não se importasse de enfrentá-lo.
-Porque acha isso? –Shura indagou, aproximando-se até parar trás dela.
-Eu não sou a única, tão pouco a última; Margarida respondeu com ar sério. –Ainda existirão muitas Margaridas, Olímpias e Cleópatras a povoarem essa terra e os homens hão de agradecer aos deuses por isso; ela falou com o olhar perdido no horizonte.
-Você poderia ser todas elas e ainda sim, não deixaria de sentir que falta algo; Shura falou calmamente.
-Talvez sim; Margarida respondeu vagamente.
-Você esta certa; ele continuou, chamando-lhe a atenção.
-Sobre?
-Sim, esse mundo ainda será marcado pela presença de outras tantas Margaridas, Olímpias e Cleópatras, mesmo que alguns lideres ainda tentem se apegar a ignorância e lutar contra a evolução;
-Puff! Esses homens são tão patéticos; ela resmungou, porém um sorriso desdenhoso moldava-se em seus lábios, por um momento revelando sentimentos que tentava ocultar.
Ser uma mulher e líder em sua época era o mesmo que abdicar de seus sentimentos, deixar de ser mortal e jamais demonstrar fragilidade ou fraqueza. Muitos dos prazeres da vida tinham de ser deixados de lado se quisesse garantir que os seus continuariam vivos até o próximo amanhecer.
Mas nunca conseguia seguir isso a risca, não quando estava com ele.
-Eu gostaria de ter feito mais; Margarida sussurrou, mal notando uma lágrima pender de seus olhos e correr pela face levemente enrugada pelo tempo. –Gostaria de ter evitado tantas coisas e mudado tantas outras;
Mais duas lágrimas, somando três. Três lágrimas por coisas que o destino não iria lhe permitir mudar, não nessa vida. As gotas cristalinas tocaram o chão, enquanto a última centelha queimava nos orbes castanhos.
Braços fortes dignos de um anjo protetor envolveram o corpo da rainha, um fraco suspiro saiu dos lábios dela.
-Esse é o fim, não é Shura? –ela perguntou num fraco sussurro.
-O fim não existe... Sempre há uma nova chance; ele sussurrou, afagando-lhe os cabelos.
-Você nunca foi bom em me convencer? –Margarida brincou com um fino sorriso nos lábios.
-Quero que feche os olhos; o rapaz pediu num sussurro.
-Vai doer? –ela quis saber, embora isso não fosse importante agora.
-Apenas feche os olhos; Shura continuou, acariciando-lhe a face levemente. –Lembre-se dos campos floridos de Anjou na primavera, veja-se menina correndo entre as flores, respirando o ar puro das montanhas, inebriada por esse cenário maravilhoso; ele sussurrou.
As pálpebras serraram-se aos poucos, uma brisa gelada tocou-lhe a face e aos poucos sentiu-se desfalecer.
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Existem realmente anjos? Ou Botticelli e tantos usando de pequenos esboços para tentar um dia, chegar ao original, como eu sonhava, desde quando o vi.
Era outono em Anjou, quando eu ainda era uma garota e me deparei pela primeira vez com aqueles olhos negros, não eram azuis como todos falavam que os anjos tinham de ter, mas mesmo assim pareciam ler minha alma e ele tornou-se meu refugiu, meu guardião.
O tempo pode ter passado, muitas coisas eu posso ter vivido, mas sim, ele estava certo, existiriam mais Cleópatras, Olímpias e Margaridas, é por isso que eu rezo todos os meus dias, para que o mundo não pare e mulheres como essas, que tornaram-se mitos e lendas continuem a existir e a fazer a diferença.
Mulheres que ergueram seus impérios a custa de seus sentimentos e ilusões, criaram reinos prósperos, mas que para provar seu valor precisaram também destruir seus sonhos. Um preço baixo a se pagar, se pensarmos nas vidas que foram poupadas.
Eu poderia ter feito mais, poderia ter mudado algumas coisas e talvez eu deixasse outras iguais, mas isso não muda o fato de eu ser Margarida... A Rainha consorte da Inglaterra.
E essa, ainda é minha prerrogativa!!!
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Os braços penderam para o lado, com suavidade como se flutuasse, suspendeu-a do chão, aninhando-a entre seus braços enquanto a colocava no leito, que sua alma não mais iria ocupar.
Com passos calmos, voltou à janela abaixando-se e retirando do chão de madeira três delicadas rosas brancas. Rosas eternas, que o tempo não iria destruir.
Voltou até ela, colocando-as em suas mãos. Mulheres como ela tinham um orgulho ferrenho, eram voluntariosas e muito a frente do tempo a que pertenciam. No campo de batalha, eram piores que leões selvagens ou titãs enfurecidos. Lutavam até o fim nem que isso significasse sua perdição.
