N/A:Esta história é uma adaptação de um livro de Lynsay personagens são de Stephanie Meyer.
Capítulo 1
Lady Sue, abadia de Godstow, franziu a testa ao observar a extensão da mesa onde todas as freiras estavam sentadas para a comida do meio-dia. A irmã Carmen, a irmã Marie... e lady Isabella estavam faltando.
Não era estranho que a irmã Carmen se atrasasse.
A mulher estava atrasada para todas suas tarefas. Muito provavelmente ela se esqueceu de ir procurar o incenso para a missa que teria lugar após o almoço, e tinha ido buscá-lo, irmã Carmen sempre esquecia o incenso.
Mas a irmã Marie e lady Isabella sempre eram pontuais, previsíveis como uma regra. Mas elas tampouco estiveram na refeição da manhã. Tampouco estiveram nas orações da madrugada e da manhã. Em Godstow, precisava de uma emergência para que uma freira não assistisse às orações, e esta não seria uma exceção. A irmã Marie e lady Isabella tinham estado nos estábulos durante a noite e boa parte da manhã, ocupando-se de uma égua que estava por parir seu potro.
Mas certamente elas não estavam ainda ocupadas com isso! ela se irritou, então olhou em direção à irmã Leah, que tropeçava com as palavras da passagem que estava lendo.
Sue arqueou uma sobrancelha interrogativamente. A irmã Mariana fez um movimento com suas mãos, imitando a ação de ordenhar uma úbere.
Sue piscou, logo se deu conta que ela sustentava a jarra com leite enquanto pensava nas mulheres desaparecidas. Passando a jarra à irmã Mariana, a abadessa fez um gesto para que as outras continuassem com sua comida, então levantou-se e se moveu para a porta. Ela mal tinha entrado no corredor quando viu a irmã Carmen que se apressava pelo corredor com um ligeiro rubor culposo em seu rosto.
Como não podia falar durante a refeição, Lady Sue uma vez mais arqueou uma sobrancelha, exigindo uma explicação da mulher atrasada.
Suspirando, Carmen levantou sua mão e inseriu um dedo em sua fossa nasal, em um gesto para avisar que esqueceu o incenso para a missa - tal como Sue suspeitava.
Sacudindo a cabeça, a abadessa fez um gesto para que Carmen fosse à comida; em seguida partiu para os estábulos.
O lugar estava em silêncio salvo pelo sussurro suave de feno quando vários animais se moveram e olhavam curiosamente para ela quando entrou. Levantando a bainha de sua saia para evitar arrastá-la e sujá-la em algo desagradável, ela avançou até alcançar o último compartimento. Lá, a irmã Marie e lady Isabella estavam ajoelhadas diante de uma égua ofegante. A abadessa ficou parada por um momento, observando afetuosamente as costas curvadas enquanto as mulheres trabalhavam com o animal; então sua boca se curvou com desânimo quando Marie se moveu e ela pôde ver exatamente como lady Isabella estava trabalhando.
- Em nome de Deus, que estão fazendo?
Isabella ficou rígida ante essa exclamação de horror vinda detrás, sua cabeça girando brevemente para ver a abadessa boquiaberta observando-a com desânimo. então Isabella girou rapidamente para acalmar à égua quando o animal relinchou, Marie conduziu à horrorizada Sue a uns passos de distância, murmurando uma série de explicações à medida que elas se moviam.
- A égua está tendo problemas. Esteve em trabalho de parto por horas antes que nos déssemos conta que o potro está virado. Lady Isabella está tentando ajudá-la.
- Ela tem suas mãos... dentro da égua! - Sue comentou com horror.
- Ela está tentando girar o potro - Marie explicou rapidamente.
- Mas...
- Não é hora da refeição do meio-dia? - Isabella sussurrou com exasperação, tirando a mão que segurava as patas do potro e bateu levemente a anca da égua. O animal estava ficando nervoso pelo tom da voz da abadessa.
- Isto é uma emergência. Deus perdoará que tenhamos quebrado o silêncio durante a comida.
- É uma emergência - Sue prontamente respondeu.
- Sim, esperaremos que nossa égua consiga agora - Isabella murmurou, movendo-se rapidamente quando o cavalo começou a chutar em uma tentativa desesperada para ficar de pé.
A irmã Marie moveu imediatamente, indo segurar a cabeça da égua. Murmurando palavras tranqüilizadoras ao animal assustado.
A preocupação quase a superou, mas Sue conseguiu conter-se enquanto Isabella se deixava cair outra vez de joelhos perto das ancas da égua. A diferença da irmã Marie, que estava vestida com o hábito branco, a moça estava vestida com as enormes calças e o casaco do rapaz do estábulo. Era costume que a garota usasse essa roupa quando trabalhava nos estábulos. Isabella se sentia muito mais cômoda que com um vestido, e Sue, apesar do que lhe ditava seu sentido comum, fazia pouco para dissuadi-la de usar essa roupa escandalosa. Sempre tinha gostado da moça, e não havia nenhuma autoridade nesse lugar para desaprovar esse costume. Mas já tinha explicado que deveria descartar as roupas de rapaz para sempre, - junto com muitas outras coisas - uma vez que ela tomasse o véu e se tornasse freira.
Esses pensamentos abandonaram a Sue, e teve um estremecimento quando Isabella uma vez mais colocou suas mãos na égua, chegando a tomar o potro para tentar ajudá-lo a chegar a este mundo.
- Graças a Deus que seu pai, o rei, não está aqui para ver isto - Sue murmurou, recordando de manter sua voz tranqüila. Não desejava assustar ao cavalo novamente.
- Ver o quê?
As três mulheres ficaram rígidas diante dessa voz profunda. Os olhos de Marie se arregalaram de horror quando ela olhou além da abadessa, em direção à entrada dos estábulos. Sua expressão foi suficiente para dizer a Sue que tinha reconhecido corretamente a voz. O lorde, parecia, não estava particularmente cortês esse dia. O rei tinha chegado para ver no que sua filha se converteu sob sua tutela.
Endireitando seus ombros, Sue girou com resignação em direção a Charlie, notando os homens que estavam com ele enquanto forçava um sorriso de boas vindas.
- Rei Charlie. Bem vindo.
O monarca sacudiu a cabeça saudando a abadessa, mas sua atenção estava centrada em sua filha. Ela o olhou por cima de seu ombro, um sorriso radiante substituindo a ansiedade de seu rosto.
- Papai!
Charlie começou a sorrir, mas se deteve quando viu a imagem dela.
- Que diabos está fazendo nos estábulos, moça? E vestida como um menino. Ele olhou ferozmente Sue. - Não te pago o suficiente para que contrate um rapaz para os estábulos? Falta-me o respeito colocando minha filha para trabalhar com os animais?
- Oh, papai. - Isabella riu, despreocupada por seu mau humor aparente. - Sabe que é minha escolha. Todos devemos trabalhar em algo e eu prefiro os estábulos a esfregar os pisos do convento. - A última parte de sua declaração foi distraída por um murmúrio. Ela voltou para o que estava fazendo. A curiosidade de Charlie foi despertada.
- O que está fazendo?
Isabella levantou a vista, havia ansiedade em seu rosto.
- Esta égua esteve em trabalho de parto por mais de um dia. Está perdendo suas forças. Temo que vá morrer se não a ajudarmos, mas não posso girar o potro.
Suas sobrancelhas se arquearam, Charlie observou para onde sua mão tinha desaparecido. O horror invadiu seu rosto.
- Por que... o que...
Suspirando, Isabella com calma explicou.
- O potro está virado. Estou tentando girá-lo, mas não posso achar sua cabeça.
As sobrancelhas de Charlie se arquearam com isso.
- Não vais machucar a égua colocando o braço dentro dela desse modo?
- Não sei - ela disse pragmaticamente, colocando o braço mais dentro no animal. - Mas ambos, a égua e o potro certamente vão morrer se não fazermos algo.
- Embora... - Franzindo o cenho, Charlie disse - Deixa isso para... né... - ele olhou em direção à freira que agora retrocedia para Isabella e o cavalo.
- A irmã Marie - Lady Sue completou.
- Sim. A irmã Marie. Deixa que a irmã se ocupe disso, filha. Não tenho muito tempo para estar aqui e...
- Oh, não poderia fazer isso, Papai. Arruinaria as mangas do hábito da irmã Marie. Isto não levará muito tempo, estou segura que...
- Eu dou a mínima para as mangas de sua irmã - Charlie replicou, avançando para arrastar sua filha se fosse necessário, mas o olhar de rogo de sua filha o fez deter-se. Ela era muito parecida com sua mãe. Charlie achava impossível recusar à mãe algo.
Por que devia ser diferente com sua filha?
Suspirando, ele tirou a capa e a deu a Marie, em seguida, tirou o casaco e o deu também.
- Quem te ensinou isto? - ele perguntou grunhindo, curvando-se para ajoelhar-se a seu lado na palha.
