Saint Seiya não me pertence,pertence a Masami Kurumada e Toei
O nome Carlo pertence a Pipe
Pronto,todos os direitos já foram colocados,eu não tinha colocado os direitos da Pipe no capítulo anterior por que fiz um certo suspense com a apresentação dos personagens e não queria deixar embutido logo de cara que o Máscara ia aparecer.
Mais um detalhe,eu coloquei algumas palavras em língua estrangeira,mas marquei o significado no final.
Espero que gostem do capítulo,não vou ocupar mais o tempo de vocês!
Boa leitura!
"Atenção senhores passageiros! Dentro de 5 minutos estaremos chegando a Tókio. Por favor, não se levantem até que o avião tenha aterrissado. Obrigada!"
O avião aterrissou alguns instantes após o anúncio feito, pousou em território japonês e todos os passageiros desembarcavam rapidamente com uma certa ânsia de andar e ver a cidade. Um deles, porém, ainda continuava imóvel, dormindo confortavelmente em sua poltrona. Era um homem de longos cabelos cor lavanda e pele extremamente alva. Uma das aeromoças – que já estava indo embora para sua casa – o viu e foi acordá-lo.
"Senhor acorde! Nós já aterrissamos senhor." – ela cutucou-o e ele quase que instantaneamente abriu os olhos.
"Quem? Onde? Ó meu Zeus! Perdi o vôo?" – ele levantou de súbito, assustando a aeromoça.
"Não senhor, já estamos em Tókio." – ela olhava-o, intrigada, e ele demorou cerca de 10 segundos para tomar conhecimento do que estava acontecendo.
"Entendo." – respondeu aliviado, passando a mão discretamente na testa. – "Desculpe-me assustá-la senhorita!"
"Não se incomode, esse é o meu trabalho senhor!" – ela deu um simples sorriso. – "Boa estadia em Tókio!" – ela acenou para ele e foi rumo a saída.
Mu passou as mãos pela roupa numa tentativa de tentar desamassá-las, pegou o casaco que descansava ao seu lado, seguiu pelo corredor estreito, chegou até a porta e desceu pelas longas escadas. Seguiu em silêncio e sonolento até chegar ao salão do aeroporto e pegar sua única mala de carrinho, depois foi pegar um táxi para seguir direto para o Departamento Policial de Investigações e Criminalísticas da cidade de Tókio.
Quando passou por um grupo de garotas dentro do aeroporto pode ouvir risadinhas e expressões do tipo Bishonen¹ o que o deixou desconcertado e o fez corar ligeiramente.
Um grupo de homens que iam se juntar às garotas ouviu o comentário e um deles virou a cara e murmurou alguma coisa do tipo, Gaikokujin².
Mu deu um sorrisinho meia boca e continuou seguindo viagem rumo a entrada, era uma tarde chuvosa em Tókio, ele consultou seu relógio e se espantou pois marcava bem mais cedo do que aparentava o tempo. Só assim se lembrou de que não tinha arrumado o relógio para se adequar ao fuso horário.
Ele fez um simples aceno em direção ao meio fio, um táxi veio em disparada em sua direção, Mu percebeu que o motorista estava indo rápido demais e deu um pulo desajeitado para trás para sair da direção do táxi. Ele caiu de costas no chão e o táxi estacionou ao lado da calçada.
Um homem que viu a cena ajudou Mu a se levantar, ele o agradeceu e depois se virou para entrar no táxi um pouco irritado.
"Konnichiwa³" – disse o motorista que aparentava ter seus 70 anos.
"Ko-konnichiwa." – respondeu Mu um tanto quanto perplexo. Ele mirou o ancião por um tempo. O senhor era bem baixo, por isso precisava sentar em uma almofada para alcançar o volante, tinha olhos negros penetrantes, por algum motivo ele usava um chapéu tipicamente chinês, uma blusa de punhos branca, calça xadrez e óculos fundos de garrafa o que fazia com que seus olhos negros ficassem ainda maiores. Mu analisou se valia a pena arriscar sua vida por causa de um velho taxista.
"Vamos meu jovem, para onde quer ir?"
"Eu...eu... bem meu senhor, eu acho que esqueci uma mala lá no aeroporto, vou ter que buscá-la.Tchau!"
