Capítulo 2- Morta-Viva

Ana-Lucia pressionou a mão direita com força sobre o abdômen e respirou fundo. Ela tinha certeza de que estava sangrando. A dor fina se espalhava por seu corpo inteiro. Porém, a roupa não estava úmida com seu sangue. Era estranho. Como poderia estar sangrando e não sentir o sangue sob seus dedos?

Ela resolveu abrir os olhos e por um momento ficou muito confusa sobre o lugar onde estava até que se deu conta de que estava em um avião, sentada na poltrona que dava para a janela. Seus olhos foram atraídos para a abertura claustrofóbica de onde só se podiam ver as nuvens sobre as quais a aeronave pairava.

Ana puxou as cortinas e relaxou recordando-se de todo o seu dia antes de embarcar naquele avião. Tinha deixado a Austrália por volta das dez da manhã depois de se despedir do homem de quem sequer soubera o nome. O homem que a levara para a Austrália como seu guarda-costas. Que estupidez tinha sido aquela viagem. Agora estava voltando para Los Angeles com o propósito de se reconciliar com sua mãe, resolver seus problemas com a justiça e recomeçar do zero principalmente.

Talvez o pesadelo que tivera enquanto cochilava em sua poltrona do avião se devesse ao nervosismo de voltar para casa e ter de lidar com as situações das quais tinha fugido. Sonhara que tinha levado um tiro no abdômen. Mas não era um dos quatro tiros que levara em serviço algum tempo atrás, o que ocasionara a perda de seu filho não nascido e o fim de um longo relacionamento, mas um tiro novo disparado por alguém que ela sentia conhecer, mas que a tinha traído no momento em que ela mais precisava confiar em alguém. Era mesmo um sonho muito estranho.

- Acordada?

Ela ouviu uma voz masculina agradável e suave perguntar a ela. Ergueu o rosto para identificar o dono da voz e sorriu recordando-se dele. Era o homem com quem tinha trocado algumas palavras no bar do aeroporto antes do embarque e com quem havia prometido tomar um drinque no avião.

- Olá, Jack! Foi muito difícil achar o meu endereço?- Ana gracejou oferecendo o assento ao lado do dela que estava vazio para que ele se sentasse. Aliás, ela gostara que os dois assentos ao lado dela estivessem vazios. Era bom poder descansar sem ser incomodada.

- 42 F!- disse Jack, sentando-se. – Nossa! O lugar onde Judas perdeu as botas!

Ana-Lucia riu levemente. Ele até que tinha senso de humor para alguém que estava viajando de volta para casa com o corpo do pai em um caixão no cargueiro do avião.

- Cheguei a pensar que tinha se esquecido do nosso drinque.- ela comentou.

- Nada disso!- retrucou ele. – Você me deixou muito curioso.

- Curioso sobre o quê?- ela quis saber, erguendo uma sobrancelha.

- Curioso sobre você.- ele respondeu com ar sedutor, mostrando a ela as garrafinhas de bebida alcoólica que Cindy, a sorridente aeromoça tinha tido a gentileza de lhe oferecer.

A partir daí, a conversa fluiu livremente. Jack era um cara muito interessante e atraente. Foi isso que fez com que ela puxasse assunto com ele no bar e agora que estavam assim tão à vontade, não levou muito tempo para que começassem a se beijar. Foi ele quem tomou a iniciativa, tocando os lábios dela com os dele, primeiro bem suavemente, para depois intensificar o beijo tocando a ponta da língua dela com a dele.

Ana-Lucia sentiu uma sensação gostosa tomar conta de seu corpo quando Jack começou a beijá-la e as coisas começaram a esquentar bastante. Ela sentiu uma vontade incontrolável de encostar seu corpo ao dele, de sentir a pele quente dele de encontro ä sua. Seguiu esse desejo e deixou-se envolver em um abraço apertado, sensual. Jack deslizava a língua pelo lóbulo de sua orelha e o som da respiração descompassada a estava arrepiando inteira. Os bicos de seus seios estavam doloridos de vontade de serem acariciados.