- Ninguém - ela admitiu, lançando-lhe um sorriso que ganhou seu coração. Isso imediatamente fez que ele deixasse de lado sua impaciência e sua raiva. - Me ocorreu quando vi o problema. De outro modo ela morrerá.
Sacudindo a cabeça, ele se moveu para perto dela como pôde para colocar suas mãos dentro da égua para ajudar.
- Não pode achar a cabeça?
Isabella assentiu.
- Tenho as patas traseiras, mas não posso...
- Aqui! A tenho. Está entupida com algo. - ele fez uma pausa. - Aqui vamos.
Isabella sentiu que as pernas deslizavam de suas mãos e se afastavam. Tirou suas mãos da égua quando seu pai girou o animal dentro do ventre da mãe até que sua cabeça esteve no ângulo correto.
- A égua está muito fraca. Terá que... - enquanto essas palavras saíam de sua boca, ela arrastou a cabeça e as patas dianteiras do potro. Segundos mais tarde o potro estava sobre a palha.
- OH - Isabella ofegou, observando à criatura de patas magras que tentava parar-se na palha. - Não é adorável?
- Sim - Charlie concordou grunhindo; então ele clareou sua garganta, agarrou seu braço, e a ajudou a ficar de pé. - Vem. Há pouco tempo. Além disso, não é apropriado para uma moça de sua posição estar participando destas coisas.
- Oh, papai. - Rindo, Isabella se lançou em seus braços como fazia desde menina. Charlie rapidamente fechou seus braços ao redor dela e desistiu da reprimenda.
- Então ela é a filha do rei.
Edward moveu-se desconfortavelmente, seu olhar deixou à moça que o rei abraçava e foi para seu amigo.
- Ela é adorável.
Bastante - Edward aceitou. - A menos que a memória me falte, ela parece ser uma cópia exata da bela Isabella.
- Sua memória não falha. Ela é a imagem exata de sua mãe - Phill concordou. - À exceção do cabelo. Isso ela herdou de seu pai. Esperemos que ela não tenha herdado seu mau humor.
- Ela foi criada e educada corretamente, bispo. Com disciplina e bondade, e a desobediência não é uma característica dela - a abadessa anunciou firmemente, olhando severamente para Phill por sugerir que a moça poderia ter sido malcriada.
Então, parecendo recuperar-se, ela forçou um sorriso e em um tom muito mais piedoso murmurou - É muito gratificante saber que sua Majestade tenha recebido minha mensagem. Quando nos inteiramos que ele estava na Normandia, tememos que ele não pudesse receber as notícias a tempo de voltar para completar a cerimônia.
Edward trocou um olhar com Jasper, em seguida, perguntou cuidadosamente.
- Que cerimônia?
- Que cerimônia? - Sue repetiu com assombro. - Lady Isabella vai tomar o véu amanhã.
Houve silêncio por um momento após o anúncio, em seguida, Jasper murmurou:
- O rei vai ficar um pouco surpreso com isso.
- O que! - o rugido do Charlie atraiu sua atenção.
- Acredito que ele acaba de inteirar-se - Edward murmurou, virando para olhar o rei Charlie. O rosto do rei mostrava uma carranca furiosa e estava tão avermelhado que parecia quase púrpura. Até seu cabelo parecia ter-se avermelhado pois luzia mais vermelho do que cinza. ele caminhou furiosamente para eles, com as mãos e os dentes apertados.
Sua filha o seguia, com uma expressão surpresa e confusão no rosto.
- Pensei que sabia, papai. Eu pensei que você soubesse, papai. Pensei que você havia recebido minha mensagem e você veio para testemunhar... - Suas palavras cessaram abruptamente quando seu pai fez uma pausa e girou para ela com fúria.
- Isso não deve acontecer! Ouviu-me? - Repito-o, não vai ser uma freira. Mas...Sua mãe, que Deus guarde sua alma insistiu nisso antes de morrer, e não pude fazer nada respeito a isso nesse momento. Mas posso e vou fazer algo agora. Sou seu pai, e não permitirei que arruíne sua vida se tornando freira.
Isabella pareceu brevemente sobressaltada diante dessas palavras; então vendo a dureza da expressão da abadessa pelo insulto implícito das palavras de seu pai, ela permitiu-se dar rédea solta a suas emoções.
- Não estarei arruinando minha vida! É perfeitamente aceitável converter-se na noiva de Deus! Eu...
- Deus te abençoará com filhos? - Charlie perguntou, interrompendo suas palavras.
Ela pareceu brevemente surpreendida por isso, logo se recuperou para replicar.
- Possivelmente. Ele abençoou à Virgem Maria com o Jesus.
- Jesus? - por um momento pareceu que o rei ia explodir, ou morreria de um colapso. Seu rosto estava púrpura de ira.
Foi o bispo quem interveio, chamando a atenção do rei com palavras gentis.
- Sua Majestade, é uma grande honra convertê-la noiva de Deus, se Isabella verdadeiramente tiver uma vocação, não está certo forçá-la a...
- Silencio! - Charlie se dirigiu ao homem. - Não quero ouvir seu discurso religioso. Graças a você, quase não chegamos a tempo aqui. Se eu não tivesse ouvido falar da ruptura do compromisso de Edward e economizado um dia de viagem escolhendo-o a ele como noivo em vez de Rosshuen, teríamos chegado aqui muito tarde! - Girando para a abadessa, ele rugiu - por que não fui informado destes planos?
A abadessa piscou surpreendida.
- Nós... eu pensei que sabia, meu Lorde. Foi o desejo da mãe de Isabella, que ela seguisse seus passos e se tornasse freira. Ela disse isso em seu leito de morte. Como você não arrumou um compromisso, acreditei que aceitava essa decisão.
- Eu não aceito - respondeu ele, em seguida, acrescentou: - E eu fiz um acordo.
O que eu quis dizer foi porque não fui informado da cerimônia iminente?
- Bem... não sei, sua Majestade. Eu mandei avisar a um tempo atrás. A informação deveria ter chegado com bastante tempo de antecipação para que pudesse assistir. Esperávamos que pudesse assistir à cerimônia.
O rei se dirigiu a Phill novamente, com os olhos acusadores, mas o bispo ruborizou e murmurou:
- Estivemos viajando muito, meu Lorde. Le Mans, em seguida Chinon... Possivelmente a mensagem chegou depois que partimos. Ocuparei-me de checar isso no momento em que voltarmos.
Charlie o olhou brevemente, então se dirigiu a sua filha.
- Não tomará o véu. Se casará. É minha única filha que não se rebelou contra mim. Quero ter netos de você.
- Paul nunca se rebelou contra você.
- Ele se uniu a meus inimigos.
- Isso é só um rumor - ela discutiu com desdém.
- E se for verdade?
- A boca de Isabella se apertou ante essa possibilidade. Na verdade, nenhum homem em toda história tinha sofrido tantas traições, como seu pai. Todos os seus filhos legítimos, seus meio-irmãos se voltaram contra ele, sob a influência de sua mãe, a Rainha Lauren. - Você ainda tem Seth e Embry - ela sussurrou, mencionando os outros dois filhos bastardos de Charlie.
Sua expressão se fez solene ante isso, e ele estendeu os braços para apertar os ombros da filha.
- Mas eles não nasceram de minha bela Isabella. O amor da minha vida. Eu sou um homem velho e egoísta, filha. Quero ver o fruto desse amor crescer e florescer e derramar sua semente nesta terra, não a quero afogado e morto aqui neste convento.
Quero vê-la casada.
Isabella suspirou, seus ombros se afundaram em derrota.
- Então o farei. Quem é meu prometido?
Edward ficou rígido quando o rei de repente virou para ele.
- Cullen. - O rei fez um gesto para que ele avançasse, e Edward inconscientemente endireitou seus ombros. - Minha filha, Isabella. Filha, seu marido, Edward de Cullen.
- Como vai, milorde? - ela murmurou educadamente, estendendo sua mão. Então, fazendo uma careta de desculpas quando notou que sua mão não estava limpa mas sim manchada com substâncias de seu trabalho recente dentro da égua.
Isabella retraiu sua mão e fez uma reverência rápida.
- Lamento minha roupa, mas não estávamos esperando visitas hoje. Antes que Edward pudesse murmurar uma resposta cortês, o rei anunciou.
- Deveria se trocar.
Sua cabeça girou.
- Me trocar?
- Sim. Não desejará se casar com essa roupa.
- O casamento vai acontecer agora? - Desânimo era a única palavra para descrever sua reação, e Edward realmente podia entendê-la. Tudo isso também era um pouco decepcionante para ele.
- Assim que você se mudar, devo voltar para Chinon.
- Mas...
- Ocupe-se para que se vista corretamente - o rei ordenou à irmã Marie, então tomou o braço da abadessa Sue e a urgiu a sair do estábulo.
- Quero falar uma palavra com a abadessa.
Isabella ficou boquiaberta olhando-os, então olhou para Marie com um sobressalto quando a irmã tocou seu braço e fez que a seguisse.
- Vou me casar?