Queria ter dito a ela que anjos existiam, que tais seres angelicais encontravam-se nos lugares mais inesperados, como no sorriso contagiante de uma criança ou nos sussurros apaixonados de um amante que lhes dava força para continuar sem fraquejar ou temer.
Todos têm um anjo dentro de si, embora tivesse certeza de que Margarida lhe diria o completo oposto, mas nem assim aquela garotinha impertinente estaria errada, mas a escolha, esta nas mãos de cada um.
Sentou-se na beira da cama, o tempo lá fora começava a mudar e o sol desaparecia por trás de pesadas nuvens acinzentadas, inclinou-se com graciosidade e pousou um beijo suave sobre a testa dela.
Afastou-se, sua missão já havia chegado ao fim e era hora de seguir em frente. Os passos eram calmos e uma luz dourada envolveu-o pouco antes de sua imagem desvanecer entre as paredes de madeira.
O corpo sobre o leito, antes de uma mulher idosa, agora adquiriam o mesmo brilho intenso, aos poucos as rosas brancas multiplicaram-se e a imagem de uma bela jovem de melenas castanhas surgiu. Agora intocável pelo tempo.
-o-o-o-o-o-
Ergueu os orbes negros em direção ao céu, enquanto caminhava pela grama levemente úmida pela garoa que estava começando a cair. Os cabelos negros arrepiaram-se ainda mais com a umidade, mas mesmo assim continuou a andar.
Os passos eram calmos enquanto subia a colina atrás da propriedade, até avistar um lenço branco flutuando na crista do vento até chocar-se contra si.
Os dedos finos entrelaçaram-se no tecido, enquanto ouvia um riso cristalino. Balançou levemente a cabeça para os lados, enquanto continuava a subir.
E lá estava ela, os longos cabelos castanhos caindo numa cascata volumosa pelas costas, a pele alva estava levemente corada e os lábios rublos como costumavam ser.
Um sorriso iluminou-lhe os lábios, fazendo seus olhos brilharem, enquanto seguia até ele.
-Você demorou; ela falou.
-Tudo há seu tempo; Shura respondeu quando a mesma enlaçou-lhe um dos braços.
-Não tenho paciência para esperar; a jovem continuou.
Sorriu, afagando-lhe os cabelos.
-Você ainda não me disse? –ela falou.
-O que? –Shura perguntou confuso, buscando em sua mente quais das perguntas dela ficaram sem resposta.
-Os anjos existem? –Margarida quis saber.
-Você está aqui, não? –ele rebateu numa pergunta retórica.
Os deuses poderiam ter um caminho tecido para cada um dos mortais, mas o poder de fazer a diferença estava ainda em suas mãos.
Como Olímpia ao desafiar uma linhagem de céticos para provar que aquele a quem todos chamavam aos cochichos de 'bastardo' seria no futuro Alexandre – O Grande, cujos feitos tornar-se-iam lendas e parte da história.
Ou até mesmo Cleópatra, que antes de ser amante, era a rainha, que comando o Egito com punhos mais fortes que o dos homens de sua época, não só fez a diferença, como até hoje é lembrada por isso.
O futuro é sempre um caminho incerto, criado pelas mãos de Vivianas, mulheres que desde tempos imemoriais aprenderam que tudo é regido pelo equilíbrio e crêem fielmente em destinos a serem cumpridos e um propósito maior.
Em Liliths que não se subjugam ao 'poder' da repressão e de um código arcaico, nem se curvam diante daqueles que lhe querem coagir.
Muitas Heras, Nix, Isis, Cassandras hão de inspirar novas gerações e nessas mãos estarão o futuro. Dessas mulheres que tornar-se-ão mitos e tão poderosas quanto deusas.
.II.
O baixo ressoar chamou-lhe a atenção, por um momento indagou-se se não havia escolhido uma história muito maçante para uma criança, mas franziu o cenho ao encontrar o olhar curioso de Harmonia sobre si e ver que quem realmente dormia era Aishi.
-Tio, conta outra; ela pediu com um largo sorriso, não aparentando nem um pouco estar com sono.
-Amanhã pequena, agora vamos lá para cima, que você tem de dormir; ele falou pegando-a no colo, tomando o cuidado para não acordar Aishi.
-Mas e a tia Aishi? –Harmonia perguntou bocejando.
-Ela vai ficar bem; Kamus sussurrou se afastando.
-o-o-o-o-o-
Entrou no templo silenciosamente, havia deixado Harmonia no último templo já dormindo e por sorte encontrara com Saori que estranhamente se prontificou em ficar com as crianças e não perguntou o que estava fazendo andando pelo santuário apenas com um roupão.