Sem pensar duas vezes, Ana-Lucia pegou a mão grande e macia de Jack e trouxe para junto de seu seio, sussurrando no ouvido dele:

- Toque-me...

Jack deixou escapar um gemido e num movimento muito discreto colocou sua mão dentro da jaqueta dela, enfiando-a em seguida dentro do top preto. Ana pensou, ainda bem que tinha resolvido tirar a camiseta branca que vestia antes por cima do top porque estava muito calor. Agora podia sentir o toque da mão de Jack sobre seu seio sem nenhum empecilho.

- Eu queria tirar você daqui e beijar cada pedacinho do seu corpo!- ele sussurrou pressionando a palma da mão contra o mamilo enrijecido dela. Ana gemeu suavemente e mordiscou a orelha dele.

- Não curto transar em banheiros de avião.- ela gracejou. – São muito apertados pra mim.

- Também não sou um adepto da ideia!- Jack riu baixinho e beijou-a mais uma vez deslizando o polegar pelo mamilo dela e fazendo movimentos de vai e vem com sua língua dentro da boca de Ana.

O barulho do carrinho de bebidas se aproximando fez com que Jack tirasse a mão de dentro do top dela e se ajeitasse na poltrona. Cindy apareceu com seu olhar sorridente, mas ao vê-lo com Ana-Lucia ficou nitidamente chateada e indagou com a voz seca:

- Precisam de alguma coisa?

- Estamos bem.- respondeu Ana, passando seu braço pelo de Jack como se tivesse pressentido os ciúmes da aeromoça.

Ela deu um sorriso falso e em seguida acrescentou:

- Sr. Shephard, eu detesto interromper, mas gostaria de avisá-lo que iremos pousar em pouco mais de quinze minutos, então seria melhor que o senhor estivesse em seu lugar para o desembarque. Normas da empresa.

Jack deu um suspiro de frustração, mas sorriu simpático para a aeromoça.

- Está certo, Cindy. Logo estarei de volta.

- Eu não queria chateá-lo, mas é que...

- Tudo bem, sei que só está fazendo o seu trabalho.

A aeromoça pareceu satisfeita com a resposta dele e se afastou. Jack pegou a mão pequena de Ana-Lucia na sua e a beijou.

- Vaca!- Ana xingou a aeromoça, mas estava sorrindo.

- Eu queria levar você a algum lugar especial quando o avião pousasse, mas tenho que...

- Você precisa cuidar do seu pai. Eu sei.- disse ela.

- Depois que tudo isso acabar, Ana, e eu espero que acabe logo, nós podíamos sair pra jantar, sei lá...realmente gostei de você. Uma única coisa boa nessa merda de viagem!

Ana o puxou pela nuca e o beijou suavemente antes de pegar sua bolsa e retirar uma caneta e um bloquinho de papel anotando o número de seu telefone.

- Me liga quando tudo isso acabar, Jack!

Ele sorriu para ela e a beijou mais uma vez antes de se levantar e caminhar de volta para a poltrona 23 B. Mas antes que ele se afastasse muito, Ana o chamou de novo:

- Jack!

Ele parou e olhou para ela:

- Eu sinto muito pelo seu pai.- ela disse com sinceridade.

Jack apenas assentiu com a cabeça num gesto de agradecimento e se afastou.

Poucos minutos depois, o aviso para apertar os cintos foi aceso e a voz de uma aeromoça se fez ouvir:

"Atenção passageiros, apertem os cintos e desliguem os celulares. Mantenham-se em seus lugares pelos próximos vinte minutos. Estamos pousando em Los Angeles."

Ana-Lucia apertou o cinto e esperou tranquilamente o avião pousar, porém foi nesse momento que ela sentiu o avião mergulhando em um vácuo profundo, tremendo pesadamente logo em seguida. Ana arfou aterrorizada, odiava voar o bastante para se ver desesperada numa situação como aquela. Impelida por esse sentimento de desespero ela afrouxou o cinto de segurança e resolveu ir se sentar com Jack. A presença dele poderia fazê-la sentir-se mais segura.

