Olá, pessoas!

Voltei com mais um capítulo!

Desculpem alguns erros que ocorreram no capítulo anterior, estou aprender a usar o FF agora!

Bem, espero que aproveitem a história e se divirtam como antes! :3

Boa leitura!

Capítulo 2: Hoje

Era a terceira vez naquela semana que Hyuuga Hinata saia escondida de casa. Hiashi teve que respirar fundo com a irresponsabilidade da filha mais velha, olhou para a criada com reprovação por ter deixado a garota escapar tão facilmente, mas não a culpava porque quando Hinata queria, ela sabia ser bem difícil. "Vou ter que resolver isso logo" decidiu sério.

Durante aqueles treze anos, Hyuuga Hinata se tornara uma mulher desejada, perto de fazer seus dezoito anos, a menina deixara o cabelo crescer e seu corpo de avolumara; se tornara mais decidida e rebelde. Fazia o que queria e raramente escutava aos outros.

Hinata estava nas docas, olhando os navios saindo e entrando como se fosse a coisa mais simples do mundo, mas ela sabia que requeria muita habilidade do Capitão para manobrar um veículo daquele tamanho. Usava um capuz para esconder os olhos perolados, mas todos já a conheciam, desde seus dez anos frequentava aquele lugar.

Cansada de ficar sentada só olhando, Hinata se levantou e começou a caminhar, logo seria hora do almoço e todos parariam suas atividades para comer, era essa a hora que a menina mais gostava, pois poderia ouvir diversas histórias das viagens daqueles homens pelo Mar.

Encontrou quem procurava, seu amigo de longa data, e sorriu animada, aquele era seu dia de sorte mesmo. Correu até onde o navio estava atracado e acenou:

- Kiba!

O moreno olhou para baixo, procurando a pessoa que gritara e encontrou a fonte um pouco perto demais do navio. Revirou os olhos para a irresponsabilidade daquela menina e desceu de onde estava.

- E ai, Hinata?

Abraçaram-se com carinho. Aquele era o melhor amigo da garota e só podia vê-lo vez ou outra por causa de suas viagens. Para Kiba a garota era como uma irmãzinha; conhecera-a na primeira vez em que ela fugira e fora parar ali e desde então cuidava e fazia companhia para ela quando estava na cidade. Separaram-se sorrindo.

- Eu estou bem, Kiba. E você, como está?

- Você sabe como estou! Sempre sou o melhor – gabou-se.

Hinata riu divertida e convidou-o para almoçar. De bom grado e animado, Kiba aceitou e os dois foram para a taverna mais próxima. Enquanto o marujo comia, Hinata apenas bebericava um pouco de chá, para alguém que falava muito, Kiba achou que a amiga estava muito quieta.

- Então, o que aconteceu dessa vez? – Hinata olhou curiosa para ele, mostrando que não entendera a pergunta. – Você está muito calada, mais que o normal, pelo menos. Sendo assim, me diz logo o que aconteceu.

Hinata desviou o olhar, não esperava que Kiba fosse tão perceptivo. Vendo a hesitação da garota, ele empurrou-a com o ombro, levemente, e deu-lhe um sorriso encorajador. A morena suspirou.

- Eu e meu pai discutimos de novo... Ele quer que eu me case ano que vem e eu, obviamente não quero isso – explicou indignada.

- Esse assunto de casamento de novo? – perguntou Kiba com o nariz torcido. – Ele já não tinha desistido desse assunto?

- Tinha, mas disse que se eu não parasse de vir aqui iria me arranjar um marido imediatamente – respondeu com um suspiro. – Eu não quero parar de vir aqui, Kiba...

- Por causa dele?

Kiba fora a única pessoa para quem Hinata contara sobre Sasuke e treze anos atrás. Ela ainda tinha esperanças que fosse ver o menino, que já deveria ser um homem feito, e não queria apenas esquecer-se dele. "Eu prometi que não esqueceria" lembrou-se séria. O garoto não o conhecia, mas já não gostava desse tal Sasuke, desde que conhecera a perolada ouvia falar sobre ele e não gostou nem um pouco de ver como sua "irmã" sofria e não seguia em frente por causa daquilo.

- Você deveria esquecê-lo, Peróla...

Hinata sabia que ele usara seu apelido para amenizar o efeito da frase, mas não gostou de qualquer jeito. Ninguém dizia o que deveria ou não fazer.

- Desculpe, Kiba, mas essa não é uma opção.

Sabia que essa seria a resposta, mas não doeu nada tentar. "Talvez ela perceba sozinha" pensou resignado. Ficaram em silêncio até terminarem de comer, quando Kiba disse que tinha que voltar ao trabalho. Ele se despediu e deixou a garota vagando pelas docas, até que sua hora de voltar para casa chegasse.

~~/~~

O "Pérola" navegava pela tempestade do Mar Asiático como se fosse a coisa mais simples. Ele cortava as ondas e a chuva com uma velocidade incrível, graças a seu tamanho um pouco reduzido era conhecido como "o navio mais veloz" entre os piratas e saqueadores da todos os mares.

