Capítulo 2: A Revelação de Bra

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Após desligar o telefone Gohan ajeitou a roupa, salvou os arquivos que trabalhava no computador e saiu de sua sala, avisando a secretária que iria falar com a vice-presidente, mas já voltava. Entrou no elevador e seguiu até o oitavo andar, onde se encontrava o escritório de Bra, chegando lá cumprimentou a senhora de cabelos ruivos e adentrou na sala da filha de Bulma, trancando a porta atrás dele.

– Gohan, eu estava com saudades – Confessou a moça se aproximando do filho de Goku e lhe dando um beijo demorado e calmo, que foi correspondido pelo moreno, que a conduziu até o sofá de couro vermelho, que ficava no canto da sala. Onde ambos sentaram e ficaram se encarando por alguns minutos.

– Meu amor você parece nervosa – Analisou as feições do rosto de sua amante e percebeu que algo estava errado.

– Gohan eu quero te pedir uma coisa – Revelou séria.

– O que você quiser meu amor – Acariciou com um das mãos o rosto da garota.

– Já falou com a Videl sobre o nosso relacionamento? Já pediu o divórcio? – Inquiriu enquanto o encarava bem nos olhos.

– Ainda não! Isso não é tão simples assim Bra – Gohan gesticulou nervoso e se levantou do sofá.

– Mas você prometeu que iria falar com ela – Reclamou a filha de Vegeta cruzando os braços e ficando de pé também.

– Quando nós começamos nosso caso, você sabia que eu era casado – Retrucou o moreno.

– Sim, eu sei disso, mas eu te amo e me dói ver você com ela. Por favor, me prometa que vai tentar falar com ela hoje – A garota de madeixas azuis sussurrou e colocou uma das mãos no braço dele.

– Eu não posso lhe prometer nada – Suspirou e mirou o chão, não encarando a filha de Bulma.

– Então você não me ama? – Indagou a vice-presidente da corporação cápsula já perdendo a paciência.

– Claro que eu te amo! – Exclamou impaciente.

– Se você me amasse de verdade já teria se separado da Videl – Bra murmurou com pequenas lágrimas se formando em seus olhos.

– Mas a minha família não me perdoaria nunca, se eu fizesse isso – O filho de Goku revelou sua preocupação.

– Você acha que eu não tenho família também? O meu pai, a minha mãe e meu irmão.

– Desculpe Bra, mas não sei o que fazer em relação ao que me pede, pois tenho muitas responsabilidades como chefe de uma família. Já faz mais de vinte anos que sou casado, a conheci ainda no colégio, para mim é difícil, me entenda – Gesticulou impaciente o pai de Pan ao explanar a situação em que se encontrava.

– Eu te amo muito Gohan, mas eu vejo que você não me ama e também nunca vai querer se separar da Videl, você só está me enrolando – Confidenciou num fio de voz, antes de enxugar as lágrimas que escorriam pelo seu rosto.

– Não fale isso, eu nunca te enrolei, sempre fui sincero contigo – Respondeu inseguro ao ver sua amante chorando.

– Saia daqui seu mentiroso – Ordenou furiosa a garota.

– Bra fique calma! Eu te amo – Gohan se aproximou de sua amante e segurou seus braços firmemente a fazendo o encarar.

– Se você me ama, conte para a Videl sobre nós – Rosnou irritada.

– Mas Bra, não é tão fácil assim, me dê um tempo – Implorou o moreno.

– Já faz um mês que você está dizendo isso, tome coragem e me assuma logo – Bra suspirou nervosa e se soltou das mãos firmes de Gohan – Por favor, saia da minha sala, eu preciso me acalmar e nem pense em discutir comigo – Acrescentou cabisbaixa.

Chocado com a situação Gohan apenas balançou a cabeça em concordância e saiu da sala da garota de cabelos azuis e foi em direção a sua sala, pois não queria mais discutir. Ao passar por sua secretária, tentou disfarçar sua cara de preocupação, não querendo transparecer que algo estava errado ao voltar da sala da vice-presidente.

