–Er...bem, acho que nem nos apresentamos.- disse Cory, estendendo a mão.- Cory Monteith.
–Lea Michele Sarfati.
–Lindo nome.- ele elogiou, sorrindo de canto.- Combina com a dona.
Lea enrubeceu, sorrindo.
– Bem, vamos atrás de um lugar para ficar, não é?- ele sugeriu.
E lá se foram os dois, debaixo de uma nevasca colossal, buscar um hotel para passarem o Dia de Ação de Graças.
Como era de se prever, os hotéis estavam lotados por causa do feriado, Lea e Cory procuraram bastante, e, ao final do dia, estavam percurso, ligaram para casa:
– O que seu noivo disse?- perguntou Cory, ao ver Lea desligar o celular com uma carinha não muito animada, obviamente.
– Ele ficou triste, mas entendeu o que eu fiz.E a sua namorada, o que disse?- ela retrucou, olhando para o telefone dele.
– Digamos que ela ficou muito brava.- Cory disse, fazendo uma leve careta.- Taylor se liga muito nestes lances de tradição, datas comemorativas...
–Vai ficar tudo bem quando voltarmos, vamos ver.- disse Lea que, em um gesto espontâneo, pôs sua mão sobre a dele. Cory sentiu uma coisa boa, além do contato da pele dela com a sua, algo como uma fisgada no coraçã percebeu e retirou, um pouco tímida, também sentira sua mão mais quente e confortável na dele do que poderia ser normal.
Chegaram ao último hotel que tinha vagas disponíveis na cidade. Eles já estavam cansados, fartos de procurar um lugar, mortos de fome.
– Só temos um quarto disponível, e é de casal.- disse a recepcionista, olhando com uma expressão negativa para a tela do computador.
Lea e Cory se entreolharam. Eles não se conheciam nem há um dia inteiro, e tinham que dividir um quarto? Lea pôs o cabelo atrás das orelhas, preocupada, e Cory disse:
–Olha, vamos fazer o seguinte, eu continuo a procurar outro lugar, e você fica...
–Não, Cory!- Lea o interrompeu, veementemente.- Nós dois...nós podemos...dividir este quarto. Sei que você também está cansado, vamos ficar por aqui.
De novo, ela pôs sua mão sobre a dele. Cory olhou para suas mãos unidas, e sorriu:
–Tá, tudo bem.
O quarto era espaçoso e bem decorado. Sem combinarem ou calcularem o que iriam fazer, Cory e Lea se jogaram sobre a cama, soltando suspiros de alívio por poderem descansar o corpo em um colchão macio entre lençóis e travesseiros cheirosos.
Um olhou para a cara do outro e começaram a rir, como se fossem velhos conhecidos.A conexão entre eles era tão estranha, era como se aquilo já viesse de vidas passadas ou algo assim.
–Ok, acho que vou tomar um banho.- disse Lea, levantando-se.- Você podia ir pedindo algo para a gente comer! Só não quero nada de origem animal porque sou vegan, certo?
–Certo.- disse Cory, pegando o telefone para pedir o serviço de quarto.
Cory também tomou um banho, e eles foram jantar. Havia sanduíches naturais e suco, chocolate quente, sopa, e torta de maçã.
–Meu Deus, isso é comida para um batalhão!- Lea exclamou.
– Olha pro meu tamanho! Tava morrendo de fome!- Cory respondeu.
Eles trocaram mais um olhar intenso.Não sabiam de onde aquilo vinha, mas eles sustentaram os olhos um no outro, se perscrutando, Lea achava-o o homem mais gato que já tinha visto, era noiva e tudo, mas não se achava morta para não poder apreciar a beleza masculina de outros que não fossem Theo. Cory também se sentia atraído por ela, que tinha uma beleza exótica, morena, com uma boca carnuda, vermelha, olhos de avelã...e, bem, ele era homem, e mesmo que não fizesse a linha cafajeste, sim, ele tinha conferido o corpo da garota e visto que seu bumbum era, bom, lindo, além de ter pernas arrasadoras.
Comeram até certa altura em silêncio, quando Cory interrompeu uma garfada e outra na torta para sugerir:
– Você dorme na cama que eu durmo no sofá, Lea.
Ela parou de tomar seu suco:
– Mas...
O que ela iria dizer? Dividir um quarto com um cara que mal conhecia, mesmo sob circunstâncias justificáveis, já era meio embaraçoso, mas dormir na mesma cama?
–Hum...certo.- ela disse.
Mais um hora se passou. Lea tentou falar com Theo, mas o celular dele estava desligado. Enquanto mexia em alguma bobagem do aparelho, Lea não pôde deixar de ouvir a conversa exaltada de Cory com a namorada, mesmo ele estando no banheiro:
– Eu já te disse que não estou mentindo!- ele falou com raiva.- Eu já...Taylor, por favor! Por que eu iria passar este sufoco todo? Ah, é? Pra não ter que aturar você e sua família? Taylor, deixa de ser insegura...