Por mais que o navio fosse invejado por outros capitães, nenhum deles queria a tripulação que acompanhava o "Pérola". A infame, perigosa e desrespeitosa tripulação fazia com que muitos saíssem do caminho quando passavam. A maioria tinha medo e não gostava nem de chegar perto, isso entro os piratas; os mercadores e senhores feudais sentiam calafrios apenas de ouvir falar no "Pérola".

A tripulação era composta por sete pessoas, todas eram procuradas pela guarda imperial e tinham suas cabeças a prêmio. Esses sete eram:

Sabuko no Temari, uma mulher sensual e ardilosa que gostava de torturar seus inimigos e faze-los de brinquedo. Ela era especialista em lidar com investigações e conseguia qualquer tipo de informações que quisesse.

TenTen completava as mulheres que ficavam na linha de frente, diferente dos outros, era educada e divertida, mas seu temperamento era difícil e se irritava com facilidade. Era mestre com qualquer tipo de arma cortante e gostava de lutar mais que tudo.

Nara Shikamaru, ex-chefe da inteligência da marinha do reino. Estrategista e especialista em ler mapas, ficava na linha de frente apenas quando necessário, mas era um dos que o Capitão mais confiava. Usava uma adaga para lutar.

O segundo no comando era Uzumaki Naruto, o mais hiperativo e sádico pirata dos sete mares. Ele amava ver suas vítimas sofrer e não ligava nem um pouco para regras e leis. Amava ficar na frente dos saques e batalhas e comandava a maioria dos ataques quando o Capitão (e melhor amigo) não estava por perto. Gostava de usar sua espada para lutar.

Por último, mas não menos importante, estava O Capitão. Para Uchiha Sasuke, cruel era a palavra que melhor o descrevia. Não ligava para propriedade privada e nem para a vida dos outros. Era um solitário, mas nunca estava sozinho quando se tratava de companhias femininas, tinha todas as mulheres que queria e elas eram apenas brinquedos para seus desejos. A única mulher que importava ele havia deixado há muito tempo.

E completando a tripulação estavam o cozinheiro, Akimichi Chouji, e a empregada (e prostituta pessoal do Capitão e, às vezes, do segundo no comando), Haruno Sakura.

O "Pérola" estava quase em seu destino e Naruto sorriu de forma maliciosa, finalmente teriam tempo para descansar e encontrar algumas mulheres. Desceu as escadas rapidamente, precisava avisar para o Capitão que estavam chegando.

Bateu na porta agitado e gritou: - Sasuke, abre! Estamos chegando!

O Uchiha se levantou inespressivo, Sakura estava abaixo de si, numa posição um tanto indecorosa para uma dama. "Ela nunca vai ser uma dama" pensou Sasuke irônico. Ele arrumou sua calça e fechou o zíper, não deu nem tempo para que a moça se arrumasse e abriu a porta, encarando o loiro.

Naruto revirou os olhos quando viu a rosada tentar arrumar o vestido da melhor maneira. Depois de aproveitar um pouco a "vista", voltou-se para Sasuke com o mesmo sorriso louco de sempre.

- Estamos quase chegando à Lorena, Capitão. Acho melhor que você termine a viagem.

Sasuke nem se dignou a falar algo para a garota, nunca ligou para a rosada e nem confiar nela confiava, seguiu-o escadaria a cima sem olhar para trás. Sakura já estava acostumada com aquilo, então não ligou quando seu querido Capitão saiu sem dizer uma palavra. Quando chegou ao timão, Sasuke viu todos seus marujos fazendo nada. Revirou os olhos. "Preciso arranjar trabalho para eles logo".

-Quando aportarmos – começou chamando a atenção de todos. – Vocês poderão descer e tem um dia para fazer o que quiserem, depois vamos nos reunir e saquear o cara mais rico dessa cidade. Entenderam?

- Sim, Capitão! – responderam batendo suas armas. Estavam animados por um dia longe do Mar.

Sasuke acenou positivamente para aquela animação e guiou seu navio até quase as docas. Ele também estava ansioso por pisar em terra firme de novo, tinha a impressão que algo bom aconteceria, só não imaginava o que poderia ser bom para um pirata como ele.

~~/~~

Hinata estava sentada no sofá enquanto ouvia seu pai lhe passar o décimo sermão do dia. Estava cansada de todos tentarem mandar em si, mas sabia que seria assim para sempre se não conseguisse ir embora. "Sem me casar, senão meu querido marido vai querer mandar em mim também" pensou com asco.

- Você me entendeu, Hinata? – questionou Hiashi pela vigésima vez entre os sermões.

- Sim, papai – respondeu com um suspiro. Aquilo era mentira, não entendia o pai, mas era melhor concordar do que ter que continuar ouvindo àquelas besteiras. – Posso ir para o meu quarto? Acho que já ouvi o suficiente...

