Capítulo – 2
Maio de 1993-Berkeley*
- Todos vão me odiar, sua mãe, ela já não gostava de mim, agora é que ela não vai gostar mesmo.
- Não eles não vão, eles vão adorar meu amor, é uma criança, eles podem ficar surpresos no início, mas quem é que não fica feliz com uma criança. – Tomas a abraça em demonstração de apoio.
- Promete que vai ficar comigo? Que sempre vamos estar juntos não importa o que aconteça?
- Eu prometo! Sempre, nunca vou te deixar, sabe por quê? – ele a faz olhar pra ele – Por que eu te amo. – os dois se beijam ternamente.
Ela estava intrigada, não parava de pensar na menina que mais cedo esteve em seus braços. Seus olhos! Era como se já os tivessem visto antes, mas não lembrava de onde. Aos poucos foi retirada de suas lembranças ao ouvir a voz de Wendy.
- Você está bem?
- Estou ótima. – as duas se encaram alguns segundos até Sara desviar o olhar para os papéis nas mãos de Wendy, na mesma hora em que Vartan chega.
- O resultado da análise de sangue. Eu comparei o sangue encontrado na garrafa e bate com o da vítima, mas o da segunda amostra é desconhecido, só posso dizer que é feminino.
#Antes de voltar ao laboratório Sara encontrou manchas de sangue no chão do quarto da menina.#
- Que estranho! A menina não parecia ter nenhum machucado.
- É que o sangue não é dela. Comparei o DNA com o da vítima e não há nenhum alelo em comum, então...
- Ou a menina não é filha da vítima, ou o assassino se cortou e foi atrás da menina deixando assim seu sangue pelo caminho.
- Se for mesmo isso então por que não a matou?
- Talvez não tenha tido tempo. – assim que terminou de falar Sara saiu deixando Vartan e Wendy confusos.
- Olá doutor! – Dr. Robbins dá um sorriso.
- Soube que Grissom está de volta. – ele fala todo animado.
- Não se anime tanto doutor, é só por alguns dias. – Dr. Robbins desmancha o sorriso e decide mudar de assunto.
- A julgar pela quantidade de perca de sangue eu diria que sua vítima morreu de hemorragia externa, o corte feito pelo assassino não seria o suficiente para matá-la se tivesse recebido ajuda de imediato, também encontrei algumas escoriações nos braços, o assassino a segurou forte com as duas mãos e a jogou no chão causando um pequeno galo na cabeça. – ele olha para Sara e percebe sua inquietação – Algum problema?
Ela o olha, 'porque todos resolveram lhe fazer essa pergunta?'
- Não. – falou convicta e saiu.
Depois de ir a sala de autópsia ela decide ir falar com a menina.
- Oi! – ela adentra à sala e encontra a menina sentada em uma cama de colchão fino, e com as pernas flexionadas ao peito – Posso sentar? – ela diz já sentando e a menina a olha e sobe em seu colo se agarrando a seu pescoço – Tudo bem! – Sara afaga seu cabelo como na primeira vez.
- Você vai encontrar quem fez aquilo com a minha mãe não é?
- Sim eu vou. – ela não gostava de prometer, mas foi impossível ao olhar nos olhos da menina.
- E o meu pai?
- Seu pai?
- Ele tá viajando. – pela primeira vez ela pensou no pai da menina, tinha esquecido completamente dele.
- Tudo bem, primeiro me diga qual é o nome do seu pai.
- Tomas. – Sara quase engasgou com a própria saliva, talvez fosse só uma coincidência.
- E o seu nome?
- Samantha. – ela não pode esconder o choque, como ele pode ter feito aquilo?