"Shounen(4)" – falou. – "Não se preocupe, eu não vou arriscar sua vida, eu sei dirigir!" – ele abriu o porta-luvas do carro e tirou de lá uma carteira de habilitação cheia de poeira. O motorista assoprou o documento para que ficasse mais legível a leitura e entregou a Mu.
"Está vendo? Tenho essa carteira desde 1953." – ele retirou das mãos do rapaz e voltou a guardar no porta-luvas. – "Sou um homem competente e super moderno!"
Por algum motivo, Mu se imaginou no banco da frente do táxi e o carro parado em um farol. Outro carro com uma música muito alta com dois jovens e três garotas no banco de trás. O homem do banco do motorista abriria o vidro e gritaria para o outro:
"E ai vovô? Que tal uma corridinha?"
O velho senhor abriria seu porta-luvas e tiraria de lá um óculos escuro super moderno.
"Vamos nessa!"
"Eu não acho uma boa idéia." – disse Mu.
"Cala a boca que o dono do carro sou eu!"
O farol abriu e os dois carros saíram em disparada há mais de 100 km/h de uma vez só.
"Nãooooooooooo"
Mu deu uma risadinha imaginando a cena simplesmente patética, rindo de sua mente fértil.
"E aí? Vamos?"
"Tudo bem!" – Mu abriu a porta de trás do carro e entrou com mala e tudo. Olhou o carro. Era bonito, com os bancos em couro vermelho, Mu olhava-o assoberbado.
"Pra onde?"
"Departamento Policial de Investigações e Criminalísticas da cidade de Tókio."
"Policial?"
"Não, sou jornalista!"
"Entendo!... Primeira vez que está em Tókio?"
"Não, já conheço essa cidade muito bem!"
"Você tem um sotaque engraçado, parece Francês!"
"Eu estou morando da França, mas na verdade sou do Tibet. Meu nome é Mu"
"Sou da China! Meu nome Dohko."
"Prazer!"
"O prazer é todo meu!"
Eles passaram a conversar sobre diversos assuntos depois das devidas apresentações e cerca de meia hora depois Mu já tinha chegado ao seu destino.
"Então, quanto deu a corrida?"
"Você é meu amigo agora, por isso vou fazer um preço amigável:3,512.85 ienes(5)."
"Preço amigável?"-disse Mu de maneira satírica.
"Eu preciso sobreviver certo?" – Mu entregou o dinheiro a Dohko e este voltou ao seu táxi depois de colocar a mala do tibetano na sarjeta.
"Tchau então!" – Dohko já religava o táxi e se preparava para dar a partida.
"Dohko!"
"Sim?"
"Por que você ainda trabalha?"
"Porque não consigo me imaginar sem trabalhar, quieto em casa, esperando a morte me pegar. Eu sou um homem de ação." – disse com um simples sorriso. – "Já ia me esquecendo..." – ele estendeu um pequeno cartão. – "Se precisar de um táxi ou de alguém pra conversar, estou à disposição. Gostei de você, rapaz! Boa sorte!"
"Obrigado!" – Mu sorriu para o homem que, depois de dar marcha a ré, voltou à pista.
Mu guardou o cartão no bolso da calça e voltou-se ao enorme e majestoso prédio. Era todo branco e continha um número absurdamente grande de andares, deixando o tibetano um pouco tonto quando este ergueu a cabeça para conferir a altitude do edifício. Mas, ainda assim, era possível ver a bandeira do Japão tremular no alto do monumento.
Ele pegou sua mala e foi andando calmamente para o interior da construção. Foi pedindo informações para vários funcionários e fazendo uma parada em cada andar para ver se achava quem estava procurando. Até que finalmente encontrou.
"Eu estava a sua espera Mu!"
"Quanto tempo sem nos vermos, não é mesmo?"
Enquanto isso, no Correio Parisiense, Camus estava absorto em mais uma de suas operações de suma importância, mas qualquer assunto – por mais supérfluo que parecesse – tornava-se extraordinariamente relevante ao olhar do jovem jornalista. Naquela ocasião, estava examinando o décimo fotógrafo que fora procurar emprego no jornal.