Ao adentrar em seu escritório, sentou-se na cadeira de couro preto e colocou as duas mãos na cabeça e começou a se desesperar pensando no pior, que ela iria terminar o romance com ele, não podia deixar isso acontecer, teria que tomar uma atitude, nunca amou Videl como amava Bra, era um sentimento muito diferente, não sabia explicar. Apesar de toda a discussão não deixou de notar que tinha algo muito estranho acontecendo com sua amada, mas não sabia o que, ela nunca o pressionou tanto como hoje.

De repente os pensamentos de Gohan foram interrompidos pelo toque de seu celular, então o pegou de dentro do bolso e verificou que era sua esposa, atendeu logo em seguida.

– Oi Videl – Disfarçou a voz tentando transparecer que tudo estava bem.

– Gohan, você vem hoje almoçar em casa? – A filha de mister Satan perguntou esperançosa.

– Não vai dar! Eu tenho um monte de planilhas e gráficos para fazer, além de assinar alguns papéis importantes e talvez eu tenha que ir ao banco também – Argumentou com a voz firme, sem demonstrar a preocupação que sentia.

– Tudo bem, então, eu vou fazer a sua comida preferida no jantar – Respondeu desanimada.

– Que bom! Agora tenho que desligar, te vejo a noite.

– Até depois meu amor – Falou chateada.

– Até – Respondeu desligando o celular e o guardando novamente no bolso.

O tempo passou depressa naquela amanhã e o horário do almoço se aproximava e por causa disso quase todos os funcionários já tinham saído para almoçar.

O filho de Goku sentiu por meio de Ki, que a vice-presidente que estava a dois andares acima da sala dele se aproximava do elevador, então mais do que ligeiramente arrumou a mesa, desligou o computador, colocou o terno e foi em direção ao elevador.

Agradeceu ao bom Deus, que sua secretária fofoqueira já tinha ido almoçar naquele horário juntamente com a grande maioria do pessoal que trabalhava naquele andar, desse modo teria mais liberdade com sua amada.

Então tentando não parecer muito tenso se aproximou do elevador e apertou o botão, pois notara que sua amante estava sozinha. Quando a porta do elevador se abriu, Bra olhou assustada ao ver seu amando a encarando, antes de adentrar junto com ela no elevador, o filho de Goku sentiu um clima meio pesado pairando no ar, um silêncio se fez presente entre os dois. Gohan angustiado com aquela situação resolveu falar com ela, qualquer assunto que a fizesse interagir com ele.

– Bra, você vai almoçar em casa? – Interrogou tentando manter a compostura.

– Sim, eu pretendo, já é onze e meia – Proferiu friamente a garota de madeixas azuis.

– O Trunks não vem hoje trabalhar? – O moreno continuou a perguntar, a fim de manter uma conversa com ela.

– Hoje ele vem somente na parte da tarde – Respondeu tentando manter indiferença.

– Não se esqueça Bra que eu te amo – Gohan desabafou desesperado perdendo a compostura inicial.

Bra esboçou um sorriso triste e encarou seu amante por segundos, para depois cruzar os braços e se encostar próxima a porta do elevador, ficando de costas para Gohan, que ficou incomodado com a situação inquietante que estava acontecendo entre os dois.

Para sair mais rapidamente daquele local que a incomodava, a moça de olhos azuis apertou o botão que levava a garagem, em poucos minutos o elevador abriu e Bra saiu correndo em direção ao seu carro com lágrimas em seus olhos, queria sair dali o mais rápido possível, precisava pensar em tudo e na decisão que tinha tomado.

Ao chegar próxima da porta do carro, a garota de madeixas azuis sentiu dois braços fortes ao redor de sua cintura a segurarem, então se contorceu tentando se libertar, pois já sabia de quem se tratava, apenas pelo perfume dele e força.

– Você não vai embora dessa maneira, pois antes precisamos conversar decentemente – O filho de Goku silvou perigosamente próximo ao ouvido de sua amante.

– Não tenho mais o que conversar contigo, me deixe ir – Implorou angustiada.