- Hyuuga Hinata, melhor você não estar sendo malcriada, mocinha! – exclamou exaltado. – E se for tentar fugir de novo, vou mandar seu primo atrás de você!

Aquilo era tudo que a menina não queria: o chato do seu primo atrás de si. Bufou irritada, sabia que estava agindo como uma criança, mas estava mesmo cansada de ter que obedecer às ordens, no mínimo, absurdas do pai.

- Já disse que não vou mais fazer nada – respondeu séria. "Pelo menos hoje" concluiu em pensamento. – Isabella estará comigo o resto da noite, tudo bem para o senhor?

Hiashi sabia que a filha não mentiria para si, mas estava em dúvida se acreditava ou não nela naquela hora. A contragosto deixou que ela saísse e, depois que ela saiu correndo ao encontro de Isabella, se jogou no sofá e suspirou cansado. Só queria o melhor para a filha e, se pudesse, realizaria todos seus desejos.

"O que vou fazer com você, Hinata?" pensou preocupado.

Dentro de seu quarto, Hinata se jogou na cama e gritou contra seus travesseiros, sua melhor amiga e empregada, Isabella, apenas observava a tudo como se a outro fosse uma criança.

- Agir assim não vai te ajudar, sabe?

- E daí? – retrucou a morena irritada. – Nada vai me ajudar enquanto eu ficar no mesmo teto que meu pai!

- Olhe como fala, Hinata. Você sabe que ele só quer seu bem!

Mesmo não concordando com a maior parte do que o mais velho dizia, Hinata sabia que ele só queria seu bem. Desde que sua mãe falecera, quatro anos atrás, ele se tornara um superprotetor em relação a ela e à irmã mais nova. Levantou-se e olhou pela janela, o Mar se estendia lindo e sereno, como sempre.

- Queria tanto poder entrar em um navio e ir embora – murmurou para si mesma, mas nada escapava aos ouvidos da amiga.

- E morreria de fome? Seria abusada por piratas perigosos? – devolveu Isabella com um suspiro. Hinata apenas lhe lançou um olhar irritado e a ignorou. – Olha, Hinata, você sabe que é melhor fazer o que seu pai quer: se casar com um bom homem, ter uma vida tranquila e...

- Quem me garante que será um bom homem? Quem me garante que ele não fará a mesma coisa que esses tão perigosos piratas de quem vocês tanto falam? – retrucou de braços cruzados.

Isabelle não sabia como responder àquela pergunta, fora pega desprevenida. Como todo Hyuuga, a garota tinha as respostas certas na ponta da língua, por isso Hiashi não conseguia controlar a menina. Olhou brava para a morena e viu o sorriso vitorioso de Hinata, o que a deixou mais irritada.

- Olha aqui, senhorita sabe-tudo, você não vai mais sair sem mim. Não tem escolha a não ser me levar para onde quer que você vá. Vou ser sua sombra – decretou séria. A outra estava pronta para retrucar, mas foi impedida. – Não adianta retrucar! Esta discussão acabou aqui.

Hinata bufou como uma criança e deu as costas para a amiga. Outra pessoa que queria ditar sua vida. Pensou algumas coisas muito feias e deitou a cabeça no batente da janela, seus olhos encontraram o desenho que lhe fora deixado quando era uma criança. Lembrava-se do garotinho claramente e não tinha pretensão nenhuma de esquecê-lo. "Ainda vamos nos encontrar de novo, Sasuke" pensou ainda deitada.

Ouviram batidas apressadas na porta e Isabella se levantou para abrir, encontraram a irmã mais nova de Hinata, Hyuuga Hanabi, na porta. Ela sorria de tão animada que estava, a garota de treze anos dava pulinhos de felicidades.

- O que foi, Hana? – perguntou Hinata quando a irmã entrou no quarto.

- Hina, tenho uma boa notícia! – exclamou exaltada.

Hinata e Isabelle olhavam curiosas para ela. "Algo que deixe Hana assim, eufórica, pode ser problemático" pensou a irmã mais velha indo se sentar em sua cama, ao lado da menor.

- O que foi, Hana? – insistiu apressada.

- Estamos indo para Lorena amanhã de manhã! Vamos ao baile do Conde Marshall! – gritou feliz. Hanabi adorava festa em que pudesse ser o centro das atenções com seus olhos perolados. – Papai, acabou de decidir.

Se a boca de Hinata abrisse mais sua mandíbula cairia. Sabia que aquele era o modo de seu pai de mantê-la afastada das docas e do "seu" Mar. Pegou um travesseiro e colocou no rosto, antes de gritar. Hanabi pulou assustada para o lado, não esperava aquilo da irmã. "Isso não vai ficar assim!" decidiu Hinata. Não iria para Lorena sem lutar contra o pai.

E então, pessoas, o que acharam?

Deixem suas opiniões nos reviews! Eu fico esperando, realmente, ansiosa pela opinião de vocês! \o/

P.S.: Lembrem-se que reviews deixam a autora mais animada! :3