"Você tem referências?" – perguntava o Francês com a voz tediosa para um dos candidatos à vaga.
"Sim senhor! Ótimas referências!"
Camus levantou uma de suas sobrancelhas bifurcadas e lançou um olhar gelado ao rapaz que estava suando frio por debaixo do terno de linho. Era óbvio que Camus estava testando o nível de capacidade do rapaz, de certo, esperava que ele mostrasse suas referências e não ficasse olhando para ele com cara de medo.
"Então..." – completou Camus.
"Ah sim! Estão aqui!" – o jovem tirou um calhamaço de papel da bolsa de alça e mostrou um monte de papéis muito mal organizados a Camus. Se tinha uma coisa que o jornalista não suportava, era desorganização. Seu próximo fotógrafo tinha que ser ousado, experiente, organizado e pontual.
"E você teria alguma mostra de seu trabalho? Fotos que tirou no último emprego."
"Claro! Claro! O senhor não vai se arrepender do que verá. Modéstia a parte, eu sou muito bom fotógrafo." – o garoto nervosamente tirou algumas fotos de dentro da bolsa e entregou a Camus que lançou um olhar gelado e penetrante ao rapaz. Esse, porém, não reparou e começou a explicar as fotos ao dono do jornal.
"Essa foto é de uma cadelinha poodle. Eu tirei em uma pet shop, quando estava passeando pelas ruas de Paris numa manhã de inverno... É uma das fotos que eu mais gosto!"
"Imagino que sim!" – Camus não quis nem ver as outras fotos.
"O senhor não quer continuar vendo o resto? Eu tenho algumas que estão muito boas e..."
"Meu jovem, não me leve a mal, mas eu ainda tenho muitas coisas a fazer. Deixe seus dados com a minha secretária que está ali no corredor e talvez eu retorne e contrate seus serviços. Isso é tudo!" – Camus se levantou de sua confortável cadeira e estendeu a mão ao rapaz que também se levantou e apertou nervosamente as mãos do jornalista.
"Passar bem." – Camus voltou a se sentar e esperou o jovem sair da sala, depois pegou o casaco que repousava no encosto de sua cadeira, colocou-os nos ombros e saiu porta a fora.
"Já vai, doutor Camus?" – perguntava Dona Olívia, se levantando quando percebeu que o chefe se retirava.
"Eu vou sair, tomar um ar... mais tarde eu volto. Não se preocupe comigo!"
"Pode deixar, bom passeio!" – disse com um sorriso nos lábios.
"Bom trabalho!" – disse, tentando ser gentil, mas ao invés disso, conseguiu desfazer o sorriso da senhora, pois a última informação lhe soou de forma esnobe.
Camus, porém, não se abateu. Não era de se preocupar com essas formas de tratamento, perdera um pouco a cortesia desde que tivera que assumir os negócios da família.
Ele desceu direto para a rua e caminhava calmamente entre as pessoas. A brisa quente e úmida da tarde de primavera batia em seu rosto e, conseqüentemente, já começava a sentir calor, já ia se despindo do casaco e arregaçando as mangas. Os raios do sol já estavam o incomodando, mas ele logo desviou para andar em baixo das tendas das lojas.
Não sabia para onde ia, para onde queria ir... queria apenas andar. Uma coisa até bem incomum para se esperar de Camus: todo cheio de horários, de padrões, todo certinho... todo ele!
Seus pés o levaram até uma bonita praça com muitas árvores grandiosas e bem cuidadas, nem mesmo ele poderia ficar indiferente às majestosas árvores.
Foi adentrando o local, devagar, de forma calma a tranqüila, até finalmente chegar a um lugar cheio de crianças, turistas, idosos, um local fascinante! Tinha bonitas estátuas em homenagem a antigos heróis da revolução francesa e, ao redor, filhos dessa nação brincavam, riam, se divertiam em calçadas de concreto feitas para passeio.
Ainda de pé, recostou-se numa árvore. Então, sentiu alguém tocar-lhe o ombro de leve.
"Mon Dieu, quem vejo aqui? Se não é o senhor Camus, coração de gelo!"