– Venha! Vamos conversar em outro lugar e nem pense em fugir – Avisou sério, antes de puxar uma cápsula de seu bolso e jogar no chão, fazendo aparecer um carro prata modelo esportivo, para depois a conduzir até seu automóvel secreto, que era usado exclusivamente para o encontro dos dois. Caminhou calmamente e abriu a porta do carona do carro prateado, que possuía películas escuras nos vidros, não dando de ver o seu interior.

– O que você pensa que está fazendo? – Inquiriu preocupada, antes de ser empurrada para dentro do carro dele, sendo forçada a sentar no banco.

– Por favor, fique quieta! – Exclamou nervoso e fechou a porta do veículo e ligeiramente adentrou no carro, sentando-se no banco do motorista.

– Aonde nós vamos? – Questionou com certa curiosidade.

– Vamos para as montanhas, como sempre fazemos quando queremos ficar sozinhos – Falou sarcástico e ligou o carro, dirigindo para fora do prédio da corporação cápsula.

– Mas de carro vai demorar quase duas horas para chegarmos lá, eu preciso ir para casa e você trabalhar – Argumentou exasperada.

– Só vou dirigir por mais meia hora, depois colocarei o carro na cápsula e te levarei voando até lá – Explicou seu plano – Já que consigo camuflar o meu Ki quando vôo e você não.

Depois de um tempo dirigindo pela estrada, o filho de Goku parou o carro no acostamento, desembarcou junto com Bra, guardou o carro dentro de uma cápsula, para então pegar a moça de cabelos azuis no colo e ir direto para as montanhas. Somente pararam quando avistaram uma clareira entre as árvores, perto de um lago, onde desceram.

Bra se desvencilhou do colo de seu amado e caminhou até a pequena lagoa, enquanto ele procurava nos bolsos uma cápsula diferenciada, e então a jogou no chão fazendo surgir uma pequena casa.

– Vamos conversar lá dentro – Anunciou o moreno apontando para a casa amarela, com janelas marrons.

– Está bem – Sussurrou a garota, antes de adentrar na moradia sendo seguida pelo pai de Pan, que fechou a porta ao passar.

– Para ser sincero, eu sinto que você me esconde algo, por isso que está me pressionando tanto a deixar da Videl – Articulou nervoso ao encarar a filha de Vegeta.

– Sim, tem algo que você precisa saber e creio que isso vai mudar tudo entre a gente – Confessou a vice-presidente da corporação cápsula ao sentar na cama.

– Então me conte, quero saber qual foi o motivo de nossa discussão, além do óbvio. Quero saber o que você está escondendo de mim – Pediu o moreno sentando-se do lado da herdeira da corporação cápsula.

– Gohan, eu somente quero que você saiba que não posso esperar meses para você criar coragem e pedir o divórcio para a Videl – Explicou a garota abaixando a cabeça.

– Por quê? Será que você não pode esperar mais dois meses no máximo, para eu preparar o terreno e pedir a separação, pois não vai ser fácil falar com a minha esposa e filha. Por favor, me dê esse tempo – Implorou aflito.

– Não posso! – Irritou-se a filha de Bulma – Sabe por quê? Eu estou GRÁVIDA – Gritou exasperada levantando-se da cama, virando de costas para ele.

– Mas como? Nós sempre usamos camisinha, nunca nos descuidamos ao não ser aquela vez que eu sem querer me transformei em super sayadin e claro a camisinha estourou – Bufou preocupado.

– Você sabe que teve mais duas vezes que isso ocorreu – Argumentou triste com a sua situação.

– Essa criança não pode nascer agora, você não pode ter esse filho – Proferiu inseguro sobre a situação que pairava no ar.

– Como você ouça sugerir que eu tire o nosso filho? Essa era a prova que eu precisava para saber que você não me ama coisa nenhuma, você só queria se divertir comigo – Vociferou furiosa a filha de Bulma.

– Isso não é verdade, eu te amo, no entanto eu estou sendo realista, imagine só o que nossos amigos e parentes vão fazer, quando souberem do nosso caso e desse filho? Você agüentaria isso tudo? Eu sei que prometi me separar da Videl, acredite, eu vou, mas preciso de tempo para isso.