- Sim. - Marie olhou com preocupação à moça enquanto ambas saíam dos estábulos. Isabella estava muito pálida.
- Eu pensei que ia ser uma freira como você.
- Tudo ficará bem - Marie murmurou tranqüilizando-a, dirigindo-se às portas do convento e tomando o corredor da esquerda. O Rei Charlie e a abadessa Sue já estavam fora da vista.
- Sim, Isabella aceitou. - Tudo ficará bem. - Então seus ombros se afundaram, e ela sussurrou. - Mas eu ia ser freira.
- Parece que não estava verdadeiramente destinada a tomar o véu.
- OH, mas ia fazer, Isabella assegurou. - Minha mãe desejava isso. Ela disse à abadessa. E meu pai nunca arrumou um compromisso. Eu nasci para ser uma freira.
- Não parece - Marie a corrigiu brandamente.
- Mas se Deus quer que eu tome o véu? E se ele se zangar porque não me torno uma freira?
- É muito provável que Deus tenha seus próprios planos para você, Isabella. De outro modo ele teria detido seu pai para que chegasse depois da cerimônia. Assim intervém Deus, não? Franzindo o cenho, Isabella sacudiu a cabeça para considerar essa idéia. A irmã Marie continuou - Parece-me que deve ter sido Deus quem trouxe seu pai aqui a tempo para impedir a cerimônia.
- Sim - Isabella murmurou hesitante. - Mas por que Deus quer que eu me case quando eu poderia me tornar freira?
- Possivelmente ele tenha algo mais importante para que faça sendo uma esposa.
- Possivelmente - ela murmurou, mas era óbvio por seu tom que estava tendo dificuldade em avaliar essa possibilidade.
Suspirando para si mesma, Marie a apressou a entrar em uma cela pequena que havia sido o quarto de Isabella desde sua infância.
Conduzindo à moça para dentro, Marie a fez sentar-se na cama pequena e dura,em seguida virou para procurar na arca o vestido que Isabella ia usar na cerimônia do dia seguinte. Voltando-se com as mãos vazias, Marie franziu o cenho.
- Onde está seu vestido branco?
Isabella levantou a vista distraidamente.
- Vestido branco? OH!, a irmã Mariana se ofereceu para pendurá-lo para tirar-lhe as rugas.
- Ah! - Sacudindo a cabeça, Marie foi para a porta. - Me espere aqui. Voltarei imediatamente.
Isabella observou a porta fechar-se atrás de sua amiga e mentora, então afundou-se de volta na cama com um suspiro. Era difícil assimilar o que estava acontecendo.
Só essa manhã, sua vida havia sido previsível e rotineira, um caminho confortável e seguro.
Agora os eventos estavam fora de seu controle, mudando o curso de sua vida, e ela não estava segura que ia em uma direção que desejasse. Mas parecia que tinha pouca escolha. As decisões de seu pai eram determinantes.
Então teria que se casar, com um homem que ela nunca tinha conhecido antes, um homem que ela mal tinha visto brevemente uns minutos atrás quando seu pai o apresentou. Deveria ter olhado mais cuidadosamente por mais tempo, mas de repente havia sentido tímida. Era uma nova sensação para ela. Não teve muitas ocasiões para estar na presença de homens durante sua vida. Os únicos homens que tinha conhecido eram seu pai; seu criado e companheiro constante, o bispo Phill, e o padre Abemott, o sacerdote que oficiava a missa dos domingos na abadia. A reverenda madre dava missa no resto da semana.
Também tinha conhecido o moço do estábulo uns anos atrás. Mas ele não tinha durado muito tempo em seu posto. Uma semana, talvez; então ele a tinha encurralado no estábulo e pressionado os lábios contra os seus.
Muito surpreendida para reagir, no princípio Isabella só ficou quieta.
No momento em que recuperou da surpresa, a curiosidade e uma espécie de estremecimento de prazer lhe impediu de protestar. Para sua vergonha, ela não o deteve até que ele começou a cobrir seus seios com as mãos.
Isabella tinha considerado pará-lo, sabendo que tudo o que sentia tão maravilhoso que devia ser um pecado, tudo o que era divertimento parecia ser um pecado, de acordo com as irmãs. Mas Isabella nunca saberia se o teria detido, pois Marie os encontrou acidentalmente. Num minuto ela estava envolta no abraço caloroso do moço, e ao seguinte ele estava sendo arrastado pelas orelhas para fora do estábulo. Marie então falou que Isabella nunca devia deixar que um homem a beijasse e a tocasse novamente. Isso era mau. Os lábios eram para falar, e os seios para ordenhar.
A abadessa tinha despachado o moço do estábulo no mesmo dia.
- Ela não parecia contente com a notícia de seu casamento - Jasper murmurou.
Movendo-se no banco onde as freiras tinham acomodado os homens para comer enquanto eles esperavam, Edward tirou seu olhar da comida que não podia digerir, apesar de parecer deliciosa, e observou seu amigo.
- Não, ele concordou com desânimo.
- Bem, possivelmente só seja a surpresa. - Edward grunhiu.
- Ela é muito bonita.
- Edward grunhiu novamente. Ele parecia estar longe de sentir-se alegre por isso, e Jasper suspirou.
- Certamente não teme que ela possa ser infiel? Esta moça foi criada em um convento, homem. Ela não pode ter aprendido a mentir e a enganar do modo que faz uma mulher criada na corte.
Edward se manteve calado por um momento, logo murmurou:
- Lembra-se da minha prima, Sophie?
- Sophie? - ele pensou, então riu. - Oh, sim. A moça cuja mãe não permitia comer doces para que não perdesse todos os dentes antes de se casar.
Edward fez uma careta.
- Nem um só doce passou por seus lábios antes do dia de seu casamento, mas ela comeu uma grande bandeja de doces em seu banquete de casamento.
- Sim. - Jasper riu novamente enquanto recordava do fato. - Ela comeu uma bandeja de doces.
- E ainda segue gostando dos doces. Talvez muito e porque foi privada de doce por muito tempo. Em dois anos de casamento, ela ganhou seis vezes seu peso original. E perdeu três dentes.
Jasper estremeceu.
- Não me diga que teme que sua esposa engorde e perca seus dentes?
Edward fez uma careta, em seguida suspirou.
- O que falta em um convento?
- Bem, eu entendo que elas podem ser um pouco rígidas, mas eu tenho certeza que ocasionalmente comem alguns doces ou...
- Se esqueça dos malditos doces! - Edward explodiu. - Homens. São homens o que faltam nos conventos.
- Sim, bem, mas justamente essa é a razão de sua existência e... OH! - Jasper sacudiu a cabeça. - acho que entendo. Teme que por ter sido privada da companhia de homens todos estes anos, sua esposa se afeiçoe a sua companhia.
Edward murmurou entre dentes. Não podia entender. Seu amigo sempre havia sido tão obtuso?
- Edward, amigo. Não permita que o comportamento de Tania confunda sua visão das coisas. Ela foi criada por seu tio, Lorde Eleazar, o mais notório mulherengo da Terra.
- Sim, mas...
- E ela não pode conter suas paixões. Entendo que não possa estar tranqüilo, mas não pode ser algo tão mau como Tania. Se tem medo que ela se interesse por outros homens, simplesmente você só tem que mantê-la longe da corte.
A mantenha no campo, onde os únicos homens que ela possa conhecer sejam camponeses e criados. Certamente ela foi educada para não se misturar com eles. - Ele bateu nas costas do amigo.
- OH, sim. O rei muito provavelmente ficará muito feliz em não ver sua filha nunca mais - Edward murmurou. Jasper franziu o cenho.
- OH, é obvio. Ele provavelmente desejará vê-la na corte ocasionalmente.
- Muito provavelmente - Edward concordou secamente.
- Ele parece sentir muito carinho por ela. - O cenho franzido de Jasper se aprofundou quando pensou nisso. - Isso poderia ser um problema, certo? Jesus! Você Terá um rei como sogro - ele se deu conta do completo significado disso.
- Se não a fizer feliz, ele poderia mandar te esquartejar. Que situação tão difícil!
- Jasper.
- Sim?
- Para de tentar me fazer sentir melhor.
A preocupação de Isabella cessou abruptamente com a abertura da porta. Suspirando, ela se sentou enquanto a irmã Marie entrava com o vestido cuidadosamente pendurado em seu braço.
- As rugas desapareceram, a freira informou e começou a fechar a porta da cela, mas fez uma pausa quando a voz da abadessa soou no corredor. Quando Sue chegou à porta, tanto Marie e Isabella estavam esperando curiosas. Sue correu para Isabella.
- Oh, minha querida menina - ela murmurou ternamente, sentou-se na cama ao lado da moça. E a abraçou. - Tudo vai ficar bem. Você verá. Deus tem um caminho especial para que siga e deve confiar nele.
