Draco chegou a seu novo emprego, tinha olheiras, sinal claro que não havia conseguido dormir direito. Foi ao escritório de seu superior e não gostou nada de ver quem era.

- Potter...

-Malfoy...

-Vejo que ser o queridinho do mundo bruxo te levou a algum lugar, afinal, se dependesse do seu cérebro...

-Sem gracinhas, Malfoy, ou posso te mandar pro olho da rua em trinta segundos.

Draco bufou.

-Vou lhe conduzir ao seu escritório e para deixá-lo avisado você vai ter uma colega.

Draco sorriu, nem tudo estava dando errado, afinal.

Harry o conduziu ao seu local de trabalho, a abriu e Draco se impressionou ao ver quem estava sentada em frente a mesa que seria a sua.

-Gina?

-Sim Harry? – perguntou sem erguer a cabeça.

-Conheça o seu novo colega.

Gina foi tomada pela curiosidade, ergueu a cabeça e entrou em estado de choque ao ver que Draco Malfoy era o seu novo colega. Harry chegou perto do ouvido de Gina e sussurrou:

- Eu não confio no Malfoy. Se ele te fizer qualquer coisa me avisa ta?

Gina fez que sim mas a verdade é que ela não prestara atenção nenhuma ao que Harry falou. Harry saiu e fechou à porta, Draco continuou em pé incrédulo, sentando- se apenas ao ouvir o comentário de Gina:

-Vai ficar aí em pé o resto do dia? Não espere que eu resolva a papelada em sua mesa.

Draco bufou e sentou – se em sua mesa, passaram cerca de meia hora em completo silêncio quando o telefone de Gina tocou.

-Oi pai, to sim.

Draco discretamente lançou um feitiço no telefone de Ginaa. Tirou o seu do gancho e começou a ouvir a conversa entre ela e o pai.

- Tem certeza que não é muito trabalho pra você?

-Tenho pai!

-Você sabe que se quisesse poderia estar trabalhando aqui perto de mim com um escritório só seu.

-Mas eu quero começar de baixo, pai. Não quero que digam que eu só consegui o que eu tenho por ser filha do ministro da magia... Vou desligar agora, tenho trabalho pra fazer.

Gina desligou o telefone e foi ao frigobar, se abaixou e a barra da camisa subiu um pouco, deixando a mostra algo que parecia ser uma tatuagem.

-Aposto que o papai superprotetor não imagina que você anda em boates à noite... – resolveu atirar verde

Gina cuspiu a água que estava em sua boca.

-Você não se atreveria...

O loiro sorriu com a reação da ruiva. Tinha algo contra ela, afinal.

-Sim, eu me atreveria, a não ser que...

-A não ser que... – Gina ficou apreensiva. O que será que aquele louco ia pedir?

Draco pensou em chantageá-la pra levá-la pra cama, mas descartou essa ideia. Ele era um Malfoy, não precisava desses joguinhos pra conquistar uma mulher, podia levá-las pra cama por mérito próprio.

-Eu não me importaria em ver a tatuagem que você tem...

Gina ficou muda por alguns instantes. Como ele sabia que ela tinha uma tatuagem?

-eu não sei do que você ta falando – ela mentiu. Mentiu de uma maneira perfeita, na opinião de draco de modo que se ele não tivesse visto a tatuagem com os próprios olhos acreditaria piamente nela, e convenhamos que ele era bom com mentiras

-claro, só se eu imaginei essa tatuagem.

-ou bebeu mais do que devia, ontem.

-bom... você também bebeu, e comigo. Você quer mesmo que seu pai saiba que você bebeu com um Malfoy, claro, ele não vai sequer sonhar com isso se você mostrar a tatuagem pra mim...

-Mas nem que a vaca tussa!

-Então o papaizinho vai ficar decepcionado em saber que a sua filhinha é uma devassa toda marcada e com o péssimo costume de andar em boates a noite.

Gina bufou, virou de costas e levantou um pouco a blusa, deixando a mostra uma tribal, abaixou a blusa com fúria.

-Feliz?

-Sim... Por enquanto...

Gina afundou em sua cadeira. Algo lhe dizia que sofreria muito nas mãos do Malfoy.