"Bom Jour Anne " – Camus se virou e olhou para uma garota de estatura mediana, olhos castanhos, cabelos castanhos meio loiros e pele bem branca que sorria para ele de maneira irônica e ao mesmo tempo sapeca.
"O que faz aqui? Não deveria estar se alienando com seu mundinho de notícias?"
"Digamos que até os grandes precisam de um tempo para espairecer."
"Compreendo! Mas não precisa me tratar dessa forma... somos amigos, esqueceu?"
"Tenho dúvidas quanto a isso!"
"Me ofendes falando de forma tão rude!"
"Il excuse(6)"
"Não se preocupe! Eu não levo em consideração o que você fala. Camus, você está bem?"
"Claro, porque não estaria?"
"Talvez por que tem trabalhado demais!"
"O trabalho é que enobrece o homem!"
"Parece seu pai falando!"
Camus emudeceu com a afirmativa da moça, não gostava quando era comparado ao pai. Na verdade, não gostava de ser comparado com ninguém.
"Perdão! Eu sei que você não gosta de falar dele!"
"Não tem problema. De certa forma, ele sempre vai me perseguir como um fantasma..."
Eles ficaram quietos por alguns segundos, Camus encarando a amiga com o olhar sério e habitual. Anne era sua amiga desde os tempos de faculdade. Os dois faziam um trio junto com Miro. Camus era o intelectual, quieto que falava pouco. Miro o típico garanhão filhinho de papai e Anne, a menina, era o meio termo entre os opostos.
"Camus, vamos ao balanço?"
"Balanço?" – ele levantou uma das sobrancelhas de forma irônica. – "Você não está um pouco velha pra brincar no parquinho?"
"De forma alguma. Nunca se está velha pra fazer o que gosta! Vamos logo!" – ela começou a empurrá-lo pelas costas, forçando-o a andar. Mas ele fincou os dois pés no solo.
"Que foi? Empacou é?"
"Poupe-me!" – ele virou o rosto para não ter que olhar a cara de desgosto da amiga.
"Preciso falar com você, estou preocupada, de verdade!" – ela parou de tentar fazer Camus andar e sozinha passou a caminhar até o balanço. Se sentou lá e ficou balançando suavemente. O jornalista parou de bancar o durão, estava se sentindo um pouco sozinho e precisando conversar com alguém. Como Miro, seu amigo de todas as horas não estava presente, resolveu então falar com a garota. Ele caminhou lentamente, com as duas mãos nos bolsos do casaco e sentou-se no balanço ao lado. Eles permaneceram quietos por longos quinze minutos, ela não pronunciava uma única palavra, apenas balançava calmamente. Até que Camus perdeu a paciência.
"Você não vai falar nada? Vai me fazer ficar aqui, perdendo tempo como um idiota?"
"Eu que te pergunto se você não vai falar nada. Sabe, é muito desconfortável ficar do lado de uma pessoa que não tem papo para nada."
"O que você quer que eu faça?"
"Que tal ser mais amável com as pessoas que te rodeiam?" – ela parou, fitando os pés. – "Só quero que você entenda... que você compreenda Camus!... Não pode ficar vivendo só de livros, notícias, assaltantes perigosos."
"Você fala igual a minha mãe!"
"Deve ser por que eu sempre fui meio que a sua mãe." – ela sorriu. – "Você lembra quando teve a sua primeira noite de porre?"
"A minha primeira e última noite de porre você quer dizer! Os garotos colocaram alguma coisa na minha bebida no baile de primavera."
"E no final da noite, você apareceu quase caindo de bêbado na porta dos apartamentos da faculdade, onde você dividia quarto com Miro."
"Vocês dois ficaram o resto da noite cuidando de mim!" – ele deu um sorriso canto de boca por que a recordação lhe era, ao mesmo tempo, boa e ruim. Ruim porque era contra a sua conduta ficar bêbado e no caso, foi contra sua vontade. Mas foi boa por causa dos amigos que passaram a noite ao seu lado, cuidando dele.
"Foi!" – ela sorria largamente com a lembrança.
"Não lembro de nenhum de vocês dois na festa do baile daquele ano!"