- Sim, foi isso que a irmã Marie me disse - Isabella sussurrou com lágrimas nos olhos. Estranhamente, as lágrimas não a tinham ameaçado até a abadessa oferecer-lhe conforto. Sempre havia sido desse modo. Enquanto ambas, Marie e a abadessa tinham ocupado o lugar de sua mãe, era à abadessa a quem Isabella recorria para colocar-lhe um curativo em um joelho arranhado e para aliviar sua dor. E nunca falhava: Isabella podia manter-se tranqüila e sorridente com a ferida no joelho até que a abadessa aparecia; diante da primeira imagem do rosto de Sue, ela sempre se rompia e chorava.
- Oh, vamos, minha menina. Não chore. Deve ter fé em Deus. Ele escolheu este caminho para você. Certamente existe uma razão.
- Não estou chorando com medo do que virá... - ela se corrigiu - basicamente, não. Estou chorando pelo que se acaba.
Confusa, a abadessa sacudiu a cabeça ligeiramente.
- O que está acabando?
- Eu terei que deixar todas vocês, a única família que conheci, além de meu pai - ela adicionou.
Marie e Sue compartilharam um olhar abatido, seus próprios olhos enchendo-se de lágrimas com essa realidade. Elas estavam muito alvoroçadas para considerar essa verdade.
- Bem... - a irmã Marie olhou desesperadamente a seu redor, olhando a qualquer lugar menos para a jovem que havia sido sua assistente nos estábulos desde que era uma menina, a pequena Isabella que havia agarrado em suas saias no momento em que ela foi capaz de permanecer de pé e aprendido a andar. A freira tinha ensinado tudo o que sabia a ela, o rosto de Marie se carregou de dor pela separação.
- Sim - Sue murmurou com tristeza, seu próprio olhar choroso fixo no chão. Ela havia se encarregado de Isabella desde o seu nascimento. Os cachos de cabelos avermelhados e o sorriso doce do bebê havia derretido seu coração como nunca nada tinha feito. Contradizendo os costumes, ela tinha fiscalizado as lições da menina pessoalmente. Ela tinha passado hora após hora expandindo a mente da criança, estimulando-a com paciência, e restringindo a volatilidade que sempre pareceu acompanhar os ruivos. A recompensa do seu esforço foi grande, Isabella era tudo que ela teria desejado em uma filha. Com um gesto de dor, a abadessa ficou de pé.
- Todo pássaro tem que deixar o ninho um dia - ela disse com praticidade. Moveu-se para a porta, só para fazer uma pausa e olhar para trás em dúvida. - Nunca pensei que algum dia você nos deixaria, Isabella. Não estava preparada.
- Sue suspirou. - Acreditei que você nunca necessitaria desse conhecimento, omiti ensinar-lhe coisas sobre o casamento e o leito conjugal.
- O leito conjugal? - Isabella franziu o cenho com preocupação enquanto notava um súbito rubor de pudor nas faces da mulher.
A abadessa a olhou fixamente, perdida por um momento, então girou abruptamente afastando-se.
- A irmã Marie vai te explica - ela disse abruptamente. Ela começava a escapar do quarto, então fez uma pausa para acrescentar - Mas faça rapidamente, irmã. O rei está muito impaciente para terminar com tudo isto.
A porta se fechou, deixando Marie olhando-a em estado de estupefação.
- O leito conjugal...
Isabella voltou seu olhar da porta fechada para Marie. A irmã endireitou seus ombros, com uma expressão de determinação, mas antes que ela pudesse continuar, Isabella perguntou.
- Posso me vestir enquanto você explica isso?
Marie piscou com a interrupção, então suspirou e sacudiu a cabeça.
- Sim. Seu pai parece estar com muita pressa. Possivelmente isso seria o melhor. - Indo para a cama, Isabella rapidamente tirou as calças que vestia para trabalhar nos estábulos. Marie imediatamente a pegou e começou a dobrá-las enquanto começava novamente. - O leito conjugal pode ser desagradável, mas é seu dever sagrado como esposa.
- Desagradável? - Isabella fez uma pausa ao soltar os cordões de sua túnica. Ela olhou à outra mulher com desânimo. - Quanto desagradável?
Marie fez uma careta.
- Bastante, pelo que me comentaram. Minha mãe costumava ficar na cama, pelo menos, metade de um dia depois que meu pai reclamava seus direitos conjugais - confidenciou ela.
Os olhos de Isabella se arregalaram com a notícia.
- Deve ser cansativo, então.
- OH, sim - Marie concordou com um firme assentimento. - E muito ruidoso.
- Ruidoso? - Isabella sentou-se na cama novamente.
- Você deveria estar se trocando - a freira recordou-lhe. Isabella retomou a tarefa e começou a desamarrar as fitas. A irmã Marie admitiu. - quando eu era pequena, minha irmã e eu escutávamos de fora do quarto de nossos pais à noite. - Ela corou diante das sobrancelhas curvadas de Isabella, e deu de ombros. - Eu era uma menina travessa, sempre me colocando em confusões. Não muito diferente de outra pessoa que conheço... - ela acrescentou com a intenção de fazer Isabella sorrir.
- Bom, nós ouvimos e...
- E? - Isabella a encorajou.
Marie lhe franziu o cenho.
- Continua se trocando - ela indicou. Ficou calada até que Isabella começou a tirar a túnica pela cabeça, então continuou. - E eles faziam todos os tipos de ruídos. A cama rangia, e meus pais estavam gemendo, ofegando, e gritando.
Isabella ficou boquiaberta.
- Gritando?
- Sim. - Marie fez uma careta.
- Está segura que estavam acoplando-se? Talvez eles estivessem fazendo alguma outra coisa.
Marie considerou brevemente, então balançou a cabeça.
- Não. Eu asseguro-lhe, a cama rangia.
Isabella distraidamente começou a alisar a camisa que estava segurando enquanto ela ponderava as palavras de sua amiga. Usando a água que estava no canto da cela, se lavou rapidamente.
- Aqui. - Marie estendeu o vestido branco.
Isabella imediatamente começou a colocar o vestido. Empurrando os braços nas mangas, o vestido deslizou para os quadris e começou a amarrar as fitas.
Marie agarrou uma escova. Movendo-se por trás de Isabella, ela escovou o cabelo da moça. Em seguida, deixou a escova e apressou Isabella para a porta.
- Será melhor nos apressarmos. Seu pai estava quase lançando espuma pela boca de tanta impaciência.
- Mas não me disse...
- Eu te conto no caminho - Marie assegurou enquanto abria a porta. Conduzindo-a para o corredor, ela fechou a porta, então soltou um suspiro e a escoltou pelo corredor. Como eu disse a você, as relações conjugais são desagradáveis, mas é seu dever agora. Mas há momentos que não precisa. Por exemplo, enquanto a mulher está com se... - interrompendo abruptamente Marie voltou seus olhos para Isabella. - Não é o seu tempo feminino, certo?
- Não - balbuciou Isabella, incapaz de conter o rubor. Em seu rosto essas coisas nunca foram ditas abertamente.
- Bom. - Marie sorriu com alívio. Isso seria um obstáculo para os planos do rei. A consumação do casamento seria proibida se você estivesse...
- Ah - Isabella murmurou com um assentimento de cabeça solene, um pouco confusa, mas ansiosa para que a irmã saísse desse tema.
- Também está proibido enquanto está grávida ou durante a lactação, é obvio.
- Claro - Isabella murmurou baixinho.
- Tampouco durante a Páscoa, o Advento e o Natal.
- Hmm. - Isabella sacudiu a cabeça entendendo.
- Tampouco nos dias de festas religiosas, nos dias de jejum, nos domingos, quarta-feiras, sexta-feiras, e sábados.
- Então, só é permitido nas segundas-feiras, terça-feira,? Isabella perguntou com o cenho franzido.
- Sim. Hoje é terça-feira.
- Sim, graças a Deus - Isabella disse com um gesto.
Se Marie ouviu seu sarcasmo, preferiu ignorá-lo, e simplesmente continuou com a lista.
- Está proibido fazê-lo com a luz do dia, ou sem roupas, ou em uma igreja, é obvio.
- Claro - Isabella aceitou mansamente. Isso certamente seria um sacrilégio!
- Só deve ser realizado para ter filhos meninos, e deve ser feito uma só vez por ocasião. E não deve apreciar o ato. E deve se lavar depois. E não deve participar de qualquer tipo de atos lascivos, como beijos, ofegos...
- O que é isso exatamente? - Isabella para, e Marie olhou-a impacientemente, seus passos diminuindo sua velocidade.
- Sabe muito bem o que é beijar, Isabella! Peguei você com aquele moço do estábulo quando vocês...
- Eu me referia a ofegar - Isabella a interrompeu, odiando se ruborizar com culpa com a lembrança do incidente com o moço do estábulo.
- OH, bem. - Marie franziu o cenho. - Ser tocada... em qualquer lugar como seios, lábios... Os seios são para amamentação, e isso é tudo - a freira disse firmemente.
Ela suspirou.
- Outra coisa? Oh, sim, abster-se de participar em qualquer ato antinatural.