– Eu vou ter essa criança, nem que seja sozinha, não preciso dizer que você é o pai – Argumentou chorosa.

– Bra, me perdoe! Estou nervoso não sei o que fazer e nem o que pensar – Confessou se aproximando dela.

– Gohan, eu vou contar sobre a minha gravidez aos meus pais e pro meu irmão também. Fique tranqüilo não vou revelar que você é o pai, se é isso que te preocupa. Quero que você saiba que enquanto você não se separar da Videl, não vamos mais nos ver – Declarou séria.

– Você não pode terminar tudo dessa maneira, não é justo – O irmão de Goten rosnou segurando o braço de sua amante e o apertando mais do que o normal.

– Me larga você está me machucando! – Suplicou batendo nele com a mão livre.

– Me desculpe, eu sinto muito – Sussurrou o moreno baixinho a largando em seguida.

– Então eu acho que estamos entendidos e outra coisa, não se preocupe com seu emprego, não vou lhe demitir, a nossa vida profissional não tem nada haver com a nossa vida pessoal – Falou a garota de olhos azuis, antes de sair da casa e se lançar no céu, indo na direção de sua moradia, deixando Gohan muito pensativo para trás.

Quase quarenta minutos depois, Bra chegou em casa, desceu na sacada de seu quarto e entrou, mudou de roupa e desceu em rumo a cozinha, pois necessitava contar tudo para eles, sabia que seu irmão ainda estava em casa, apesar de ser quase duas horas da tarde, horário dele ir para empresa trabalhar. Adentrou na cozinha e avistou seus pais e Trunks terminando de comer a sobremesa, sentou-se do lado de sua mãe, que a olhou interrogativa.

– Mamãe, Papai e Trunks, eu tenho uma coisa para contar a vocês – Falou hesitante – Eu não quero que vocês fiquem furiosos comigo.

– Fale logo! Já está me deixando nervoso – Rugiu incomodado o príncipe dos sayadins.

– Vamos filha, nos conte – Incentivou a mulher de madeixas azuis.

– Já estou curioso – Acrescentou o presidente da corporação cápsula.

– Eu estou grávida - Comunicou trêmula a herdeira de Bulma.

– O que? - O príncipe dos sayadins questionou mais do que surpreso.

– Eu vou ter um bebê - Repetiu a garota cruzando os braços.

– Diga-me Bra, o nome do verme desgraçado que te engravidou – Vegeta exigiu raivoso.

– No momento certo revelarei quem é o pai da criança, mas agora não – Respondeu calmamente.

– Se você não quiser contar para gente o nome do pai do bebê, não precisa contar - Bulma falou amavelmente, tentando quebrar a tensão que se fazia presente naquele lugar.

– Obrigada mãe! – Choramingou aliviada pelo apoio da mãe.

– Bra, você tem todo o meu apoio, pode contar comigo – O rapaz de madeixas roxas declarou.

– Obrigado Trunks - Agradeceu entusiasmada.

– Filha, eu te apoio também. Mas na hora que eu descobrir quem é o desgraçado que lhe engravidou, vou dar uma boa surra nele – O príncipe dos sayadins prometeu sério.

– Muito obrigado pelo apoio pai – Suspirou mais aliviada.

Dessa maneira, Vegeta, Bulma e Trunks se aproximaram mais de Bra e lhe deram um abraço em grupo, isso fez com que a moça começasse a chorar de felicidade, pelo apoio que estava tendo no momento.

Gohan como o previsto voltou para o trabalho, mas seu humor estava totalmente diferente do que pela manhã. O homem simpático que todos conheciam, sumiu, dando lugar para um homem carrancudo e mal-humorado. Deixando até sua secretária fofoqueira com certo receio de falar com ele, pois não imaginava o que poderia ter acontecido para tirar o humor tão bom do seu chefe, com certeza eram problemas com a esposa só podia ser, pensou, enquanto atendia aos telefonemas e conferia alguns documentos.

