;D Voltei
Valeu pelo comentário Evelin ^^
De tarde...
Eles vão em direção da ponta do transatlântico.
Os dois sobem na ponta.
De repente, um monte de golfinhos começam a pular em frente ao navio.
"Olha, olha!" - Garu diz olhando para os golfinhos.
Os golfinhos começam a pular.
"Olha só! Você viu?" - Garu.
Os dois começam a gritar de emoção.
Eles ficam admirando a vista. Até que Garu sobe o mais alto possível, quase caindo.
"Eu sou o rei do mundo!" - Garu.
*De noite*
Todos jantando..
PDV da pucca (ponto de vista)
Eu já consigo prever toda a minha vida, uma sucessão de saraus, convescotes, passeios de iate e partidas de pólo.
Sempre com as mesmas pessoas limitadas e conversas insossas.
Eu me sinto a beira de um grande precipício, sem que ninguém me segure, ninguém que se importa ou perceba.
Fim do PDV
Ela fecha os olhos...
*A cena muda. Pucca aparece correndo.*
Ela corre e corre. Não para. Corre em direção a traseira do transatlântico. Ela começa a chorar.
Garu está fumando cigarro deitado num banco olhando pro céu. Ele ouve alguém vindo e choramingando.
Ele se senta pra ver o que está acontecendo.
Aquela moça linda que ele viu de manhã passa por ele. Ele só fica vendo o que ela vai fazer.
*Começa uma música dramática*
Ela sobe em cima das grades e medrosamente, passa seu corpo pra fora. Ela quer se suicidar.
Garu se levanta e vai até ela.
"Não faça isso." - Garu.
"Fique aí ! Não se aproxime !" - Pucca. Ela olha pra frente outra vez.
Ele se aproxima.
"Dê-me sua mão, eu puxo você." - Garu.
"Não ! Fique aí ! Falo sério ! Vou me soltar !" - Pucca.
Ele pega o cigarro que estava fumando, dá mais uma tragada e faz um sinal para ela deixar ele jogar no mar.
Quando ele joga, chega mais perto.
"Não, não vai." - Garu.
"Como assim ? Não diga o que vou fazer ! Você não me conhece !" - Pucca.
"Bem, se fosse fazer, já teria feito." - Garu.
"Está me perturbando ! Saia daqui !" - Pucca.
"Não posso, já estou envolvido. Se se soltar, vou ter que pular na água." - Ele começa a tirar seu casaco.
"Não diga absurdos. Você morreria." - Pucca.
Ele começa a desamarrar o sapato.
"Sou bom nadador." - Garu.
"Morreria só com a queda." - Pucca.
"Iria doer, não nego isso. Na verdade me preocupa mais a temperatura da água." - Garu.
Pucca fica em silêncio por alguns segundos.
"Está muito fria?" - Pucca.
"Congelando. Uns dois graus talvez." - Ele tira o sapato e só fica com o resto.
"Já esteve em Wisconsin ?" - Garu.
Ela hesita por um momento e franze o cenho.
"O quê ?" - Ela olha pra ele.
"O inverno lá é dos mais frios. Quando eu era criança, ia com meu pai, pescar no gelo no Lago Wissota. Para pescar no gelo..." - Ele é interrompido.
"Eu sei como é pescar no gelo ! ¬¬' " - Ele faz uma careta.
"Desculpe." - Ele diz assustado. "É que você parece ser do tipo que só fica em casa." - Ele explica. "Bem, o fato é, eu caí num buraco no gelo, e, pode acreditar, uma água tão fria como essa, é como mil facas furando o seu corpo todo. Você não consegue respirar. Nem pensar em nada além da dor que sente... Por isso, não estou ansioso para pular. Mas, como falei," - Ele tira mais um casaco. "não tenho escolha. Espero que você volte para este lado e me tire do sufoco."
"Você é louco!" - Pucca.
"É o que todos dizem, mas... com todo respeito, não sou eu quem está para pular da navio." - Ele vai se aproximando... "Vamos, dê-me sua mão. Você não quer fazer isso." - Ele estende sua mão, á espera dela pegar.
Ela hesita por um momento e pega a mão dele. Ela começa a dar a volta.
Quando ela vira, eles se olham. A maquiagem dela está toda borrada por causa do choro.
"Sou Garu Dawson." - Ele sorri.
"Pucca DeWitt Bukater." - Pucca.
"Vou pedir para que escreva isso." - Diz ele rindo. Ela ri também.
"Vamos." - Garu.