- Ato antinatural? - Isabella perguntou em dúvida.
Marie fez uma careta.
- Só não ponha a sua boca em qualquer parte de seu corpo, ou deixá-lo colocar a boca em qualquer parte de você. Particularmente as partes do corpo que estão cobertas pela roupa.
Os olhos de Isabella aumentaram, e Marie fez um gesto de uma mulher conhecedora.
- Não é próprio de uma dama.
- Entendo - Isabella murmurou, então arqueando suas sobrancelhas, perguntou - Mas por que eu não deveria deixá-lo fazer isso? Quero dizer, se os homens são moralmente superiores, como constantemente padre Abemott nos recorda, ele provavelmente já sabe tudo isso?
Marie assentiu.
- É verdade. Sem dúvida ele sabe tudo isto. Eu estou lhe dizendo isso para que não cometa enganos. Já chegamos - ela disse, detendo-se na porta da capela. Ela virou para Isabella. - Não tem mais perguntas?
- Sim.
- OH. - A irmã não se incomodou em esconder seu desconforto, mas levantou suas sobrancelhas interrogativamente. - Qual?
- Bem... - Isabella engoliu em seco. - Tudo o que me disse são as coisas que não devo fazer. Mas ainda não sei muito bem o que exatamente acontece no leito conjugal.
- OH, é obvio. - Marie fez uma pausa e considerou o caminho mais fácil para explicar isso.
Então Marie encolheu os ombros.
- Você viu os animais dos estábulos quando estão no cio.
Não era uma pergunta, mas Isabella assentiu.
- Bem, é o mesmo.
- O mesmo? - Isabella perguntou com desgosto. Ela se viu assaltada com várias imagens de diferentes animais se acasalando. Gatos, cães, cabras, ovelha, vacas, e cavalos de repente encheram sua mente, uma verdadeira orgia de animais domésticos.
- Sim. agora entenderá por que é tão desagradável para uma dama - Marie disse firmemente.
Isabella sacudiu a cabeça, então perguntou:
- Ele me morderá o pescoço?
Marie piscou surpreendida.
- Morder?
- Bem, quando espiei aos gatos, o macho ficava detrás da fêmea e mordia-lhe o pescoço enquanto a montava.
- OH, não. Isso é só para que a fêmea não você, você será uma esposa obediente, e não precisará fazer isso.
- Não, claro que não - Isabella concordou. Marie virou-se para abrir uma porta da capela e espiou o que ocorria lá dentro.
- Ele vai cheirar meu traseiro?
Marie gritou, em seguida, bateu a porta da capela e virou-se espantada para Isabella.
- Bem, você me disse o mesmo que entre os animais - Isabella disse com ingenuidade. - E eles cheg...
- Pelo amor de Deus! - Marie a interrompeu fervorosamente. Ela abriu a boca para falar, mas parou diante do brilho no olhar da moça. Ela estreitou o olhar. - Está sendo travessa novamente - Marie acusou.
Isabella conseguiu mostrar uma expressão solene.
- OH, não, irmã.
- Hmmm. Então deveríamos entrar...
- O que consiste exatamente o ato? - Isabella a interrompeu.
- Ato? - Marie repetiu, sua confusão era óbvia.
- O emparelhamento. Por exemplo, quando Angus ,o touro, aborda a uma das vacas para a montá-la. O que ele está fazendo exatamente?
Fazendo uma careta, Marie considerou sua pergunta brevemente,então lhe explicou.
- Angus têm uma coisa...
- Uma coisa?
- Sim. É uma espécie de... oh... yeah, é longo. - ela separou suas mãos assinalando uns cinqüenta centímetros. - E redondo. Bem, não exatamente redondo, mas sim na forma de um pepino.
- Um pepino? - Isabella tentou imaginar um homem nos estábulos exibindo um longo pepino entre as pernas.
- Sim. - Marie pareceu estar ganhando força - e entusiasmo, enquanto continuava. - Angus inseri seu pepino em Maude, move-a um pouco, derrama sua semente, e acabou-se.
- Bem - Isabella murmurou agora, tentando ser otimista. - Eu acho que não pode ser pior do que esfregar o chão de pedra no inverno.
A gente geralmente acaba com os joelhos machucados e a cintura dolorida, passei horas de joelhos sobre as pedras molhadas. Não era uma de suas tarefas favorita.
- Hmm. Exceto pela dor, duvido que seja...
- Dor? - Isabella a olhou severamente.
Marie relutantemente sacudiu a cabeça.
- Ouvi dizer que há dor, Isabella, e até sangue. Pelo menos na primeira vez.
Isabella empalideceu.
- Sangue?
- Sim. Eles disseram que é a prova da inocência da mulher.
- Mas...
- É o preço que pagamos pelo pecado original.
- Pecado original - Isabella murmurou com ressentimento. O padre Abemott estava acostumado a repetir aquela frase com freqüência, ele as martelava tanto que essas palavras estavam virtualmente marcadas a fogo em sua alma. - Eu pensei que Jesus tinha morrido por todos nossos pecados? Ou só foi pelos pecados dos homens? - Ela perguntou secamente.
Marie foi salva de ter que tratar dessa questão. A porta foi aberta a seu lado e uma abadessa um pouco frenética apareceu.
- O que está levando tanto tempo? O rei está muito zangado com a demora.
- Isabella tinha algumas pergunta de último momento - Marie explicou secamente.
- Que tipo de perguntas, querida? - a abadessa perguntou amavelmente.
- Jesus não morreu por nossos pecados? - Isabella perguntou.
- Sim. Claro que sim - a abadessa assegurou-lhe rapidamente, mas obviamente estava confusa com esse comentário.
- Então por que nós sofremos dor e sangramos na consumação do casamento?
Os ombros de Sue caíram, e ela suspirou com desânimo. Com um olhar que estava entre a consternação e o remorso, a abadessa simplesmente disse.
- Realmente não temos mais tempo para esse tipo de complexas discussões teológicas, querida.
Talvez você deveria perguntar ao padre Abemott depois da cerimônia. Vem agora. Seu pai está ansioso por acabar com isto.
O padre Abemott era um sacerdote bastante rígido e arrogante. Oficiar o casamento da filha do rei, ilegítima ou não, fazia com que o homem estivesse insuportavelmente arrogante esse dia. A congregação estava composta pelo o rei, Phill, o noivo, um segundo homem que dizia ser amigo do noivo, e todas as freiras que residiam no convento. A maioria delas tinham estado na abadia desde a chegada de Isabella e a tinham visto crescer até torna-se mulher. Elas eram como uma família para a Isabella. E por isso a abadessa tinha cedido a seus pedidos e tinha permitido que elas presenciassem a cerimônia. Mas sua presença simplesmente pareceu aumentar o comportamento pretensioso do padre.
Apenas capaz de tolerar a expressão presunçosa do homem, Isabella ignorava suas palavras e concentrou seu olhar em sua cabeça calva.
A imagem de seu couro cabeludo brilhante fez com que seus lábios começassem a tremer em uma diversão maliciosa.
Cada um dos apelidos que ela e algumas das freiras utilizaram para descrever o sacerdote quando estavam zangadas com ele passava em sua mente, ameaçando fazê-la lançar uma risada imprópria.
Rapidamente Isabella baixou seu olhar à saia de seu vestido. Era o melhor que tinha. Feito de um tecido de linho muito suave. Tinha passado horas na confecção desse vestido, pois queria que ficasse perfeito. Mas o vestido tinha sido feito para que ela tomasse o véu, não para tomar um marido.
Soltando um curto suspiro, ela olhou curiosamente ao homem ao lado dela. Parecia muito alto e grande para ela, e Isabella não era baixa. Tinha sido informada que sua mãe era miúda e baixa, e seu pai era mais alto que a maioria dos homens.
Só podia assumir que Deus tinha dividido a diferença com ela.
Isabella sempre havia sido alta. A maioria das mulheres no convento eram pelo menos dois ou três centímetros mais baixas que ela. Isabella sempre havia se sentido um pouco desajeitada e gigante comparada com elas. Mas ao lado desse homem, quase se sentiu miúda e delicada. Ele era tão alto e forte como seu pai. Isabella fez uma análise mais completa do homem que estava prestes a se casar. Ele tinha um peito largo, braços grossos e fortes. Coxas bem desenvolvidas, músculos de anos de equitação. Cabelos bronze e olhos de um profundo verde. Feições endurecidas que sugeria muitas batalhas travadas e provavelmente ganha. Certamente, ele parecia bastante saudável, ela supôs. Bonito demais também.
As linhas de risadas em seu rosto era um bom sinal, Isabella pensou de modo otimista, então suspirou enquanto tentava recordar seu nome. Seu pai o tinha mencionado quando os tinha apresentado, ela estava segura. Qual tinha sido? Issac? Erin?
Edward, ela de repente recordou. Sim, Edward. Seu marido. Edward.
Edward de quê? ela se perguntou, então encolheu os ombros. O segundo nome escapou de sua memória.
- Milady.