O final do expediente se aproximava, o sol estava aos poucos desaparecendo no horizonte, e Gohan aproximava-se do elevador, aguardando para ir até a garagem, quando de repente a porta do elevador se abriu e a última pessoa que o filho de Goku queria encarar naquele dia, se fez presente, Trunks. O jovem empresário estava com a maleta em mãos e um olhar sério no rosto, preocupado com alguma coisa.

– Preocupado com alguma coisa? – Inquiriu curioso o pai de Pan.

– Pelo jeito não sou o único aqui na empresa preocupado ou chateado com alguma coisa, ouvi um comentário que você estava hoje de tarde muito diferente do que costumava ser – Comentou o rapaz de cabelos roxos.

– Tem coisas que me tiram do sério, não sou de ferro – Replicou incomodado com o comentário de seu futuro genro.

– Eu entendo, nem sempre a gente consegue fazer com que as coisas sigam o rumo que queremos – Falou entediado.

– Hoje meu dia foi péssimo – Gohan confessou fechando os olhos.

– O melhor a fazer é ir para casa e relaxar, não deixe que os obstáculos lhe enfureçam ou te desanimem – Aconselhou o rapaz de madeixas roxas.

– Vejo que você vai ser um ótimo marido para minha filha, espero que vocês sempre continuem bem – Falou sincero.

– Muito obrigado Gohan, eu prometo que vou cuidar bem dela, eu a amo sabe, quando a gente ama não consegue ver a pessoa amada triste ou chateada – Gesticulou sonhador o irmão de Bra.

A conversa de repente foi interrompida pela chegada do elevador até a garagem, ambos se despediram, e cada um seguiu em rumo ao seu carro.

Gohan chegou em casa, meia hora depois que deixou o prédio da empresa, adentrou sua moradia, jogou a maleta e a chave do carro na mesinha da sala e foi até a cozinha onde encontrou sua esposa terminando de cozinhar e a ausência de sua mãe e filha.

– Gohan, a comida já está pronta – Videl avisou contente, mas ao encarar o marido, seu rosto se contraiu, pois reparou que ele estava tenso e até mesmo aborrecido com algo.

– Que bom, eu estou morrendo de fome. Cadê a Pan? Perguntou o homem moreno antes de tirar o paletó do terno e colocar no encosto da cadeira.

– A Pan foi almoçar na casa da Maron – Respondeu a filha de mister Satan colocando a comida na mesa.

– Que pena, sempre vejo pouco a minha filha e logo ela vai se casar – Murmurou sentando-se na cadeira e começando a se servir e a comer rapidamente.

– Vou aproveitar que sua mãe e nem a nossa filha estão aqui para que te falar Gohan, que ultimamente você tem se comportado bem estranhamente comigo – Encarou seu marido, que ao ouvir suas palavras parou de comer.

– Como assim? – Inquiriu intrigado.

– Você parece distante quando está comigo. Nós nem conversamos mais direito, como também nem nos divertimos como fazíamos antes – Confessou atordoada se sentando de frente para ele.

– Isso é impressão sua. Agora em relação à conversa e o divertimento que tínhamos e hoje em dia raramente temos, eu acho que isso acontece com todos os casais que estão há muito tempo juntos – Explanou seu ponto de vista, se levantando da mesa.

– Você ainda me ama Gohan? – Questionou com a voz embargada a mulher morena.

– Por que você me pergunta isso? Retrucou desconfiado.

– Porque eu sinto que você não me ama mais, você está muito estranho, nem me toca mais, você sempre me evita quando eu tento algo – Respondeu aborrecida, lutando para as lágrimas não caírem de seus olhos.

– Pare com isso! Eu gosto de você! Será que isso não basta? Eu ainda estou com você, eu não fui embora. E como todo mundo eu tenho meus problemas e ainda não estou pronto para discutir eles com você. Desculpe mais estou muito estressado, é melhor nós não discutirmos – Proclamou antes de sair do recinto, deixando Videl transtornada e deprimida com a situação, pois pelo jeito se abrir para ele não deu em nada.

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Continua.........................................

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Nota: Muito obrigado por acompanhar a minha fic, espero que continue acompanhando.