Mas ela não teve tempo de chegar à poltrona 23 B porque no meio do caminho o avião balançou outra vez e ela se viu sentada no colo de um homem, tendo que se agarrar às coxas dele com as unhas para não tombar ao chão.

Ela sentiu-se ser segurada por mãos ágeis, grandes e fortes. Sentiu um estranho prazer em ser segurada daquela forma, era como a proteção que ela estava procurando.

- O que está acontecendo?- ela indagou em meio à gritaria. Estava com medo de que ele dissesse que o avião estava caindo.

- Não faço a menor ideia!- a resposta dele foi evasiva, mas o que surpreendeu Ana foi o sermão que veio depois:. – Mas por acaso você não percebeu que a aeromoça pediu para apertarmos os cintos e permanecermos em nossos lugares?

Aquele sermão a deixou zangada, embora ele estivesse certo no que dizia. Mas uma das coisas que Ana-Lucia mais odiava na vida era ser chamada a atenção.

- Por acaso eu ouvi o aviso! Mas se algo está acontecendo agora e vamos morrer antes desse avião pousar, homem, eu diria que não deveria estar me censurando por ter me levantado após ouvir o aviso.

Mais um movimento em falso do avião, e o homem quase caiu da poltrona dessa vez levando Ana consigo. Mas a força que ele tinha nos braços era impressionante e ele conseguiu se manter sentado na poltrona com ela no colo até que tudo acabasse.

Ana-Lucia respirou aliviada quando eles sentiram as rodas do avião baterem no chão e a velocidade da aeronave diminuir até o pouso ser completo. Assim que o avião parou Ana ouviu as pessoas conversando sem parar e o barulho de crianças chorando.

- Mas o que diabos aconteceu?- resmungou o homem que ainda a segurava e em seguida ele olhou para ela com ar divertido:

- Bem, o perigo já passou, mas eu não vou reclamar se a senhorita quiser continuar no meu colo até sermos liberados.

Ana-Lucia corou àquele comentário, e embora estivesse muito agradável estar sentada no colo dele, ela se ergueu após ouvir o comentário brincalhão dele. Mas quase se arrependeu logo em seguida porque sua cabeça tinha ficado zonza por causa dos solavancos do avião.

"Senhores passageiros..."- Soou a voz da aeromoça outra vez. "Tivemos alguns problemas com o trem de pouso, mas conseguimos pousar em segurança no aeroporto de Los Angeles. O piloto pede que permaneçam sentados até que possamos liberá-los. Desde já agradecemos a compreensão, tenham um bom dia."

- Um bom dia é o cacete!- xingou ele e Ana-Lucia teve vontade de rir do jeito rabugento dele. Era mesmo um homem muito atraente, com um adorável sotaque sulista, alto, forte, cabelos loiros que passavam das orelhas dando-lhe um ar rebelde e incríveis olhos azuis. Ele pareceu notar que ela estava um pouco zonza e perguntou de forma gentil com seu acentuado sotaque sulista: – Você está bem, chica?

- Sim, obrigada.- ela respondeu na falta de algo melhor para dizer. Na verdade, agora que a situação estava sob controle ela se sentia embaraçada por causa de seu ataque de pânico e antes que ficasse corada na frente dele novamente, resolveu seguir seu caminho.

- Hey!- ela o ouviu chamá-la no meio da multidão e voltou-se para ele.

– Você não ouviu o que a aeromoça acabou de dizer sobre esperarmos um pouco?

- Não costumo seguir regras!- ela quase sorriu à pergunta dele, pensou em fazer uma piada sobre ele estar sempre a postos caso ela precisasse ser salva de novo, mas acabou dizendo somente isso.

- Percebi!- foi tudo o que ele disse, talvez Ana esperasse que ele dissesse algo mais, porém sua atenção se voltou para um garoto de seis anos com a camiseta toda manchada de vômito. Ele vinha acompanhado pela irmã mais velha. A pobrezinha não sabia mais o que fazer para acalmá-lo, por isso Ana-Lucia decidiu intervir.