Isabella virou-se rapidamente a essa demanda urgente, corando violentamente por ser apanhada. Ela se deu conta que havia perdido algo. Muito provavelmente algo importante, ela decidiu quando seu pai sacudiu a cabeça com desaprovação.
- Milady, deve repetir os votos?
Edward observou a moça a enquanto ela sussurrava os votos. Ele esteve desconfortavelmente consciente de seus olhos fixos nele, enquanto o sacerdote oficializava a primeira parte da cerimônia. Ela o tinha examinado tão atentamente que ele tinha começado a sentir-se desconfortável. Agora ele a submetia a uma análise igualmente detalhada, considerando o fato que ela estava distraída.
Isabella quase tinha lhe cortado a respiração quando entrou na capela. A transformação de granjeira a donzela formosa era incrível. Por um momento, não tinha dado conta que era ela, tinha tido a fugaz sensação de estar vendo a bela Isabella de Charlie - como um fantasma que tinha vindo presenciar o casamento de sua filha. Mas então ele percebeu que os cachos que emoldurava seu belo rosto não era o halo dourado de sua mãe, e sim um cabelo vermelho, que lembrava de seu pai na sua juventude.
Imediatamente a sua atenção foi dirigida a Jasper que soltou um suspiro de espanto. Então a moça já estava a seu lado e o padre começou a cerimônia. Agora Edward teve tempo para olhar. Seu rosto era um oval perfeito.
Sua pele era de marfim com umas sardas leve.
Suas feições eram perfeitas. Tinha os lábios cheios. Um nariz pequeno e reto. Agudos olhos castanhos. Esses olhos brilhavam com inteligência e intensidade, e Edward realmente sentiu a energia que irradiava Isabella quando ela entrou na capela.
Tinha impactado nele como um golpe físico.
Ela também havia herdado isso de seu pai. Charlie era uma presença marcante. Ou a tinha. Ultimamente muita dessa energia parecia ter sido drenada desse grande homem. - Ele parecia bastante abatido.
Seus filhos, Edward suspeitou, estavam no centro de tudo isso.
- Milorde.
Edward virou-se para o sacerdote, fazendo careta enquanto dava-se conta que ele tinha sido apanhado distraído da mesma forma que aconteceu com a sua noiva minutos atrás. Sentindo a diversão de Jasper, Edward golpeou a seu amigo com uma cotovelada enquanto o padre irritado repetia suas palavras.
Apesar de seus sentimentos adversos para esse casamento, quando Edward pronunciou os votos, sua voz era forte e firme. O rei desejava que Edward se casasse com sua filha. - Ele se casaria com ela.
E a manteria segura e protegida, como todo marido devia fazer. Mas ele havia aprendido bem a lição com Tania. Não arriscaria seu coração novamente. Nem sequer o rei podia forçá-lo a fazer isso.
Isabella piscou enquanto o padre os declarava unidos em matrimônio. Do que ele falava? As palavras eram em latim? Declarava uma promessa ou duas? Estavam unidos por toda a vida? Com um firme aperto em seu braço e um olhar de assombro para seu pai. Edward a fez se voltar e a conduziu para fora da capela.
- Tudo vai ficar bem.
As sobrancelhas de Isabella se arquearam com ansiedade desconfiando da garantia de seu pai enquanto avançavam pelo corredor escuro.
- ClSam que sim - ela concordou, tentando acalmá-lo embora ela não estivesse muito segura do tema ao qual ele estava se referindo. Franzindo o cenho ligeiramente, Isabella olhou por cima de seu ombro para ver que o bispo, seu novo marido, e seu amigo seguindo-os. Eles foram saudados pela abadessa, a irmã Marie, o padre Abemott, e todas as freiras.
Isabella olhou de volta para seu pai, surpresa por ver preocupação em seu rosto, apressando a pelo corredor que conduzia às celas privadas. Ele mal parecia consciente de sua presença, apesar de seu firme aperto em seu braço.
Também parecia que ele estava tentando tranqüilizar mais a si mesmo do que ela.
- Sempre preferi ao Cullen. Casei dezenas de homens, centenas ao longo dos anos, mas ele sempre foi a melhor opção para você. - Ele é forte, rico, e honrado. - Ele poderá protegê-la e tratá-la com o cuidado que você merece.
Estou seguro que o fará. Tudo ficará bem.
- Claro que sim - Isabella repetiu, tentando aliviar sua óbvia preocupação. Deus sabia que seu pai tinha o suficiente para se preocupar para por cima adicionar o tema de seu bem-estar.
Parecendo quase surpreso pela voz de sua filha, Charlie se deteve de repente e a olhou ansiosamente.
- Não está muito zangada comigo por ter mudado seus planos de tomar o véu, verdade? Você...
- Claro que não, pai - Isabella o interrompeu rapidamente, seu coração doía pela insegurança dele. Nunca tinha visto seu pai desse modo. - Ele sempre fora forte e dominante. - Eu nunca poderia odiá-lo.
- Não. Claro que não - ele disse e deu-lhe um sorriso. - Lamento tudo isto, filha.
- Lamenta?- Isabella franziu o cenho. - O que?
- Eu gostaria de dar-lhe mais tempo. Você merece mais tempo. Você merece todo o cuidado e consideração do mundo, e gostaria de dar todos os meus tesouros para dar-lhe todo o tempo, mas...
- seu pai a beijou rapidamente na testa, abriu a porta diante da qual estavam parados.
- Eu prometo a você que ele vai ser tão delicado como o tempo curto permitir, senão vou esquartejá-lo. - ele disse em voz bastante alta para assegurar que seu marido tivesse ouvido, Isabella suspeitou.
Tudo era terrivelmente confuso, mas não tão confuso como o fato de que ela agora se encontrava de volta em sua cela, o pequeno recinto que tinha sido seu quarto desde que era menina. A confusão estava em seu rosto - ela perguntou.
- O que estamos fazendo aqui?
Para assombro de Isabella, seu pai, sua Alteza Real, o rei de Inglaterra, realmente se ruborizou. - Ele murmurou uma resposta que foi completamente incoerente com a exceção de uma palavra que pareceu chamar sua atenção como uma serpente aparecendo debaixo de uma pedra.
- Consumação! - ela exclamou em choque. - Agora?
Seu pai realmente se ruborizou ainda mais, parecendo tão envergonhado como ela.
- Sim.
- Mas... ainda é dia! A lista da irmã Marie diz que é pecado - Isabella fez uma pausa, então sussurrou a palavra fornicar antes de continuar em seu tom normal de voz... - enquanto há luz do dia.
Seu pai se pôs abruptamente rígido, seu pudor desapareceu diante de sua irritação.
- Que? Maldita seja a irmã Marie! Verei este casamento consumado antes de partir. Não arriscarei uma anulação ou alguma outra coisa do estilo uma vez que eu parta daqui. Quero que fique protegida se chegar a morrer, e assim será.
- Sim, mas não poderíamos pelo menos esperar até que esteja mais escuro e...
- Não. Não tenho tanto tempo. Tenho que voltar para Chinon o mais rapidamente possível. Então... - ele gesticulou vagamente em direção à cama, um pouco de seu pudor tinha retornado.
- Se ter uma palavra com seu marido. - Com isso, ele fechou a porta, deixando-a sozinha.
Edward observou o rei fechar a porta de sua filha. Endireitou os ombros e esperou corajosamente que a atenção do monarca se dirigisse para ele.
Hale, o bispo, o sacerdote, a abadessa, e todas as freiras estavam de pé em silêncio escutando como o rei pronunciava suas desculpas e suas ameaças. O homem estava definitivamente irritado. Edward supôs que era duro para qualquer pai aceitar a idéia de sua doce e inocente filha deitando-se com um homem, mas essa tinha sido uma idéia do rei depois de tudo. Edward certamente não gostava de viver sob a ameaça constante de ser esquartejado.
Suspirando interiormente, Edward teve que perguntar-se como tinha conseguido meter-se em uma coisa assim. Sobreviveria a noite de núpcias, e se sobrevivesse, por quanto tempo mais sobreviveria antes de cometer algum engano inadvertido e terminar esquartejado de qualquer maneira? Nesse momento Tania lhe parecia uma alternativa bastante atraente comparada com esta. Inclusive com a imagem de Tania envolvendo as coxas ao redor da cintura do velho Glanville.
- Deveria economizar toda essa ansiedade e cometer um suicídio nesse mesmo momento. Edward suspirou.
Ele não era do tipo suicida.
Vários segundos de silêncio passaram antes que o rei finalmente voltasse para ele. A expressão no rosto do homem contradizia absolutamente sua declaração anterior de que Edward era a melhor opção para marido de sua filha.
- Bem - ele disse finalmente, diminuindo um pouco sua irritação aparente. Ele colocou suas mãos sobre os ombros de Edward e o apertou firmemente. - Isabella é meu maior tesouro. O fruto de meu amor. Confio a você.
Confio que a tratará suavemente e com cuidado extremo.