Surpreendeu-se ao encontrá-la sentada no sofá, um pouco sonolenta.
-Aishi; chamou quase num sussurro.
Virou-se para ele, ainda com os olhos embaçados, nunca pensou que estivesse tão cansada depois de um dia inteiro atrás de Harmonia e Heitor.
-Desculpe, acho que acabei dormindo; ela falou levantando-se. –É melhor eu subir, você também precisa dormir;
-Ahn! Bem... Se quiser ficar; ele balbuciou. –Quero dizer, tem um quarto de hospedes, se você quiser;
-Dormiria em pé se fosse possível; a amazona balbuciou com os orbes serrados de sono. –Só me mostra o caminho, que não estou enxergando um palmo a minha frente;
-Aquela garotinha tem tanta energia não; Kamus comentou sorrindo, enquanto se aproximava dela.
-...; Aishi assentiu, mas antes que pudesse fazer algo, sentiu-se suspensa do chão e agarrou-se ao cavaleiro no susto.
Quando falara para ele lhe indicar o caminho era só para dizer se seguia em frente ou teriam de subir a escada para o segundo andar; ela pensou com a face enrubescida.
-Kamus;
-Você esta morrendo de sono; ele falou enquanto subia as escadas para o segundo andar.
Entrou em um dos cômodos livres da casa, colocando a jovem na cama, porém antes que pudesse falar algo, ouviu-a ressonar novamente, dormindo tranqüila.
Sentou-se na beira da cama, afagando-lhe as melenas douradas.
Cada vez que se lembrava daquela história, não podia deixar de comparar a história de Margarida com o legado das amazonas. Para se equiparar aos cavaleiros elas eram obrigadas a abdicar de seus sentimentos e feminilidade, enquanto a rainha precisou abdicar de seus sonhos para transformar a Inglaterra naquilo que era hoje.
Não era nenhum machista, que tinha aquele conceito primitivo de que as mulheres deveriam se reservar apenas para cuidar do lar e não terem perspectiva, mas também não concordava com a repressão imposta as que optarão por se tornarem amazonas.
Pelo menos, algumas coisas estavam mudando, até mesmo no santuário. Prova disso era elas não usarem mais aquela mascara, o que agora, parecia algo realmente conveniente; ele pensou com um fino sorriso nos lábios, afastando alguns fios dourados que caiam sobre os olhos dela.
Ainda se lembrava do primeiro encontro entre eles no Coroa do Sol, a mascara de prata a cobrir sua face, entretanto a idéia de que não era a primeira vez que haviam se encontrado não lhe abandonava um segundo sequer.
Conhecia aqueles olhos dourados, aquele sorriso cristalino, a presença marcante e intensa.
Sim, como diziam as lendas da Rosa Vermelha de Lancaster, o mundo ainda iria ver muitas Margaridas, Olímpias e Cleópatras, que não pensariam duas vezes para desafiar um regime de repressão para escreverem o futuro com as próprias mãos.
.::Fim::.
Domo pessoal
Infelizmente chegamos ao fim dessa história, mas confesso que eu realmente amei escrevê-la. Ontem mesmo eu estava conversando com a minha manda sobre isso.
A minha visão sobre a Margarida de Anjou é a de uma mulher orgulhosa, que conquistou tudo que tem, por ter lutado por isso, não acomodando-se e esperando que algo caia de bandeja em seu colo. Como muitas mulheres no mundo de hoje que precisam eriçar as garras e provar para que vieram.
Eu a coloquei de uma maneira um pouco agressiva, mas acho que vocês entendem o porquê. Ela passou os melhores anos da vida dela, brigando com incompetentes e tentando não perder a Inglaterra para a casa de York e imagino eu que todo o seu orgulho não teria se dissipado no fim da vida. Ela era uma mulher forte, que lutou até o fim, mesmo que a idéia de que alguma coisa a mais poderia ser feira.
Anyway, espero sinceramente que tenham gostado e para aqueles que desejam saber mais sobre mulheres interessantes que fizeram história, leiam 'Mulheres, Mitos e Deusas', foi um livro de grande inspiração para mim e não sai do meu lado.
Lá vocês encontraram as histórias da vida de Margarida (a jovem inocente apaixonada pelo médico obcecado por sua profissão e apaixonado pela esposa falecida) de Fausto. Viviana, a famosa Dama do Lago. Lilith, a primeira mulher mortal antes do nascimento da Eva submissa. Cleópatra, Olímpia, Virginia Woolf e muitas outras que ainda influênciam o mundo moderno.
No mais, aqui me despeço deixando um forte abraço a vocês. Ah! O trailler esta disponível no profile.
Ja ne...
Dama 9