Ela coloca o pé em um ferro, o pano de seu vestido vai junto, ela escorrega.
"Ah!" - Ela grita.
Ela cai, mas Garu segura sua mão.
"Estou segurando !" - Garu.
Ela fica gritando, ele quase a solta, só que consegue segurar de volta.
"Ajude-me, por favor !" - Ela grita tão alto que uns homens ouvem. Eles correm até lá.
"Por favor me ajude !" - Pucca.
"Escute ! Estou segurando, não vou soltar você. Agora suba, vamos!" - Ele a puxa, ela começa a subir.
"Vamos, isso ! Você consegue !" - Garu.
Os homens estão chegando.
Ela chega em cima e ele a agarra e a puxa.
"Peguei você !" - Garu.
Eles caem no chão.
Os homens chegam lá.
"O que é isso ?" - Um homem.
Garu senta em cima dos fica no chão tremendo. Os dois ficam em silêncio.
O homem olha pra ela e olha para o sapato do Garu, depois pro Garu.
"Afaste-se e não se mexa !" - O homem
Garu se levanta e coloca as mãos no bolso da calça.
"Chame o oficial de segurança !" - O homem.
*A cena muda.*
Uns homens ricos estão junto de Pucca. Ela está coberta com um cobertor.
Uns homens estão prendendo as mãos do Garu.
"Isso é inaceitável ! Como ousou pôr as mãos em minha noiva ?" - Caledon.
Garu desvia o olhar.
"Olhe pra mim, seu imundo !" - Caledon.
Ele agarra Garu pela roupa.
"Cal !" - Pucca.
"O que tinha em mente ?" - Caledon o saqualha.
"Cal, pare ! Foi um acidente !" - Pucca separa Caledon de Garu.
Caledon olha pra ela. "Um acidente ?"
"Sim." - Pucca.
Ele olha pra Garu.
"Uma coisa boba. Eu estava me debruçando e escorreguei." - Ela explica sorrindo. Ela olha pra Garu, ele está franzindo o cenho.
"Eu me debrucei bastante pra ver as... as..." - Ela começa a gagueijar.
Garu fica esperando ela responder.
"As... as..." - Ela faz um movimento circulatório com o dedo.
"as hélices ?" - Caledon. Ele revira os olhos.
"as hélices, e escorreguei. Ia cair no mar, mas o Sr. Dawson me salvou..." - Ela vai dizendo e Garu sorrindo. "e quase caiu também."
"Ela queira ver as hélices." - Diz Caledon com um sorriso tonto na cara. Ele olha pras outras pessoas.
"Como eu disse, mulheres e máquinas não combinam." - Um outro homem diz.
O segurança o vira.
"Foi isso que aconteceu ?" - O segurança.
Garu hesita por um momento e olha pra Pucca. Ela esbugalha os olhos, como se estivesse dizendo sim.
"Sim, foi basicamente isso." - Garu.
"Então o garoto é um herói." - Diz um homem rico olhando para Caledon. "Muito bem, filho." Garu e Pucca sorriam. "Está tudo bem. Voltemos ao brandy."
O segurança tira as algemas da mão de Garu.
"Você deve estar congelando. Vamos entrar." - Caledon agarra Pucca e a leva pra dentro.
"Talvez seja bom dar algo ao garoto." - Diz o homem rico olhando para Caledon. Os dois param e olham para Garu.
"É claro." - Ele vira para outro homem. "Sr. Lovejoy, acho que 20 dólares bastam." - Caledon.
Pucca dá um risinho de ironia.
"A mulher que você ama vale só isso ?" - Pucca.
"Pucca está descontente. O que fazer ?" - Caledon dá um sorrisinho torto e pensa por um segundo. "Eu já sei."
Ele chega até o Garu.
"Talvez queira jantar conosco amanhã. Assim poderá contar a todos a sua heróica façanha." - Caledon.
"Claro. Conte comigo." - Garu.
"Ótimo, então. Está combinado." - Caledon. Ele vira as costas. "será interessante." - Ele murmura.
Depois de uns segundos ele chama um homem.
"Posso filar um cigarro ?" - Garu.
Garu pega um cigarro de Lovejoy. Um ele coloca atrás da orelha e o outro na boca.
Lovejoy olha para os pés de Garu.
"É melhor amarrar os sapatos." - Lovejoy.
Garu olha para os pés.
"Interessante. A jovem escorregou de repente mas você teve tempo de tirar o casaco e os sapatos." - Lovejoy ri em ironia.