- Claro, sua Majestade - Edward murmurou com submissão. O rei virou para o bispo Phill e estendeu uma mão. O homem imediatamente deu-lhe duas velas.
Levantando-as, Charlie as acendeu em uma tocha da parede, então virou-se novamente para Edward e as entregou.
- Você vê a marca que fiz nas duas velas?
Edward assentiu enquanto observava a marca na cera. Ambas estavam exatamente no mesmo lugar, a um polegar de distância da chama.
- Bem, este é o tempo que você tem para acabar com seu dever - ele anunciou. Deu-lhe uma das velas. Os olhos de Edward se arregalaram com medo. Estudou a marca novamente. Não chegavam a ser dez minutos!
Charlie sacudiu a cabeça.
- Na verdade, são quase cinco minutos... E a vela já está consumindo-se. É melhor que vá agora.
Edward ficou boquiaberto, e já via sua cabeça pendurada de uma lança.
- Mas...
- Não quero ouvir "mas", Cullen. Se tivesse mais tempo, não acredita que lhe daria isso? Ela é minha filha, homem. Ela merece um grande banquete de celebração por seu algum dia poderemos dar-lhe. Mas não hoje.
- Dando uma volta, deu à segunda vela para Phill, então tomou o braço de Edward com uma mão. Empurrou-o para a porta do quarto de Isabella. - Hoje devemos fazer o melhor que podemos. E isso significa que você será gentil, atento, e...
- Charlie empurrou Edward, que segurava a vela. - Rápido. Estaremos esperando aqui fora.
A porta fechou-se com um golpe com a última palavra do rei, e Edward teve que proteger com uma mão a chama de sua vela acesa da brisa que soprava.
Uma vez que o risco de que se apagasse passou, o som de um sussurro atraiu seu olhar para a moça que agora aguardava na cabeceira de uma pequena cama.
Sua esposa. Ela ainda estava com o vestido branco - não parecendo temerosa ou nervosa, como ele tinha esperado, a não ser resignada. Horrorizado, Edward viu como uma gota de cera deslizava pela vela caindo sobre a pele de sua mão.
Isso recordou-lhe da restrição de tempo nessa situação.
Suspirando interiormente, Edward olhou em torno do quarto, procurando um lugar onde apoiar a vela. Não havia muita escolha. Tudo o que continha o quarto era uma cama e uma arca, ambos alinhados contra a parede.
Edward colocou a vela cuidadosamente sobre a arca, notando que já tinha consumido muito de seu tempo, em seguida se endireitou e virou-se rapidamente para a moça.
- Não se despiu?
Seus olhos aumentaram ligeiramente.
- Isso não é necessário, certo?
Edward fez uma careta. Ela havia sido criada em um convento, e estava claro que ela sabia que a Igreja considerava pecado ter relações matrimoniais estando nus. À igreja gostava de tirar a diversão da situação. Não tinha tempo agora, mas prometeu que tentaria mais tarde suavizar suas idéias a respeito de tais coisas, de outro modo conseguir engravidá-la seria uma tarefa quase impossível. - O não queria filhos.
Mas teria que despir-se, pelo menos parcialmente; pois ela dificilmente gostaria de sentir o metal frio de sua cota de malha contra sua pele.
Ele tirou a cota de malha, deixou-a perto da vela, e endireitou-se para começar a tirar a roupa, quando ela, aparentemente, tomando como um tipo de sugestão, de repente, subiu na cama de gatinhas em cima dela.
Edward continuou tirando a roupa, só parando quando viu que ela permaneceu quieta de quatro sobre a cama. Estava situada no meio da pequena e dura cama, com suas mãos apoiadas em seus joelhos, e seu traseiro branco em direção ao céu.
O que ela estava fazendo? Ele olhou para ela por trás em silêncio por um momento, mas quando ela ficou lá assim, Edward hesitou, então pigarreou.
- Ah... Se passa algo com seus braços, milady?
Ela voltou a cabeça para olhá-lo interrogativamente.
- Com meus braços, milorde?
- Bem... - ele deixou escapar um riso breve e nervoso e assinalou sua postura. - A pose - esclareceu. - O que está fazendo?
- Aguardando seu prazer, milorde - ela respondeu com calma.
O olhar de Edward se estreitou ligeiramente com isso.
- Meu prazer? - ele perguntou cuidadosamente.
- Sim. A irmã Marie me explicou como é o assunto - ela assegurou. Então virou sua cabeça e esperou, ainda apoiada sobre suas mãos e seus joelhos.
A irmã Marie me explicou como é o assunto? Edward franziu o cenho com essas palavras, então terminou de tirar a túnica e passou suas mãos por seu quadril enquanto a olhava. Depois de um minuto ele limpou sua garganta, atraindo seu olhar novamente.
- O que exatamente esta irmã Marie lhe explicou, milady?
Suas sobrancelhas se arquearam ligeiramente.
- Ela me explicou sobre o acoplamento. Que é o mesmo que Angus e Maude fazem.
- Angus e Maude? - ele se inquietou com o nome masculino. - Quem diabos é Angus?
- Nosso touro.
- O touro - ele repetiu inexpressivamente. - E Maude viria a ser...
- A vaca da abadia.
- Claro - ele disse entendendo. - E esta irmã Marie lhe disse que...
- Que era a mesma coisa - ela respondeu com calma, então adicionou. - Você vai montar em mim, inserirá seu pepino...
- Pepino? - Sua voz guinchou com essa palavra, e ela se ruborizou com vergonha.
- Bem, a coisa que tem o touro - ela rapidamente improvisou, mordendo o lábio, quando de repente ele sentou-se pesadamente na beira da pequena cama e abaixou a cabeça num gesto de derrota.
- Estou morto - ela pensou ter ouvido um murmúrio. - Minha cabeça com certeza vai ser usada para decorar o castelo de Westminster.
Franzindo a testa com sua tristeza, Isabella sentou-se sobre as coxas e o olhou hesitantemente.
- Milorde? - ela murmurou.
- Deveria ter me casado com Tania - ele continuou. - Poderia ter sido um cornudo, mas é melhor ser cornudo do que esquartejado.
- Quem é Tania? - Isabella perguntou zangada.
- Minha noiva, e a razão pela qual certamente vou morrer - ele respondeu sinceramente e adicionou - Se ela tivesse sido fiel a mim, eu não estaria nesse problema, maldição, se ela tivesse sido mais esperta na sua infidelidade eu não estaria aqui com a minha cabeça para ser pendurada em uma lança.
- Está comprometido? - Isabella perguntou confusa.
- Sim, estava-o, mas a apanhei nos estábulos com Glanville e rompi o compromisso, enviei um mensageiro para informar meu pai, e cavalguei para Hale para me embriagar. Se meu pai tivesse construído seu maldito castelo um pouco mas longe, seria Rosshuen quem estaria neste problema e não eu!
- Entendo - Isabella disse cuidadosamente, perguntando-se se seu pai a tinha casado com um louco.
- Estou escutando muita conversa aí dentro! - Isabella e Edward se sobressaltaram com as palavras gritadas do outro lado da porta. E para seu horror o rei adicionou. - E eu quero ação! Quero uma prova que este casamento foi consumado!
- Eles estão esperando fora da porta? - Isabella murmurou com descrença. Edward não pôde evitá-lo e começou a rir. Havia uma certa histeria em sua risada. A situação podia ficar ainda mais difícil?
- Cullen!
A advertência zangada da voz acabou com o momento de loucura de Edward. - Ele ficou de pé abruptamente, tocando a cintura de suas calças, considerou o melhor modo de abordar a situação. Estava tão irritado que não notou o olhar de aprovação no rosto de sua esposa quando ela viu seu estomago plano e seu peito largo. - Mas notou o modo em que sua cara mostrou decepção quando ele terminou de tirar as calças e a roupa interior.
- O que? - ele perguntou com desânimo, fazendo uma pausa.
- Bem. - Ela vacilou, então admitiu com um sussurro - é que fiquei surpreendida, isso é tudo. Seu pepino não é tão grande como o de Angus.
Edward ficou rígido com isso, uma irritação cresceu dentro dele apesar de que sabia que o pepino de um homem não podia ser tão grande como o de um touro. - Edward se endireitou abruptamente e replicou.
- É-o suficientemente grande para fazer o trabalho que me encomendaram.
- Sim, estou segura que sim - Isabella o acalmou rapidamente.
- E não se chama pepino - ele adicionou irritado, com o orgulho suficiente como para que não lhe importasse que fosse ouvido pelas pessoas do outro lado da porta.
- E como se chama então?
- De vários modos - ele murmurou, considerando vários dos nomes típicos antes de escolher o que mas gostava. - Alguns o chamam de galo1.
- Não. - Ela disse. Observando o apêndice em questão, ela balançou a cabeça firmemente negando.
- Não? - ele franziu o cenho.
-Um galo é uma espécie de galinha, milorde. E isso não se parece em nada com uma galinha.
Sua boca se moveu rapidamente, mas ele não disse nada. Então replicou.
