Neste capítulo vão perceber o porquê do interno para este caso ser o Sr. Clark Edison. Nestes últimos episódios em que apareceu, começou a soltar-se mais e a falar da sua vida privada e comentar as dos outros...Acho que estão a ver onde quero chegar. Deixo então aqui o 2º capítulo...Espero que gostem.

Quero ainda deixar um agradecimentos a:

Mikaelly, Camila, Nanda Kaulittz e Aninha Montgomey, muito obrigado.

E claro por adicionar a minha história aos seus favoritos PAHH.


-Então Brennan, diz-me! – Angela diz ansiosa. - Eu estou mortinha por saber, quer dizer, todos estamos!

-Até já fizemos apostas! – Hodgins fala também.

Brennan sorri e olha para Booth que também sorri.

-Bem…

-E que tal nos dizerem as apostas que fizeram? – Booth diz deixando-os mais ansiosos.

-A Angela e eu apostamos 20 dólares em que é rapariga. – Fala a Cam. - O Hodgins foi o único que apostou 20 dólares num rapaz.

-Bem, e que tal nos contarmos-vos quando chegarmos aí? – Diz Booth e desliga a chamada.

-Porque é que fizeste isso?

-Então, - Booth começa a desculpar-se. – temos que criar um clima de suspense. Olha, vou te deixar no Jeffersonian e vou pegar o Parker à escola.

-Depois vou ter com os dois ao Royal Dinner, ok?

-Combinado.


-Olá Angela, como vai a reconstrução?

-Vá lá, diz! – Angela profere em completa curiosidade.

-Primeiro, a reconstrução.

-Sua chantagista! Bem, - Angela mostra o desenho no ecrã. – foi o melhor que consegui.

-Está muito bom dadas as condições do crânio. – Brennan olha o desenho do rapaz. – Conseguimos uma lista de empregados menores do bar. Podemos ver se dá alguma correspondência nos Desaparecidos.

-Não é preciso. – Angela responde com um sorriso. Ela faz aparecer a foto de um rapaz de cabelos castanhos e olhos verdes, de cara em forma quadrada e sorrindo, tendo ao lado dele uma garota da mesma idade, com a mesma cor de cabelo e olhos, as mesmas feições e expressão. Eles estão de braço sobre o ombro um do outro e por trás um jardim e uma grande árvore destacando-se, emolduram a fotografia. – Facebook querida!

-Facebook?

-É verdade. – Angela vai até à secretaria e pega numa folha de papel com a mesma fotografia do ecrã. - Apresento-te a nossa vítima Seamus Daniel Brooks, 17 anos.

-Aqui está, - Brennan afirma vendo a lista de nomes. – Seamus Brooks. A morada de casa é perto de onde o corpo foi encontrado. E quanto a ela? É namorada…?

-Aviso-te quando descobrir.

-Ok, vou dizer isto ao Booth e dizer à família.

-Brennan! – Angela exclama vendo-a sair a toda a velocidade pela porta. – Olha só Mike, - Angela dirige-se para o filho. - a tia Brennan deixou-nos outra vez sem dizer nada!


-Sr. Edison, conseguiu mais alguma coisa?

-Sim. – O interno apressa-se. – Descobri aquilo que parecem ser ferimentos de defesa. Com a ajuda da Angela conseguimos determinar a arma do crime.

-Sim, e qual é? – Brennan pergunta observando as lesões que Clark lhe tinha indicado.

-Um bastão de basebol. E para estes ferimentos nas falanges averiguamos que foram feitas por umas botas de trabalho. Através da sola, a Angela está a determinar a marca e o modelo. Quando ela terminar, disse que vai tentar reconstruir o ataque.

-Muito bem Sr. Edison. Está a fazer um bom trabalho.

-Obrigado. – Ele sorri. – Engraçado, a minha namorada diz-me a mesma coisa.

-Sr. Edison, concentre-se no trabalho, por favor.

-Sim, claro.

-Sr. Edison, preciso que ajude o Dr. Hodgins a determina a força usada para causar estas lesões. Eu vou ter que me ausentar por um tempo. Se houver novidades sobre o caso, ligue-me.

-Assim o farei.


-Hei, Dr. Hodgins, não é meia estranha essa coisa entre a Dr. Brennan e o agente Booth?

-Clark, toma conta da tua vida.

-Está bem, mas é estranho eles irem ter um filho e nem namorarem.

-Clark, mete-te na tua vida! – Hodgins diz um pouco incomodado com o rumo que a conversa está a tomar. – Eu também ainda não percebi muito bem a relação entre eles, mas não ando para aí a comentar. Agora, podemos trabalhar? Eu hoje ainda não vi o meu filho e gostava de o fazer em breve, pode ser?

-Está bem. – O antropólogo diz descontente e murmura entre dentes. – Puxa, parece que hoje todos estão a trabalhar e a pensar na vida de casa.