Então, parece que ela desligou, porque ele saiu do banheiro com uma cara entre furiosa e chateada.
–Ei, vem cá...-disse Lea, oferecendo o lugar ao seu lado na cama.- Namorada difícil?- ela sorriu.
–Demais.- ele confessou, baixando os olhos para o celular, como se na tela ele pudesse visualizar Taylor esbravejando contra ele.- Taylor é tão...mimada.- ele suspirou.- Sempre acostumada a ter tudo na hora que quer, isso me sufoca, às vezes.
–Entendo.- Lea falou.- Mas, olha, você sabe que...só estamos aqui porque fizemos uma coisa muito grande e generosa.
–Confesso que estou me sentindo mais feliz aqui com você agora do que estaria se fosse a Taylor.
Lea não esperava ouvir tal declaração. Seu coração disparou, e ela não se reconheceu ficando vermelha com o que Cory lhe dissera, nem com o fato de não protestar ou se afastar quando ele chegou mais perto dela, pegando levemente seu rosto entre os dedos e encostando seus lábios nos dela. As bocas de ambos ficaram apenas coladas por intantes, seus lábios sentindo as novas texturas nunca antes experimentadas. Então, ele abriu a boca, Lea também, e suas línguas se encontraram em um furor surpreendente, ela pendendo sua cabeça um pouco de lado, sentindo Cory segurar seu rosto com mais determinação, enquanto suas línguas bailavam juntas, trocando sabores.
Ao final do beijo, Cory a recostou na cama, deitando-a, e ficou com o corpo pairando sobre o dela. De novo, intensa troca de olhares. Cory segurava a nuca dela, sentindo seu cabelo sedoso escorrer-lhe entre os dedos. Estava enfeitiçado por Lea.
–Você...você é tão linda.- ele sussurrou.
Lea mordeu o lábio inferior, inclinando o corpo para mais próximo do dele:
–Isso pode ser errado, mas eu nunca quis tanto alguém como quero você agora.- ela segredou ao ouvido dele.
Palavras eram coisas que não cabiam mais ali naquele quarto. Eles voltaram a se beijar sofregamente, retirando um a roupa do outro, Lea beijava o pescoço de Cory quando ele retirou o sutiã e seus pequenos seios, empinados e belos, saltaram à vista dele, ela sorriu, como convidando-o a tocá-la, e ele não se fez de -os com cuidado, delicadeza, com um carinho que a desmanchou em suas mãos. Depois, trocou-as, então, pela língua, elevando-a a um novo patamar de excitação.
Lea enterrava a mão no cabelo dele, gemendo, enquanto Cory não apenas apreciava seus seios com a boca, mas todo o seu corpo, soltando beijos incendiários até chegar na sua parte mais sensível, que já estava mais do que molhada e ansiosa por ele.
–Cory, por favor...- ela era tão sexy, e ele tinha certeza que ela não sabia o quanto ele já estava nas raias da loucura por ela. Ele baixou a cabeça entre as pernas morenas e lisas de Lea, sentindo sua maciez, seu gosto, suas dobras abrindo-se em flor para ele degustá-la. Lea gemia, arfava, puxava o cabelo dele, se remexia em delicioso transe sobre a cama, que homem era aquele? Que loucura era aquela que estava fazendo, mas, louco ou não, ela viveria aquele momento com toda a força que a invadia agora, uma onda que quebrava numa praia violentamente, levando-a ao paraíso.
–Você fica mais linda assim ainda.- ele disse deitando ao seu lado, beijando o pescoço de Lea, enquanto ela descia das alturas.
–Eu quero você, Cory.- foi a vez dela de pegar o rosto dele entre suas mãos, olhando com uma ternura e uma paixão que explodiam em seu peito.
Eles beijaram-se de novo, mais ainda, até que Cory lembrou que tinha camisinhas na carteira e correu para apanhá-las. Ele se deitou sobre ela, já nu, e gemeu mais quando ela segurou seu pênis, acariciando-o de cima para baixo com um sorriso safado nos lábios. Cory retribuiu o sorriso,Lea colocou a camisinha nele, e eles se conectaram, intensamente,movendo-se ora rápido, ora lentamente, Lea sentia-o preenchendo seu corpo, sua alma, Cory não cansava de beijar cada pedaço de pele dela ao seu alcance. Era tudo tão bom, tão especial. Seus corpos, seus sexos, seus gemidos, tudo sincronizado, era essa a expressão que os definia: intensidade.E felizes, um levou o outro ao auge, estrelas estourando e voando, seus corpos e seus corações flamejando, o mundo derretendo ao redor.
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