- O que houve?- ela perguntou às crianças.

- Ele ficou assustado e vomitou.- respondeu a menina, um pouco impaciente.

- Oh, pobrezinho!- disse Ana. Crianças sempre a comoviam – Deixe-me ajudá-lo! Como é o seu nome?

- Za-ck...

- Onde está sua mãe, Zack?

- Ela está nos esperando lá fora, no aeroporto.- respondeu a irmã.

Ela se agachou para ficar da altura do menino e disse:

- Zack, vai ficar tudo bem agora. Sua mãe está lá fora esperando por você. Mas você não quer aparecer sujo desse jeito para ela, não é?

- Hum-Hum!- disse o menino.

- Você é a irmã dele?- Ana perguntou só para confirmar.

- Sim, sou a Emma.

- Emma, vamos levar o Zack ao banheiro para limpar isso?- Ana-Lucia perguntou já esperando por uma resposta positiva e foi o que aconteceu.– Moça, moça!- ela chamou pela aeromoça Cindy, a mesma que tinha ficado ciumenta ao vê-la com Jack.– Cindy, eu sou Ana-Lucia, essas crianças estão viajando sozinhas, por acaso o comandante...

Ela cuidou do menino, ajudando-o a limpar-se e trocar de camisa e ficou com as crianças até o desembarque quando então os devolveu para a mãe. Ana se sentiu muito bem quando pisou em solo firme outra vez. Achou que nunca sairia daquele avião quando ouviu dizer que uma fugitiva da polícia que estava viajando com eles fugira causando tumulto durante o desembarque. Mas felizmente correu tudo bem.

Voltou a encontrar Jack quando foi buscar sua bagagem no setor de desembarque. Ela esperava ver sua mãe esperando por ela do lado de fora do vidro, mas não a avistou. Jack disse que estava esperando liberarem o corpo de seu pai, que sua mãe estava vindo. Ana-Lucia o abraçou cortesmente e lhe desejou os pêsames. Jack agradeceu-lhe a gentileza com um beijo intenso que a deixou quase de pernas bambas. Algumas pessoas ficaram olhando, mas ele não pareceu se importar com a opinião dos outros.

- Fiquei preocupado com você quando tivemos a turbulência e tentei ir encontrá-la.- ele revelou quando parou de beijá-la. – Mas não consegui sair da minha poltrona e a senhora que estava na poltrona ao lado da minha começou a passar mal...

- Acho que ouvi alguma coisa sobre seus atos heroicos dentro do avião.- disse ela, beijando-o mais uma vez. – Mas não precisa se preocupar, eu estou bem.

Após sair do setor de desembarque e se despedir de Jack, Ana não resistiu fumar um cigarro na calçada em frente ao aeroporto enquanto esperava pela mãe. Ela já deveria ter chegado. Não entendia porque Teresa demorava tanto. Ela tinha garantido à filha que estaria no aeroporto quando chegasse.

Ana-Lucia sentiu uma vontade inexplicável de chorar naquele momento. Não sabia por que precisava tanto ver a mãe. Era um sentimento estranho. Sentia como se nunca mais fosse vê-la. Na verdade vinha sentindo isso desde o voo, mas tentou calar dentro de si aquele sentimento.

- Hey, Ana!

Ela ouviu a voz de Jack chamá-la e voltou-se. Sorriu para ele. O médico parecia mesmo muito interessado nela para ir procurá-la pouco tempo depois de terem se despedido. Ele segurava um cartão de visitas na mão e entregou a ela. Ana-Lucia apanhou o cartão e leu: - Dr. Jack Shephard, neurocirurgião, hospital St. Sebastian...òtimo! Se eu precisar de uma cirurgia ligo pra você!

- È que não quero perder você de vista.- disse ele tocando na mão dela. – Me deu seu telefone mas eu quis te dar o meu.

- Obrigada.- Ana agradeceu.

- Ana-Lucia?

Uma voz masculina conhecida a chamou dessa vez, mas Ana-Lucia não gostou nada de escutá-la. Quando se virou para o homem que a chamara seu olhar era de aborrecimento.