"Eu estava ajudando a organizar a festa naquele ano, mal tive tempo para dançar com o meu par. – uma nota de irritação era facilmente percebida na fala da garota. – E o Miro... bem, não é necessário que eu diga o que ele devia estar fazendo na hora do baile não é? Devia estar com alguma daquelas calouras idiotas que ficavam direto no pé dele."
"Não me lembro muito disso, só lembro que você sempre ficava irritada por que ele nunca te chamava!" – Camus abriu finalmente um sorriso no rosto com a lembrança.
"Mentira!" – falou sem dar muita importância. – "Não era bem assim... Eu só ficava irritada com as teorias machistas dele!"
"E porque ele só foi te convidar no último ano!" – agora ele dava risada da cara da amiga.
"Graças a Deus! Miro é um mau do qual eu me curei definitivamente. Eu já tenho namorado, esqueceu?" – ela estava ficando vermelha, mas quando se virou para Camus e o viu rindo tão gostosamente da lembrança, não se irritou com mais nada e deu um sorriso simples. – "Mas se te alegra rir dos meus sonhos de adolescente, eu não me importo em expô-los!"
Camus percebeu que estava sendo indiscreto e com o máximo de esforço, parou de rir e voltou ao seu jeito sério habitual, mas com os olhos menos frios.
"Que saudade desse sorriso! Você sempre ficava assim quando tirava notas máximas nas provas!" – ela segurou nas correntes e inclinou o corpo para trás. – "Camus, na minha opinião, você tem que sair mais! Sabe, essas boates de baixo nível que o Miro freqüenta? Nunca pensei que ia dizer isso, mas acho que você deveria ir com ele um dia!"
"Você falando isso? O que aconteceu?"
"Eu só acho que você precisa dar um rumo a sua vida! E noites de diversão podem ser a solução!"
"Não quero me relacionar com esse tipo de gente!"
"E que tal se você arranjar uma namorada?"
"Não preciso desse tipo de coisa! Relacionamentos acabam com a mente, servem apenas para cegar!"
"Sabe o que eu acho? Que você ainda vai ser pego por essa doença que é o amor e nunca mais vai conseguir se soltar! E quando isso acontecer, eu mesma vou cumprimentar a mulher que conseguir virar o seu mundo de cabeça pra baixo!"
"Palavras bonitas. Você vai virar vidente, é?"
"Bem, é só um palpite!" – ela voltou a se balançar devagar. – "Camus, por favor, me empurre!"
"Que?"
"Vamos logo!"
Camus relutou um pouco, mas depois se levantou de seu balanço, deu a volta, pegou as correntes do balanço da amiga e passou a empurrá-las devagar.
"Mais alto Camus!"
Camus não largava das correntes,era assim que a empurrava, mas nunca a empurrava muito forte pois sua auto-repreensão era muito forte e seu senso de ridículo era facilmente delimitado.
Um garotinho de aparentemente uns 7 anos estava correndo direto para o balanço, mas quando avistou Camus parou por um momento e ficou olhando.
"Ei garotinho, pode usar o outro balanço!" – disse Anne. – "Acho que ele não me ouviu. Grita pra ele Camus, quem sabe ele te escuta..."
"Garoto! O outro balanço ta desocupado, pode usar!"
O menino não disse nada e saiu correndo na direção contrária para se juntar à sua mãe que estava quase do outro lado da praça.
"Acho que o assustamos!" – disse Anne, de forma gentil.
"Não sei por quê."
"Algumas crianças são um pouco tímidas Camus, não se preocupe com isso! Pode parar de balançar!" – ela colocou os pés no chão novamente e Camus segurou as correntes do balanço para que ela pudesse descer tranqüilamente.
"Vou voltar ao meu trabalho!"
"E eu tenho que ir até o teatro, logo apresentarei uma peça e preciso ensaiar!"
"Quando for apresentar, me avise por que eu quero assisti-la!"
"Claro!"
Os dois foram devagar fazendo o caminho de volta à entrada do parque, conversando animadamente e durante todo percurso Camus se mantinha lembrando dos anos de faculdade e chegou à conclusão que Anne e Miro foram as melhores pessoas que ele poderia ter encontrado.
"O que eu faria sem você e o Miro?"