-Eu ouvi isso Clark! – Hodgins replica e coloca os óculos. Hodgins agarra no bastão de basebol e bate na melancia pousada na mesa metálica à frente dele.

-Menos força. – Clark resmunga limpando os pedaços da fruta da cara e do aparelho que metia a força da batida.


Brennan entra no Royal Dinner com a mão direita sobre a barriga. Ela espreita por entre as pessoas e vê Booth sentado na mesa habitual. Ela senta-se e repara que ele está sozinho.

-Onde está o Parker?

-Ah, olá Bones. – Ele pronuncia tirando os olhos do menu. – Acabou agora mesmo de ir ao banheiro.

-A Angela conseguiu a identidade da nossa vítima.

-Era um dos empregados?

-Sim. – Brennan puxa as folhas do bolso. – Ele, Seamus Daniel Brooks, 17 anos. – Ela aponta o nome. – Ela localizou-o através de uma fotografia no Facebook.

-E quem é ela? – Booth aponta para a rapariga da fotografia.

-A Angela ficou de me dizer. O Sr. Edison identificou a arma do crime como sendo um bastão de basebol e as falanges foram esmagadas por meio de uma calcadela. A Angela está a tentar identificar a marca e modelo e vai reconstruir a cena.

-A equipa está a trabalhar muito bem e tu melhoraste a parte do palavreado científico e fizeste um resumo super rápido. – Brennan sorri e ele continua. – Mas agora vamos esquecer o trabalho por um bocadinho. Não contaste a ninguém, pois não?

-Prometemos que o Parker seria o primeiro a saber. Normalmente honro as minhas promessas.

-Normalmente? – Parker chega ao pé do pai e ele muda a conversa. – Então garoto, porque demoraste tanto tempo? – Ele puxa-o para o banco, sentando-o à beira dele. – Hei, tu estás todo molhado. O que é que aconteceu?

-Abri demasiado a torneira… - Parker diz e dá um sorriso.

-Não faz mal, eu vou levar-te à mãe daqui a pouco.

-Hum, pai o que é que me ias contar?

-Sabes, eu e a mãe gostávamos muito um do outro e por isso tu nasceste-

-Pai, - Parker interrompe e põem-lhe a mão sobre o ombro. – eu ainda não sei como é que nascem os bebes, mas sei que eles não vêm nas cegonhas!

-As crianças são fecundadas através de rela-

-Bones! – Booth impede-a de falar. – Deixa que ele cresça! Bem, como eu estava a dizer é que como eu e a mãe gostámos muito um do outro, também eu e a Bones gostámos um do outro assim.

-E isso quer dizer que eu vou ter um irmão?

-Meio-irmão, na verdade. – Brennan corrige.

-E gostavas de ter um irmão ou uma irmã? – O pai do menino continua.

-Eu não posso escolher isso, um menino vai ser fixe porque assim tenho alguém como eu para brincar, mas uma irmãzinha pequenina também vai ser divertido.

-E se te disséssemos que tens a oportunidade de ter os dois? – Booth olha o filho que já tem os olhos a brilhar de emoção.

-Sério?

-Mais sério é impossível, filho.

-Eu vou ser o irmão mais velho! – Parker diz alto.

Booth ouve o telemóvel de Brennan tocar mas continua com atenção no filho super entusiasmado. Quando ele olha outra vez para ela, ele encontra-a olhando a fotografia da vítima e da rapariga com algum afecção no olhar, enquanto passa a mão pela fotografia.

-Que aconteceu Bones?

-A Angela ligou a dizer que já sabe quem é a rapariga. Disse que eles apareciam juntos muitas vezes em fotografias. Ela disse que esta fotografia estava ligada a um evento divulgado online com o nome: "Eu sou um(a) gémeo(a).". O nome dela é Sarah Danielle Brooks. Eles eram irmãos gémeos…um rapaz e uma rapariga… - Brennan leva a mão à barriga e deixa transparecer o porquê da comoção que teve quando viu a fotografia à luz dos novos factos.

-Temperance, - Booth coloca a mão dele sobre a dela que está sobre a mesa. – nós vamos resolver este caso e dar paz à família deles…como sempre fazemos. Amanhã, bem pela manhã vamos falar com eles, mas agora quero-te alegre…nem que seja por mim…ou pelo Parker.

Brennan olha para o Parker, divertido enquanto comia o gelado e sorri.

-Isto é culpa das hormonas.

-Não culpes coisas que não vês! – Booth troça e fá-la rir; nunca seria possível estar perto dele e sentir-se sozinha, desamparada e triste.


Vou ter que pedir que me deixem mais reviews. E não tenham medo de ser sinceros, digam o que mais gostaram de ler, o que menos gostaram...E prometo um capítulo ainda melhor, pelo menos na minha opinião!