- Oi.- disse o homem aparentando embaraço em falar com ela, ao mesmo tempo em que olhava para Jack com certa hostilidade.

- O que está fazendo aqui, Danny?- ela indagou sem se importar com o tom nitidamente aborrecido que usou na frente de Jack para falar com ele.

- Eu vim pegar você. Sua mãe está numa missão e não pôde vir.- ele respondeu de imediato, como se tivesse treinado aquela fala por horas antes de chegar ao aeroporto.

Jack avistou o carro de sua mãe chegando e disse à Ana:

- Preciso ir agora. Ligo pra você em alguns dias, mas se você quiser...

- Eu ligo pra você amanhã, Jack.- Ana-Lucia disse em desafio fitando os olhos escuros de Daniel Lively, seu ex-namorado.

Jack deu um beijo no rosto dela e se afastou caminhando depressa em direção ao carro da mãe que tinha acabado de estacionar e descera do veículo toda vestida de preto correndo para abraçar o filho.

- Amigo seu?- Danny indagou olhando para Jack e a mãe. Ana não respondeu.

- Danny, não precisava ter se dado ao trabalho de ter vindo até aqui. Eu posso tomar um táxi!

- Não, eu posso levar você. Não será trabalho nenhum.- insistiu ele tentando pegar a mala dela.

- Muito obrigada Danny, mas não precisa!- disse Ana puxando a mala de volta.

- Não, eu faço questão! Eu queria mesmo conversar com você e...

Ela se voltou bruscamente para ele nesse momento.

- Daniel, eu não tenho nada pra conversar com você e muito menos irei a qualquer lugar com você!

- Mas Ana...

- Ah, aí está você!- James interrompeu a conversa deles, surpreendendo Ana. Depois de descer do táxi que não aceitava cartão de crédito e de perceber que não tinha dinheiro suficiente em cash para pagar pela corrida, ele a viu conversando com outro homem. E dessa vez ela não estava sorrindo, parecia bastante perturbada com aquela conversa. Ele já a tinha ajudado uma vez no avião, não custava nada ajudar de novo. – Eu pensei que tinha se esquecido de que combinamos de dividir o táxi!

Ana-Lucia olhou para ele por alguns segundos que lhe pareceram intermináveis e, naqueles torturantes instantes James pensou que ela fosse indagar de que diabos ele estava falando, mas ao invés disso, ela sorriu para ele e falou para o sujeito que tentava tirar a mala das mãos dela:

- Me desculpe Danny, mas eu já tinha prometido a ele que dividiríamos o táxi, então...

- Mas eu disse à sua mãe que viria buscá-la... e quem é esse sujeito, Ana-Lucia?- o homem parecia estar à beira de um ataque de nervos.

- Ana-Lucia... – James pronunciou o nome dela com segurança, embora fosse a primeira vez que o fizesse. Tinha sido muito providencial que o sujeito tivesse dito o nome dela. – Eu realmente preciso ir agora, se for um inconveniente pra você dividir o táxi comigo, então...

- De maneira alguma.- retrucou Ana-Lucia dando um puxão em sua mala, quase fazendo Danny cair para trás. –Nós tínhamos combinado isso, então vamos indo. Adeus Danny!

- Ana!- ele ainda a chamou, mas ela caminhava apressada ao lado de James que fez o sinal para que o próximo táxi parasse.

- Obrigada por me ajudar...de novo.- acrescentou ela.

- Não foi nada.- respondeu ele. – Estou precisando de ajuda também. Parece que os táxis do aeroporto não aceitam cartão de crédito e eu preciso mesmo dividir o táxi.

Ana riu.

- Está mesmo falando sério?

- Sim, senhora.- respondeu ele.

- E se eu tivesse dito que não sabia do que você estava falando?- ela arriscou com um sorriso travesso no rosto. – Com que cara você ficaria?.

- Você não diria isso.- devolveu ele. – Pela sua cara, moça, estava louca para se livrar daquele sujeito.

Continua...