- Membro, então. Pode chamá-lo membro.
O olhar de Isabella foi para ele hesitantemente uma vez mais. Parecia extremamente pequeno comparado com o membro do touro, mas seu marido parecia ser bastante sensível a respeito desse tema, então ela sentiu que era melhor reservar sua opinião.
Mas era muito menor do que Marie havia descrito, e ela ainda estava preocupada com o fato que ele não pudesse realizar adequadamente o ato com semelhante desvantagem. Por outro lado, seria muito menos doloroso do que ela tinha esperado.
O pouco tamanho do membro se igualava a uma pequena perna de um bebê. Animando-se com essa idéia, Isabella deu-lhe um sorriso e rapidamente voltou a ficar de quatro, preparando-se para receber seus cuidados.
- Bem. Estou preparada. Pode inserir seu pepi... Eh... membro e movê-lo agora.
- Movê-lo?
- O que estão fazendo vocês dois aí dentro? Trocando receitas? - O Rei Charlie gritou, a porta tremendo com um golpe. - Basta de conversa. Quero ação!
Fazendo uma careta pela impaciência de seu pai, Isabella olhou para seu novo marido.
- Bem, isso foi o que a irmã Marie me disse que faria - ela explicou com impaciência, então acrescentou. - Embora me parece que Angus só o colocava e o tirava...
Edward ficou boquiaberto e se recostou na cama com desânimo. Por Deus, em que confusão se metera? Nunca tinha considerado que deitar-se com sua esposa poderia ser uma experiência tão difícil. Honestamente, não pensava que pudesse realizar o ato.
Ela era uma mulher adorável, mas sua mente parecia estar cheia de idéias muito estranhas. Inserir e mover, nem mas nem menos!
Vendo sua expressão distraída, ela suspirou.
- Sente-se bem, milorde?
- Sim - ele respondeu. - Mas parece ter uma idéia equivocada sobre tudo isto.
Arqueando as sobrancelhas, ela se sentou novamente para enfrentá-lo.
- Não, milorde, Marie foi muito clara a respeito disto.
- Sim, clSam, mas Marie está equivocada. Os homens fazem isto de maneira diferente dos touros.
- Não.
- Não?
- Está equivocado, milorde. Eu vi muitos animais fazendo isso e...
- Fazendo isso?
- Sim. E todos eles parecem fazê-lo do mesmo modo, sejam gatos, porcos, cavalos, ou touros. Pode confiar em mim, milorde.
Edward simplesmente a olhou desoladamente. Com tudo essa experiência em conduta animal como fonte de conhecimento, parecia que persuadi-la do contrário sem demonstrar na prática era impossível.
Com esse pensamento, ele se aproximou, tomou-a pelos braços e a abraçou.
Isabella ofegou com surpresa, então endureceu quando sua boca cobriu a sua. Ela começou a lutar imediatamente, abriu a boca para protestar, mas se encontrou com a língua dele invadindo-a. Prontamente Isabella tentou desalojá-la.
Virando, ela finalmente conseguiu livrar-se dele e disse ofegante.
- Não! É pecado. Além disso, não pode me dar sua semente assim, milorde. Sabe o que terá que fazer.
Então, dizendo isso, ela deu volta para ficar sobre suas mãos e seus joelhos diante dele, com seu traseiro diretamente diante de seu rosto.
Fazendo uma careta, Edward abriu a boca para falar, mas algo que fosse dizer desapareceu abruptamente de sua mente quando ela agarrou a beirada de seu vestido e o subiu até os quadris, deixando seu adorável traseiro nu à vista de todos.
Ou, melhor dizendo, aos olhos arregalados de Edward.
Por Deus! Seu olhar brevemente desviou-se da imagem de suas nádegas para seu membro, e Edward fez uma careta. Seu membro não tinha mostrado nenhum interesse no ato desde que ela tinha mencionado os pepinos, as coisas dos touros, gatos, cães, etc.
Até o beijo tinha feito pouco para estimular a seu membro. Ela se mostrou tão fria e indiferente a seus cuidados amorosos que Edward se sentiu invadido por uma espécie de pânico desesperado. Mas agora, que lhe mostrava suas nádegas arredondadas e rosadas, seu membro se dignou a despertar. De fato, simplesmente indicava que deveria montar à mulher, e deslizar-se dentro de sua cova úmida, como ela estava solicitando. Obviamente não haveria umidade ali dentro se ele não estimulasse, mas como diabos ia estimulá-la se ela nem sequer queria que ele a beijasse. - Edward sentiu-se perdido.
- Milorde. - Isabella o olhou por cima de seu ombro com irritação por sua demora. Então o olhar da Isabella se dirigiu para seu membro. Para sua surpresa, essa coisa parecia ter crescido da última vez que a tinha visto.
É impossível, ela disse a si mesmo, mas a prova estava à vista. - O membro estava maior do que da última vez que o tinha visto. Impressionante. Surpreendente, realmente. Mas ainda não era tão grande como o pepino que Marie havia descrito.
Encolhendo os ombros, ela afastou tais considerações no momento, olhou o rosto de seu marido e encontrou irritação ali. Isabella suspirou.
- Sente-se mau, milorde? Não pode acabar com este assunto? Meu pai está nos esperando.
- O Tempo está quase se acabando - ouviu-se a voz do rei através da porta. Edward fez uma careta, a maldita vela tinha consumido três quartos do tempo estipulado.
Amaldiçoando, ele se colocou atrás dela e tomou seus quadris, então fez uma pausa. Deixando de lado a situação, o ameaçador rei de lado, e até a maldita comparação com o touro, Edward simplesmente não podia enterrar-se nela e causar-lhe a dor que ele sabia que esse ato infligiria.
Suspirando, ele observou suas costas e seus ombros então se inclinou para frente, deslizou suas mãos por sua cintura até que tocou seus seios por sobre o tecido do vestido.
Isabella ficou rígida, a confusão a invadiu quando sentiu suas grandes mãos fechar-se sobre seus seios. Não tinha idéia do que ele se propunha a fazer, e as palavras de Marie ecoaram em sua cabeça: Os lábios são para falar e os seios para ordenhar ou amamentar. - Ele se propunha ordenhá-la como uma vaca? Por Deus, seu marido estava provando ser incrivelmente lento em fazer o que devia ser feito.
Ela sentiu algo roçando-a entre suas coxas como um cão curioso cheirando; então a boca dele se apertou contra a base de seu pescoço. Isabella decidiu terminar com essa odisséia de uma vez. Agarrando suas mãos à cama dura, Isabella se empurrou para trás, sobre ele, empalando-se com uma investida determinada. então ela soltou um grito que fez com que o rei golpeasse a porta.
- Que diabos está acontecendo? Cullen! O que você fez com a minha filha? Cullen! - Edward suspirou quando ouviu essas palavras zangadas por sobre os gritos de sua nova esposa.
Casar-se com a filha do rei, como ele temia, estava resultando ser algo bastante perigoso.
- Cullen!
- Só um minuto mais - Edward gritou impacientemente para a porta, então tomou os quadris de Isabella quando ela quis afastar-se dele. - Você, também. Só fique quieta um minuto mais. - ele sentiu que ela se endurecia novamente e suspirou. - Esperaremos até que a dor passe, se empurrar novamente só se machucará ainda mais.
Ele a viu assentir com a cabeça e fez uma careta para si mesmo, agradecido de que pelo menos ela tinha deixado de gritar. Uns segundos depois, ele pigarreou e disse.
- Vou retirar-me agora.
Ela hesitou, então o olhou em duvida.
- Não vais se mover dentro?
Edward sentiu uma ponta de compaixão quando viu as lágrimas em seus olhos. Se difícil estava sendo para ele, tinha sido pior para ela...
- Acredito que seria melhor se deixássemos essa parte para a próxima vez.
- Obrigado. - ela disse, e ele fez uma careta, perguntando-se se haveria uma próxima vez. Provavelmente Isabella nunca o deixaria aproximar-se dela novamente. Ela certamente não estava gostando disso. Por Deus! Ele tampouco estava gostando exatamente.
Murmurando entre dentes, ele se retirou dela. No momento que saiu de seu corpo, ela afrouxou seus braços desmoronando-se sobre a cama. Edward se levantou, virou e ofereceu-lhe uma mão, ajudando-a a ficar de pé.
Uma vez que Isabella estava de pé, Edward rasgou o lenço superior da cama usando-o para limpar os rastros de sangue que o acoplamento tinha causado, então entregou a ela e se moveu ao extremo da cama para colocar rapidamente suas roupas.
Vestiu-se de costas para ela, lhe dando privacidade para atender suas próprias necessidades, então soprou a vela, pegou o lençol usado por ela, estendeu seu braço para que ela colocasse sua mão, e abriu a porta.
Eles saíram do quarto juntos, marido e mulher, dois estranhos que tinham feito o que precisava fazer.
1 Nota de tradução: cock é o nome coloquial para pênis em inglês, e também significa galo.