"Nada! Essa é a verdade... sem nós dois você não é ninguém. Fomos seus amigos de todas as horas e fizemos o máximo que podíamos para que você fosse feliz. Na verdade, continuamos fazendo, não é! – falou, brincalhona.
"Muito engraçado! Minha auto-estima está em alta depois dessa sua crise de prepotência."
"Pois é! É a vida..."
"Vamos nos ver novamente?"
"Claro! Amigos para sempre. Esqueceu-se do que prometemos na faculdade?" – ela deu um simples aceno para Camus e começou a rumar para o outro lado da rua. – "Odeio qualquer tipo de despedidas, portanto, tchauzinho!... E cuide-se!"
"Tchau e cuide-se também!" – Camus levantou um dos braços e retribuiu o aceno parecendo um pouco mais animado. Anne se misturou com a multidão e logo desapareceu.
"Com quem estava conversando?" – uma pessoa apareceu atrás dele.
"Olá Aioria!" – saudou voltando à sua forma habitual.
"Com quem falava? Só vi você se despedindo de alguém!"
"Uma amiga dos tempos de faculdade, ela já sumiu na multidão. Não dá para vê-la!"
"Certo! Dona Olívia disse que você tinha ido dar uma volta. E que iria voltar ao seu escritório mais tarde..."
"Eu já estava voltando, vamos juntos então. Algum problema no jornal?"
"Está tudo parado. O mesmo de sempre!" – conversando, os dois passaram a caminhar pela rua de forma calma. Camus voltara a sua pose habitual, falava pouco e apenas balançava a cabeça ouvindo o amigo tagarelar em sua orelha. Estavam nisso até chegar na porta do jornal. Encontravam-se tão absortos em sua conversa que não notaram um carro preto estacionado na calçada da rua paralela.
"Ele voltou!" – Shura observava atentamente os dois amigos entrarem no prédio, como uma serpente prestes a dar o bote. Tinha chegado a pouquíssimo tempo. Havia feito uma longa viagem desde a Marselha e então montou acampamento na frente do prédio esperando o retorno do Francês. O celular tocou e ele atendeu rapidamente.
"Quem é?"
"Como vão as investigações Shura?"
"Cheguei faz uns vinte minutos e estou de prontidão na porta do jornal! Ele acabou de chegar com um amigo. Alto, cabelos loiros e braços fortes.
"Você prestou bem atenção no amiguinho do alvo, não foi Shura? Está mudando de lado é?"
"Cala a boca Carlo! Avise Saga que está tudo correndo bem e logo eu vou entregar um relatório!"
"Ok!" – ele desligou de súbito e Shura largou o celular no banco ao seu lado, voltando a concentrar-se no prédio, estreitando os olhos e voltando ao seu ofício.
¹Bishonen-Rapaz bonito
²Gaikokujin-estrangeiro
³-Konnichiwa-Uma das diferentes maneiras de dizer alô no Japão. Konnichiwa é usada geralmente de tarde.
(4)-Shounen-jovem
(5)-os 3,512.85 ienes que Dohko cobrou de Mu equivalem a 25 Euros,tive alguns problemas com a conversão monetária,pois não tenho a mínima idéia de quanto custe uma corrida de taxi no Japão,mas eu tentei um valor aproximado.
(6)-Il excuse-desculpa
N/A:Pronto!Mais um capítulo postado e eu espero que vocês tenham apreciado.O capítulo 3 está em andamento e logo eu vou disponibilizá-lo aqui no site.Esse capítulo foi betado pela minha amiga Nana Pizani,sem ela o capítulo não tinha saído.
Bem,quanto ao capítulo,como tive uns dias um pouco mais cômicos eu tentei dar um ar um pouco engraçado com a aparição do Dohko,eu não sei exatamente o rumo que vou dar pra ele.Talvez esteja aí com o simples intuíto de divertir ou talvez não!Enfim,vocês vão ter que ler para descobrir!
E a Anne é um personagem de minha autoria que foi criada especialmente para essa fic.
Mudando de assunto,eu esqueci de avisar uma coisa,eu respondo as rewiens por e-mail e por isso eu gostaria que quando vocês mandarem as rewiens,mandem os e-mails também.
Mandem rewiens com suas opiniões,críticas,sugestões,enfim,o que quiserem!
Beijos para todos!
